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Pai sofre

 

Imagem minha do Momentos e Olhares

 

Conversa no dia do pai à mesa do jantar após comentários sobre as prendas que os dois mais novos fizeram na escola para festejar o dia:

 

- Então R, e tu não tens nada para dar ao pai? - Diz a mãe.

- Eu não, na minha escola já não fazemos essas coisas.

- Mas hoje é o dia do pai

- ....

- Então?

 

Ela vira-se para mim e diz:

 

- Pai o teu amor por mim e a tua opinião sobre mim mudam alguma coisa por eu não ter uma prenda para o dia do pai?

- .... ?????!!!!! {#emotions_dlg.amazed}

 

- Então pai?, Muda?

- Não R. não muda nada, mas há algo que definitivamente tens que aprender

- O quê?

- Que há alturas na vida em que em lugar de fazer alguns comentários desse tipo, o melhor mesmo é estarmos calados!

 -{#emotions_dlg.hide}

 

É bom termos filhos com personalidade e opinião... mas há coisas que eram mesmo escusadas... principalmente quando nos pomos a pensar de quem terá ela herdado estas coisas. {#emotions_dlg.blushed}

 

Jorge Soares

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publicado às 22:04

José Sócrates

 

Imagem do Público 

 

Nada como um ódio de estimação para fazer a blogosfera e o Facebook entrar em ebulição, não foram precisas mais que umas poucas horas para que surgissem três petições online contra e uma a favor da presença de Sócrates como comentador residente na RTP. Eu já aqui expliquei para que servem as petições online, se calhar não era má ideia a malta ir ler este post.

 

Eu também sou dos que tenho um odiozinho de estimação pelo homem, foram muitos os posts que escrevi contra ele e o seu governo, basta seguir a tag Sócrates, mas não consigo perceber porque os mesmos que agora se rasgam as vestes contra ele, que até vai comentar à borla, não fazem o mesmo escarcéu contra a presença de outros comentadores do mesmo e de outros partidos na televisão, com lugar cativo nos vários canais de televisão e que na maior parte dos casos recebem pipas de massa para dizerem todos os disparates que lhes apetece... ou será que alguém acredita que só ele é que é culpado e os outros que estiveram no governo noutras alturas não são?

 

Jorge Soares

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publicado às 16:52

Crianças invisiveis

por Jorge Soares, em 20.03.13

Crianças invisiveis

 

Quantas famílias sabem que perto de sua casa existem crianças em instituições que podiam crescer melhor numa família, onde pudessem receber um beijo de bons-dias, ter quem lhes lesse uma história, junto à cama, ao deitar, ou lhes desse, simplesmente, um abraço quando lhes dói a barriga ou arranham o joelho?


Todos nós precisamos de assumir um compromisso claro e firme para uma progressiva diminuição do número de crianças que vivem em instituições. 


Desde há mais 20 anos que a situação no nosso país é anacrónica, comparada com a maioria dos países europeus.


Em Portugal, 95% das crianças vivem em instituições (são 8.500 em todo o país), realidade muito diferente do que acontece nos países europeus vizinhos. No nosso país, apenas 5% das crianças separadas temporariamente dos seus pais vivem com famílias de acolhimento, quando em Espanha são 32%, em França 61%, subindo para 72% em Inglaterra.


Este grave problema, em Portugal, até hoje parece não ter ainda roubado o sono a ninguém. 


Como escreveu Jesus Palácios, um grande perito internacional, nos centros de acolhimento, as crianças acabam por se tornar invisíveis. E neles acabam por passar muitos anos da sua infância e adolescência. E quanto mais tempo, as crianças passam nas instituições, mais difícil é encontrar-lhes uma alternativa familiar e mais danos acumulam. Infelizmente, ainda hoje muitos entram pequeninos e são logo institucionalizados, permanecendo nos centros boa parte da sua infância, senão toda. 


Ou será que, num país tão solidário como PORTUGAL, não existem famílias de acolhimento dispostas a que, já no próximo ano, seja possível que nenhuma criança menor de três anos tenha de passar uma única noite numa instituição, como já acontece em muitos países europeus e em comunidades da vizinha Espanha? 


Em Portugal, estas famílias existem, mas é preciso querer e saber procurá-las, cativá-las, prepará-las, apoiá-las e fazer com que a sua experiência seja satisfatória. Para as crianças implicadas, com certeza será. 


Então, porque é que há tantas e tantas crianças a viver em instituições?


Isto acontece – também ocorreu, no passado, noutros países - porque apesar da colocação de crianças em instituições ser a medida menos recomendável, ao mesmo tempo, é a mais fácil de gerir. É muito mais simples construir e contratar profissionais para centros de acolhimento do que procurar famílias adequadas e apoiá-las eficazmente. Mas o mais fácil para o Estado nem sempre é o mais conveniente. E quando falamos de crianças que tiveram experiências familiares muito adversas, e que necessitam de vivências reabilitadoras e terapêuticas, a institucionalização é sem dúvida a solução menos desejável. O risco vivido na família biológica é substituído pelos riscos inerentes à institucionalização, que são tantos e cientificamente documentados e que afetam sobretudo o desenvolvimento emocional e a saúde mental, mas também o rendimento escolar e a integração social presente e futura. As instituições não são as causadoras destes problemas, no entanto, também não servem para resolvê-los, contribuindo, não raras vezes, para o seu agravamento.


Haverá quem pense que a melhor solução (acolhimento familiar) é muito mais cara do que a situação menos desejável (institucionalização), para acolher a criança até que regresse para junto dos seus pais. Mas é justamente o contrário. Uma criança num centro de acolhimento é muito mais dispendiosa (mais do dobro do custo) para o Estado. Não se devem promover acolhimentos familiares apenas porque são mais baratos, mas a verdade é que colocar as crianças numa instituição é a alternativa menos desejável e é também a mais cara. Por isso, também não existem desculpas financeiras, para se mudar esta situação, em Portugal, de uma forma muito mais decidida, agora que estamos quase a chegar aos 25 anos da Convenção Internacional dos Direitos da Criança.


Nos últimos seis anos, provamos que é possível, em Portugal, encontrar alternativas familiares, para as crianças que têm de viver separadas temporariamente dos seus pais, por decisão da Comissão de Proteção ou do Tribunal.


A experiência na MUNDOS DE VIDA tem sido extraordinariamente positiva, já encontramos e formamos mais de 90 famílias de acolhimento.


A Beatriz e mais 8.500 crianças, que vivem em instituições, podem ter esperança. Os portugueses são um dos povos mais solidários do mundo. Vamos continuar a trabalhar para que as crianças em Portugal tenham "direito a crescer numa família".


Neste momento, decorre a Campanha Procuram-se Abraços 2013 que visa encontrar mais Famílias de Acolhimento para Crianças, em 10 concelhos dos distritos de Braga e do Porto.

 

Se gostava de ser família de acolhimento ou de saber mais sobre este tema, visite o site www.mundosdevida.pt, envie um simples email para mundosdevida@mundosdevida.pt ou telefone para 252499018.


OBRIGADO.


Retirado do Facebook

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publicado às 23:37

Queremos ser como a China ou como a Alemanha?

por Jorge Soares, em 19.03.13

Belmiro de azevedo

Imagem do Pontos de Vista 

 

"sem mão-de-obra barata não há emprego"


Belmiro de Azevedo foi ao Clube dos Pensadores dizer que não há emprego sem mão de obra barata.... O Belmiro anda mesmo distraído. Na Europa os três países com as maiores taxas de desemprego são a Espanha, a Grécia e Portugal, curiosamente ou talvez não, são também os três países com o salário mínimo mais baixo.

 

Pelo contrário, paises como a Alemanha, a Noruega, a Suécia, a Inglaterra, onde o salário mínimo é cinco ou seis vezes o praticado em Portugal, tem taxas de desemprego a rondar os 5%, ou seja cinco ou seis vezes inferior há que temos por cá.

 

É claro que existem muitos outros factores que influenciam a taxa de desemprego, mas dizer que não há emprego sem salários mínimos de miséria, é conversa de quem está habituado a prosperar unicamente à custa do trabalho dos outros.

 

É claro que há países que prosperam devido à mão de obra barata, na China por exemplo as condições de trabalho são quase sub humanas, mas é mesmo o exemplo que queremos seguir?, ou será o dos países desenvolvidos e onde as condições de vida e de trabalho são decentes?

 

Queremos ser como a China ou como a Alemanha?

 

Jorge Soares

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publicado às 20:00

Bairro da Bela Vista, Setúbal

 

Imagem do Público 

 

Hoje soubemos que nenhuma das balas disparadas pelos agentes atingiu o jovem da Bela Vista que morreu no Sábado após uma perseguição pela polícia, o jovem morreu precisamente porque circulava sem capacete, ironia das ironias, era esse o motivo pelo que o tinham mandado parar.

 

A presidente da Câmara de Setúbal pede ao governo mais e melhor polícia para o bairro, para quê? não é com mais polícias que se resolvem os problemas de um bairro que cada vez mais parece esquecido por uma cidade que vive de costas para ele e para quem lá vive.

 

Maria das Dores Meira chegou à presidência da Câmara em 2006, vai terminar o segundo mandato, a Bela Vista era um problema quando ela chegou à Câmara, o bairro tinha um ar degradado, a taxa de insucesso escolar era elevadíssima, e os problemas de delinquência eram constantes, entretanto passaram quase sete anos, estamos a chegar ao fim do segundo mandato e o que mudou?

 

Há partes do bairro que foram pintadas porque alguém ofereceu as tintas e os moradores deitaram mãos à obra, se há algum trabalho social é porque há na comunidade quem se esforçe por fazer a diferença, de resto nada mudou. O bairro continua com o mesmo ar degradado e abandonado de sempre,  com a crise e o aumento das dificuldades por parte de uma franja da população que nunca deixou de as ter, a situação social só piorou.

 

Pedir mais policia é sempre o mais fácil, mas em que é que isso vai melhorar a situação? melhor polícia quer dizer o quê? o Jovem morreu porque ia sem capacete e decidiu não parar quando a polícia o tentou questionar. Outros policias teriam feito o quê? fechado os olhos e ignorado a infracção e falta de respeito à autoridade?

 

Em época de eleições fica sempre bem dizer o que as pessoas querem ouvir, mas demagogias  à parte, gostava que a senhora explicasse o que é que quer dizer  "polícia suficiente", é haver um polícia dentro de cada prédio?, um em cada esquina?, um em cada rua?

 

Não é com mais policia ou com outros polícias que se resolvem os problemas de um bairro social, e muito menos um onde foram amontoados os esquecidos da sociedade, é com mais programas sociais, com mais e melhor escola, com programas de emprego. A Câmara não pode fingir durante décadas que o bairro não existe para depois vir pedir mais e melhor polícia cada vez que há um problema, de que serve a polícia se as pessoas não tem perspectiva de alguma vez terem um futuro decente?

 

Jorge Soares

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publicado às 21:00

Carnaval no Chipre

 

Imagem do Público 

 

Quantas vezes ouvimos a frase, "Os ricos que paguem a crise"? No Chipre é isso que vai acontecer, uma das condições da Troika para o empréstimo de dez mil milhões de Euros é que seja aplicado um imposto imediato de 10% sobre todos os depósitos bancários superiores a cem mil Euros. Para os depósitos inferiores a este valor o imposto é de 6,5 %. Em contrapartida os depositantes ficam com acções dos bancos.

 

O Chipre é uma espécie de paraíso fiscal para os ricos da Rússia que utilizam os bancos da pequena ilha no mediterrâneo para esconder os negócios obscuros e lavagem de dinheiro, calcula-se que perto de um quarto de todo o dinheiro existente nos bancos pertença a cidadãos russos e Gregos, estes últimos depositaram a sua riqueza no Chipre para fugir a uma hipotética saída da Grécia do Euro. É  precisamente este dinheiro que a troika tenta apanhar com esta medida.

 

Para terem uma ideia da quantidade de dinheiro que existe nos bancos cipriotas, o governo calcula que irá obter quase seis mil milhões de Euros com esta medida, mais de metade do resgate Europeu. O que significa que os bancos tem depósitos superiores a sessenta mil milhões de Euros, quase três vezes o valor do PIB do país,  isto num país com menos de oitocentos mil habitantes é mesmo muito dinheiro. 

 

Qual seria o efeito de uma medida destas em Portugal?, muito pouco.  Por cá a maioria da população tem dívidas, a nossa mania de termos todos casa própria e o crédito fácil, há muito que nos fizeram esquecer o que é poupar, nós não temos dinheiro nos bancos por isso dificilmente alguém se lembraria de uma medida destas... Ao contrário do Chipre, é muito mais efectivo cortar nos salários e aumentar os impostos.... se calhar a maioria de nós preferia mesmo que aplicassem uma medida destas que pouco ou nada nos afectaria, a ver os nossos salários a serem reduzidos todos os anos... ou seja, Os ricos que paguem a crise.

 

Mas tudo isto não deixa de ser assustador, a mensagem que se está a passar aos europeus é a de que os bancos não são um lugar seguro para se ter o dinheiro, e se até aqui quem tinha algum o colocava rapidamente num Off - shore qualquer, a partir de agora vamos assistir a uma corrida aos Off-Shores .... e há quem diga que isto é o principio do fim da economia da Europa e da união europeia.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:15

Conto - Algo do tipo

por Jorge Soares, em 16.03.13

Mesa de escritora

Imagem de aqui


Semana passada, realizei um sonho de uma romântica escritora que a tudo romantiza: fui a um antiquário aqui perto e comprei uma máquina de escrever. Escolhi a mais capenga e o vendedor pareceu feliz em despachar logo aquele caco velho quando a envolveu num jornal (?), colocou dentro de várias grandes sacolas forradas por outras grandes sacolas e me entregou. Ia perguntar sobre garantia, mas achei que seria perca de tempo. Minha coluna meio torta e o suor brotando debaixo do meu cabelo, carreguei-a pela rua. Ô coisinha pesada, viu? Passei na papelaria para comprar tinta e papéis e canetas, várias delas. Disse à moça do balcão que não precisava de outra sacola. Segui adiante. Na esquina de casa uma padaria. Parei. Comprei um maço de "Um raro prazer", pó de café, refrigerante, vodka e biscoitos. Dessa vez dividi o peso. Segui. A próxima e última parada seria apenas em casa.

Peguei minha máquina de escrever, capenga, tão velha quanto eu, e coloquei em cima da mesa de madeira. Ajeitei-a de modo imperfeito. Demorou um pouco até que eu pudesse atingir o torto-sutil perfeito, que era minha meta. Fui na cozinha e comecei a preparar o café. Enquanto ficava pronto, fui cuidar do resto. Peguei copos de geléia e extratos de tomate, acendi vários cigarros e os deixei queimando para que as cinzas caíssem dentro dos copos. Abri os blocos de papel, coloquei um ou outro na máquina e comecei a digitar coisas incoerentes, como esse texto. E daí tirava furiosamente a folha e fazia bolas de papel que jogava por ali; alguns na cesta de lixo, outros não. Fiz isso várias e várias vezes. Abri a garrafa de vodka e a empurrei com a ponta do dedo, propositalmente. O líquido escorreu pela madeira por uns segundos, quase um minuto — parece pouco, mas foi quase a garrafa inteira, filho — e depois fui lá, coloquei a garrafa em pé e coloquei folhas de papel por cima. A essa altura os cigarros eram apenas cinzas, amassei as guimbas contra o vidro e em seguida as deixei deitadas no fundo do copo. Achei que não era suficiente, definitivamente um maço não era o bastante.

Peguei o elevador e comecei a bater nas portas. "Oi, você é fumante? Não? Desculpe."; "Oi, você é fumante? É? Você pode me dar caixas vazias? Espero sim, obrigado." Quando achei que vários olhares confusos e que uma semana de comentários sobre minha pessoa já era bom, voltei ao meu apartamento com mais ou menos seis maços vazios. Coloquei dois em cima da mesa, mais três dentro do cesto e o resto no chão. Parecia bom. Voltei minha atenção para o café que não beberia. Peguei várias pequenas xícaras dentro do armário e dois pratos grandes. Espalhei farelo em um dos pratos, tive que esfregar um biscoito no outro para ter o maior número de farelo possível. Daí peguei o outro prato e coloquei por cima — nesse eu coloquei os biscoitos meio inteiros, meio defeituosos. Espalhei um pouco de farelo pela mesa também. Peguei a jarra de café e comecei a dividir o conteúdo entre as xícaras. Deixei-as lá, descansando, por uma hora ou um pouco mais. Derramei um pouco de café nos pratinhos, deixando-os meio manchados. Derramei também em cima da mesa e em alguns papéis. O cheiro da bebida impregnou o recinto.

Corri pela casa. Espalhei livros novos, livros antigos, dicionários de línguas que nem falava por tudo que era canto, principalmente na mesa e em volta dela. Fiz uma pequena pilha ao lado do sofá com um dos copo-cinzeros (?) para fazer companhia. Coloquei copo-cinzeros no banheiro também. Eu sei que é estranho. Espalhei jornais e discos de vinil também. Dei uma olhada e parecia bom. Só faltava mesmo uma coisa. Peguei mais copos de extrato de tomate e os virei de cabeça para baixo, deixando a base para cima. Acendi velas e as prendi no fundo dos copos. Deixei-as queimar por um bom tempo, algumas chegaram a ficar pela metade antes de apagá-las. As espalhei por lugares estratégicos. Coloquei duas na mesa, perto da máquina de escrever.

No final, peguei um copo de refrigerante e comi um biscoito enquanto contemplava o que tinha feito com meu apartamento. Pronto. Agora convenço qualquer um de que aqui mora uma escritora.

Qualquer um, menos eu.


Rebecca Albino


Retirado de Releituras

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publicado às 20:04

Descobrindo a nova música Portuguesa - Candeio

por Jorge Soares, em 15.03.13

Candeio

 

Estes são os Candeio, não há muita informação disponível sobre eles , mas fica um dos seus singles, Vento de Alba, ouçam

 

 

Letra

 

Longos são os teus caminhos
fundo vai o teu olhar
vento de alba entre em nós
acelera o respirar

 

Já não vou voltar atrás
atrás vou do chamamento
vento de alba entra em nós
incendeia-nos por dentro

 

Golpe de asa,volto a casa
acelera o respirar
porta aberta que me chama
já não controlo o andar

 

tanto o amaldiçoámos
tanta pedra lhe atirámos
ainda assim sobreviveu
mais forte que tu e eu

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publicado às 22:18

O que esperamos deste papa? Absolutamente nada!

por Jorge Soares, em 14.03.13

Non Habemus papa

 

Imagem do Pontos de Vista 

 

A imagem acima apareceu-me ontem ao fim do dia no Facebook, já por si é uma imagem forte, ontem era ainda mais forte, porque foi um dia em que pudemos ver todo o fausto e o luxo em que vivem muitos dos que todos os dias enchem a boca com palavras cheias de intenção mas que na realidade não passam disso, de palavras.

 

Hoje a Golimix deixou-me o seguinte comentário no post que fiz com a imagem no Pontos de vista:

 

"Estavas à espera de um Papa que tirasse o seu anel, que vale uma pipa de massa, que retirasse regalias do Vaticano e acabasse com a excentricidade da Igreja para ajudar, para fazer a mensagem que "teoricamente" pregam?"

 

Na realidade eu não esperava nada, nem deste papa, nem dos anteriores, não há muito a esperar, estiveram 115 gajos encerrados no luxo quase pornográfico do Vaticano para decidir quem  será o galo que se sentará a seguir sobre o pote de ouro.

 

Esses 115, juntamente com muitos outros, vivem como príncipes há vários anos, todos os dias pregam ao mundo mas não se privam de nada, nem a eles nem ao séquito que os rodeia. Como é que alguém pode esperar que algum destes senhores mude o que quer que seja?

 

Alguém acha que alguma das crianças da fotografia sabe quem é o papa?, é claro que não, eles estão preocupados com coisas muito mais importantes, ter o que comer por exemplo. Mas ninguém duvida que todos os cardeais sabem da existência destas crianças, e alguma vez algum se privou do que quer que fosse para tentar acabar com situações como as que se vêem acima?

 

Com o dinheiro que se gastou nestes últimos dias em Roma quantas crianças se alimentariam durante um ano?

 

É claro que eu não espero que ele venda o anel... mas se o fizesse e o convertesse em pão para os pobres seria sem dúvida nenhuma digno da minha admiração, até lá, não passa de um ditador mais, idolatrado por muitos sem que se perceba porquê, afinal o que fez ele até agora para merecer tantas loas e aclamações?  Agora está sentado num trono de ouro enquanto há zonas do mundo em que as crianças tem que lutar para terem cesso a umas migalhas de pão.

 

Para mim a existência de um papa e de tudo o que o rodeia é só mais uma prova de que deus não existe, porque de certeza absoluta que não há nem homem nem deus nenhum que aguente a utilização do seu nome em vão como o fazem estes senhores todos os dias.

 

Jorge Soares

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publicado às 21:34

Franciso primeiro, papa argentino

Imagem do Sapo

 

Depois da renuncia do papa Bento em nome da necessidade de  alguém com uma outra energia e vontade de fazer a renovação da igreja, estava à espera da eleição de um papa mais jovem e que mostrasse uma maior ruptura com a linha que até agora se tem seguido no Vaticano. 

 

Independentemente da sua origem, parece-me que este papa longe de representar a renovação necessária, representará sim mais do mesmo, não só pela sua idade mas também porque é um homem da linha de Ratzinger.

 

Vivemos numa época em que a igreja necessita uma renovação real, de um papa que consiga levar à cúria ideias mais próximas da época em que vivemos. Temas como o celibato, o casamento entre pessoas do mesmo sexo, os contraceptivos e sobretudo o escândalo da homossexualidade na igreja católica , tem que ser enfrentados desde uma perspectiva real e não desde uma posição dogmática.

 

Francisco Primeiro tem 76 anos, é um papa que vem da América Latina, mas isso não significa necessariamente que venham novos ventos de renovação, a igreja latino-americana não é conhecida precisamente por estar na vanguarda, bem pelo contrário. 

 

Quer-me parecer que ainda não é desta que a igreja vai acordar para o mundo, esperemos que quando o faça não seja tarde

 

Jorge Soares

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publicado às 22:15



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