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ANTHIMIO DE AZEVEDO

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Quando pensamos que já ouvimos tudo, eis senão quando, o ministro da Troika, perdão, das finanças. disse o seguinte: "O investimento foi “adversamente influenciado pelas condições meteorológicas do primeiro trimestre que afectaram a actividade da construção"


Ou seja,  a culpa é da chuva, já ninguém estranha quando a culpa é do governo anterior, mas culpar o São Pedro pela falta de investimento é mesmo inédito.


Se calhar o senhor ministro devia pedir ao Cavaco que peça à santa de Fátima que meta uma cunha ao São Pedro para que não chova muito nos próximos tempos... quem sabe  e isso resolve o problema da austeridade a mais.

 

Mas se o problema é do clima, se calhar o melhor mesmo era em lugar de um economista, termos o Anthímio de Azevedo como ministro das finanças, de certeza que acertava mais nas previsões.


Jorge Soares

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publicado às 21:47

Quem se importa com os professores?

por Jorge Soares, em 06.06.13

Quem se importa com os professores

 

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Não, não sou professor, mas tenho ouvido e lido com algum espanto a forma como o ministro da educação, alguns pais e hoje até Cavaco Silva, olham para a greve que se anuncia nos dias dos exames nacionais.

 

Cavaco e o ministro Nuno Crato acusam os professores de utilizarem os alunos, e há um coro de gente que pede para que a greve seja noutra altura... noutra altura quando? Uma greve que não prejudique ninguém serve para quê? Para que quem faz greve perca um dia de salário? Se não se prejudica ninguém, qual o efeito da greve?

 

O presidente da República que parece que só acorda para vir defender o governo, vem dizer que não se podem utilizar os alunos, que "os estudantes não podem ser meios para atingir fins”, mas por acaso os professores tem algum outro meio para manifestarem o seu desagrado e indignação que não seja este? 

 

Gostava de ouvir Cavaco Silva falar das condições quase surreais em que se dão aulas em Portugal, das escolas sem dinheiro para reparações, sem dinheiro para fotocópias, do facto de haver escolas onde os alunos tem de levar o papel higiénico de casa, dos roubos e da violência que acontecem dentro e fora dos recintos escolares, de alunas que são violadas pelos colegas de 13 anos... era disso que queríamos ouvir o presidente falar, mas não, ele preocupa-se é em atacar quem utiliza o seu direito à greve para se defender dos atropelos deste governo... se é para isso, mais valia continuar mesmo calado!

 

 

Jorge Soares

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publicado às 21:47

Lagarde

 

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A noticia do dia apareceu no New York Times, o FMI prepara-se para admitir que cometeu erros graves na forma como lidou com a crise da divida da Grécia.

 

Demoraram dois anos a reconhecer o que há muito que era mais que evidente, nomeadamente o facto de não terem previsto a forma como o excesso de austeridade iria afectar de uma forma tão negativa a economia, o excesso de medidas de austeridade levaram o país a uma espiral recessiva da que não se sabe quando poderá sair.


As medidas que se aplicam por cá são uma copia da receita aplicada na Grécia, o governo acaba de fazer dois anos no poder e até hoje está por ser anunciada a primeira vez que o ministro Gaspar acerta uma das suas previsões, não era preciso o FMI vir dizer que fez asneira, todos sabemos que a austeridade só está a afundar ainda mais as economias, dois anos depois o FMI reconhece que errou, quando o fará o nosso governo? E quando  vai arrepiar caminho?

 

Senhores do governo, não há pior cego que o que não quer ver.

 

Jorge Soares

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publicado às 21:42

Em Nova Iorque as mulheres já podem fazer Topless

 

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É uma questão de igualdade: em Nova Iorque as mulheres podem fazer topless


Qual é a noticia? a noticia é que em Fevereiro e para evitar desigualdades entre homens e mulheres, a polícia de Nova Iorque emitiu um memorando interno a recordar que há uma lei de 1992 que em nome da igualdade de direitos, reconhece às mulheres o mesmo direito de andar despido da cintura para cima que aos homens. Como parece que os polícias americanos comem muito queijo e são duros de ouvido, o memorando foi repetido e enviado 10 vezes.

 

"Os agentes não devem incomodar "os indivíduos, homem ou mulher, que se mostrem em público sem roupa da cintura para cima", diz o memorando a que a AFP teve acesso nesta segunda-feira.


Não é novidade nenhuma que a sociedade americana é muito mais conservadora que igualitária, só isso explica que seja necessária uma lei para decidir a igualdade e que os polícias tenham que ser repetidamente recordados dessa pretensa igualdade.... mas, alguém me explica porque é que o Público ilustra uma noticia sobre topless femenino com uma fotografia de um homem de peitos à mostra? 

 

Jorge Soares

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publicado às 22:05

Livro - A Alma do Mundo de Susanna Tamaro

por Jorge Soares, em 03.06.13

A alma do Mundo

 

Não me lembro de ter lido antes algum livro de Susanna Tamaro, este estava no monte dos lidos pela R.,  um monte que não para de crescer, com coisas dos mais variados estilos e para todos os gostos. Peguei nele só porque era o que estava por cima.

 

Se tivesse que descrever o tema eu diria que, este é um livro que fala de solidão, é a história de alguém que nasce, cresce, se torna homem e vive na mais absoluta solidão, não porque viva só, mas porque apesar de viver e interagir com muitas pessoas ao longo da sua vida, não consegue deixar mais que uma ténue marca no mundo que o rodeia.

 

Walter é filho único e mantém uma relação distante com o seu pai, um homem marcado pela segunda guerra mundial. Um dia com 16 anos após mais uma discussão decide partir e correr mundo, termina viciado em álcool e internado numa clínica de reabilitação. Ali conhece Andrea, a única pessoa em toda a sua vida com quem consegue ter algum tipo de ligação.

 

Todo o resto do livro não é mais que uma enorme colecção de metáforas e analogias sobre o percurso dos seres humanos. Walter passa por diversos estados de espírito mas por mais que tente não consegue sair do buraco escuro onde a sua solidão teima em o encerrar. Tudo se lhe escapa entre as mãos: o sucesso como escritor, os empregos, o amor, as amizades, a família... e à sua volta só cresce o silêncio e a solidão.

 

No fim, quando pensamos que finalmente encontrou um objectivo e um caminho, resulta que este só o leva ao encontro de mais vazio e mais solidão.

 

Em resumo, é um bom livro, bem escrito, mas não deixa de ser um livro triste e até deprimente... mas esta é só a minha opinião, leiam a sinopse...

 

Sinopse:

 

Alma do mundo é um best-seller nos Estados Unidos e em todos os países da Europa em que foi lançado. Susanna Tamaro é fenómeno de vendas sem nenhuma fórmula de sucesso. O título já diz tudo: Anima Mundi, na filosofia de Platão, significa a divindade que unifica o que é diferente e o que é similar para criar a alma do mundo. É um livro sobre compaixão, erros, amor e amizade, partilhado entre dois jovens em busca, por trilhas diferentes, de seus caminhos, seus ideais.


Susanna Tamaro utiliza os elementos – Fogo, Terra e Vento – que coincidem com três períodos distintos na vida de seu protagonista, Walter. É através dele, a voz da consciência, que é narrado o tortuoso caminho de sua estrada e também a não menos penosa de seu amigo Andrea.


O romance é dividido em três partes. Na primeira, Fogo, a autora mostra a relação passional (e celibata) entre os dois jovens. Andrea, um rapaz experiente e de personalidade agressiva, contrasta com Walter, figura doce e sensível. Juntos eles escapam do hospital psiquiátrico em que se conheceram. Na fuga, planejam seu futuro. Andrea quer ser um justiceiro e Walter quer ter uma vida comum, casar e ter filhos. Andrea demove-o dessa idéia e o convence a ser um artista, um poeta e que esse é o seu destino.


Na segunda parte, Terra, Andrea desaparece do cotidiano de Walter, mas é sempre citado em suas lembranças como ponto de referência de seus actos. Walter vai para Roma, vira escritor, conhece o sexo, o amor, mas é infeliz. Percebe que as metas traçadas por Andrea estão muito difíceis de ser alcançadas.


Um dia ele recebe uma carta de Andrea, pedindo ao amigo que vá ao seu encontro. Aí começa a terceira parte do livro – Vento. Walter não vai de imediato. Ele não se sente preparado para revelar que falhou como um grande artista. Então, volta para casa. Lá encontra uma outra carta de Andrea, que nunca havia chegado às suas mãos. Walter sai em busca de Andrea, mas encontra uma freira. Neste encontro acontece a grande reviravolta do livro.


Jorge Soares

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publicado às 21:45

A morte de Beatriz será em nome de que deus?

por Jorge Soares, em 02.06.13

Beatriz

 

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No Jornal diz "Tribunal protege a vida de Beatriz e do seu filho" Beatriz é uma jovem mulher de El Salvador, está grávida de 24 semanas, tem uma doença auto-imune chamada lúpus que lhe está a causar graves problemas renais e que põe a sua vida em risco. Tem também pré-eclampsia, uma doença que pode surgir durante a gravidez ou logo após o parto e que se caracteriza por hipertensão, retenção de líquidos e ainda um excesso de proteínas eliminadas pela urina.

 

Afectado pela doença de Beatriz, o feto desenvolveu-se sem uma parte do cérebro e portanto na melhor das hipóteses sobrevirá umas horas após o nascimento, isto se Beatriz cujo estado de saúde se deteriora dia após dia, conseguir sobreviver até ao momento do nascimento.

 

No El Salvador o aborto é completamente proibido, mesmo o aborto terapêutico nos casos em que está em perigo a vida da mulher.

 

Levado o caso até ao tribunal supremo, este proibiu o aborto, o que na prática não é mais que uma condenação de Beatriz à morte, dada a pouca probabilidade que com o seu debilitado estado de saúde ela consiga sobreviver até ao momento do parto.

 

É nestas alturas e perante casos como este que me pergunto que sentido faz tudo isto?  Percebo que exista quem em nome princípios morais e/ou religiosos seja contra o aborto e contra o livre arbítrio das mulheres sobre o que devem ou não fazer com o seu corpo, não partilho desses princípios mas tento entender e respeitar... mas que sentido faz colocar em causa a vida de uma jovem de 22 anos quando não há a menor hipótese de salvar o filho que ela leva no ventre? Para que sacrificar duas vidas quando se pode salvar uma?

 

Qual é o preceito moral ou religioso que explica que Beatriz tenha que morrer só porque algumas pessoas não abdicam dos seus princípios?

 

A maioria das pessoas que é contra o aborto fala de salvar vidas, qual é a vida que se salva neste caso? 

 

As últimas noticias falam de uma esperança para Beatriz, uma ministra salvadorenha encontrou um artifício que permitirá fazer um aborto com outro nome, mas no caso que ela venha a morrer entretanto, alguém acredita que a sua morte seja em nome de deus? A sério alguém acredita que existe um deus que prefere que morram dois seres em lugar de salvar um? Qual deus?

 

Jorge Soares

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publicado às 21:35

Conto - O despertar de Jaimão

por Jorge Soares, em 01.06.13

O despertar do Jaimão

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Ouviu a voz da mulher gotejando. Como se estivesse submerso num tanque de água e as palavras dela fossem caindo, lágrimas da lua.
- “Graças a Deus, você acordou”.
Jaimão não percebeu o motivo da fala de Elvira. Olhou-se no corpo, horizontal. Os pés, de pé, todos despidos. Se recordava, em cacos de memória. Deitou-se foi num dia, longe.
- “Não deitei calçado, mulher?
- “Deitou, sim”.
Então porquê a ausência dos sapatos? Elvira explicou: tiraram enquanto ele dormia. Foi ideia do vizinho Raimundo: ele sabia que os mortos falam com os dedos dos pés. Essa é maneira de conversarem com os vivos. “Sim, o vizinho disse assim, Jaimão. Tirámos seus sapatos quando já pensávamos que não acordava mais. Você, Jaimão, é o pai mais novo dos meus filhos, você dormiu quinze dias, de fio em novelo. Juro, mando, quinze dias de tempo. Até já pensávamos você tinha chegado ao fim, parado de doença falecível”.
- “Qual dia é hoje?
- “O dia não interessa”, respondeu Elvira, “o que importa é que você acordou”. Jaimão se ergueu no leito, sentou-se com custosos gemidos. “Mineiro que fui, tantos anos, me habituei a descer lá nas funduras, mais fundo que os subterrâneos. Desta vez, Elvira, escavei-me fundo de mais. Demorei foi a chegar à tona do mundo”.
- “Deixa ver seus olhos, Elvira. É que quase não lembro deles”.
Elvira se postou perante o recém-regressado. Jaimão passeou saudades pelo rosto da mulher. Mas logo ele pousou o olhar no chão.
- “Sonhei que você tinha saído com outro.
- “Com outro?”
O despertado tossiu, saltaram-lhe sangues de dentro. Tentou esconder o vermelho nos lençóis. “Deixa que eu limpo”, sossegou a mulher. Ele desviou-se da intenção dela. Mas ela insistiu:
- “Homem não deve mexer em sangue. Só a mulher.
- “E porquê?
- “Em vocês, homens, o sangue anda junto com a morte.
- “Você fala coisa que nem sabe.
- “A mulher é que pega no sangue e faz nascer uma outra vida.
- “Conversa redonda, Elvira. Mas me diga uma coisa, mulher: todo esse tempo você não chamou ajuda de ninguém?
- “Ninguém.
- “Mas então o satanhoco do Raimundo não veio me ver, nesse meu estado?”
Sim, ela chamara Raimundo, o vizinho. Isto é, não é bem que chamara. Apenas mostrou ponta de chamamento. “Que eu, marido, não gosto de falar fora assuntos de dentro. No início ele recusou vir. Raimundo até que falou, rindo, assim”:
- “Doente? Isso é manha dele. Eu desautentico esse seu marido, Dona Elvira. O gajo é mestre da preguiça, lhe conheço desde-desde. O sacana só está fingir do sono, mais nada.
- “O sacana? Raimundo me apelidou mesmo assim?”
Jaimão não cabia em si. “Conta mais, mulher, quero saber bem desse Raimiudinho”.
- “Mas, marido, nem imagina o seu amigo quem é. Não foi que ele me aproveitou?
- “Lhe aproveitou, como?
- “Sim, ele me fez adiantamentos. Que eu era bonita de mais valer, devia era aproveitar o seu adormecimento.
- “Ai, sim? Raimundo disse isso? Vai ver, traidor. Lhe despromovo, filho de uma quinhenta, lhe desconto no retroactivo.
- “Foi nesse momento que você, marido, começou a mexer os dedos dos pés. O Raimundo se debruçou todo para assistir ao seu dedilhar. Você movimentava e ele lia seus dedos.
- “Não quero ouvir mais essa história, mulher. Chama-me esse sacana. Agora mesmo”.
Elvira sai para ir chamar Raimundo. O vizinho não demora a chegar. Na soleira da porta trocam palavras, ele e a dona da casa. Segredam-se:
- “Você já lhe disse, Elvira?
- “Lhe disse o quê?
- “Que ele vai morrer.
- “Eu não sei como falar essas coisas”...
Do seu leito, o despertado grita: “que fazem vocês aí, aos segredinhos? Não me diga você está escadear na minha mulher?” Elvira se chega ao leito do moribundo, festeja-lhe a fronte, deitando-lhe ternuras. O vizinho também se aproxima, mãos cruzadas no ventre, sinal do respeito. O recém-dormido fala:
- “Então Raimiúdo, eu te mandei estudar, tu és quase da família. E agora me fazes assim de mim, teu pai hierárquico?
- “Fiz o quê, vizinho?
- “Me redemoinhas na mulher. Diga, sinceramente, estamos de homem para homem.
- “Pensava que você já não acordava mais. Mas foi por causa do que você falou.
- “Falei o quê, seu aldrabão?
- “Disse para eu tomar conta das suas heranças... incluindo ela.
- “Mentira, satanhoco!
- “Falou, juro, falou com os dedos dos pés”...
O grande Jaimão espumava as raivas. “Trabalhei anos, deixei meus pulmões nas minas do John. Onde estão meus randes, onde mexeram minhas poupanças?” Súbito, em sua mão se acendeu um brilho de faca. “Respeito, Raimundo, ainda lhe vou naifar essas fuças todas. Não estudou o respeito, lá na escola que lhe mandei? Mas com gente igual a você, não se gasta palavra. Com você a gente se explica com lamina. Daí o motivo da bala, a razão da catana”.
- “Estou pedir grande desculpa, Jaimão.
- “Sabe qual é o castigo? Sabe, não é?”
Enquanto perguntava ia raspando a barriga da faca na pedra do chão. O outro se placava de encontro à parede, milimétrico. “A vida, caro vizinho, a vida é que é muito mortífera”.
- “Não me mate, Jaimão!”
O outro prosseguia com esmero a afiação da lamina. Levantava o punhal, examinava-o à contraluz. Vistoriava o instrumento da punição. Demorava-se só para aumentar o sofrimento do outro? Ou, de contrária maneira: muito tacto, pouco acto? Raimundo, de joelhos, implorava. Mas Jaimão prosseguia ameaça:
- “Eu vou-lhe deseliminar. Ou você pensa que sou um papagago?”
De repente, o vizinho atrevido se reatreveu e, aos gritos, desatou a arguir:
- “Você, Jaimão, você é que vai morrer de castigo dos xicuembos.
- “Eu?
- “Sim, morrer e de vez. Então, não se lembra? Você estava morto, falou-me, deu-me as devidas ordens. Agora queria que eu não cumprisse? Sim, não conhece a tradição? Pedido de morto é ordem.
Jaimão ainda tentou um golpe. A faca lhe saltou da mão, subiu pelos ares mas não tombou. Estranhamente ficou volteando, em infindável remoinho.
De repente, o Jaimão sentiu um sono pesado, maior que morte. “Escute, Raimundo, vou dormir, agora. Depois, acordo e lhe mato”. E tombou, pesadelento. “Que chão é este, que poeira, que cheiro? Onde estou, afinal? Este escuro em que penetro não é a mina, essa fundura onde me infernei tantos anos? Se estou nas galerias como é que Elvira está atravessando o quarto e se atira nos braços de Raimundo? Se me estou obscurecendo por que motivo Raimundo me está cobrindo meus pés com essa capulana? E porquê esse pano me aparece como se fosse terra, me pesando mais que o inteiro planeta?”


Mia Couto,
Contos do nascer da Terra


Retirado de Contos de Aula

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publicado às 21:41

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