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É um político português com certeza

por Jorge Soares, em 19.09.13

Limitação de mandatos

 

Imagem de aqui

 

Não vou discutir sobre se a lei de limitação de mandatos faz ou não sentido, há meses que andamos a falar do assunto e imagino que já todos devem ter a sua opinião sobre a mesma, sobre o seu espírito e sobre a forma como ela é interpretada ao sabor dos interesses de cada um.

 

Também acho que mesmo para aqueles que agora se beneficiaram das suas falhas, não restam dúvidas que esta é uma lei que nasceu torta e parece que infelizmente não há vontade de a endireitar. Terá sido uma falha do legislador, um erro de quem a transcreveu, uma forma de deixar pontas soltas, o certo é que a cada dia que passa se descobre que há mais uma forma de lhe dar a volta...

 

É claro que desenrascados como somos, há sempre alguém que se aproveita de uma forma ou outra de qualquer buraquinho para se  tentar perpetuar no poder... mesmo que se esteja a falar de uma junta de freguesia... um lugar que mais que outra coisa qualquer, costuma dar muito trabalho e pouco proveito.

 

Hoje foi noticia que em Sátão, distrito de Viseu, na Freguesia de Ferreira de Aves, o actual presidente da junta decidiu que como ele não se pode candidatar, candidata-se a sua mulher. Ele é o número dois da lista, no caso da senhora ganhar as eleições, demite-se de imediato, passando o poder para ele.

 

A senhora é candidata pelo PSD e segundo o telejornal da RTP, nem sequer aparece em nenhum dos cartazes, quem aparece é ele.

 

Isto é o chico-espertismo elevado ao seu mais alto nível, e custa-me a entender que o PSD, afinal o partido que neste momento está a governar o país, aceite estratagemas como este para se perpetuar no poder... mesmo que seja numa pequena aldeia perdida no interior do país... É que de uma forma ou outra, o que transparece de tudo isto é uma enorme falta de seriedade.

 

Resta saber se este será caso único ou se há mais chicos espertos destes e se os partidos pelos que estão a concorrer às eleições dão cobertura a tais aldrabices.

 

Jorge Soares

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publicado às 21:34

justiça

Imagem de aqui

 

Há coisas neste país que são mesmo surreais, dignas de qualquer primeiro de Abril, mas que acontecem mesmo. Segundo a Rádio Renascensa, no tribunal de Albergaria-a-Velha, está a decorrer um caso em que "Um homem que tentou assaltar uma pastelaria e churrascaria em 2011 está a pedir uma indemnização de 15 mil euros às vítimas do roubo"


O suposto agredido, entrou na pastelaria com a cabeça tapada e de arma em punho, como o assalto não correu lá muito bem, desatou aos tiros e feriu o proprietário do estabelecimento. Com a ajuda de duas pessoas que se encontravam no local, apesar de ferido o proprietário conseguiu deitar mão ao assaltante, que foi manietado e preso até que chegasse a GNR.

 

O ladrão foi preso, julgado e condenado a uma pena de 4 anos de prisão efectiva pela tentativa de roubo... mas apesar de tudo isto, decidiu colocar um processo ao dono da pastelaria e às pessoas que o prenderam por uma suposta agressão.

 

O mais estranho de tudo isto é que ainda segundo a noticia, "....  durante as alegações finais, que decorreram nesta terça-feira, o Ministério Público, que acompanha a acusação, pediu a condenação dos três arguidos. O dono do estabelecimento, que foi atingido com um tiro nos membros inferiores pelo assaltante, e outros dois homens que vieram em seu socorro, estão acusados de um crime de ofensa à integridade física."


Fantástico, o ministério público apoia o caso de um assaltante que dá um tiro numa pessoa e depois é agredido na tentativa de evitar o assalto... ou seja, os senhores o que deviam ter feito era deixar-se assaltar, deixar-se balear e depois ainda agradecer ao assaltante pelos favores recebidos?

 

Realmente com uma justiça como esta se calhar tinha ficado mais barato ao homem deixar-se assaltar, de certeza que ele não tinha 15000 Euros na caixa, se o assaltante ganha o processo os assaltados vão ter que pagar a indemnização, mais as custas e os advogados... realmente mais valia terem aberto a porta ao assaltante e dar-lhe dinheiro directamente para as mãos.

 

Mas está tudo doido?

 

Jorge Soares

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publicado às 21:49

Crónicas das férias - Os comboios franceses

por Jorge Soares, em 17.09.13

Crecy La Chapelle

Imagem de aqui 

 

Uma das condições para se escolher o Parque de campismo na Eurodisney é que seja próximo de uma estação de comboios, no programa estavam pelo menos dois dias em Paris e não me passava pela cabeça levar o carro. Tínhamos escolhido um que tem uma estação de comboio à porta, infelizmente estava cheio, ficamos noutro que estava a uns cinco minutos da estação que se vê na fotografia.

 

E fomos a Paris logo no dia a seguir à chegada. Na recepção do camping não tinham os horários, mas garantíram que havia comboios frequentes... Chegados à estação, que estava completamente encerrada, verificamos que a frequência era uma vez por hora... e tinha sido há 15 minutos... além disso não era directo, havia que mudar de comboio em Esbly.

 

A única forma de comprar bilhetes era naquela máquina azul que se vê na fotografia... lá atacamos a máquina, feitas as contas, o mais barato era comprar um pack de 10 bilhetes, quase 70 Euros... ora nós éramos 5.. era mesmo ida e volta.

 

Escolhemos a opção, meto o cartão multibanco , a máquina diz o preço, meto o código  e começam a sair os bilhetes.. 1, 2, 3, 4, 5, 6..... um recibo que é um bilhete impresso como recibo..e mais nada.

 

Pânico, então mas pagamos um balúrdio pelos 10 bilhetes e agora só saem 6? Demos 20 voltas à máquina, mas nada, nem piou... e para além de nós não havia vivalma na estação.

 

Chegou o comboio, falamos com o condutor, quando mudamos de comboio falamos com o responsável da estação, ninguém conseguia fazer nada,... finalmente em Paris na Gare del Este,  alguém nos explicou que era normal isso acontecer, quando acabava o rolo a máquina não dava mais bilhetes nem dizia nada... mas também só cobrava os bilhetes impressos.... 

 

Lá fomos passear para Paris, andamos de metro e a pé. À volta compramos os bilhetes que faltavam e apanhamos o comboio de volta para Esbly, que chegava 5 minutos antes da partida do outro que nos levaria de volta ao camping.

 

Quando faltava uma estação para o nosso destino, dizem qualquer coisa em francês e todo o mundo sai do comboio... 

 

- Mas o que é que se passa?

- Acho que temos que sair...

- Sair como?, a nossa estação não é esta

- Pois, mas acho que temos que sair.

 

E saímos, num apeadeiro qualquer e ficamos a ver como o comboio vazio se afastava na direcção da estação para onde íamos... finalmente encontramos alguém que falava inglês e que nos explicou que aquele comboio estava com um problema técnico... mas que não havia problema, dali a 25 minutos passava outro... e passou, só que o outro que íamos apanhar não esperou e uma viagem de 35 minutos de Paris a Crecy La Chapelle, demorou quase duas horas.

 

Na segunda vez decidi retirar uma das variáveis ao problema, fomos de carro para Esbly, eram uns 10 kms, as estações tem estacionamento gratuíto e lá passavam mais comboios, sempre evitávamos possiveis desencontros de horários.

 

Lá chegados fomos direitos à bilheteira, que fechou na nossa cara... a partir daquele momento, bilhetes para Paris só na máquina... ó sorte. Lá fomos para a a máquina.. que decidiu que não nos vendia bilhetes... devia ser amiga da outra.

 

Voltamos à bilheteira onde ainda estava o funcionário... mas não nos vendeu os bilhetes, mandou alguém ver a a máquina. Veio um senhor com ar de chefe de estação de outros tempos... boné incluído. Abriu a máquina, resolveu o problema...

 

- Já está, agora é só esperar 10 minutos a que reinicie.

-10 minutos?

-Oui

- Mas o comboio é daqui a 5.

 

Encolheu os ombros e foi-se embora.

 

Ficamos a olhar para a a máquina a arrancar... era um computador com windows XP, devia ter uns 15 anos.. vi uma coisa que não via há anos, o checking da memória e o windows a arrancar lentamente.

 

Entretanto chegou o comboio e nada de bilhetes, voltamos a falar com o senhor que nos mandou ir para Paris, comprávamos os bilhetes lá e ele falava com o revisor....

 

Percebem que a estas alturas eu já odeio o raio das máquinas azuis e começo a odiar os comboios franceses.

 

O problema é que em Paris e ao contrário das outras estações é necessário passar os bilhetes pelas máquinas para se conseguir sair da estação... fomos ter a um guichet onde nos deram bilhetes para sair e nos mandaram comprar bilhetes às bilheteiras do outro lado... já estava pelos cabelos...  compramos bilhetes sim, mas para o metro.

 

Curiosamente já da outra vez nos tinhamos deparado com uma estação onde ainda não havia máquinas e ao Domingo não estava ninguém para vender bilhetes...e também tinha resultado que tinhamos ido de borla a Paris.

 

Por vezes falamos do mal que funcionam as coisas por cá... mas não fiquei com grande impressão dos caminhos de ferro franceses... nem das máquinas, nem dos seus funcionários... mas pronto, não vamos ser muito exigentes.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:43

A hipocrisia das armas químicas

por Jorge Soares, em 16.09.13

Ban Ki-moon mostra a primeira página do relatório que lhe foi entregue por Ake Sellstrom

Imagem do Público

 

Com base na investigação do incidente de Ghutta, a conclusão é que foram usadas armas químicas no conflito que está a decorrer na República Árabe da Síria… contra civis, incluindo crianças, numa escala relativamente grande.”


Foi assim que Ban Ki-moon e o mundo ficaram a saber que sim, que na Síria alguém utilizou Gás Sarin para matar umas centenas de pessoas, incluindo algumas crianças.


Não é que restassem algumas dúvidas a alguém, mas agora é oficial, na Síria foi cometido um crime de guerra.... Eu continuo sem perceber, porque é que matar pessoas com armas químicas é crime de guerra e matar pessoas, milhares de pessoas, com rockets, aviões bombardeiros, ou outro tipo de armas qualquer, não é crime de nada.


Acho que também não restam dúvidas a ninguém de quem as terá utilizado,  mesmo a Rússia, pelos vistos o último aliado de Assad, exige que o governo entregue o seu arsenal, aliás, foi feita uma conferência entre Russos e Americanos para decidir o que fazer com esse arsenal... Não ouvi ninguém preocupado com o arsenal de armas químicas dos rebeldes...se calhar é porque é difícil acreditar que eles as possam ter e manusear.

 

Pelos vistos o governo Sírio já concordou em entregar o seu arsenal químico, mas haverá alguma forma de garantir que serão mesmo todas entregues e destruídas? E se amanhã elas voltarem a aparecer?

 

No meio de tudo isto se calhar era importante que alguém perguntasse onde foi o governo Sírio buscar essas armas Químicas, quem lhas forneceu? Quando? Em que condições? Há assim tantos países e instituições no mundo com capacidade para produzir e guardar gás Sarin?


São questões importantes, porque de certeza que quem fez estas fez muitas mais e se calhar era importante saber a quem mais as terá vendido.

 

E já agora, utilizar armas químicas é um crime de guerra, e fabricar, guardar e comercializar as mesmas não é crime?

 

Já o disse aqui, mas vou repetir: Uma arma química é uma arma, mata como mata qualquer outra arma, os países ocidentais fabricam  todos os tipos de armas que vendem ao governo e aos rebeldes e que alimentam aquela guerra, mas pelos vistos só os mortos das armas químicas interessam. Para os Estados Unidos, para a França, para a Alemanha, para a União Europeia os sírios podem passar o resto da vida aos tiros e bombardeamentos, podem matar-se até ao último habitante do país .... ninguém quer saber... desde que não utilizem armas químicas é claro... quanta hipocrisia.


Jorge Soares

 

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publicado às 22:04

OPTIMUS DISCOS 2013 (Henrique Amaro)
disco gravado por Artur David no Lisboa Estúdio
idealizado tocado e filmado por Pedro Puppe 
(participações de Giles Teixeira - violoncelo e João Gil - teclas).

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publicado às 21:59

Conto - Não tenha pressa

por Jorge Soares, em 14.09.13

Não tenha pressa


Para Phillipe

 

Sinto decepcionar-lhe, mas não sou o mais sábio, tampouco o mais experiente. Gostaria de ter tanto mais para ensinar-lhe, mas, assim como todas as demais pessoas, sou limitado e imperfeito. E está tudo bem, pois isto é inevitável.

 

É inevitável que não saibamos, que tenhamos incertezas, que sejamos em vários momentos oprimidos pelas dúvidas e pelo medo.

 

Por isto, eu lhe digo: não tenha pressa.

 

Tudo se resolverá com o tempo, e, se não se resolver, é porque não tinha solução mesmo.

 

Se eu tivesse de lhe deixar um único legado, seria este conselho: não tenha pressa. Pois a vida é curta demais, frágil demais, insignificante demais. Hoje, está. Amanhã, não mais. Todos passamos e todos passarão, mas o tempo permanecerá seguindo adiante mesmo que não haja mais ninguém para computar os dias, meses e anos.

 

Não tenha pressa.

 

Viva cada instante e vivencie-os. É muito fácil ignorarmos as pequenas belezas cotidianas, enquanto miramos sonhos vindouros. O futuro está no futuro. Jamais chegará. É no presente onde nossas vidas se desenrolam. É no agora que nos encontramos e nos alegramos e sofremos. Por isto, não tenha pressa.

 

Sei que chegará a época na qual você será tomado por angústias do tamanho do mundo, quando seus objetivos parecerão inatingíveis e você chorará sozinho escondendo as lágrimas.

 

Alguns projetos realmente são irrealizáveis, mas não há como evitá-los e você só descobrirá isto na derrota. Não tema fracassar. São as perdas que concedem maior valor às vitórias. 

 

Não tenha pressa. Por mais que você caia, caia e caia, se você tiver paciência e determinação, fatalmente conseguirá se erguer e caminhar.

 

Hoje, você é tão pequenininho que até comer é um desafio. Este desafio será substituído por outros inúmeros, que sempre darão a impressão de serem muito maiores do que você. Não tenha pressa. Tente, erre, acerte. Aos poucos, você criará sua própria história e, ao olhar para trás, verá que tudo foi como teve de ser. Talvez até se arrependa de algo, mas terá de conviver com isto. Não se pode mudar o passado e, para muita gente, esta é a mais triste das verdades.

 

Não tenha pressa, pois a vida aparentará ser longa em vários momentos críticos. A chegada da idade adulta parecerá tardar demais. A tristeza parecerá interminável. O amor, que nunca virá. Que as dívidas são impagáveis. Todavia, você verá que tudo aos poucos entrará nos devidos lugares, que os medos eram ilusórios, que muito se resolve por conta própria, às vezes sem empreendermos esforço algum. Simplesmente ocorre.

 

Não tenha pressa e não desista. Muitos lhe dirão que não é possível, que você não foi feito para isto, que a vida não é assim. Você pode ouvi-los e se acomodar, passando o resto de seus dias remoendo migalhas. Ou você pode prestar atenção a mim e persistir, pois eu lhe digo que vale a pena e que o segredo está na persistência. Portanto, não tenha pressa.

 

Talvez, com o tempo, você consiga. Talvez não, mas está tudo bem também, pois assim é a vida.


Não tenha pressa, ou melhor, apresse-se.

 

Apresse-se para viver o hoje, para amar, para ser feliz, para beber todas as experiências e levá-las consigo na memória.

 

Apresse-se para descobrir quem você é, qual é a sua essência única, que o distingue dos demais, pois eu lhe asseguro, ninguém mais neste mundo é como você.

 

Apresse-se para ouvir, ver, ler, comer, conhecer pessoas, viajar, mergulhar de cara na vida e descobrir o que ela tem de melhor e de pior. Apresse-se para ter discernimento, possivelmente uma das qualidades mais essenciais.

 

Apresse-se para sorrir, pois a vida é fugaz como um relâmpago.

 

Apressar-se e não ter pressa não são oposições. Pertencem às nossas contradições humanas.

 

Deixo-lhe estes conselhos, mesmo sabendo que talvez você não os escute, mesmo que você venha a desconfiar que eu não esteja vivendo sob tais preceitos.

 

Então, um dia, você também terá um pequeno nos braços e desejará poupar-lhe de todos os sofrimentos e mágoas. Também se sentará e refletirá sobre uma porção de advertências, de admoestações, de ensinamentos. Também se sentirá impotente, como se estivesse tentando abraçar o ar.

 

Neste dia, você se recordará de mim.

 

Henry Alfred Bugalho

 

Retirado de Samizdat

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publicado às 21:19

Senhor ministro Nuno Crato, defina normal!

por Jorge Soares, em 13.09.13

Nuno Crato

 

Imagem do Público

 

Li ou ouvi algures que o senhor ministro da Educação, Nuno Crato,  disse que o ano lectivo se estava a iniciar com absoluta normalidade. Hoje a meio da tarde ficamos a saber que para a turma da minha filha na secundária do Bocage em Setúbal, o normal é que as aulas se vão iniciar sem que se saiba quem são os professores de Matemática, Geografia e  Francês.

 

Para começar não consigo perceber como é que se marcam reuniões com os pais para um dia de semana às 3 da tarde, mas pronto, é sexta feira e se calhar até há muita gente a quem até dá jeito ter uma desculpa para se baldar ao trabalho... 

 

Depois gostava de perceber se é a este tipo de coisas que o senhor ministro chama "absoluta normalidade". Como referi neste post, o ano passado a escola esteve dois meses a tentar contratar um professor de matemática e não conseguiu, o resultado foi que a turma não deu perto de um terço da matéria, mas claro que ficou prometido pela directora de turma que seria recuperado no inicio deste ano.

 

Para amostra começamos bem, apesar da mesma professora continuar na escola, alguém decidiu não lhe atribuir a turma, vá lá a gente perceber porquê... está-se mesmo a ver que para uma turma do nono ano que até vai fazer exame este ano e que já vem coxa do ano anterior, o melhor mesmo é começar o ano lectivo sem professor... e se forem tão expeditos a contratar como no ano passado, eles devem ter aulas lá para Dezembro.. 

 

Mas deve ser a este tipo de coisas que o senhor ministro chama "Normalidade"... gostava de perceber o que será o anormal... 

 

 

Jorge Soares

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publicado às 22:16

Vai estudar ó Relvas!

por Jorge Soares, em 12.09.13



Aposto que já estavam com saudades do homem... agora ele tem um tacho.. perdão, um cargo no Brasil .. o que quer que isso seja. Ontem foi homenageado algures no Rio de Janeiro.. mesmo por lá há quem não se esqueça do seu papel neste governo e das polémicas à volta do seu suposto curso superior.


Jorge Soares

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publicado às 19:36

Crónicas das férias - A canoagem

por Jorge Soares, em 11.09.13

Canoagem

Imagem da minha meia laranja tirada com o telemóvel

 

A canoagem é um dos desportos familiares preferidos cá em casa, desde que experimentamos no Tejo num percurso de Constância a Vila Nova da Barquinha, ficamos fans, e desde então já tínhamos experimentado nas Astúrias, em Caminha e em Ponte de Lima....

 

No Parque de campismo em Couhé havia uns folhetos de percursos num dos rios ali perto, como não havia muito mais para fazer além de pescar, decidimos ir experimentar.

 

Em França todo o mundo fala francês, mas muito pouca gente fala outra coisa qualquer, pelo que não foi muito fácil entendermo-nos com o jovem da empresa de canoagem... O folheto com os percursos mostrava umas paisagens bonitas, com fotografias do rio... Havia várias opções, dos 4 aos 12 kms, nós escolhemos o percurso de 7 kms que era o que passava junto ao castelo...

 

No folheto havia uma caricatura de uma canoa a descer uma cascata, lá tentamos indagar meio em francês, meio em Inglês, sobre a dificuldade do percurso. Que não, não tinha dificuldade nenhuma, as crianças podiam ir sozinhas sem problemas.

 

No dia a seguir à hora combinada lá estávamos nós. Meteram as canoas num atrelado, a nós e a  outro casal numa carrinha e arrancamos com o condutor.

 

Uns kms mais acima, tiraram-se as canoas do atrelado, o condutor ajudou a mete-las na água, meteu-se na carrinha e foi-se embora... Nas outras vezes em que tínhamos feito canoagem, éramos nós e muitas outras pessoas e claro, um ou dois guias que nos acompanhavam durante todo o percurso... aqui éramos nós e o rio.

 

Uma das características do rio é que tinha imensos braços diferentes, de vez em quando chegávamos a uma encruzilhada e lá havia que escolher entre a direita ou a esquerda.. numa dessas escolhas deixámos de ver o casal que nos acompanhava e só os voltámos a ver uns kms mais abaixo.. mas já lá iremos.

 

De vez em quando o rio tinha uns pequenos saltos, 15 ou 20 cms e aumentava a velocidade da corrente, mas nada de especial.. A dada altura chegámos à zona que se vê ali na fotografia, um lugar muito bonito com duas pontes, o castelo e as margens floridas. Passámos a primeira ponte, admirámos o castelo e atacamos a segunda ponte. 

 

Normalmente o N. que é o mais afoito, ia à frente.. de repente demos por ele todo alvoroçado a voltar para trás... a seguir à ponte havia uma queda de água com mais de 1 metro de altura... ele apercebeu-se e conseguiu voltar para trás, entretanto a R. que ia pelo outro arco da ponte já não conseguiu travar e além disso entrou na queda de lado. Ouvimos um grito e  alguém a cair à água.

 

Conseguimos parar a nossa canoa antes da queda de agua.. da parte debaixo a R. tentava segurar a dela e gritava que a pangaia (o remo) e os chinelos, tinham ido na corrente.

 

Como não havia forma de voltar para trás, a solução era descermos as outras duas canoas à mão.. fiquei da parte de cima da queda de água e estava a descer a primeira canoa, de repente senti que a pedra em que estava apoiado se desfazia debaixo dos meus pés e no segundo a seguir dei por mim da parte de baixo e com a água quase até ao pescoço.. mas não larguei a canoa.

 

Estávamos nós a descer as canoas quando apareceu o outro casal, que entrou  com a canoa a direito na queda de água e com um ar entre o divertido e o aterrorizado, desceu a grande velocidade.. incólume, não consegui evitar aplaudir.

 

Felizmente a seguir o rio voltava a ter pouca corrente e conseguimos recuperar os chinelos e a pangaia levados pela corrente

 

Mais abaixo mais uma encruzilhada e mais uma escolha... umas centenas largas de metros mais à frente no lugar onde devia estar o rio havia uma casa, ao lado havia uma comporta que servia de represa. No quintal da casa estava uma senhora e por entre gestos conseguimos perceber... uns metros atrás, junto à margem havia um pequeno cais de cimento e uma seta a indicar o caminho das canoas... pelo cimento. Uns metros ao lado corria outro braço de rio.

 

O caminho era por ali, depois de carregarmos as canoas à mão de um rio para o outro.

 

Mais um bom bocado a remar e numa curva do rio havia outra ponte com vários arcos... felizmente aqui conseguimos ouvir a água a cair do outro lado, escolhemos um dos arcos, colocamos as canoas o mais a direito possível e esta vez conseguimos todos passar sem ninguém ir à água.

 

Com isto tudo já estávamos há mais de duas horas no rio, para além da aparição esporádica do outro casal, não tínhamos visto mais ninguém. Depois de uma passagem complicada por um sitio com muita corrente em que a nossa canoa ficou presa numa rocha saliente, decidimos parar um bocado numa ilha de areia entre duas curvas do rio.

 

Alguém tinha vontade de fazer chichi, chegou-se à margem e estava aliviar-se ali mesmo... em duas horas não tínhamos visto ninguém no rio... naquele preciso momento apareceram dois grupos de canoas, um que vinha a descer  e outro a subir o rio.... é preciso pontaria.

 

Havia mais que contar.. mas o texto já vai largo.. felizmente desde ali até à meta as quedas de água não tinham mais que 30 cms de altura e tirando o excesso de velocidade que se atingia a seguir, a coisa fez-se.

 

Chegamos ao fim divertidos... mas a pensar se aquilo era o fácil que até as crianças podiam ir sozinhas, como seria a versão complicada da coisa?

 

Jorge Soares

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publicado às 22:48

Alguém arranje um advogado ao galo!

por Jorge Soares, em 10.09.13

Galo Canta

 

Imagem de aqui

 

Nem sei como pegar no assunto, a noticia do dia é que em Resende há um galo que ou compra um despertador para saber a hora em que deve cantar, ou se continua a levantar cedo e a acordar a vizinhança, ainda vai parar ao tribunal... ou pior, à panela.

 

Segundo a noticia da SIC, em Resende há muitos galos, mas há um que pelos vistos incomoda mais que os outros e vai de aí, há quem tenha ido falar com o seu advogado e com a GNR para que se cale o bico ao bicho.

 

 

 

 

Segundo o Jornal de noticias, os supostos queixosos vivem a 200 metros do galinheiro, ou o galo tem mesmo um grande bico e muito  bons pulmões, ou há pessoas com as casas muito mal insonorizadas e o sono mesmo muito leve....

 

Imagino que por trás de tudo isto estarão (más) relações de vizinhança, segundo a dona do galo ainda falta um tempo para este ir parar à panela, pelo que imagino que haverá mais um caso parvo a entupir os tribunais deste país... gostava de ver a cara do juiz quando o processo lhe aparecer à frente... 

 

Aposto que há milhares de sinos pelo país fora que fazem muito mais barulho que qualquer galo... e na maior parte dos casos estes cantam a noite toda de quarto em quarto de hora... era giro que mandassem a GNR a cada uma das igrejas... {#emotions_dlg.lol}.. ou uma carta de aviso.. ao papa {#emotions_dlg.viseu}.

 

Eu tenho uma sugestão para poupar uns cobres ao estado, alguém ponha um preço ao galo e quem se queixa que o compre... depois pode sempre oferecer uma canja aos pobres.... 

 

Alguém arranje um advogado ao galo... um com sentido de humor.

 

Jorge Soares

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publicado às 21:33



Ó pra mim!

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