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Os masoquistas manifestam-se hoje

por Jorge Soares, em 21.10.13

Obrigado Troika

 

Imagem de aqui

 

A necessidade de “agradecer a ajuda” dos credores internacionais motiva uma acção de um grupo de cidadãos auto-intitulados “Obrigado, Troika”.


Sabemos que há gostos para tudo... mas "Obrigado Troika?"... isso é mesmo masoquismo puro e duro.


Eu até entendo que existam pessoas para quem o que estamos a passar faça sentido, há sempre quem acredita em tudo o que ouve vê e lê, mas uma manifestação a agradecer a austeridade?  Não havia necessidade.


Jorge Soares


Update: Hoje não é primeiro de Abril, mas podia ser, porque caímos todos.... é bom saber que estamos mal, mas não tanto como para que exista um movimento chamado "Obrigado Troika", tudo não passou de uma forma de o "Que se lixe a Troika" chamar a atenção

publicado às 13:25

Conto - Vez em quando

por Jorge Soares, em 19.10.13

chez fernand

 

Um cheiro de saudade cruza por mim. Um perfume, talvez um aroma de pele. Não dá mais tempo de impedir a memória, nem de punir a sentinela da razão que se atrasou por uns segundos. Já estou impregnada desse vento de passado que me força companhia.

 

O cheiro de café torrado insiste em fazer cócegas no meu cérebro, dizendo que não vai ser fácil me livrar da sua lembrança. Pois que seja. Não sou mais alguém em agonia. Depois de você, tornei-me matéria sólida, como as lajes e os granitos. Sem os rompantes, sem a histeria da partida. Nenhum sofrimento à superfície, nenhuma tristeza deslocada. Apenas o suficiente para prosseguir humana.

 

Não consigo fixar seu rosto no meu pensamento. Foi assim também na primeira vez em que nos encontramos. As pessoas eram sempre pontos distorcidos em minhas fugas de álcool fácil e carnes esquecíveis. E você estava lá, numa daquelas noites que terminavam só depois da madrugada.

 

Além do prazer, dois hábitos me acompanhavam fielmente: eu nunca dormia fora da minha própria cama, nem chegava em casa sem uma boa xícara de café forte. Na verdade, eu sempre tive medo de acordar em camas estranhas. Como se olhar em volta e não reconhecer os objetos me impedisse de saber para onde ir embora. Eu pertencia a todas as camas, mas deitava meu sono em meu próprio colchão, repleto de mim. O café forte era um ritual de purificação. Nada que cortasse o efeito da bebida ou o sono, somente um amuleto de dignidade que me deixava voltar para casa sem contaminar de embriaguez o ar.

 

Quando nos encontramos pela primeira vez, sua boca exalava café torrado. Por trás do balcão, uma mistura de amargos e doces flutuava abaixo de uma placa esnobe, onde se lia: Chez Fernand.

 

— Um café?

— Forte, por favor. 

— Alguma coisa para comer?

— Não.

− Um croissant fresquinho? É a especialidade da família.

 

Fiz que não com a cabeça, enquanto afastava a sensação de náusea que me vinha por pensar em comida. Mas achei gentil a insistência. E tive certeza de que voltaria ali quando estivesse sóbria.

 

Voltei, duas semanas depois, numa madrugada de chuva. Nenhum álcool naquela noite, nenhuma cama de onde tivesse saltado. Fui para enxergar o rosto ao qual pertencia aquela boca de café torrado. Atrás do balcão, dois rapazes se ocupavam dos expressos e dos chocolates. Ninguém que eu pudesse associar à voz modulada e cheirosa que tinha agradado aos meus instintos. Eu já me preparava para me levantar sem pedir nada, quando o mais alto dos dois se aproximou de mim:

 

— Como vai? Que bom que você voltou! Um café?

 

Era ele! A boca de café torrado, os dentes claros, benfeitos. Um menino! Quantos anos? Uns 24, no máximo 25.

 

— Um chocolate com creme, por favor — respondi depressa, subitamente sem jeito para incluir um licor no pedido.

— Chuva forte, hein? — perguntou com delicadeza, enquanto colocava a bebida.

 

Não respondi. Homens mais jovens não faziam parte dos meus vícios. Minha ânsia de afeto sempre fora aplacada por gente como eu, descartável, invisível, desraizada. E pelo álcool que me permitia tudo o que eu quisesse. E pelo sexo que me fazia atravessar a madrugada insone. Nada de amor, essa coisa estranha que se oferece em desencontro. Não, nada de homens jovens. Eles têm o péssimo vício de amar.

 

— Eu sou Fernand. O da placa — revelou, vaidoso. — Como é o seu nome?

— Aimée.

— Aimée! Amada... Significa amada, em francês, você sabia? Minha família é de origem francesa. Que coincidência! É um nome lindo.

 

Pedi a Deus que me tirasse de lá, porque meus pés não ofereciam essa opção. O rapaz estava flertando comigo, se exibindo para mim. E, mesmo assim, o que ele dizia entrava em meus ouvidos como uma escala afinada. Esperei realmente por um pequeno empurrão, uma lucidez acanhada. Mas tudo falhou. A divindade, os pés, a vontade. E eu mesma derrubei as cercas, deslembrada de que as cercas existem para guardar ou impedir. Fiz como o predador que fareja carne tenra: desprezei as armadilhas, até ser colhido pela dor das estacas.

 

Fernand e eu fomos felizes por duas chuvas. Ele se fez caber por inteiro em meus espaços vazios. Afastou minhas urgências, ofereceu-me outras. Emprestou-me o riso, o colo, os olhos brilhantes. E eu me completei dele. Ganhei abraços de tirar o fôlego, brinquei sem pressa sobre a cama desfeita, escrevi palavras bobas, sem sentido, em bilhetes e vidros embaçados de chuveiro. Fiz passeios de mãos dadas, desconcertei olhares. Dei gargalhadas no cinema, fiz sexo na escada e me senti bonita de cara lavada.

 

Então, numa data sem aviso, antes que a terceira chuva pudesse me trazer mais um ano, tomou conta de mim uma antiga sensação de ausências. Não sei se foi um gesto diferente, um jeito de respirar acelerado, uma desatenção proposital. Sei que os fogos de artifício se tornaram, de repente, fósforos usados.

 

Talvez, se Fernand tivesse morrido, talvez se ele tivesse amado alguém mais jovem que eu, com menos caminhadas, eu teria podido me agarrar ao consolo do plausível. Mas não foi assim. Fernand só queria mesmo ir embora.

 

Eu ainda não estava pronta para me encontrar com a mulher vazia que morava dentro de mim, mas a solidão me alcançou inflexível numa noite sem forças. E eu me cedi a ela. Com o tempo, acertamos uma trégua. Vez em quando, colho nas ruas um cheiro de saudade. Apenas o suficiente para prosseguir humana.

 

Cinthia Kriemler

 

Retirado de Samizdat

publicado às 19:06

Não há coincidências ... ou haverá?

por Jorge Soares, em 17.10.13

Emigrar

 

Imagem algures do Facebook (perdi o link)

 

Haverá alguma relação entre ter havido eleições em Setembro e o facto de só em Outubro terem dado conta que os beneficiários de subsídios de desemprego e de doença estavam desde 25 de Julho a receber entre 5 e 6% a a mais que o devido?


A taxa de 6% incide sobre todas as prestações de desemprego, excepto quando são inferiores a 419,22 euros, quando têm uma majoração de 10% (para casais desempregados com filhos) ou correspondem a subsídio social de desemprego inicial ou subsequente. A taxa de 5% aplica-se ao subsídio de doença, mas salvaguarda-se as baixas inferiores a 30 dias e as que correspondem a um valor diário igual ou inferior a 4,19 euros. 


Ao contrário do que determinava a Lei, o ISS não aplicou estas taxas e continuou a pagar os subsídios por inteiro. Agora, pede a restituição do dinheiro aos desempregados.


Hummm eu cá acho que não há coincidências, mas no fim quem se lixa é sempre o mexilhão.


Jorge Soares

publicado às 22:19

Ainda as pensões, como seria um sistema justo?

por Jorge Soares, em 16.10.13

Reformas

Imagem do Público

 

Ainda ninguém me esclareceu se os deputados descontam para a segurança social ou não, continuo sem perceber como é que são as contas da ex-deputada Celeste Correia de que falei há dois dias.

 

Entretanto hoje ficamos a saber pelo DN que não são só as figuras ali na fotografia que acumulam reformas milionárias,  Rui Machete, sim, o das acções do BPN e das confusões com Angola, acumulou durante o ano 2012 um total de 132 484 euros, o que dá uma media de mais de 11 mil Euros por mês... não sei se percebi bem, mas acho que são três as pensões que o senhor acumula, incluindo uma vitalícia por ter sido político por e ter estado mais de 8 anos a contribuir para a situação em que estamos.... agora alguém me diga que o senhor descontou para isso e que acha estes valores justos.


Falando de justiça, deixo à vossa consideração um vídeo que alguém me deixou nos comentários do post sobre as pensões de sobrevivência..é sobre o sistema de pensões na Suíça, um país que muitos portugueses escolhem para viver e que muitos mais admiram pela forma como as coisas funcionam muito melhor que por cá.... eu não sou Suíço e nem sou dos que acha que a Suíça é o arquétipo da perfeição... mas no que toca a pensões, eu não me importava que por cá se copiasse o bom exemplo.... porque como se diz algures no vídeo, O importante é que o estado garante o essencial aos mais carenciados, evitando a pobreza na velhice.


Ouçam com atenção e pensem se faz ou não sentido

 

Um país bem diferente do nosso.... sem dúvida, acham que para melhor ou para pior?
Jorge Soares

publicado às 22:33

Quem tem medo da Ponte 25 de Abril?

por Jorge Soares, em 15.10.13

Ponte 25 de Abril

Imagem de aqui

 

Passei uma boa meia hora à procura de imagens do que se passou à entrada da praça das portagens no dia  24 de Junho de 1994, eu tenho frescas na memória as imagens de uma A2 completamente cheia de carros parados atrás dos camiões que vemos ali na fotografia. É dificil esquecer as imagens das cargas policiais que durante horas e até bem entrada a noite tentaram calar a revolta que era ali mais que evidente.

 

O que se passou na ponte naquele dia e nos dias seguintes terá sido o fim de uma época no PSD, foi o inicio do fim do cavaquistão, nas legislativas seguintes o país deu a maioria ao PS e só passados quase 10 anos o PSD voltaria a levantar cabeça.

 

Em 1994 a internet ainda era pouco mais que um projecto de rede global, talvez por isso seja tão difícil encontrar as fotografias do que se passou naqueles dias, mas pelos vistos há muita gente com essas memórias bem frescas principalmente dentro do PSD.

 

O governo pode dar as explicações que quiser, pode deitar a culpa para a Polícia, para a Lusoponte, para o conselho de segurança da ponte, pode dizer o que bem entender, até que nunca houve manifestações na ponte, a verdade é que a manifestação não vai atravessar a Ponte 25 de Abril porque há pessoas dentro do PSD com a memória bem fresca daqueles dias de há 19 anos atrás.

 

Depois de não sei quantas marchas e maratonas, algumas com mais de 10000 participantes, que se realizaram na ponte sem nenhum tipo de problema, não há forma de entender que alguém alegue a falta de segurança para a realização desta manifestação. 

 

Hoje a CGTP decidiu trocar a marcha na ponte por uma concentração em Alcântara, acho que foi uma decisão sensata, uma coisa é uma manifestação surpresa de camiões que consegue bloquear completamente o trânsito, outra muito diferente é tentar forçar a passagem pela policia de choque com uma marcha que se deseja pacifica.

 

Resta saber quem no governo tem medo da Ponte 25 de Abril e do que ela siginifica na memória do povo Português.

 

Jorge Soares

publicado às 21:50

Celeste Correia

Imagem de Aqui

Ouvido na Antena 1:

 

"A socialista Celeste Correia já fez contas, se deixar de receber a subvenção vitalícia na totalidade, depois de ter estado no Parlamento durante 16 anos, vai ficar com o equivalente ao salário mínimo nacional (smn). Celeste Correia, deputada de 1995 a 2011, fez as contas à jornalista Maria Flor Pedroso da Antena1"



Há sempre outras formas de olhar para tudo, depois de ouvir a senhora a queixar-se eu fiquei com algumas dúvidas, a saber:

 

Os deputados recebem um ordenado como todos os restantes funcionários públicos, não  fazem os descontos obrigatórios para a segurança social ou para a caixa de previdência?

 

A senhora era professora, imagino que como deputada teria um salário superior ao das suas colegas professoras, se fazia os descontos correspondentes, deveria neste momento ter uma reforma superior e não inferior como diz na reportagem... a menos que como deputada estivesse isenta dos descontos.

 

A segunda questão é mais complicada:

 

Se não existissem as reformas vitalícias, agora já não existem, ela não se teria candidatado ao parlamento? 

 

Gostava que alguém me esclarecesse a primeira questão, é que eu tinha entendido que os descontos são obrigatórios sem excepção, a ser assim, como se explicam as contas que a senhora faz na reportagem?

 

Jorge Soares

publicado às 21:11

Há quem "sobreviva" com milhares de Euros

por Jorge Soares, em 13.10.13

Paulo Portas

Imagem do Público 

 

Terei sido dos poucos que não atacou o governo quando se começou a falar dos cortes nas pensões de sobrevivência, o meu post "O que é uma pensão de sobrevivência?" teve milhares de visitas e alguns comentários que mostraram que para além do mais há uma enorme confusão sobre o que são pensões de sobrevivência e pensões de reforma... 

 

Para quem na altura não percebeu e para esta vez não deixar dúvidas, sim, eu sou a favor destes cortes e sou a favor de que exista um limite máximo para o valor das reformas, limite esse que deverá ser calculado com base no valor dos salário mínimo nacional, talvez 5 ou 6 salários.

 

Paulo portas acaba de anunciar que os cortes afectarão quem na soma das duas pensões receba mais que dois mil Euros, disse também que o corte afectará no máximo 25 mil pessoas e que a medida terá um efeito de 100 milhões de Euros....

 

Sinceramente custa-me a entender estes números, 100 milhões a dividir por 25000 dá uma média de 4000 Euros de corte por pessoa.

 

Independentemente do facto de Paulo Portas ter mentido ao país quando há umas semanas anunciou que não haveria cortes nas pensões quando acabava de assinar um acordo com a Troika em que estava esta medida, eu continuo a achar que esta vez o governo ficou curto nos cortes.

 

Para mim quem receba acima de 5000 Euros não pode acumular pensões de sobrevivência.. para mim, quem recebe acima desse valor passa a receber zero de pensão de sobrevivência, estes valores vão completamente contra o espírito desta pensão, que recorde-se foi criada para evitar que a morte de um dos conjugues não deixe o outro na indigência.. ora, se com 5000 Euros por Mês alguém é indigente então  o que dizer do resto da população que recorde-se tem um salário médio de menos de 800 Euros?

 

E quem diz que não se deve cortar nada porque as pessoas descontaram isso e por tanto tem direito, só mostra que apesar da minha explicação, não percebeu o que é uma pensão de sobrevivência e que não se deteve a pensar como é que se fazem as contas do valor da reforma... mas isso é assunto para outra altura.

 

Quem costuma passar por cá sabe que sou um critico acérrimo deste governo e das suas políticas de austeridade, mas não critico por criticar.. e esta vez só critico porque ficaram curtos no corte.

 

Update: Retirei as contas dos cortes, porque tal como me disse Pedro Sabido, estas estavam erradas, apesar de as dele também não serem as correctas. Efectivamente o valor do corte deve ser dividido por 14 para se encontrar o valor mensal...ou seja, quem recebe acima de 4000 Euros tem um corte de umas dezenas de Euros por mês.

 

Jorge Soares

publicado às 20:56

Conto - Mulher é tudo igual

por Jorge Soares, em 12.10.13

Mulher é tudo igual

 

Eu e a Marieta Severo não temos tempo pra solidão. Ela foi casada com Chico Buarque, eu com João Teodoro. Ambos nos deram muito trabalho. Teodoro era alcoólatra e me batia na cara. Passei com ele os piores momentos da minha vida. Como se não bastasse, era meio veado, o cara. Vivia se enroscando com garotinhos por aí, depois os trazia pra casa e me apresentava como coleguinhas de trabalho. Ora, vê se eu sou boba. Punha os moleques pra dormir na minha cama, “ele não tem pra onde ir, coitado”, e dormia comigo no sofá da sala. No meio da noite, João sumia.


Quando bebia além da conta e se punha a fazer escândalo, eu lhe dizia: qualquer hora pego minha bolsa e vou embora sem nem me despedir. Ele não acreditava. “Mulher é tudo igual”, dizia.


Um dia eu estava na cozinha preparando o almoço quando João entrou e me viu despejar meio litro de azeite, dos bons, no copo do liquidificador. “Pra que tanto azeite?”, berrou. A receita é essa, molho pesto é assim mesmo, vai azeite pra burro. Não sei por que, meus olhos se encheram de lágrimas. Liguei o liquidificador na potência máxima e aquele barulho infernal, e aquele manjericão todo moendo lá dentro, e aquelas nozes sendo trituradas, e aquele verde virando pasta cheirosa, foi me dando uma coisa de novidade, de começar de novo, uma coragem, que eu fui ao quarto e peguei minha bolsa. O liquidificador ficou ligado. Depois disso arranjei tanta coisa pra fazer, pra me divertir, que nem tive tempo pra solidão. João Teodoro estava certo, mulher é tudo igual. Um dia vira tudo Marieta.

 

Imagem e conto retirados de Goiabada

publicado às 17:47

Descobrindo a nova Música Portuguesa - Noiserv

por Jorge Soares, em 11.10.13

Noiserv

 

 

"...se tivesse nascido música gostava de ter sido feito pelos Sigur Rós e que a haver uma banda sonora, seria com uma dos Radiohead ou do Yann Tiersen, uma qualquer doEddie Vedder mais umas quantas dos Explosions in the Sky... Jeff Buckley... já seria um dia bem passado"


São palavras de David Santos numa entrevista dada ao Ionline, deve ser por isso que eu fiquei fan deste excelente músico desde a primeira vez que ouvi um dos seus temas... curiosamente até esta semana sempre achei que Noiserv era uma banda... coisas de quem não percebe nada de música, ouvia as músicas, até via alguns dos vídeos que ia colocando no A Musica Portuguesa sem nunca imaginar que todas aquelas musicas fantásticas fossem obra de um homem só... mas são.. 

 

Podia ter escolhido qualquer uma das outras músicas, escolhi Palco Do Tempo... por que é em Português.. mas podia ter escolhido outra qualquer, com a certeza que era uma excelente escolha.

 

Letra
É o palco do tempo
Sem tempo a mais
São voltas às voltas
Por querer sempre mais

É um verso atrás
Um degrau que não viu
São curvas as rectas
Num final não vazio

É o palco do tempo
Sobre o tempo a mais
São voltas à espera
Que não vivendo mais
Mais sobre este escelente músico Português, no A Musica Portuguesa
Jorge Soares

publicado às 23:34

Pensões vitalicias

Imagem de aqui

 

O governo prepara-se para cortar 15 % do valor das pensões vitalícias aos ex e actuais políticos, num universo de perto de 9 milhões de Euros, isto representará uma poupança de algo mais que um milhão de Euros, uma pequena gota de água nos cortes de mais de 4000 milhões que este governo se comprometeu a fazer.

 

Aplauda-se a vontade de finalmente fazer chegar as medidas de austeridade á classe política, mas tendo em conta que na maior parte dos casos os ex-políticos acumulam as chorudas reformas com cargos no governo, nos partidos ou em empresas privadas onde por norma recebem salários milionários, não seria muito mais justo e proveitoso acabar de vez com estas reformas?

 

É verdade que os 9 milhões que se poupariam continuariam a ser uma pequena gota de água, seria sem duvida um belo exemplo sobre a vontade real do governo e dos políticos em fazer sacrifícios como os faz o resto do país... e se calhar até dava para cortar um pouco menos nos salários da função pública e nas pensões... digo eu!

 

Jorge Soares

publicado às 22:30



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