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A origem do dia do pai

por Jorge Soares, em 19.03.14

Dia do pai

 

Imagem do Pontos de Vista 

 

Hoje, 19 de Março dia de São José, festeja-se o dia do pai, que é o mais parecido que temos os homens com o dia da mulher... só que nós não temos direito a festas com GNR's giras a fazerem striptease.... mas temos direito a prendas, resta é saber se quando os miúdos crescerem terão orgulho ou vergonha da colecção de molduras, feitas nos mais diversos materiais reciclados, que o pai acumulou e guardou religiosamente {#emotions_dlg.tongue} (sim, eu sei, pobre e mal agradecido!).

 

Não é fácil encontrar a origem do dia do pai, que até varia de país para país na data do festejo, e assim como há muitas datas para o festejo, também há várias hipóteses para a sua origem.

 

Nos Estados Unidos, a história mais conhecida em comemoração ao dia dos pais é a de William Jackson Smart, um ex-combatente da guerra civil que perdeu a sua esposa e que ficou sozinho com os seus os seis filhos pequenos. Em 1909 a  sua filha Sonora Smart, que tinha uma enorme admiração pela forma como ele se dedicou aos seus filhos e os conseguiu criar, resolveu homenageá-lo. A data escolhida foi a do seu nascimento, dezanove de Junho.

 

Pouco a pouco a data foi sendo festejada primeiro na  cidade natal de William ee depois em todo o país, até que Richard Nixon a tornou oficial. Depois disso outros países foram adaptando a data ao seu calendário e é nesse dia que se festeja na maioria dos países.

 

Mas há quem diga que o primeiro registro de homenagem a um pai surgiu na antiga Babilônia, há mais de quatro mil anos, onde um jovem chamado Elmesu modelou e esculpiu em argila um cartão para o seu pai em que desejava: sorte, saúde e muitos anos de vida.

 

Em portugal a data está associada  à tradição católica e a São José, pai de Jesus Cristo... e não consegui descobrir quando se começou a festejar.

 

Mas como em todos os restantes dias que se festejam durante o ano, o dia do pai, como o da mãe, da criança, dos namorados .... deveria ser todos os dias, de preferência  com mais carinho e menos consumismo.

 

Jorge Soares

publicado às 22:36

Boeing 777 Malasia Airlanes

 

Imagem de aqui

 

O Boeing 777 da Malaysia Airlanes, igual ao da fotografia, desapareceu há mais de uma semana, depois de milhares de horas de buscas infrutíferas todos os dias aparecem novas teorias sobre o o seu destino e o dos seus ocupantes.

 

É difícil de acreditar como em pleno século XXI com todas as tecnologias existentes, um dos maiores e mais modernos aviões construídos, com toneladas de aparelhos electrónicos lá dentro, possa desaparecer assim.

 

Existem aplicações para computadores e telemóveis que nos dizem a cada segundo o lugar exacto em que estão a maioria dos aviões que cruzam os céus em cada momento. Quando vemos um avião passar sobre as nossas cabeças, basta tirar o telemóvel do bolso, entrar na aplicação e ficamos a saber qual o avião, qual a companhia aérea, de onde saiu e para onde vai.

 

Como é que é possível que todas estas tecnologias possam simplesmente ser desligadas e o avião possa passar a ser invisível para satélites e radares?

 

Esta semana ouvi alguém explicar que o avião desceu abaixo da altitude de alcance dos radares militares e por isso não terá sido detectado, estamos a falar de um dos maiores aviões do mundo, como é que pode escapar aos radares militares da China?

 

Para que é que os americanos gastam biliões de dólares na construção de caças furtivos como o F17, com materiais especiais e tecnologias super secretas que os tornam quase invisívei para os radares, quando um avião dez vezes maior que qualquer caça de guerra simplesmente desliga umas coisas, desce a sua altitude  e passa a ser invisível?

 

Tudo isto é tão surreal que é difícil acreditar.

 

Temo que demore anos ou séculos até que se saiba o que aconteceu com o avião.

 

Se calhar nunca saberemos mesmo onde param avião e os seus passageiros, nos próximos tempos iremos de certeza continuar a ouvir teorias e hipóteses cada vez mais estranhas e disparatadas.... Bom mesmo é que alguém se apresse a escrever normas internacionais que obriguem todos os aviões comerciais a terem tecnologias de localização autónomas e que sejam impossíveis de desligar desde dentro do avião... não deve ser muito difícil, afinal há décadas que existe uma rege global de satélites para este tipo de coisas e até é utilizada para localizar telemóveis.

 

Jorge Soares

publicado às 22:58

Há algo que nos una e identifique como país?

por Jorge Soares, em 17.03.14

Façamos um 25 de Abril todos os dias

Imagem minha do Momentos e Olhares

 

São os grandes feitos do passado, como o 25 de Abril de 1974 e os Descobrimentos, que mais simbolizam a capacidade de união dos cidadãos, e os principais elementos de identidade nacional continuam a ser a bandeira, Fátima, a gastronomia e o fado. 

 

Vinha no carro a ouvir a noticia e fiquei a pensar no assunto, foi hoje apresentado um estudo que fala sobre quais são os motivos que unem os portugueses, os resultados para além de óbvios, quanto a mim são deprimentes, senão vejamos:

 

"44% dos inquiridos acreditam que há união entre os portugueses, 32% defendem que é “moderada”, mas quase um quarto sustenta que o laço não existe."

 

E o que é que nos une?, a bandeira nacional, Fátima, a selecção nacional e o futebol... ou seja, passaram 40 anos do 25 de Abril, pouco ou nada mudou e para uma grande maioria dos portugueses, o país continua a ser Fátima, fado e futebol.

 

Não os culpo, eu próprio tentei pensar  em algo que realmente una os portugueses e o único que me ocorreu foi mesmo a selecção nacional, e isso é quando eles conseguem ganhar. Imagino que a maioria terá pensado nos descobrimentos, num povo de marinheiros, ... talvez isso possa ser motivo de orgulho para quem queira viver do passado,  somos um país com uma história longa ... mas para mim é tão importante saber estar como encontrar, nós soubemos lá chegar mas está à vista que não soubemos lá estar e ninguém  se quer lembrar da forma como de lá saímos.

 

Mas sabem o que é mesmo triste? Isto:

 

"... além do 25 de Abril de 1974 e dos Descobrimentos, o Estado Novo também é referido e por metade dos inquiridos."

 

Metade dos inquiridos coloca o estado Novo ao mesmo nível do 25 de Abril e dos descobrimentos...  e assim de repente eu percebo porque é que tenho tanta dificuldade em identificar algo que me una ao resto do país.... para mim o estado novo é das coisas mais vergonhosas que aconteceu por cá e só deve ser lembrado para evitar que alguma vez se possa repetir.... encontrar num regime que condenou um país a viver na miséria e o atraso e o amordaçou de costas para o mundo durante 40 anos motivos de orgulho ou união é no mínimo deprimente. Alguém acha que saiu mesmo algo positivo do Estado novo?

 

Mas ainda resta alguma esperança, ... "há muito orgulho nos feitos da história, do desporto, das artes e da ciência, mas “embaraço e vergonha no sistema económico e político actual” .

 

Pena que depois esse embaraço e vergonha não se traduzam em nada na hora de votar e a maioria ou não põe lá os pés ou continua a votar em quem tanto os envergonha.... vá lá a gente perceber este povo.

 

Há evidentemente muita gente neste país que é motivo de admiração e até algum orgulho, ... nas artes, nas ciências, na investigação, será que o país sabe que eles existem e está à altura deles? 

 

Jorge Soares

publicado às 22:11

Suzi representará Portugal na Eurovisão

 

 

Imagem de aqui 

 

Não vi o festival, não ouvi nenhuma das músicas, só mesmo a vencedora, esta manhã quando a minha filha me perguntou quem tinha ganho disse-lhe o seguinte: - Gosto da melodia, a letra não interessa mesmo, é em português.

 

Há uns dias havia uma polémica na Espanha porque após a escolha da canção que representará o país no festival, alguém decidiu que esta seria cantada na sua versão em Inglês... li e ouvi opiniões contra e a favor, sendo que na sua maioria as pessoas não gostavam muito, mas entendiam a decisão dado que a Espanha tem aspirações a ganhar o Festival.

 

Em Portugal parte-se mesmo do principio que a ideia é só participar, as únicas aspirações são não ficar em último lugar... só assim se explica que se mantenha o formato do festival da RTP exactamente igual ao que era no seu inicio, há 50 anos atrás.

 

Nunca tinha ouvido falar da Suzy, que para além de ser muito bonita mesmo, nem acho que cante assim tão mal.... evidentemente não se pode esperar muito quando a letra da música que ela canta foi escrita pelo Emanuel. Não ponho em causa as capacidades do Emanuel para escrever letras, mas evidentemente as suas qualidades musicais tem a ver com o festival da RTP, não com o Festival da Eurovisão onde se tocam e cantam outras músicas, músicas de outros campeonatos.

 

Mantenho há anos o Blog A Música Portuguesa, já por lá passaram muitas músicas e muitos artistas, sei que há em Portugal músicos e compositores capazes de compor e de cantar, já seja em Português ou em Inglês, músicas com a qualidade suficiente para nos apresentarmos no festival com aspirações muito além do habitual "fugir ao último lugar".

 

Ora se eu sei isso, se há muita gente que sabe isso, porque continuamos a insistir num tipo de festival que parece que parou no tempo algures nos inícios dos anos 70? Porque é que a RTP insiste numa coisa que não faz sentido nenhum? Para além dos homens da Luta, alguém se lembra do nome, dos cantantes ou das melodias de alguma das músicas que ganhou o festival português nos últimos 10 anos? Uma que tenha tido um mínimo de sucesso mesmo a nível nacional?

 

Algures no tempo este tipo de música representava o que se fazia ao nível musical no país, mas acho que estamos todos de acordo que o país mudou muito, e para melhor, a nível musical desde essa altura, de que é que está a RTP à espera para das duas uma: Ou terminar de vez com um festival que não interessa nem ao menino Jesus, ou fazer um festival que esteja de acordo com a nossa música actual, com a qualidade dos nossos músicos e artistas.

 

Quanto à Suzy, ainda tentei investigar de onde tinha saido a moça de quem nunca tinha ouvido falar... é dificil, acho que ela nem página do Facebook tem, e só encontrei uma fotografia num blog Espanhol sobre o festival da Eurovisão.

 

Para quem ainda não ouviu, aqui deixo o vídeo da moça a cantar "Eu quero ser tua", lembrem-se, ela não tem culpa:

 

 
Jorge Soares

publicado às 21:23

SOS Venezuela - 3000 Cadeiras vazias para sempre

por Jorge Soares, em 15.03.14

SOS Venezuela, 3000 cadeiras vazias para sempre

 

 

 

3000 sillas vacías para siempre, 3000 cadeiras vazias para sempre.

 

Protesto público contra a delinquência na praça Saddel em Caracas, 3000 cadeiras vazias para sempre, correspondem às mais de 3000 pessoas que foram vitimas de assassinato por parte de delinquentes comuns na Venezuela só durante o mês de Janeiro.

 

Os protestos que acontecem há mais de um Mês na Venezuela tiveram o seu início numa manifestação contra a violência que aconteceu após a violação de uma estudante dentro do recinto da Universidade de los Andes em Mérida.

 

É contra isto que se protesta na Venezuela, contra a violência que todos os anos mata milhares de pessoas no país, muitas mais que em algumas guerras civis,  e contra um sistema e um governo que durante 15 anos não foram capazes de combater a violência a corrupção e a delinquência.

 

Jorge Soares

publicado às 23:51

Conto - Fuga do tempo em fragmentos roubados

por Jorge Soares, em 15.03.14

Fuga do tempo para fragmentos roubados

 

Um belo dia, senti que fiquei sozinha. Foi quando, naquela luminosa manhã, abri a janela e o sol entrou. Olhei pra mesa onde faltava ele, faltava ela... Faltavam tantos eles e elas!

 

Ouvi batidas na porta. Era o tempo. E, antes que começássemos a eterna discussão sobre quem passou ou não passou, resolvi que iria sair por aí, levando minha vida debaixo do braço.

 

Mas não vou parar em cada esquina não – pensei. Apenas caminhar, caminhar, caminhar, sem saber aonde chegar. Sim. Caminhar contra o vento, sem lenço nem documento. Deixar a vida me levar e soltar a voz nas estradas sem querer chorar.  Ver manhãs com gosto de maçãs, ver e ouvir o despertar das montanhas por onde eu passar e gritar: “eu quero amar, eu quero amar, eu quero amar...” Quem sabe, numa tarde silenciosa, eu chegue em Lindoia e veja o sol morrer tristonho, embora eu bem o preferisse risonho. Vou me sentar e pedir ao meu sonho que vá buscar quem mora longe e, como ele não buscará, vou me contentar em ver a dança das flores no meu pensamento, lembrando-me de momentos iguais aqueles em que eu o amei e de palavras iguais aquelas que eu lhe dediquei. Repetirei que eu sei e que talvez ele saiba que a vida quis assim, mas que, apesar de tudo, ela o levou de mim. Vou tentar me convencer de que quem anda atrás de amor e paz não anda bem, porque na vida quem tem paz amor não tem. Quando a noite chegar, vou olhar para a lua branca, cheia de fulgores e de encantos, pedir-lhe que me dê abrigo, não sem antes indagar: “quem sabe se ele é constante e, mesmo tão distante, se ainda é meu seu pensamento”.  Antes de adormecer, vou pisar no chão salpicado de estrelas e, espalhando meus olhos pela plantação, vou lembrar que amanhã será um lindo dia, cheio da mais louca alegria. Sim, porque amanhã quero ir para o mar e quando eu pisar na areia ele vai serenar. Vou olhar para a jangada saindo ao raiar do dia e para o barquinho que vai enquanto a tardinha cai. Vou, vou sim, porque lá na beira do mar, todo mar é um. Talvez lá eu me esqueça de que o Brasil mostrou sua cara e sua cara me assustou. Talvez lá eu me esqueça da gente que deveria se indignar e não se indignou. Talvez lá eu consiga evitar a dor que me aperta o peito pelo despeito de não ter como lutar. Talvez eu lá me esqueça de querer vingança e vingança aos santos clamar. Então vou deixar isso de lado, juntar tudo o que é meu, não seu, e recomeçar tudo de novo. Caminharei pra beira de outro lugar ou pra dentro do fundo azul. E lá irei eu pela imensidão do mar, ou voltar a andar, andar, andar até encontrar... O que? Sei lá, não sei, este vazio é tão grande que nem sei como explicar. Ah, não vou me esquecer de pisar em folhas secas caídas de uma mangueira. Pedirei à tristeza que, por favor, vá embora, não vou querer saber da minha alma que chora e, se ela insistir, lembrarei que a vida é tão linda que não pode se perder em tristezas assim. Vou olhar para a rosa na janela, não para me queixar, mas para lhe dizer: “ah, se todos no mundo fossem iguais a você!” Muito provavelmente vou querer conversar, comigo mesma, é claro. E, de conversa em conversa, vou me perguntar o por quê de meus olhos tão fundos, ao que responderei que guardo, senão toda, pelo menos boa parte da dor deste mundo.  Vou me perguntar se não vou voltar. Direi que sim. Sim, vou voltar, sei que ainda vou voltar para o meu lugar, mesmo sabendo que o meu lugar bem poderia ser por aí. Mas, antes de voltar, recordarei as três lágrimas que derramei nesta vida. A primeira quando minha vida se complicou. Éramos então duas crianças, cheias de vida e esperança. Lembro-me bem do seu olhar espantado quando me roubou um beijo bem roubado e uma lágrima dos olhos me rolou. A segunda, quando minha vida desmoronou. Tínhamos mais vinte anos, mágoas, saudade e desenganos. Ele me olhou com aquele olhar esquisito, surpreso, tão aflito! E uma lágrima dos olhos me rolou. A terceira, quando minha vida se acabou. Vinha pela rua amargurada, quando ouvi o seu chamado. Lembro-me só que, do nosso olhar, fugira a meiguice. Agora era apenas a velhice e uma lágrima dos olhos nos rolou.

 

Enfim, e por fim, nessa tristeza que vai, nessa tristeza que vem, com os olhos cansados de olhar para o além, sei que vou acabar sentindo saudade, uma torrente de paixão que me trará de volta para este lugar todinho meu. Esta casinha pequenina onde nosso amor, que nem aqui nasceu nem aqui morreu, aqui ficou encantado e cantado em versos fragmentados como estes roubados, sem qualquer pudor.

 

Despertei do meu devaneio, assustada com as batidas na porta, agora cada vez mais fortes. Afastando uma mecha de cabelos que teimava em me cair sobre a face, suspirei fundo: - Que viagem! E tudo para esquecer esta vida inexplicável. Tudo para fugir do tempo que, implacável e inexorável, esmurrava a porta.

 

Levantei, sacudi a poeira e, dando a volta por cima, criei coragem, deixando-o  entrar. O tempo não se fez de rogado, Entrou e me sorriu. Entreguei os pontos. Não iria mais discutir, nem resistir. Afinal, não era ele o senhor da razão? Deixei que ele dançasse e girasse à minha volta, repetindo cruel o seu refrão: eu passara, ele não.,. 

 

Cecília Maria De Luca

 

Retirado de Samizdat

publicado às 21:54

Co-adopção - Os deputados tem consciência?

por Jorge Soares, em 14.03.14

Co-adopção e a assembleia da república

 

Imagem do Público 

 

 

“Conformei-me com a orientação firme de voto, que interpretei como sendo, na verdade, uma obrigatoriedade. Conformei-me porque senti que não estava mandatada pelos que me elegeram para me abster que seria o meu sentido de voto”

 

Teresa Caeiro, deputada do CDS

 

O que se passou hoje na assembleia da República deixou-me a pensar, há vários posts aqui no blog em que me mostrei contra a diminuição do número dos deputados, pelos mais variados motivos... mas em dias como os de hoje pergunto-me, terei mesmo razão?, o desfecho teria sido diferente se em lugar de mais de duzentos tivéssemos 6 deputados, um por cada  partido?

 

Acho que não restam dúvidas a ninguém que esta é uma questão de consciência, e sabemos porque já ouve uma votação antes em que a maioria foi a favor da lei, que há muita gente com consciência e que pensa nos interesses das crianças e das famílias antes dos interesses eleitorais do partido, então, o que aconteceu hoje?

 

Tinha lido algures que dentro do PSD havia imensas pressões e discussões para que se colocassem os interesses eleitorais do partido antes das consciências,  pelos vistos a pressão funcionou... agora sabemos que dentro do PSD há quem coloque os interesses eleitorais antes da sua consciência... e já agora, antes do interesses das crianças e das famílias... questão; em que outras situações é que farão isso? será que os interesses do país estarão antes ou depois dos interesses do partido?... se calhar isto explica muitas coisas...

 

Quanto a  Teresa Caeiro, louvese-lhe a honestidade de reconhecer o que aconteceu, mas se continua a ter consciência, demita-se, está visto que os interesses do partido estão em primeiro lugar, e não me parece  que isso seja compatível com o mandato que o povo lhe deu com os seus votos.

 

O que se passou hoje na assembleia da república é uma vergonha, os deputados e nós que os elegemos deveriamos todos ter vergonha por vivermos numa democracia que se rege pelos interesses em lugar de pelas nossas consciências.

 

Jorge Soares

publicado às 22:36

Co-adopção

Imagem do Pontos de Vista

 

 

Na próxima Sexta-Feira a lei da co-adopção volta ao parlamento, sim, a mesma lei que já foi votada e aprovada e que foi travada pelos jotinhas do PSD, vai de novo a votos.  

 

Hoje no Público um artigo da jornalista Ana Cristina Pereira ajuda a desmistificar sobre um estudo de dois cientistas  da Universidade do Porto, tenta desmistificar e trazer luz à muita gente que teima em viver noutras épocas e com outros usos e costumes...

 

"As crianças precisam de uma mãe e de um pai? Após extensa revisão de estudos científicos, Jorge Gato e Anne Marie Fontaine, da Universidade do Porto, atestam que, “apesar do preconceito e da discriminação”, as crianças educadas com dois pais ou duas mães desenvolvem-se tão bem como as outras.

 

A adopção singular está prevista em Portugal – a orientação sexual do adoptante não conta. A adopção por casais homossexuais não passou no Parlamento, apesar das várias tentativas. O diploma esta sexta-feira em debate concerne à co-adopção — prevê a possibilidade de um dos membros do casal adoptar o filho, biológico ou adoptado, da pessoa com quem vive em união de facto ou com quem se casou.

 

Em debate está o superior interesse da criança, um conceito indeterminado que se define ao analisar cada caso concreto. Os proponentes enfatizam a desprotecção jurídica em que fica a criança no caso de morte do pai ou da mãe reconhecidos como tal. Indicam também obstáculos no quotidiano, como a representação legal no acesso à saúde ou à educação.

 

Na base do discurso de que as crianças precisam de um pai e de uma mãe está a ideia de que “a maternidade e a paternidade implicam capacidades mutuamente exclusivas e estereotipadas em termos de género e que estas devem ser transmitidas à geração seguinte”, escrevem, num artigo publicado na revista ex aequo, em 2011, Jorge Gato e Anne Marie Fontaine. Estaria, “de um lado, uma mãe ao serviço da criança, prestadora de cuidados e guardiã de todos os afectos e, de outro, um pai, razoavelmente distanciado e introdutor da Lei social”. Ora, os papéis já não são tão rígidos, embora as mulheres ainda invistam mais na família.

 

No entender destes investigadores, “considerar a família heterossexual, com uma divisão tradicional de papéis, como o modelo desejável de parentalidade corresponde mais a um projecto ideológico do que a um facto cientificamente provado”. Passada a pente fino as “investigações que comparam homo e heteroparentalidade”, concluíram que não há grande diferença.

 

Duas mulheres até exercem a parentalidade “de uma forma mais satisfatória, em algumas dimensões, do que um homem e uma mulher ou, pelo menos, do que um homem e uma mulher com uma divisão tradicional do trabalho familiar”. As crianças crescem como as outras, só que “parecem desenvolver um reportório menos estereotipado de papéis masculino e feminino”.

 

O tema é polémico. A Ordem dos Advogados, por exemplo, deu ao Parlamento um parecer a recusar a parentalidade homossexual. A propósito do projecto do BE sobre adopção, deu o Conselho Superior do Ministério Público parecer oposto: “Vale para a orientação sexual o mesmo argumento que valeria, por exemplo, se se considerasse, à partida, que determinadas situações genéricas, por exemplo a situação de desempregado, de deficiência ou de pertença a um grupo social, fossem impeditivas de adoptar.”"

 

ANA CRISTINA PEREIRA no Público

 

 

Faz todo o sentido não é, no fundo todos sabemos que é assim, a capacidade de amar e educar não tem nada a ver com preferências sexuais, para amar só basta ter vontade, espírito aberto e coração, infelizmente há muito boa gente por aí que parece que não tem nada disto, mas acham-se muito normais e superior aos outros só porque vão pela vida como carneirinhos no rebanho.

 

Jorge Soares

publicado às 22:34

Alguém viu um Youtube?

por Jorge Soares, em 13.03.14

Youtube

 

 

 

Alguém viu um Youtube?

 

 

Sorry, something went wrong.

A team of highly trained monkeys has been dispatched to deal with this situation.

If you see them, show them this information:

 

{#emotions_dlg.amazed}{#emotions_dlg.serious}{#emotions_dlg.sad}{#emotions_dlg.annoyed}

 

 

Parece que não há música nem vídeos para ninguém, aposto que se forem medir a internet neste momento está muito mais rápida do que é normal....

 

Jorge Soares

publicado às 22:14

José Policarpo

Imagem do Público 

 

Uma das vantagens do blog e das tags é que as coisas ficam guardadas, as boas e as más... quando li a noticia da morte de José Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa, o que me veio á cabeça é que a igreja portuguesa ficou agora mais jovem, mais liberal, menos conservadora e mais perto da realidade do mundo actual.

 

José Policarpo era para mim a antítese do actual Papa Francisco, com ele a igreja portuguesa vivia aferrada ao passado, longe da realidade do mundo actual e em consequência cada vez mais longe dos seus possíveis fieis.

 

Dando uma olhadela à tag José Policarpo aqui do blog podemos encontrar o seguinte:

 

«Casar com muçulmanos pode causar «um monte de sarilhos».

 

«Pensem duas vezes em casar com um muçulmano, pensem muito seriamente, é meter-se num monte de sarilhos que nem Ala sabe onde acabam».

 

Ou a propósito da crise e da manifestação de 15 de Setembro do ano passado:

 

 ...os problemas não se resolvem “contestando, indo para grandes manifestações” ou fazendo uma qualquer “revolução”.

 

Com ele no comando, a igreja portuguesa ficou mais pequena, mais longe dos fieis, mais virada para si mesma e menos virada para o mundo, e a julgar pelos comentários acima, mais longe das problemáticas e da realidade do país e dos portugueses.

 

Com o devido respeito para a família e para os mais próximos, hoje a igreja portuguesa ganhou a hipótese de apanhar o comboio dos novos ventos que sopram desde Roma... este senhor não deixa grandes saudades.

 

Jorge Soares

publicado às 22:44



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