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Primeiro Beijo

 

 

Tatia Pilieva, uma cineasta amadora quis captar e mostrar ao mundo como é viver aquele momento mágico do primeiro beijo de qualquer relação. Para isso juntou 20 estranhos que nunca se tinham visto entre si, reuni-os aos pares e pediu-lhes que se beijassem... o resultado é este vídeo fantástico...

 

 

 

3 minutos e meio de pura magia, não acham?

 

Jorge Soares

publicado às 23:03

GNR suspenso por fazer stripp

 

Imagem do DN 

 

A GNR decidiu esta segunda-feira suspender um dos seus militares depois de ter descoberto que este protagonizou um striptease num clube nocturno, sábado passado, numa festa dedicada ao dia da mulher. Em causa, está o facto de o cabo ter usado a farda da corporação, assim como o restante equipamento que lhe estava distribuído durante a performance.

 

Estão frescas na nossa memória as imagens da manifestação de sexta feira passada em que milhares de policias e GNRS se manifestaram em frente ao parlamento... sabemos que a vida está complicada para todos, incluindo para quem faz parte das diversas forças de segurança ... tão difíceis que há sempre  quem nestas alturas arranje um segundo emprego... este é stripper nas horas vagas.

 

É claro que o facto de o senhor ter ido fazer strip na discoteca que fica ao lado do posto em que trabalha não mostra lá grande esperteza, mas pronto, a vida está difícil e há que aproveitar o que aparece.... é claro que o detalhe da farda, das algemas e demais adereços oficiais, era dispensável, se calhar tinha sido inteligente ter trocado a farda com um qualquer PSP stripper... dava menos nas vistas.

 

A noticia apareceu-me a meio do dia no Facebook, comentada como não podia deixar de ser por dezenas de mulheres... e havia comentários para todos os gostos, a maioria dizia que o homem se devia era dedicar ao strip e esquecer a GNR, parece que tem jeito para a coisa, ... o comentário que me chamou mais a atenção  foi o seguinte:

 

- Mas não são eles que pagam a farda?

 

Boa pergunta não é?

 

Por certo, não foram as únicas fotografias de festas com strippers para festejar o dia da mulher que me apareceram no facebook, e as outras não eram de Oliveira de Azeméis... agora já fiquei a perceber para que serve o dia da mulher.

 

Jorge Soares

 

PS:Estive a reler e quero esclarecer algo, eu acho mal que ele tenha usado a farda de serviço para fazer strip, ainda que não seja a farda e sim quem a usa que mereça o respeito por representar a lei.... mas a pergunta não deixa de ser boa.

publicado às 22:18

Queremos paz, sem roubos e sequestros, queremos paz sem pobreza

 

Imagem de aqui

 

Vai fazer um mês que o povo da Venezuela começou a sair à rua, numa luta que iniciaram os estudantes mas que pouco já é da maioria da população. Uma luta desigual em que o povo armado com palavras e consignas se enfrenta com a Guarda Nacional Bolivariana e as forças paramilitares afectas ao regime.. uma luta que começa sempre por ser pacifica mas que na maior parte das vezes termina com manifestações dispersas com o uso da força e à lei da bala.

 

O saldo oficial até agora vai nos 21 mortos, centenas de feridos e milhares de presos, entre os quais o principal dirigente da oposição Leopoldo Lopes.

 

Na última semana Nicolás Maduro fez um chamado aos colectivos chavistas, grupos armados  afectos ao regime, para que ajudem a reprimir os protestos, o resultado foi um endurecimento dos enfrentamentos que só no primeiro dia se saldou em três mortos, um dos quais uma agente do Sebin, a policia politica do regime,  morta pela policia de Chacao quando tentava introduzir à força três jovens estudantes numa viatura descaracterizada.

 

A Venezuela é um dos países com mais recursos do mundo, é o terceiro produtor de petróleo, todos os dias entra muitos milhões de dólares provenientes da renta petrolífera, apesar de tudo isto e ao contrário do que por vezes se tenta fazer passar, a generalidade da população está cada vez mais pobre, e ninguém sabe para onde vai todo esse dinheiro.

 

Só nos dois primeiros meses do ano ocorreram mais de 200 assassinatos no país, as estatísticas dizem que é o segundo país mais inseguro do mundo tendo em conta o número de assassinatos por cada 100 mil habitantes.

 

O chavismo está no poder há 15 anos, é verdade que ganharam muitas eleições, mas também é verdade que o país está hoje muito mais inseguro, o governo controla os meios de comunicação e a censura está instalada, a corrupção não pára de aumentar, não há praticamente industria para além da petrolífera, a que existe foi nacionalizada e está práticamente parada devido à falta de divisas para importações de matérias primas. Há uma enorme escassez de bens essenciais e em lugar de diminuir, a desigualdade entre os poucos ricos e os muitos pobres é cada vez maior.

 

A democracia é cada vez mais uma miragem, o povo está farto e o país está neste momento entre uma ditadura à imagem da que governa Cuba há quase 50 anos e uma guerra civil.

 

Tirem 5 minutos e vejam com atenção o seguinte vídeo onde se explica porque lutam os jovens Venezuelanos:

 

 

 

 

Jorge Soares

publicado às 22:32

Conto - Autodeclaração

por Jorge Soares, em 08.03.14

Pardos

 

Imagem de aqui 

 

 

Mal ou bem, já nos acostumamos. Cada vez que se tenta entrar numa rede social na internet é necessário prestar contas, minimamente, sobre quem se é. É o nome, o sobrenome, o jeito como deseja ser chamado, a data de nascimento, o trabalho ou a ocupação, interesses, preferências, restrições, e e-mails: o principal, o alternativo, o de segurança, etc. Depois de completar campos marcados com asteriscos e ficar em dúvida se gasta tempo ou não com os opcionais, a pessoa precisa ainda digitar como vê uma sequência de letras, números e outros símbolos misturados dentro de um retângulo editável. Para provar que não é um robô. Está assim de gente recorrendo a terapias para curar a crise existencial que momentos decisivos como esse disparam. Se na rotina virtual é dessa maneira, imagina na vida, ordinária, nessa, de todo dia?

 

Valéria vivia passando recibo a respeito de si, mas nem percebia de tão envolvida que sempre esteve com o futuro. Tudo nela parecia acusar, revelar, apresentar, dizer. Em parte. Em uma parte visível e fácil de lidar. Queria ser médica e andar pelo mundo tratando de doenças em regiões de onde normalmente tinha notícia somente pela televisão. Era cabeça, tronco, membros, pele, órgãos, células, sangue, oxigênio, bisturi, medicamentos, livros e mais livros sobre saúde e sobre como funcionam os corpos humanos, um interesse sem fim e o mesmo assunto compulsivamente, feito vinil arranhado, repetindo e repetindo e repetindo o mesmo trecho. Além da que tinha na escola, sabia o rumo das bibliotecas da cidade e da universidade e fazia desses lugares pontos estratégicos de concentração. Falta pouco para os exames de admissão e preciso estar pronta, dizia para dentro pelo menos uma dúzia de vezes, diariamente, como uma reza, um mantra particular, enquanto cumpria à risca seu plano de estudos. 

 

Prestaria provas em oito instituições de ensino superior, todas com seus calhamaços de exigências e formulários, curiosidades estapafúrdias - ô palavrinha que gostava de pronunciar: es-ta-pa-fúr-dia e suas variações – e prazos de inscrições abertos. Cheia de esperanças, juntou documentos e começou a preencher os requisitos da primeira. Com os novos rearranjos do governo para o ingresso nas universidades, as combinações poderiam ou não dar certo para Valéria. Andava sobre a linha que separa ou amarra esforço e sorte quando percebeu que, na verdade, não entendia o jogo. Havia estudado mais do que bastante, mas nem chegara perto do todo, do infinito.

 

Autodeclarar-se isto ou aquilo não era problema, o caso é que realmente não sabia. As certezas resvalando pelas teclas do computador. Olhou para as mãos abertas, correu os olhos pelos braços e. Não era preta, nem branca, nem amarela, que raio significava o termo “pardo”? Só lembrava do rolo de papel que na escola usavam para fazer cartazes. E sexo? Nunca tinha feito. Nasceu com vagina, mas não tinha tempo para desejar ninguém, podia muito bem gostar de mulheres e/ou de homens, tinha um apreço tão grande por gente, em especial por crianças e velhos. E que diferença fazia contar do salário da mãe e do pai, um morto outro sumido, se era ela e não eles quem auscultaria peitos e diagnosticaria dores dali para frente? Seria indígena? Compartilhava de cabelos lisos e negros e selvagens e de uma vontade inexplicável de verde com povos distantes. Por que não? Na dúvida, Valéria rasurou os espaços em branco e escreveu “sou um robô” em letras bem maiúsculas no espaço “observações”. Confusa, vestiu o cansaço, suspirou intenção e dúvida, e guardou a médica no bolso.

 

Andreia Pires

Retirado de Samizdat

publicado às 21:37

Policias em frente ao parlamento

 

Imagem do Público

 

Terá sido uma das maiores manifestações de polícias que aconteceram em Portugal, por volta das seis quando vinha para casa ia ouvindo as reportagens sobre o inicio da manifestação, a pergunta dos jornalistas repetia-se cada vez que avistavam algum dos organizadores: "Será que vão tentar subir a escadaria do parlamento como da última vez?"

 

A resposta também era invariavelmente a mesma: "Os manifestantes vão à assembleia para manifestar o seu descontentamento não para quebrar as leis"

 

Os últimos orçamentos de estado tem reduzido em muito as dotações financeiras de todas as forças de segurança, todos estes cortes tem significado uma enorme deterioração das condições de trabalho das polícias e começam a pôr em causa a segurança e o bem estar de polícias e restante população do país.

 

Os polícias também são cidadãos, também tem famílias, para alimentar e como a grande maioria do resto da população, também tem salários baixos e sobretudo, péssimas condições de trabalho... e tem é claro, tanto direito à indignação como qualquer outra pessoa. 

 

Mais de 15 mil polícias chegaram até à assembleia da república numa enorme manifestação do descontentamento que grassa neste momento nas fileiras de todas as forças de segurança. 

 

Não vi como tudo começou, mas quando dei por mim, uma manifestação que estava a correr de forma exemplar, descambou para o jogo do empurra, do lado de baixo os policias sem farda empurravam para cima, do lado de cima, os policias com farda empurravam para baixo.

 

Entendo a ideia de quem pretendia subir as escadas, mas a verdade é que naquele momento a manifestação e os seus objectivos passaram a segundo plano, até porque a grande maioria de quem ali estava passou de manifestante a mirone, os jornalistas passaram a narradores do jogo do empurra e mais ninguém se lembrou qual era o motivo inicial de tudo aquilo.

 

Louve-se o respeito que imperou de parte a parte, chegou-se inclusive a deter o jogo quando apareceram os primeiros feridos, havia jornalistas que narravam como policias fardados e policias sem farda partilhavam garrafas de água nas pausas do empurra...

 

Resumindo, era escusada e tinha sido muito mais sensato que a manifestação tivesse continuado normalmente... felizmente o povo é sereno e os polícias também são povo.

 

Jorge Soares

 

PS:Fui só eu que achei um bocado parvo que no meio de uma manifestação uma jornalista da RTP aborde os manifestantes com a pergunta: "Porque está aqui?"

 

 

publicado às 22:21

Toma lá o teu Cocó

por Jorge Soares, em 05.03.14

Gostosa Cóco

 

Imagem de aqui 

 

Se há coisa que me irrita profundamente é que as pessoas levem os seus cãezinhos a passear, já seja à rua ou a um qualquer jardim e deixem os presentes do cão ali mesmo onde o animal se alivia. Eu percebo que as pessoas gostem de animais, mas era bom que gostassem tanto deles próprios e das restantes pessoas à sua volta, como gostam dos bichinhos, e está visto que a maioria não faz a menor ideia do que significa a palavra civismo, basta passear por qualquer rua das nossas cidades ou ir dar uma volta a qualquer bocado de relva dentro das cidades para se entender isso.

 

Tudo isto me irrita tanto que por vezes até faz vir o meu mau feitio ao de cima. Há uns 12 anos atrás levamos a R. que na altura teria pouco mais de um ano a passear à Praça do Bocage, na baixa de Setúbal. No meio da muita gente um casalinho passeava um cão enorme, que à falta de melhor, escolheu o meio da praça para deixar um cocó de umas dimensões acordes com o seu tamanho.

 

O casalinho esperou que o animal terminasse de se aliviar e seguiu caminho como se nada fosse... não aguentei e chamei-os de volta. Ficaram indignadíssimos comigo, que me metesse na minha vida, disseram. Não os deixei sair dali, felizmente havia um polícia por perto e os meninos foram obrigados a limpar a imundice.

 

Há uns meses atrás, no jardim da Algodeia, um avô e o seu neto passeavam o seu cachorrinho junto ao parque infantil onde brincavam várias crianças. À falta de melhor, o animal aliviou-se ali mesmo. Evidentemente o senhor fez como se não fosse nada com ele... de novo não me contive:

 

- Desculpe lá, o cão é seu, a limpeza é da sua responsabilidade!

-... - tentou ignorar-me.

-Ouça, é consigo, o cão sujou, o senhor deve limpar!

-Você é fiscal?

-Não, não sou, mas sou cidadão, há imensas crianças aqui, e o senhor é o responsável pelo cão, assim que tem que limpar.

-Quer que eu faça o quê?

-Se não sabe educar o cão para que não faça isto aqui, tem que limpar...

 

Quando eu já estava a ver que a coisa só se ia resolver com a chamada da polícia, mais alguém que andava a passear um cão chegou-se a nós, puxou de um saco do bolso e disse-lhe:

 

- Tome lá, use este saco, e para a próxima traga sacos.

 

O Homem engoliu em seco, pegou no saco e apanhou.

 

Infelizmente há muitos donos de cães que não tem o civismo suficiente para perceber que a responsabilidade pelo que o animal faz é deles e isso nota-se nas nossas ruas, nos nossos jardins... Existem normas e multas para quem não as cumpre, mas parece que não há multas e normas que resolvam a falta de civismo e educação.

 

Ciente de tudo isto a junta de freguesia de Benfica acaba de lançar o seguinte vídeo com a participação do Nuno Markl, que espero se torne rapidamente viral, pode ser que algumas pessoas percebam a mensagem e o nosso ambiente se torne um pouco melhor... 

 

Jorge Soares

publicado às 22:11

Imagem da SIC

 

Imagem da Sic 

 

Não, hoje não é o dia das mentiras, mas podia ser, segundo a SIC Vladimir Putin, que acaba de colocar o mundo em alerta ao mandar tropas Russas Invadir a Crimeia, uma província da Ucrânia, é um dos candidatos a receber prémio Nóbel da paz.

 

Para quem não se lembra, ele já tinha feito o mesmo na Geórgia há uns anos atrás, em 2008 a Rússia invadiu as províncias da Ossécia do Sul  e da Abcasia, após uma curta mas sangrenta guerra, as tropas da Geórgia foram esmagadas pelo poderio das armas Russas e nasceram dois novos países que estão sob protecção Russa e que só Moscovo reconhece.

 

Pena que Bin Laden, Sadam Hussein, Kadafi e Pinochet já tenham morrido, ficariam muito bonitos na fotografia dos nomeados ao lado de Putin.

 

Eu fui dos que achei que o a entrega do Nobel a Obama tinha sido muito antes de tempo e um claro exagero, continuo a achar que o senhor não fez grande coisa para o merecer, nem antes, nem depois.... mas convenhamos que ao lado de Putin, Obama é um santo.

 

E assim se vai destruindo o prestigio e a seriedade de um prémio que alguma vez já fez sentido.

 

Jorge Soares

publicado às 22:31

Soldados Russos na Crimeia

 

Imagem do Público

 

Russia tem o controlo actual sobre a Crimeia?

 

Sim. As forças russas controlam todos os pontos estratégicos da península e cercaram o quartel-general do exército ucraniano.


Até agora não houve nenhum conflito armado e, provavelmente nunca será disparado um único tiro: as forças ucranianas sabem que não têm nenhuma hipótesse de vitória se começar uma guerra.

 

E as pessoas têm muito medo dos russos ?


Não. Muito pelo contrário . A maioria da população da Crimeia está muito feliz com a chegada dos russos.


Lembrem-se que a maioria da população é de origem russa e foi contra as  manifestações na praça de Kiev. Ficaram em pânico quando o governo de  Yanoukovich caiu.


Aqueles que agora estão com medo na Crimeia são as minorias ucranianas e tártaras .


Os Tártaros são os povos autóctones da Crimeia. Durante a Segunda Guerra Mundial alguns colaboraram com o exército nazista. Stalin acusou todo povo Tatar  de "colaboração" e deportou-o para o Uzbequistão, a milhares de quilómetros de distância. Em 1947 os Tártaros tinham desaparecido da Crimeia. Desde a queda da União Soviética milhares de Tártaros voltaram, mas ainda continuam a ser uma minoria.


Vêem-se  tanques nas ruas ?


Não. A vida nas ruas das cidades da Crimeia continua com o seu ritmo normal. Todas as lojas estão abertas, as pessoas vão para o trabalho e as crianças à escola .


Desde aqui seria impossível pensar que todas as televisões do mundo olham para este lugar como sendo uma "zona de guerra".


A situação é muito diferente nas bases a uma dezena de quilómetros da capital. Lá os soldados russos cercam os soldados ucranianos.


O Kremlin ainda não confirmou que enviou tropas para a Crimeia e os meios de comunicação dizem que as tropas que cercam os quartéis não possuem identificação, tu tens a certeza que são russos?


Sim, sem dúvida. São forças especiais do exército russo.


As matriculas dos veículos são do exército russo, a sofisticação dos equipamentos de comunicação que eles usam, o tipo de armas, a disciplina táctica e a organização, deixam claro que não é um "pequeno grupo" de  paramilitares pró-russo.

 

Embora o Kremlin não o tenha confirmado, aqui  todas as pessoas  (tanto a maioria que é a favor da intervenção, como as minorias da oposição) tem a certeza que são forças russas


É muito comum que as forças especiais do exército não utilizem emblemas distintivos. Isso dá ao seu governo "o tempo diplomático" para criar factos no terreno antes de negociar com outros países.


Por exemplo, a equipa de  Navy SEALs que os Estados Unidos enviaram ao Paquistão para matar Bin Laden não usava nenhum distintivo. Se a operação tivesse corrido mal, Obama teria negado que essas tropas ( que entraram sem autorização num país soberano) fossem suas.

 

O governo de Kiev descreveu como "ato de guerra" a intervenção da Rússia e disse que vai responder militarmente. Haverá uma guerra pela libertação da Crimeia?


Acho que não.


Eu acho que o presidente em exercício na Ucrânia fez estas declarações para chamar  a atenção do mundo para a situação em seu país, para que a Europa e os EUA vão em seu auxilio, principalmente com ajuda financeira. As reservas do Banco Central da Ucrânia estão quase a zero neste momento.


O governo está ciente de que Kiev perdeu a Crimeia. O problema para eles não são só as tropas do Kremlin, mas também que a maioria da população apoia o governo russo e considera ilegítimo o de Kiev.


A única coisa que poderia desestabilizar a Crimeia são as minorias, que Os Tártaros ucranianos formem algum tipo de  comando de guerrilha ou de autodefesa. Por enquanto não há notícias que indiquem que isso irá acontecer

 

Alberto Sicilia desde Semfirópol (Crimeia)

 

Traduzido por Jorge Soares a partir de Principia Marsupia

publicado às 11:25

Jornalista é pontapeado na sede do PSD


Ia colocar uma daquelas imagens de "Vai estudar ò Relvas", mas o assunto é demasiado sério como para brincar com ele.


Miguel Relvas acaba de regressar à política activa, não ao PSD como já li por aí, ninguém regressa ao sitio de onde nunca saiu, e mal chegou já causou os primeiro estragos... 


O Vídeo é da CMTV e mostra como um assessor do PSD, agride a pontapé o repórter fotográfico Paulo Spranger simplesmente porque este estava a fazer o seu trabalho, no caso fotografar a chegada de Relvas ao conselho nacional do PSD.


Supostamente o repórter estaria colocado num lugar não permitido, mas não me parece que isso seja motivo para que alguém, já seja assessor do PSD ou outra coisa qualquer, o agrida da forma em que se pode ver nas imagens.


O que será que deixa tão nervosos os senhores da São Caetano à Lapa que até já vale agredir quem só tenta fazer o seu trabalho?





Jorge Soares

publicado às 22:08

Conto - Restos do Carnaval

por Jorge Soares, em 01.03.14

Carnaval

 

Ninguém me segura, meu bem. Acordei com a disposição de um atleta paraolímpico. Corri descalço e sem roupa por todo o apartamento, as janelas da sala escancaradas. Um paraíso envidraçado, nosso oásis ergonômico, lembra? Decoramos tudo sozinhos. Com rigor, sem excessos, de acordo com a tua vontade. Perdi, sim, a batalha da cozinha. Os tijolos de vidro, admito, foram uma ótima escolha. A parede invisível, aquela luz de geleira. Você está de parabéns. Ficou mesmo lindo. 

Também adoro nossa cafeteira italiana. Tão charmosa. A cara da dona, eu diria, se fosse um ignorante. Você acertou na compra: ela sempre nos foi muito útil. E vai durar mais dez, doze anos, aproveite. Eu aproveitei. Tanto que, hoje cedo, ao ligar a maquininha, já me senti um pouco nostálgico, saudoso de tudo. 

Difícil me ver assim, sentimental. Ainda mais com a fome que sempre sinto quando acordo. Fome negra. Até matei aquele salame polonês que você trouxe da feira das nações. Comi tudo, ao som da água fervendo, do café pingando na jarra suada. Adoro o vapor. Adoro o chiado dos eletrodomésticos. Adoro embutidos. São coisas boas que a vida nos oferece. A vida em si é boa, ninguém precisa me convencer disso. Meu problema é outro. É nosso. Nada relacionado com comida, meu doce. 

Mas comi bem, como sempre comi. Mastiguei de boca aberta, sim, daquele jeito que você sempre critica. Eu estava distraído. Me olhando na porta espelhada da geladeira. Meu reflexo seminu parecia o de um macaco espantoso, esguio. E aquilo me chateou um pouco. O Narciso sinuoso ali, brilhando. Eu, metálico e barbudo, descabelado, mas ainda apresentável. Me desperdicei, não nego. Nos desperdicei, você vai enfatizar. É o que vai dizer aos outros no futuro ― amanhã mesmo, aposto.

Engraçado. Até parece que faz dias que não nos falamos. 

 

 

Luis Henrique Pellanda 

 

Retirado de Digestivo Cultural

publicado às 21:50

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