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O homem com mais sorte do mundo

por Jorge Soares, em 19.07.14

Maarten de Jonge

 

 

O senhor ali da fotografia chama-se Maarten de Jonge é holandês e ciclista, corre para uma equipa da Malásia, a  Terengganu Cycling. A passar uns dias na Holanda, tinha bilhete reservado  para o Voo da MH17 da Air Malásia que foi abatido por um míssil na Ucrânia.

 

Jonge vai competir no tour do Taiwan e por isso escolheu o voo da Air Malásia para ir para o Oriente, uns dias ante encontrou um voo 300 Euros mais barato à última hora decidiu trocar. Hoje sabemos que essa troca de voos lhe salvou a vida.

 

Acontece que não é a primeira vez que Jonge se livra de morrer num desastre aéreo por trocas de última hora, há uns meses ele também  tinha lugar marcado no voo da mesma companhia, ver aqui, que desapareceu não se sabe onde  com 229 pessoas a bordo. Na altura decidiu trocar o bilhete para outro voo que ia para a Holanda sem escalas.

 

Quais serão as probabilidades de uma sequência de eventos como estes acontecerem a uma só pessoa? Se não é a pessoa com mais sorte do mundo, deve andar lá perto.... 

 

Jorge Soares

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publicado às 12:09

Gaza

 

Imagem do Público

 

Não é a primeira vez e não será de certeza a última, hoje um avião da Malaysia Airlines com 296 pessoas a bordo caiu numa zona perto da fronteira entre a Ucrânia e a Rússia. Segundo as forças do governo da Ucrânia, o avião terá sido derrubado por um míssil disparado pelos rebeldes independentistas, segundo as forças rebeldes, o míssil terá sido lançado pelo exército ucraniano. 

 

As acusações sucedem-se de parte a parte, mas o certo é que no avião que partiu de Amesterdão e se dirigia para Kuala Lampur, iam 298 pessoas que não tinham nada a ver com os conflitos da região, 298 vidas que se perderam em nome da sede de poder, da ganância e da ignorância de uns poucos.

 

Ainda não estávamos refeitos da noticia desta tragédia quando ficamos a saber que Israel iniciou uma ofensiva terrestre na Faixa de Gaza. O conflito entre o Hamas e as forças do governo Israelita já causou mais de 220 mortos do lado palestiniano, na sua maioria civis entre os quais dezenas de crianças, e um morto do lado Israelita.

 

Esta invasão irá de certeza absoluta causar uma escalada de violência numa região que cada vez mais se parece com um barril de pólvora com os conflitos na Síria, no Iraque e agora em Israel.

 

Mas o que se passa com a humanidade que insiste em dia a dia destruir a paz e o mundo em que vivemos?

 

Jorge Soares

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publicado às 23:05

Em busca da natalidade perdida

por Jorge Soares, em 15.07.14

Natalidade

 

 

Ontem ao fim do dia decidimos aproveitar o verão e dar um passeio aqui à volta,  passamos pelo jardim da Algodeia e reparei que havia três crianças a jogar à bola, reparei porque eram as 3 de etnia chinesa, mais à frente outras três mais pequenas brincavam no parque infantil, por perto estavam dois casais também eles chineses. Eram as únicas crianças no jardim apesar de haver bastante gente na esplanada ali ao lado.

 

Na China com a política de filho único ainda em vigor, aqueles dois casais seriam certamente penalizados, por cá são uma bênção, aquelas seis crianças quase que duplicam a taxa de natalidade dos casais portugueses.

 

Curiosamente hoje a noticia do dia tem a ver com os supostos incentivos à natalidade que o governo pretende implementar algures no futuro. Tenho três filhos e sei o quanto custa criar, educar e alimentar uma criança, acolherei de bom grado qualquer coisa que ajude a diminuir a factura mensal, mas não será de certeza com um ou dois por cento no IRS que irei ver a minha vida aliviada e sinceramente acho que este não é o caminho.

 

Se o governo que realmente criar condições para que os portugueses tenham mais filhos terá que começar por apostar num sistema publico de cresches e educação pré-escolar. Lembro-me que quando a R. nasceu a única forma de arranjar uma vaga num infantário privado foi começando a pagar a mensalidade ainda ela estava na barriga da mãe. Ela nasceu em Outubro, começou a ir para o infantário em Fevereiro e nós já pagávamos, um balúrdio,  desde Setembro.

 

Como não tinhamos apoio familiar não havia mesmo alternativa, a hipótese das creches públicas nem se colocava, primeiro porque não havia vagas, segundo porque os horários eram pensados para quem estava em casa e podia ir levar e buscar a criança a meio do dia, não para quem trabalhava.

 

Este ano decidimos colocar a D. na escola pública, temos 4 escolas primárias a pouco mais de 500 metros de casa, até agora arranjaram vaga numa escola no fim do mundo e ninguém sabe quando ou como teremos uma resposta sobre vagas na escola à que pertence a nossa morada.... mas já percebemos que foi uma chatice (para eles) termos sido os primeiros a pedir a transferência... vá lá a gente perceber porquê.

 

Não sei como é nos outros sítios, mas em Setúbal nas escolas publicas às que não vai a policia todos os dias, só se arranja vaga com cunhas e esquemas, não sei para que inventam as regras da morada se depois o Liceu de Setúbal  está cheio de miúdos que moram em Azeitão e Palmela e não há vagas para crianças que moram na mesma rua da escola.

 

De apoio escolar para crianças com problemas nem falo, se a criança não é um modelo as escolas são rápidas a classifica-las como problemáticas, mas quem quer tentar resolver o problema o melhor é que se prepare para gastar mundos e fundos em apoio médico e escolar, porque nas escolas não há dinheiro, nem tempo, nem vontade para nada disso, e no fim quem pode só tem a alternativa de arranjar um colégio... infelizmente eu sei do que falo e também sei que não é com um ou dois por cento a menos no IRS que vou pagar a mensalidade.

 

Depois para a maior parte das escolas segurança é chamar a policia quando há problemas, não é arranjar formas de prevenir para não ter que lamentar.. e infelizmente os exemplos também abundam.

 

Dito isto, se os senhores do governo acham que é com trocos que vão incentivar a natalidade, está à vista que eles nunca tiveram que enfrentar o mundo real, além disso, só paga IRS quem tem emprego e salário... que são coisas que não  estão fáceis de encontrar... depois admiram-se que os jovens terminem todos por emigrar e ir incentivar a natalidade noutros países.

 

Jorge Soares

 

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publicado às 23:16

Um não lugar chamado Palestina

por Jorge Soares, em 14.07.14

A palestina

Imagem de Pontos de Vista 

 

Segundo a Wikipédia a primeira referência escrita à Palestina é de Heródoto que em 450 antes de Cristo visita o lugar e a ela se refere como Síria Palaestina.

 

Desde então para cá, fez parte dos Impérios de Carlos Magno, Egípcio, Romano, Bizantino. Foi conquistada e libertada dezenas de vezes pelos mais variados povos, foi tomada pelos Cruzados católicos e reconquistada pelos Árabes,  pelos Turcos, pelos Otomanos e de novo pelos Turcos.

 

Durante a primeira guerra mundial os Turcos são de novo derrotados e o território é dividido entre a Grã Bretanha e a França.

 

Em 1946 o seu território, era maioritariamente ocupado pelos palestinos Árabes e Católicos, sendo que os judeus ocupavam uma pequena faixa junto ao mar. A partir de 1947 com o patrocínio da ONU e dos Estados Unidos e num processo que dura até hoje, os palestinos viram o seu território ir encurtando cada vez mais, até um ponto em que apenas restam umas pequenas faixas em que o povo é obrigado a sobreviver em campos de refugiados.

 

Repito, tudo isto foi feito com o patrocínio das nações Unidas e dos Estados unidos e com a cumplicidade de todo o resto do mundo.

 

Neste momento Israel prepara-se para invadir o que resta da faixa de Gaza, todos os dias morrem numa guerra não declarada dezenas de pessoas, das que 60 % são mulheres e crianças.

 

Daqui a uns anos, na fotografia acima haverá um novo mapa com uma faixa completamente branca e a Palestina será só uma pequena nota de rodapé na história reescrita do mundo... um não lugar.

 

Tal como aconteceu durante centenas de anoscom os judeus, os palestinos que restarem ao massacre andarão pelo mundo, um povo sem pátria, sem lugar....

 

É incrível como a história se repete e a humanidade não aprende nada com ela...

 

Jorge Soares

 

PS:Este post foi publicado por mim em 20 de Novembro de 2012, desde então não mudou nada e as mortes (de um lado muitas ,do outro poucas) continuam, com o mundo a ver futebol

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publicado às 20:22

Messi? Os senhores da FIFA viram outro mundial

por Jorge Soares, em 14.07.14

Messi

 

 

Messi foi considerado o melhor jogador do mundial, gostava mesmo de  saber como foi feita esta eleição, para mim ele nem sequer foi o melhor jogador da Argentina quanto mais do mundial.

 

De certeza que eles viram um mundial diferente do que eu vi, o que vi teve jogadores como Muller, Roben, Van Piersen, Cuadrado, James Rodrigues,  Fran Navas ou Ochoa, jogadores que mostraram classe e deram alegria ao futebol deste mundial...

 

Para a Fifa é Messi, vá lá a gente perceber estas coisas.

 

Jorge Soares

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publicado às 00:09

Alemanha é campeão mundial

 

 

Terminou o mundial, para mim o melhor mundial pelo menos de 82 para cá, muito espectáculo, muitos golos, muitas reviravoltas e jogos resolvidos nos últimos minutos, muitíssima emoção.

 

A Alemanha ganhou com muitisdsimo mérito, é verdade que podia ter sido eliminada pela Argélia, mas também é verdade que passeou classe e um futebol bastantes furos acima do resto das selecções participantes.

 

Hoje não tivemos uma grande final, a Argentina entregou o jogo aos alemães, como sempre defendeu muito bem com um Mascherano numa forma fantástica e depois ficou à espera de São Messi e dos seus coelhos tirados da cartola para resolver o jogo, mas hoje não havia Coelhos na cartola e sem eles, tal como já tínhamos visto antes, a Argentina não consegue marcar e sem golos não há campeões.

 

De resto Messi parece cada vez mais uma figura triste, alguém fora de ambiente e sem pachorra para o que o rodeia, sempre com ar de quem anda ali a fazer um frete e tem que suportar aquela gente toda à sua volta.

 

A Alemanha é uma equipa  muito bem construída que vale como um todo e que joga um futebol alegre, eficaz  e vistoso, não teve medo de pegar no jogo e de construir o seu futebol, teve a resistência e a paciência  suficientes para levar a água ao seu moinho e já quase no final do prolongamento, conseguiu marcar o golo que vale um titulo mundial.  

 

A Argentina deste mundial fez-me lembrar a Itália de outros mundiais.

 

Daqui a quatro anos há mais.

 

Jorge Soares

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publicado às 23:42

Conto - cinco minutos

por Jorge Soares, em 12.07.14

Conto, cinco minutos

 

OS OLHOS. SIM, OS OLHOS FORAM a primeira coisa que eu tinha visto. Estava um pouco afobada naquele dia. Dia de feira e eu nunca gostei de dias de feira. Quando era menorzinha e mainha fazia aquela questão de que a seguisse ao supermercado, ficava fula. Batia o pé, não queria nem gostava, mas mainha sempre foi daquele seu jeito irredutível, quase déspota russa – feliz somente por ser esclarecida, mas sem qualquer vontade de condescendência. Pensando bem por esses lados, acho que virei uma réplica de mainha.

 

          Mas o fato é que nunca gostei dos dias de feira. Ultimamente, já adulta, tinha três empregadas em casa, mas agora com a carga de direitos que elas têm não dá mais pra mantê-las todas e ainda atualizar meu closet.  Resolvi eu mesma fazer esse trabalho que nunca considerei digno de mim.

 

          No entanto, o grande problema que tive não foi o de realizar essa tarefa comesinha. O grande trabalho que tive, e nem imagino como, foi ter descoberto essa face minha que nunca pensei que estivesse tão latente em mim. Essa face minha que agora penso e nem imaginava que um dia poderia pensar – coisas assim.

 

          Tinha abaixado a alça do carrinho de compras pra não ter que segurá-lo no elevador. Estava esbaforida somente com a ideia de ter de sair de casa para aquilo e não ter sequer uma filha para obrigar a me seguir para dar-me ao menos alguma decente companhia. E pensando isso vi as portas do elevador se abrirem ao chegar à garagem. Inclinei-me para puxar a alça do carrinho e quando tornei a olhar foi que vi os olhos.

 

          Os olhos dele como os olhos de lince. Abertos e delgados, puxados e melados com um mel, um mel tão cor de mel que nunca dantes eu vira em vida, sem falar que lá em casa tudo é verde ou azul e isso tem um tempo que perde a graça. Aqueles olhos entraram e me deram bom dia. Não sei como respondi. Estava um tanto paralisada pelo encanto que tinham. Mas estava consciente. Sim, estava! Recompus-me e respondi de volta educadamente.

 

          Mas o tempo que passou entre respondê-lo e recompor-me foi o suficiente para a porta do elevador fechar e sentirmos o solavanco da máquina subindo lentamente. Fiquei contrariadíssima com aquilo e não sei como expressei, mas ele notou e perguntou se eu tinha perdido o andar. A voz aveludada. Sim, não sei fazer comparação mais racional. A voz dele era tão aveludada que me deu calafrios. Assim que ouvi a voz penetrando lentamente no mais profundo dos meus ouvidos internos, olhei para ele, mais precisamente para sua boca e o desenho desta era tão sensível e tão angelical que a vista de vê-lo falando tomou-me.

 

          Não sei por que, mas ao vê-lo falar, sua boca mexer e sua voz soar, ao mesmo tempo em que seus olhos se apertavam e suas mãos gesticulavam, eu parei no tempo. Senti no corpo todo um arrepio seguido de um desejo crescente, um desejo que me tomava toda num crescendo frenético. Meu Deus, eu não precisava daquilo. Eu não precisava de nada daquilo. Adulta, empresária, esposa, e ali no elevador como uma adolescente se sentindo atraída por um moleque de seus lá dezessete anos? Mas o tempo tem momentos fulcrais, como pontos cegos de sua existência. Nesses momentos a gente não pensa, sente. Eu sentia um universo de hormônios trepidarem em meu organismo vivo. Eu estava viva, era ali muito mais que uma máquina amorfa.

 

          Ele, com aquela voz poderosa, perguntou-me de novo se estava me sentindo bem. Acho que perguntou aquilo três vezes enquanto estava absorta em meu ensandecido momento de epifania. Respondi que sim, desajeitadamente como uma menina que somente agora chega à puberdade sem saber como, mas não sei o que tinha na minha voz. Minha voz estava sensual. Eu estava sensual. Louca varrida de vontade. Ele disse que desceria somente na cobertura e lá eram vinte e cinco andares e o elevador que, malgrado novo, apresentava problemas, subia lentamente ainda o décimo. Não sei se era o elevador que ia lento ou se era o tempo que havia congelado. Não sei dizer.

 

          Mas não consegui mais vê-lo. E soltei a alça do carrinho numa atitude suspensa, com a boca entreaberta, como que à espera. Ele já tinha exercitado dessas coisas com suas colegas, certamente. Agora, não sei se para sua cabeça infantil eu seria um troféu a ser mostrado aos amigos, um troféu que causasse inveja, mas na hora eu só havia pensado que... Não havia. Ele me tomou de assalto com um abraço de braços apertados trazendo pra junto de mim o corpo e eu senti... Senti-o todo, com as roupas e tudo. Estava rijo como o meu desejo.

 

          O elevador trepidava a aproximação do vigésimo andar e ele já percorria os montes dos meus seios com a firmeza de suas mãos de lavoura – não sei como adquirira aquele atributo de mão que só os campais adquirem, mas na hora era de nada que eu sabia, e apenas sentia o arrepio de uma mão percorrendo a minha pele. O mundo era uma mão que percorre a pele. Mais nada. A sedução de uma mão que percorre a pele. E foi aí que minha mente pediu o seu quarto. Minha pele pediu o seu quarto. Ele encostou a boca em meu ouvido e pediu-me no seu quarto. A voz dele toda aveludada e sensual, soando baixinho num sussurro quente que arrepiava os pequenos pelos de minha orelha, num quente sussurro como a brisa do mar... Eu queria. Eu iria. Mas... Eu queria? Eu iria? Como poderia? Olhei de relance e o carrinho de compras no chão do elevador lembrou-me a casa, o marido e a fome. O mundo é a fome que a gente mata de variadas formas. Mas aquela fome não poderia eu matar.

 

          Vigésimo quinto. As portas se abriram e ele me puxou, mas eu hesitei, larguei suas mãos e apertei rapidamente no botão de fechar as portas. Não, não iria evitar com isso a traição. Eu já havia traído o meu marido no elevador do prédio, sordidamente, como uma putinha barata. Mas o que eu queria evitar era o pior. Era a cama daquele estranho dos andares de cima, de quem eu conhecia apenas os olhos, o corpo, a força, a boca, a língua, a virilidade, a traição de meu marido. Não podia ir... A última coisa que vi, enquanto as portas fechavam, era a imagem que se podia fazer de seu membro marcando a calça, ele estava louco de desejo. Mas eu? Quem eu era? Eu era uma loucura repleta de desejo, do mais vil, do mais sórdido, do mais mordaz. Eu sentia na pele a excitação dos poros e...

 

          – Querida?!

          – Hã?! Quê?

          – Faz cinco minutos que estou aqui falando com você e você aí divagando como uma louca! O que houve?

          – Hã?! Ah! Nada, Augusto, absolutamente.

          – Então?

          – Então o quê?

          – Responda a pergunta.

          – Que pergunta?

          – A pergunta da porcaria da revista! Você não me chamou aqui pra matar hora fazendo esse jogo besta de casais?

          – Ah, Augusto! Meu Deus! É mesmo, me perdoe amor. Por favor! Enfim, faça a pergunta de novo que essa quem tem de responder sou eu porque se não me engano é sobre você, né?

          – “Qual parte de seu marido você mais acha atrativa e encantadora?”, está assim descrita a pergunta.

          – Os olhos. Sim, os olhos foram a primeira coisa que eu vi.

 

Mario Filipe Cavalcanti

 

Retirado de Samizdat

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publicado às 21:07

Nem (São) Messi nem futebol que se visse!

por Jorge Soares, em 09.07.14

Romero foi o herói Argentino do dia

 

 

Depois do espectáculo de futebol e golos alemães de ontem, hoje tivemos uma semifinal chata e com pouco futebol. A Argentina tinha chegado até este jogo com a Holanda sem mostrar futebol que convencesse, jogo sim jogo também São Messi ia tirando uns coelhos da cartola e com a ajuda de um Di Maria em excelente forma, foram vencendo os jogos mas sem nunca convencer.

 

Hoje com Di Maria a ver o jogo desde o banco e com um Messi muito apagado, não houve o golo habitual e a Argentina mostrou uma vez mais que é uma equipa recheada de excelentes jogadores mas que está longe de ser uma boa equipa. 

 

A Holanda que ao longo do mundial tinha mostrado um excelente futebol e proporcionado excelentes espectáculos, hoje mostrou pouca garra e iniciativa e muito pouco futebol.

 

Tudo isto resultou num jogo sem oportunidades, com a bola a andar sempre longe da baliza, com muito jogo para os lados e pouca eficácia.

 

Chegados aos penalties com a Holanda com a substituições esgotadas, não houve possibilidade de haver troca de guarda redes e ficamos a perceber porque é que Van Hal tinha optado por aquela troca de keepers no último minuto, a verdade é que Jasper Cillessen praticamente se limitou a ver as bolas entrar na baliza, ao contrário de Romero que defendeu dois dos quatro penalties apontados pelos holandeses.

 

Não houve São Messi, houve São Romero e a Argentina está na Final, mas quanto a mim ficaram pelo caminho umas três ou quatro selecções que mereciam mais... mas lá está, o futebol é isto mesmo.

 

Jorge Soares

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publicado às 23:52

É o futebol cara!

por Jorge Soares, em 08.07.14

Brasil

 

Ainda não falei aqui da prestação de Portugal no Mundial, fi-lo propositadamente, li tantas coisas, tantas opiniões, tanta gente que sabe tudo, que decidi deixar o assunto para depois do mundial... hoje o Brasil, ou a Alemanha, já nem sei, deram uma explicação mais que cabal de aquilo que nos aconteceu naquele primeiro e fatídico jogo dos 4-0.

 

Hoje o jogo terminou 7-1, tal como contra Portugal, ficamos com a nítida sensação de que não fosse os Alemães terem desacelerado, podiam ter sido 9, ou 10, ou 14, tal parecia a superioridade teutónica ante uma selecção Brasileira completamente esfrangalhada e que não conseguia sequer manter a bola.

 

Não há duvidas nenhumas que hoje a Alemanha foi muito superior, mas acho que também não restam dúvidas de que o Brasil do resto do mundial não é este e apesar de eu achar que sim, a Alemanha é melhor equipa que o Brasil de Scolari, a diferença não é a que se viu hoje, nem a Alemanha vale assim tanto, nem o Brasil vale assim tão pouco, só que o futebol é assim.

 

Hoje aconteceu futebol, tudo parecia sair bem a uma equipa, parecia que bastava chutar para a frente para que a bola fosse directa ao fundo da baliza, e tudo saiu mal à outra, que não conseguia sequer respirar sem sofrer um golo.

 

O futebol é isto, o povo brasileiro teve uma vez mais uma enorme desilusão, não é fácil jogar um mundial em casa no país do futebol, e esta selecção já tinha dado mostras antes que não teria a força psicológica suficiente para aguentar a pressão de mais de 200 milhões de almas a sofrer por si. Nos penalties contra a Costa Rica todos tínhamos visto como são frágeis alguns dos jovens jogadores desta selecção, hoje tudo correu mal... muito mal, mas não deixa de ser futebol.

 

O mundial ainda não terminou, ainda faltam 3 jogos, para mim este está a ser de longe o melhor mundial de 1982 para cá, o melhor dos que já assisti, e não é esta derrota do Brasil que vai mudar isso ou apagar a imensa festa a que temos assistido, mas de certeza que amanhã voltam as manifestações e os problemas ao Brasil.

 

Eu também fiquei triste, queria muito que ganhasse o Brasil, mas é o futebol cara!

 

Jorge Soares

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publicado às 22:55

Correio da manhã

 

 

A noticia esteve em quase todos os jornais, o Correio da manhã foi condenado por devassa da vida privada, o tribunal deu razão a Cristiano Ronaldo num processo em que este acusa o jornal e uma antiga ama do seu filho de abuso e devassa.

 

"Em causa está a notícia Ama revela segredos do clã Aveiro, publicada a 6 de Agosto de 2011 na revista Vidas deste jornal, em que é ouvida Maria Manuela Rodrigues, que tomou conta do filho de Cristiano Ronaldo durante 10 meses. A ama dá pormenores sobre a forma como o filho do jogador de futebol teria sido concebido, dizendo que, para ser pai, Ronaldo teria recorrido aos óvulos de uma mulher e à barriga de outra."

 

Dada como provada a devassa agravada, o director do jornal foi condenado ao pagamento de 3900 Euros e a jornalista que assina a noticia foi condenada a pagar uma multa de 800 Euros.

 

3900 Euros, a sério? É essa a pena por escarrapachar na primeira página qualquer facto da vida privada de alguém já seja verdade ou um qualquer boato?, Assim não admira que este tipo de coisas aconteça naquele jornal quase todos os dias, com penas de 3900 Euros está-se mesmo a ver que a devassa vai continuar, 3900 Euros não é um castigo, é uma anedota.

 

Mas muito mais anedota que esta é o facto de o Jornal Record, que publicou a  mesma noticia no dia a seguir ,ter sido "ilibado por não se ter provado o envolvimento dos seus jornalistas, um vez que a notícia não era assinada"

 

Fantástico, como a noticia não estava assinada não há responsáveis, ou seja, na prática qualquer jornal pode escrever o que lhe apetecer sobre quem bem entender, já seja a maior verdade ou a maior invenção de todos os tempos, porque basta não assinar para que não haja responsáveis.... Então mas o jornal não tem responsáveis? De certeza que a noticia não se escreve sozinha, nem tem perninhas para ir parar às páginas do jornal por si só? Isto só pode ser uma anedota.

 

Estas penas são mais ou menos um convite à devassa generalizada, é o mesmo que dizer que vale tudo porque o crime compensa.

 

Já agora, ainda sobre o mesmo jornal, deixo aqui o link para um post da jornalista Silvia Caneco sobre o tratamento dado por este jornal a um caso bem mais sério e grave que a vida de Cristiano Ronaldo.

 

Fiquei na dúvida sobre se não seria boa ideia deixar de assinar os meus posts..... nã, eu não sou irresponsável.

 

Jorge Soares

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publicado às 21:54



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