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Ai Timor!!!!!

por Jorge Soares, em 06.11.14

aitimor.jpeg

 

 

Imagem do Henricartoon

 

Se procurarmos bem ainda deve haver algures nas caves da internet onde se guardam as coisas do passado, mensagens minhas que terminavam com a frase "Indonesians are killing innocent people in east Timor", numa altura que nem em Portugal se falava da ocupação ilegal por parte da Indonésia, era esta a minha forma de chamar a atenção para o problema. Não estive nas manifestações em Lisboa a seguir ao massacre de Santa Cruz porque nesse dia estava algures em Silves, mas estive no pavilhão atlântico naquele dia em que Luís Represas e os Trovante deixaram milhares de pessoas arrepiadas com aquele "Aiiiii Timor"

 

Não sou dos que acham que Timor e os timorenses nos devam algo ou que com este gesto só mostram que são uns mal-agradecidos, Portugal cumpriu o seu papel na história, antes, durante e depois da independência e agora, para lá das afinidades históricas, cada um segue o seu caminho.

 

Não sei se alguma vez se saberá exactamente o que aconteceu para que fossem expulsos de Timor os juízes portugueses da forma em que o foram, Xanana terá as suas razões, mas à primeira vista o governo timorense fica muito mal na fotografia.

 

Ontem à  hora do almoço expressei a minha opinião, se eu tivesse poder de decisão, ante as desculpas esfarrapadas que se ouviram de Xanana Guzmán, junto com os juízes vinham todos os restantes funcionários portugueses: Policias, GNR's, as dezenas de professores, etc, etc.

 

Alguém me respondeu que não pode ser, porque depois os australianos ocupam os nossos lugares e ficam com o petróleo para eles... parece que há quem ache que só lá estamos para ver se aproveitamos algo do Petróleo do Mar de Timor... Eu devo ser mesmo ingénuo, porque achava que a GNR lá estava para ajudar à pacificação do país e que as dezenas de professores que são pagos por Portugal, lá estavam para manter vivo o português que (ainda) é língua oficial.

 

Parece-me sim que ante o espectáculo triste de um governo que expulsa os juízes que decidem aplicar as leis sem ser a favor dos seus interesses e/ou que as aplicam para castigar quem está no poder não para servir os interesses do povo timorense e sim os seus, está na altura de voltar a gritar: aaaaaaiiiiii Timor, que não se vislumbra nada de positivo no teu futuro.

 

 

Jorge Soares

 

 

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publicado às 22:44

cozinheiro.jpg

 

Imagem de aqui

 

Hoje tinha pensado falar daquele artigo sobre as dificuldades de aprendizagem, sobre escolas públicas e privadas e sobre a nossa experiência pessoal... a meio da tarde a modos que me caiu o céu na cabeça e decidi que nem ia buscar o N. à escola.. há alturas que o melhor mesmo é meter terra de por meio...

 

Vim para casa, a minha meia laranja foi levar a mais pequena à ginástica e ficou por lá, deixou-me a incumbência de fazer o jantar...

- Mas faço o quê?

-O que encontrares!

 

E foi isso que fiz, passei a hora e meia seguinte às voltas com os tachos e com o fogão.. quando elas voltaram para casa estava pronto a servir... encontrei carne picada, chuchus, courgettes, cenouras, feijão vermelho ... míscaros.... arranjei também alhos, cebolas roxas.. brancas, pimento vermelho,.. amarelo.. verde... Run

 

O resultado foi um jantar de três pratos:

 

Sopa de chuchu com courgette e cenoura

 

Chili com carne

 

Míscaros salteados em azeite 

 

Tudo acompanhado por arroz branco

 

A sopa estava especialmente cremosa e deliciosa.. o chili podia ter mais picante, mas depois o resto da família não comia..

 

Não sei porque dizem que cozinhar é uma chatice, eu cozinho todos os dias, mas há muito que não estava assim em conversa animada com os ingredientes e os tachos sem querer saber do resto do mundo... e sabem uma coisa? não percebo porque é que há tanta gente que odeia cozinhar.. é óptimo para o stress.

 

Quanto ao resto.. um dia de cada vez.. amanhã é outro dia.

 

Jorge Soares

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publicado às 23:32

escola2.jpg

 

Imagem do DN

 

Tenho seguido com alguma atenção as noticias sobre a a suposta proibição de que se fale português nas escolas do Luxemburgo.

 

Logo da primeira vez que ouvi a noticia na televisão estava com a minha filha R. e a surpresa e curiosidade dela fiquei sem resposta, o único que me lembrei é que e que lhe expliquei foi que  luxemburguês é uma língua em vias de extinção e haveria por parte das autoridades escolares alguma vontade de a proteger... não faz muito sentido.

 

Depois dei por mim a pensar, eu emigrei em criança, tinha 10 anos quando cheguei a Caracas, não falava uma palavra de castelhano, passado um mês entrei para a escola pública e a verdade é que raramente voltei a falar português, na escola, na rua com amigos, incluindo os portugueses, até em casa com o meu irmão, sempre falei castelhano...  se calhar será também muito por isso que sempre fui bom aluno e que sempre me integrei completamente até ao ponto de para quem não me conhecia, passar sempre por venezuelano e nunca por estrangeiro.

 

É evidente que estamos a falar de um país diferente, de uma cultura diferente e de formas de integração completamente diferente e opostas. Na Venezuela todos nos sentíamos venezuelanos e sempre nos sentimos completamente integrados no país e na cultura... o que a julgar pelo que tenho visto e ouvido, nem sempre acontece com quem emigra para o Luxemburgo e outros países da Europa.

 

De tudo o que ouvi, o que mais impressão me fez foi o seguinte:

"Para o presidente da Confederação da Comunidade Portuguesa no Luxemburgo (CCPL), a proibição pode levar também a um sentimento de desvalorização da língua materna"

 

Língua materna? Será que alguém parou para penar o que será a língua materna para uma criança que viveu a maior parte da sua vida num país estrangeiro? Será que é mesmo o português?

 

De novo posso falar por mim, passados dois ou três anos de viver em Caracas a minha língua materna era o castelhano, era nessa língua que eu tinha que estudar, namorar, viver... é evidente que continuava a ler e a falar português quando era necessário, mas a minha língua não era nem podia ser o português.

 

Quando aos vinte anos voltei para Portugal, a minha língua passou naturalmente a ser o português, passados dois ou três meses até aos "ãos" me tinha habituado .. e a vida seguiu em frente.

 

Sinceramente não entendo toda esta polémica, acho que no Luxemburgo se as crianças não estão numa escola bilingue, se são avaliadas em luxemburguês, faz todo o sentido que falem na língua da escola e percebo perfeitamente que os professores não gostam e/ou não queiram, ter no meio das aulas crianças a falar entre si numa língua que na maior parte dos casos nem eles nem as restantes crianças entendam.

 

É evidente que há aqui excesso de zelo quando se proíbe também no recreio, mas para ser sincero, eu não vejo vantagem nenhuma que as crianças que vivem no centro da Europa não tenham como língua principal outra qualquer que não o português, queiram os pais ou não, a verdade é que na sua grande maioria é lá e não cá que eles vão ter que se desenvencilhar na vida... e para vir cá nas férias, o português que se fala em casa basta e sobra.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:45

pabloiglesias.jpg

 

Imagem de aqui

 

O senhor ali da fotografia chama-se Pablo Iglesias e se em Espanha as eleições legislativas fossem hoje, havia uma enorme probabilidade de que ele e o Podemos, o partido do qual é líder, chegassem ao poder.

 

Fundado em Janeiro de este ano, Podemos é um partido de esquerda cujos membros se definem a si mesmos como:

 

«uma ferramenta ao serviço da cidadania, que tem o objectivo do protagonismo popular e da recuperação do deficit democrático que vivemos. E assim o temos demonstrado, criando uma estrutura aberta, viva e cambiante, isto é, DEMOCRÁTICA e CIDADÃ onde todo o mundo possa participar.

Una nova forma de fazer política é possível, ¡PODEMOS!»

 

Em apenas quatro meses, de Janeiro até às europeias de Maio, Pablo Iglesias levou o Podemos até muito perto dos 8% e à eleição de 5 deputados.

 

Esta semana, após uma operação policial que levou à prisão por suspeitas de corrupção, dezenas de autarcas do PP e de outros partidos, construtores civis e directores de empresas que prestam serviços ao estado, as  sondagens dão mais de 30% ao novo partido, bastante à frente dos tradicionais PSOE e PP, partidos que tem governado o país nos últimos 40 anos.

 

Tal como em Portugal, em Espanha os políticos e os partidos tradicionais tem a sua imagem desgastada, os espanhóis estão fartos dos políticos tradicionais, nos últimos meses tem-se sucedido os escândalos que deixam uma boa parte dos políticos do PP e do PSOE enterrados na lama dos compadrios, dos favores e da corrupção. 

 

Uma boa parte das simpatias colhidas pelo Podemos nestas últimas sondagens terá a ver com a operação policial da semana passada, mas acho que já ninguém dúvida que os espanhóis estão fartos da politica e dos políticos de sempre, resta ver o que acontecerá daqui até às próprias eleições e a forma como reagirão os velhos partidos à esquerda e à direita, mas restam poucas dúvidas que Pablo Iglesias e o Podemos terão uma palavra a dizer no futuro de Espanha.

 

E por cá, haverá um Pablo Iglesias qualquer capaz de criar um Podemos?

 

Jorge Soares

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publicado às 23:19

facebook.jpg

 

Confesso que há uns tempos que ando alérgico aos apelos que me passam no Facebook, porque acho que um pouco à imagem do que aconteceu com os famosos banhos de água gelada, há muita gente que tem imensa pena, há milhares de partilhas mas em 99% dos casos a boa intenção fica ali, as pessoas partilham e esquecem o assunto.. . todos partilham mas muito poucos ou nenhuns fazem o que quer que seja para resolver o problema.

 

A semana passada foi noticia a venda em leilão pelas autoridades fiscais da casa onde vive uma mãe viúva, três filhos e duas netas, tudo devido a uma divida de que com juros e custas chegou a 1900 Euros, do imposto de circulação de um carro que a senhora já nem se lembrava que tinha tido.

 

A noticia foi passando várias vezes, sempre acompanhada de muitos comentários de gente indignada, a certa altura fiquei a pensar que 1900 Euros nem é assim tanto dinheiro, a julgar pelo número de partilhas, se cada pessoa que partilhou desse 10 Euros, pagava-se a dívida e ainda sobrava muitíssimo dinheiro para melhorar a vida daquela família.

 

Entretanto passou o dia do leilão e só hoje voltei a ouvir falar do assunto, outra vez via Facebook chegou-me o a seguinte noticia :

 

Através de um apelo lançado no Facebook, um grupo de técnicos oficiais de contas conseguiu angariar, em apenas 24 horas, dinheiro suficiente para pagar às Finanças a dívida de uma viúva de 52 anos, impedindo que esta perdesse a casa em que reside com dois filhos e dois netos, conta o Jornal de Notícias.

 

Felizmente há quem faça mais que partilhar, há quem use o Facebook para ajudar e neste caso, resolver mesmo o problema desta família.

 

O meu bem haja para quem fez mais que partilhar e para quem participou com o seu contributo na resolução deste problema... e já agora que nos sirva de lição a todos, partilhar algo no facebook serve muitas vezes para limpar as nossas consciências.. mas normalmente não resolve nada, resolve é quem, como fizeram estas pessoas, se chega à frente e toma medidas.

 

Jorge Soares

PS:Juro que não volto a fazer piadas sobre contabilistas

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publicado às 22:35

Conto - És Feliz?

por Jorge Soares, em 01.11.14

es_feliz2.jpg

 

Todos sabemos que os mortos não voltam; por uma razão muito simples — morreram. No entanto, uma inaptidão para lidar com a interrupção do devir leva-nos a imaginar os nossos mortos, em forma carnal incorrupta, como quando os conhecemos. Aliás, a aventura humana, com as suas contínuas “entregas de testemunho cultural”, é muito eficaz a fazer-nos proceder como se houvesse um devir contínuo. E um contínuo progresso. Esta nossa capacidade de abstração e de idealização permite-nos imaginar os cenários mais inverosímeis com a naturalidade das coisas quotidianas.

 

Um avô meu morreu em 1950, quando eu tinha dois anos. Uma lembrança que tenho dele é, provavelmente, falsa. Era um agricultor que tinha vivido sempre na aldeia — exceto a passagem por França, na I Guerra Mundial — e cuja informação se fazia nos mercados, nas conversas de vizinhos e, talvez, num jornal mensal. O mundo dele era calmo, duro, equilibrado. Vivia ao ritmo das estações. A curiosidade de o conhecer é natural. Como seria se o encontrasse hoje, ele parado nos cinquenta e tal anos da fotografia da parede, bem mais novo que eu agora? Como nos relacionaríamos, se convivêssemos durante, digamos, um mês? Como camaradas? A sua ascendência prevaleceria, ou a minha maior idade fá-lo-ia reverente, vindo ele dum tempo em que o respeito pelos mais velhos era sagrado?

 

Se bem o vislumbrei, melhor o fantasiei. O meu avô esteve connosco um mês. Acompanhou a minha família em todos os momentos, desde os de lazer caseiro, aos de afobamento de afazeres citadinos. Mostrei-lhe as maravilhas do meu tempo e indaguei-o sobre muitos aspetos do dele. Levei-o velozmente pelos lisos tapetes das autoestradas do país, mostrei-lhe a ponte de dezassete quilómetros sobre o Tejo, mergulhámos de metro no ventre da cidade em hora de ponta, guiei-o pelas avenidas dos grandes centros comerciais e outros formigueiros. Ele mostrava-se um pouco confuso, mas muito adaptável. Gostou especialmente da televisão por cabo. Devorava sobretudo as notícias. Embora se admirasse com os telemóveis, o computador e a internet, ficava particularmente desconfiado com o microondas e divertido com a máquina elétrica de barbear. Achava piada às roupas deste tempo e às pessoas nos ginásios. Ver-me a pedalar em seco levava-o às lágrimas. Gostou de encontrar roupa pronta a vestir e de conhecer as várias utilizações dos plásticos. Apreciou o serviço de aconselhamento médico pelo telefone, a que tive de recorrer. Admirava a utilidade de conservação do frigorífico e a frescura das bebidas e da fruta, embora achasse esta insípida, apesar das cores fortes e dos tamanhos surpreendentes.

 

Finalmente, chegou o dia em que o prazo planeado acabava. Chamou-me de lado e — cito de memória — disse-me:

«Amaro, meu homónimo, meu velho neto, gostei muito de conhecer a tua família e o teu mundo. É um mundo admirável, mas difícil de compreender para um homem do meu tempo. Custa-me a crer que os homens foram à Lua, que desvendaram as entranhas da vida, que criaram certas maravilhas tecnológicas. Talvez tenham feito tudo isso, mas continuam a não ser solidários; nem sequer conseguem viver juntos. As guerras são permanentes, e em inúmeros pontos do planeta há milhares de pessoas a morrer de fome — que conceito abominável — enquanto nos países ricos se destroem milhares de toneladas de alimentos, para não deixar baixar os preços. As cidades estão cheias de fumo e sobrepovoadas. As pessoas amontoam-se em pequenos espaços, trabalham toda a vida para pagar a casa, quase não veem os filhos. Toda a gente tira cursos superiores, mas poucos conseguem exercer uma profissão nessa área de estudos. Os jovens apenas conseguem trabalhos precários, às vezes, escravatura encapotada, com nomes pomposos como “estágio não remunerado”.

 

E, no entanto, tens razoáveis condições para ter uma vida boa: já não trabalhas, recebes o suficiente para viver, tens tempo e saúde, podes fazer o que quiseres. E o que fazes tu? Agora brincas aos cronistas, como tens brincado aos bloguistas e aos contistas. Passas demasiado tempo ao computador. Tens mais amigos na internet que na “vida real”. As novidades tecnológicas vêm, envolvem-te e passam. Tens centenas de DVD que nunca vês, dezenas de CD que nunca ouves, rádios, oitenta canais de televisão, dos quais vês meia dúzia. A oferta é avassaladora, dispersa-te. Era um mundo assim que idealizavas? Parece-me que estás esquecido dos sonhos da adolescência. Diz-me: és feliz?»

 

Antes que eu tivesse tempo de responder, deu-me um abraço e foi-se embora. Melodramático, este meu avô, mas interessante. Gostava de ter estado mais tempo com ele!

 

Joaquim Bispo 

* * *

(Esta crónica integra a coletânea resultante da edição de 2013 do Concurso Literário da Cidade de Presidente Prudente.)

 

* * *

 

Ilustração de Rodolfo Bispo: https://www.facebook.com/rodolfo.bispo.77

 

Retirado de Samizdat

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publicado às 21:31

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