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O que é a liberdade de expressão?

por Jorge Soares, em 08.01.15

guerreassimetric.jpg

 

Def:

Liberdade de expressão é o direito de manifestar livremente opiniões, ideias e pensamentos. É um conceito fundamental nas democracias modernas nas quais a censura não tem respaldo moral

 

Entre as dezenas de comentários ao post de ontem, no mural do Facebook e um pouco por todo o lado, há quem ache que o que aconteceu ontem em Paris não foi um atentado à liberdade de expressão. Pelos vistos há muita gente que acha que apesar de aquilo ser tudo muito feio, quem semeia ventos colhe tempestades e os senhores do Charlie Hebdo não tinham nada que se estar a meter com deus e as religiões.

 

Há muitas formas de atentar contra a liberdade de expressão, mesmo que se possa olhar para tudo isto como um acto de vingança de dois loucos, não deixa de ser verdade que também foi um aviso para quem se atreve a ir contra as religiões, a prova disso está em que apesar de que morreram doze pessoas entre as quais vários jornalistas, hoje  um pouco por todo o mundo, e em especial nos Estados Unidos,  muitos jornais  não se atreveram a publicar as caricaturas do Charlie Hebdo.

 

Não só foi um atentado à liberdade de expressão como pelos vistos teve o efeito pretendido, afinal há muita gente que não é Charles Hebdo... principalmente gente  que não é capaz de pensar por si e de deixar de ter medo de religiões e fanatismos... é pena.

 

Para quem ainda não percebeu porque é que este tipo de coisas é intolerável desde qualquer ponto de vista, peço que reflictam na seguinte frase de Voltaire:

 

"Não concordo com uma palavra do que dizes, mas defenderei até à morte o teu direito a dizê-lo"

 

Jorge Soares

publicado às 23:33

Qual é o deus que é grande e manda matar?

por Jorge Soares, em 07.01.15

deus4.png

 

"allahu akbar", deus é grande, foram estas as palavras que os terroristas utilizaram antes de começar a disparar e a matar jornalistas, "allahu akbar", deus é grande... deus, qual deus? qual  é o deus que ensina a matar jornalistas por vingança? onde está esse deus? onde estão as suas palavras  de vingança?

 

Por vezes temos a tendência de olhar para o mundo em que vivemos e dar por garantido que não há volta atrás, que a época em que se matava e morria em nome de deus e da  religião era algo que tinha acontecido no passado e que não voltaria a acontecer,... depois acontecem estas coisas e percebemos que afinal parece que não aprendemos nada.

 

Que em pleno século XXI dois energúmenos peguem em armas e em Paris, o centro do mundo, desatem aos tiros e ceifem a vida de 12 pessoas em nome de deus e para vingar o profeta...  é voltar centenas de anos atrás... e aconteceu hoje ... e é assustador que possa acontecer amanhã noutro sitio qualquer.

 

Hoje todos somos o Charlie Hebdo, mas amanhã seguiremos com a nossa vida, pelo menos os que sobrevivemos, daqui a uns dias já poucos nos lembraremos do massacre de hoje... e a falsa sensação de segurança voltará.. todos sabemos que há uma guerra onde muitos energúmenos como estes aterrorizam e matam milhares e milhares de pessoas, mas é lá longe,.. 

 

Quando será que tomamos consciência de que esta guerra nos afecta a todos e não é algo que só acontece na televisão? No dia em que alguém nos mate em nome de uma religião ou de um deus qualquer?

 

Quando vamos deixar de olhar para os nossos umbigos e perceber que o que está a acontecer é um problema do mundo inteiro e não da Síria e do Iraque?

 

Jorge Soares

publicado às 22:18

Todos somos Charlie Hebdo

por Jorge Soares, em 07.01.15

charliehebdo.jpg

 

Não há nada que justifique que se matem pessoas em nome de crenças, de deuses, de religiões, nada.

 

Todos somos Charlie Hebdo

 

Jorge Soares

 

publicado às 15:04

bebes terroristas

 

Imagem de aqui

 

A noticia é do Público e começa assim:

 

"O Governo britânico, chefiado pelo conservador David Cameron, tem preparado um projecto de lei que pretende que os professores, incluindo os educadores de infância, detectem se há crianças nas suas salas que correm o risco de serem seduzidas pelo terrorismo.

O documento que menciona os infantários acompanha a Lei Anti-Terrorismo e Segurança preparada pelo Home Office (ministério do interior) e está no Parlamento, diz o jornal The Telegraph. Nele, os infantários e outros lugares onde se educam crianças de pouca idade (amas, por exemplo) são identificados como alvos, a par das restantes escolas e universidades."

 

É nestas alturas que sabemos que os terroristas estão a ganhar a guerra, quando um governo democrático decide que professores e educadores devem fazer de espiões é porque deixou de acreditar que esses mesmos professores são capazes de formar cidadãos íntegros e respeitadores.

 

Eu concordo que é na escola que se deve começar a combater o terrorismo, mas não é de certeza colocando marcas nos jovens que se consegue isso, é com educação e princípios democráticos sólidos. Converter professores em espiões só vai servir para que os jovens deixem de confiar definitivamente nestes e se neguem a aceitar o que eles transmitem, isso sim vai contribuir para que os jovens estejam mais vulneráveis e influenciáveis por quem os tenta desviar dos caminhos da liberdade e democracia.

 

Já agora, como é que se detecta que uma criança de cinco anos tem tendências terroristas ou está próxima de ser seduzida pelo terrorismo? Será que a minha mais nova passava no teste?

 

É com leis como estas que se dão armas a quem tenta influenciar os jovens ocidentais e é por governos como este que há tantos jovens ingleses a combater pelo estado islâmico na Síria e no Iraque, disso eu não tenho dúvida nenhuma.

 

Jorge Soares

publicado às 22:28

A adopção como forma de vida

por Jorge Soares, em 04.01.15

umafamiliade29.jpg

 

Imagem de aqui 

 

Eu costumo dizer que a adopção é um acto de egoísmo, não adoptamos para ajudar crianças, adoptamos pelo nosso desejo de ser pais, mas como tudo na vida há excepções, há quem vá muito mais além e o faça com o desejo puro de ajudar.

 

Jeane e Paul Briggs são um casal norte-americano e para além dos seus cinco filhos biológicos, já adoptaram mais 31 (????!!!!) crianças um pouco por todo o mundo.

 

Tudo começou em 1985 quando Jeane teve um aborto espontâneo e decidiu que queria ser família de acolhimento, confrontada com as burocracias do processo americano esteve quase a desistir, até que descobriu que num orfanato mexicano havia um menino cego e com várias lesões corporais e cerebrais devido a uma agressão.

 

Depois de ver a fotografia do menino, a família apresentou-se no orfanato disposta a adoptá-lo, e desta forma, Abraham foi a primeira de muitas outras crianças um pouco por todo o mundo que viram a sua vida mudada devido à boa vontade e desejo de amar desta peculiar família.

 

Entre as crianças adoptadas em vários países há algumas com Lábio leporino, escolioses, problemas renais, com cancro, poliomielites ou doenças cardíacas. Tudo crianças que à partida estão postas de parte entre as opções da grande maioria dos candidatos à adopção e é precisamente isso que faz correr Jeanne e Paul, o saber que se não forem eles, dificilmente alguma destas crianças terá alguma vez  algo próximo a uma família.

 

É evidente que uma família deste tamanho custa muito dinheiro a albergar e a manter, mas com a ajuda da empresa em que Paul trabalha  e com muito amor e carinho, tudo é possível, incluindo a adopção de mais crianças, e há dois gémeos do Gana que foram abandonados à nascença que já estão a caminho dos Estados Unidos.

 

Ler as noticias sobre esta família e escrever este post fizeram-me sentir mesmo pequenino, 35 filhos.... e pensar que cá em casa dificilmente damos conta de três....

 

Jorge Soares

publicado às 21:33

Conto - É assim que se ama

por Jorge Soares, em 03.01.15

 

É tanto caso de amor carecendo de estudo e compreensão, precisando de um fim! É tanta gente por aí que merece análise, hospício e piedade — porque não sabe gostar direito, porque só sabe adorar de um jeito! E a cura não vem: continua esse negócio de amar varejando a humanidade por atacado.

 

Por exemplo, conheci um homem que só se relacionava com mulheres de um metro e cinquenta e dois. Passasse ou faltasse um centímetro, não servia. Claudionor não era baixote, não: contava com vinte e cinco centímetros excedentes (pra cima, pros lados e pra frente, às vezes). Chegou a tentar namoro com uma bonitona de um metro e sessenta — mulher correta, pra noivado e casamento —; mas, na primeira investida íntima, broxou feio. “Só me encaixo bem com as de um ponto cinquenta e dois” — argumentou. E nunca mais aceitou lidar com outra estatura, nem na cama nem nos bailes da cidade. E tinha muita grandona suspirando por ele, viu? Claudionor quase se casou com uma amiga minha que estava dentro dos padrões, mas um probleminha de cifose curvou a coitada em dois centímetros, e o matrimônio foi cancelado. Marcília chegou a fazer sessões de Reeducação Postural Global (RPG) pra voltar ao prumo e reconquistar o noivo. Mas ficou mais ereta que deveria, e Claudionor não perdoou a esticadela exagerada.

 

Já uma amiga de infância se perdia toda era com os homens acneicos. Os garotos de pele lisa não a atraíam, mas quando ela avistava um belo rosto erodido em espinhas maduras ou então bíceps estrelados de cravinhos negros, Magdinha perdia a paz, endoidava. O conselho da mãe e das irmãs mais velhas era que ela não se desse por completo no primeiro nem no quinto encontro; só depois de um mês, por aí. Mas Magdinha não se continha. A expectativa de um pós-sexo com direito à espremeção exaustiva de cravos robustos (que saíam redondos com o forçar de suas unhas finas e deixavam buraquinhos limpos prontos a se encher de nova massinha extirpável) era mais forte que tudo. Ela se sujeitava a beijos, esfregas e a qualquer tormento venéreo para poder, enfim, satisfazer-se na limpeza de pele. O problema é que homem é bicho mole e odeia beliscos e apertos. Nenhum suporta ser espremido sem reclamar, sem se escafeder pra todo o sempre. E a solidão espinhenta se repete sempre na vida de Magdinha.

 

Os casos são absurdos e disparam. Sem muito esforço, eu contaria centenas — na vizinhança, na família, nos amiguinhos do facebook, dentro de casa! Um conterrâneo só namora mulher de nome esdrúxulo. Seu coração bate forte quando conhece uma garota que certamente sofreu bullying durante a chamada diária da escola. Já pegou a Maligna do Céu Eterno, a Betoneira do São Cimento, a Desbotada Coradina e até a Adenoide da Amídala Alérgica! Talvez por se chamar João Sá — e só —, necessite dessas ousadias pra se preencher. Mas se recusa a ser fiel, porque os cartórios são fortes em registrar criatividades.

 

Você também deve conhecer uma garçonete que só beije piloto de avião, um maratonista afegão apaixonado por cabeleireiros chineses, um engenheiro que só caia de amores por mulheres fora do esquadro, uma cantora com mais de trinta que só embarrigue de malandro menor de idade ou de gagá playboy...

 

Eu, por exemplo, figura sem doce nem história, pessoa sem encanto ou serventia, me apaixono por todo leitor que elogie a minha escrita, por qualquer um que ao menos suporte me ler. Só de imaginar essa atenção e carinho vasculhando-me as sandices, já estou cá morrendo de prazer, ávida por me deitar em novas páginas. É só deste jeito que sei amar: em leito de palavra faísca.

 

Nenhum amor é ordinário. Basta calhar pra se tornar extraordinário! -

 

Maria Amélia Elói

 

Retirado de Samizdat

publicado às 21:47

2015 era o ano de regresso ao futuro

por Jorge Soares, em 02.01.15

regressoaofuturo.jpg

 

 

Imagem da internet 

 

Não sou grande fã da saga Regresso ao futuro, aliás, não vi nenhum dos filmes no cinema e acho que nunca vi a primeira parte do principio ao fim.

A segunda entrega da série chegou aos cinemas em 1989, um ano em que o meu mundo mudou e em que não tive grande tempo para idas ao cinema, já passaram 26 anos... como o tempo voa.

 

Neste filme Marty McFly y «Doc» Emmet Brown e o seu Delorean voador, viajam para o futuro e aterram no dia 21 de Outubro de 2015, ainda faltam uns meses, mas já deu para ver que a maioria das coisas fantásticas que se previam no filme não vão mesmo passar de ciência ficção, vejamos:

 

Apesar de haver uma empresa que já anda à procura de dinheiro para o passo seguinte, os skates vão continuar a ter rodas por muito tempo, 26 anos não foram suficientes para que a evolução chegasse a fazer com que eles deixassem de ter rodas e voassem.

 

Também já houve uma tentativa de desenvolver ténis com atacadores automáticos, mas o mais perto que se chegou foi ao velcro, para mal das costas de quem vai ficando velho.

 

Apesar de que ter cães em casa é cada vez mais popular, a correia que saía sozinha à rua a passear o fiel amigo também não saiu da esfera da ciência ficção, tal como a roupa com um mecanismo de secagem automática que daria imenso jeito a quem  tem que sair de casa para passear a mascote faça chuva ou faça sol.

 

Pelo menos em Portugal as pizzas estão muito mais na moda que aquilo que me lembro de 1989, mas ainda não chegamos à cena do filme em que uma pizza do tamanho de uma moeda se transforma numa familiar num piscar de olhos graças aos sistemas de hidratação de alimentos.. e felizmente a moda na roupa no filme está mais perto da de 1985 que da de 2015... 

 

Mas há algumas coisas que estão quase lá, não há um sistema de produção de energia a partir do lixo em cada casa, mas muita da energia que produzimos já é obtida a partir da queima de resíduos tratados. Os óculos telefone ainda não estão ao alcance de todos, mas a google já está a tratar do assunto.

 

Na realidade estamos muito mais perto do 1984 de Orwell do que do regresso ao futuro..... 

 

Jorge Soares

publicado às 22:49

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