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Imagem de aqui

 

De entre as muitas coisas que já fiz na vida está o ter sido empregado de bar e discoteca já lá vão uns anos, e se há coisa que não me esqueço é da quantidade de miúdos e miúdas que tive que arrastar para o ar livre porque já não se aguentavam em pé devido ao consumo ecessivo de bebidas alcoólicas.

 

Sempre me fez confusão como é que havia tanta gente que mal tinha entrado na adolescência e que bebia como gente grande, desde cerveja até absinto, valia tudo e muitos bebiam mesmo até cair para o lado... literalmente.

 

Nunca percebi como é que há dois anos o governo cedeu aos lóbis da cerveja e do vinho e fez  uma lei que não fazia sentido nenhum. Alguém percebe a diferença de ser ir cambaleando pela rua porque se bebeu meia dúzia de shots ou uns litros de cerveja? Há alguma diferença entre estar embriagado porque se abusou no vinho ou noutra bebida qualquer? E as consequências para os hábitos de longo prazo não são as mesmas?

 

Quero pensar que alguém no governo olhou para o mundo e percebeu que aquela lei tinha ficado curta. E agora, em ano de eleições, resolveu emendar a mão, o álcool é todo igual e se consumido sem moderação, tanto faz mal o que está na cerveja como o que está em qualquer outra bebida branca ou de uma cor qualquer.

 

É claro que nada disto serve para nada se como aconteceu até agora, não existir vontade de fazer cumprir a lei, nenhuma lei serve para absolutamente nada se não existir fiscalização e se não  forem aplicadas as medidas nela previstas para quem não a cumprir. 

 

O alcoolismo é um problema real que afecta muitos portugueses, entre os jovens com menos de 15 anos somos o 11 país do mundo com maior consumo, a lei por si só não irá resolver o problema que é real e grave, a longo prazo o consumo excessivo leva ao risco de desenvolver dependência ou doenças como cirrose e cancro do fígado.

 

Para além desta lei e da vontade de a fazer cumprir, é necessário que se aposte na educação e no esclarecimento.

 

Jorge Soares 

publicado às 22:16

Lido por ai: Farkhunda

por Jorge Soares, em 12.04.15

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 Imagem de aqui

 

Farkhunda tinha 27 anos e pelos vistos cumpria escrupulosamente os conservadores preceitos da mulher afegã. Rosto e corpo totalmente cobertos, sempre. E seria assim que circulava no centro da capital do Afeganistão, no dia 19 de março.

 

A burka que usava não deixava ver a coragem de que era feita. Coragem que, pelos vistos, a levou, ao passar pela Mesquita, a dirigir-se o Imã que estava à porta e confrontá-lo com uma prática sua com a qual ela não concordava.

 

Consta que o Imã venderia amuletos aos pobres, iludindo-os sobre os poderes mágicos que teriam. Farkhunda, mulher coragem, naquele que é apontado por muitos como o mais perigoso país para as mulheres, atreveu-se a contestar um líder religioso na rua. E só uma mulher afegã sabe o que quer dizer afrontar um líder religioso, e logo no meio da rua.

 

Durante a discussão, com certeza por total ausência de argumentos, o Imã terá começado a gritar, dizendo que Farkhuna havia queimado o Corão, que não era uma verdadeira muçulmana, e que não respeitava o livro sagrado.

 

Em breve Farkhunda se vê cercada por homens que começam a apedrejá-la, agredi-la, pontapeá-la. Num ápice a barbárie: depois das várias agressões atam-na a um carro, arrastam-na pelas ruas da cidade, atiram-na para a beira do rio de Cabul e atiçam-lhe fogo.

 

A violência sobre as mulheres, em diferentes graus e origens e em vários pontos do mundo está, infelizmente, na ordem do dia. Mas a forma como a ela se vai reagindo, sobretudo em zonas do mundo onde os direitos das mulheres ainda não são devidamente reconhecidos, essa sim vai mudando. E o caso de Farkhunda vem demonstrar isso.

 

Pela primeira vez no Afeganistão (e segundo noticia o The Guardian no seu artigo sobre o assunto, talvez pela primeira vez em todo o mundo Islâmico), um morto foi carregado por mulheres para ser enterrado.

 

Esta é uma tarefa tradicionalmente atribuída aos homens, mas desta vez as corajosas mulheres afegãs não o permitiram. A coragem de Farkhunda inspirou um pequeno grupo de mulheres que se colocou em torno do seu corpo sem vida, impedindo os homens de lhe tocarem, dizendo-lhes: “Este corpo não é vosso. Farkhunda pertence a todas as mulheres de Cabul, do Afeganistão. O seu corpo pertence a todas as mães afegãs”.

 

Dias depois, milhares de pessoas – mulheres, homens, jovens e menos jovens – manifestavam-se em Cabul contra a barbárie e exigindo justiça. É aqui que está o único sinal de esperança, numa história a que precisamos dar voz, para que aconteça cada vez menos.

Falem disto, por favor.

 

Retirado de Sul Informação

publicado às 22:44

HollySiz - The light

por Jorge Soares, em 12.04.15

 

 

Não se limitem a ouvir a música, vejam o vídeo e os seus muitos significados

 

Jorge Soares

 

publicado às 21:48

Conto - Carta ao filho

por Jorge Soares, em 11.04.15

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Samuel,
 
Não tenho muito a dizer. Apenas o necessário que até hoje não obtive de sua atenção.
 
Você me acusa, sempre. Sobre os mais variados problemas, com os mais discrepantes argumentos – se é que se pode chamar de argumento as frases curtas, desconexas de sentido em sua concepção, apinhadas de gírias que você aprendeu com seu bando em alguma boca de fumo por aí.
 
Sou o motivo de tudo de errado que acontece em sua vida, e a razão de seu conflito com o mundo, segundo o pouco que decifrei de suas palavras. Mas que mundo tão cruel é esse em que você vive? O mundo do seu lar, onde você tem um quarto pra dormir, roupa pra vestir, comida à mesa nas refeições e tudo que desejar? Ou um mundo imaginado, pintado em tons obscuros, fruto de companhias erráticas e errantes, as quais você resolveu se unir só pra me afrontar?
 
Você aponta o dedo pra mim, brada aos berros, e eu tenho de aguentar tudo calado, pacientemente, em consideração a sua mãe, que tem a saúde frágil desde o seu nascimento – você sabia disso, não? - e não quer que a situação se deteriore mais. Isso é um peso enorme pra mim. Logo eu que fui criado debaixo de cabresto dentro de casa e fora dela, em colégio militar, e depois formei família, pela lei natural da vida, sem nunca levantar a voz aos meus pais, por respeito e por medo – mais por medo, é verdade. Ainda assim, havia hierarquia.
 
Suas atitudes o levaram ao lugar onde você está agora, não sua filiação. Se você tivesse uma parte do meu caráter, e se espelhasse em mim como exemplo, certamente sua juventude teria sido bem diferente. Mas você é assim, inconsequente, incoerente, despreza tudo que lhe traga o mínimo de dignidade. Gosta da sujeira social, do lixo cultural. Se contenta com as migalhas do que tem, sem pensar no por vir.
 
Você me despreza, e mesmo não sendo sua intenção, pela forte ligação com sua mãe – que me é uma incógnita –, você a leva junto para o mesmo poço fundo onde me atirou. E isso não é justo. Você pode supor que estou querendo colocar um contra o outro, e, no meu íntimo, há até esse desejo perverso, mas o que estou querendo dizer é que, me condenando ao limbo de sua vida, você a faz sofrer duplamente. Claro que você ainda não tinha se dado conta disso, arrogante que está.
 
Confesso que te amo, mas pra você isso não quer dizer muito mais que simples palavras enxertadas no meio de um “acerto de contas”. Digo assim, entre aspas, porque não há uma discussão bilateral. Nem nesta carta nem quando você proferia seus gritos contra mim, sem me dar chance de resposta. Mas é pelo amor que ainda tento essa reaproximação – a última? –, com aquele que um dia já me admirou e me chamou de ´meu herói`. Em que ponto deixei de ser essa figura mítica, me pergunto, sem conseguir encontrar uma data, um fato, uma interpretação equivocada ou palavra mal colocada de minha parte que pudesse consubstanciar seu abominável comportamento.
 
Você quer criar sua própria identidade, é natural, e o apoiaria nesse sentido, não fosse sua infindável dedicação à autodestruição a partir do personagem que forjou para si. A psicologia é capaz de explicar seus desatinos, isso eu já pesquisei, mas são tantas as possibilidades diagnósticas que nunca cheguei a uma conclusão irrevogável. Seria preciso recorrer a um profissional do ramo, mas logo descartei essa ideia, sabendo que não estaríamos em condições de entrar em acordo sobre isso. Por ironia do destino, agora você é obrigado, mas soube que se cala nas sessões.
 
Se um dia você aceitasse ao menos um conselho meu, que fosse este: converse com a psicóloga. Exponha seus sentimentos. Fale de mim – preencha sessões e mais sessões com sua predileção por me atacar, mas ao menos fale. Você está perdido, por mais que não admita ou não tenha se dado conta de seus medos por trás dessa máscara de transgressor que você se revestiu. Reveja sua vida, ouça o que ela tem a dizer. Depois disso, escolha entre continuar a ter atitudes infantis ou se tornar um adulto responsável daqui a pouquíssimo tempo.
 
Não tenho muito mais a dizer, até porque ficamos tanto tempo sem nos falarmos, e já pensei e repensei tantas questões, e por tanto tempo, que não vejo sentido em me estender. Também acredito que me esforço a escrever estas palavras mais por obrigação moral do que por ter esperança de que sejam lidas por você.
 
Olhe a sua volta, e tente calcular o quanto está perdendo de tempo neste lugar.
 
Com estima,

 

Seu Pai.
 
Rodrigo Zafra Toffolo
 
Foto: Until we think in the opposite way we can't take the full essence of reality, de Vincepal.
 
Retirado de Samizdat

publicado às 22:41

O que quer realmente o Paulo Morais?

por Jorge Soares, em 09.04.15

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Imagem de aqui

 

O senhor da fotografia acima chama-se Paulo Morais, é do PSD e foi vereador na Câmara do Porto, a frase acima tornou-o conhecido e há muita gente que o tem como o paladino da luta anti-corrupção em Portugal.

 

Lembro-me de na altura em que ele proferiu aquela frase, ter escrito um post (este post) sobre o assunto em que basicamente dizia que se o senhor fosse sério não poderia ficar só por aquelas afirmações, estas  eram tão graves que só havia duas hipóteses: ou o senhor explicava melhor o que dizia e com nomes e apelidos fazia as correspondentes denuncias na Procuradoria, ou então, teriam que ser os deputados sérios a obrigar  o senhor a pedir desculpa.... isto foi em 2011 e passado este tempo todo, nem uma coisa nem outra... cada um que tire as suas conclusões.

 

Entretanto hoje ficamos a saber quais eram as verdadeiras intenções de Paulo Morais, o suposto paladino da luta (virtual, porque de real não vimos nada) contra a corrupção, parece que estava a preparar o terreno e a semear para agora em época de eleições presidenciais vir colher os frutos.

 

O engraçado é que a julgar por coisas que tenho lido e ouvido hoje, parece que a sementeira começa a dar resultados, pelos vistos há muita gente que acredita mesmo que o senhor é diferente e que aquelas palavras todas vão dar em alguma coisa.... gostava de perceber porque é que de 2011 até hoje não deram em nada.

 

As pessoas tem a memória curta, já ninguém se lembra do fenómeno Fernando Nobre, que jurava  a pés juntos que o seu único interesse  era ser presidente da república, que depois afinal podia ser candidato a deputado pelo PSD se o deixassem ser presidente da assembleia e que no fim concluiu que ser deputado não era tacho suficiente para ele, ajudar o país sim, mas só se o cargo for o suficientemente importante.

 

Não há nada pior para a democracia que senhores destes que usam a demagogia para chegar ao povo e através dela tentar chegar ao poder. 

 

Jorge Soares

 

publicado às 23:05

Je suis África?

por Jorge Soares, em 07.04.15

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Imagem do Facebook 

 

Tive duvidas se postava ou não a imagem acima, optei por postar porque se calhar  de tão chocante que é termina por chamar a atenção para o que se está a passar no mundo à nossa volta.

 

Há uns meses morreram 20 pessoas num atentado em Paris e durante dois dias o mundo deixou de respirar, não fosse o barulho acordar mais algum terrorista, de um momento para o outro todos éramos Charlie, fizeram-se manifestações um pouco por todo o lado e na de Paris participaram dezenas de chefe de estados e figuras importantes.

 

Na semana passada morreram de uma só vez numa universidade do Quénia 147 jovens estudantes, o facto de eu estar a falar do assunto significa que pelo menos foi noticia, mas comparado com o que se passou na altura dos atentados de Paris, não passou de uma noticia de pé de página, e não fosse a fotografia acima, que como é mesmo chocante, circula pelas redes sociais,poucos teríamos ouvido falar do assunto.

 

Em África travam-se ao mesmo tempo várias guerras...  no Quénia, Na Nigéria, no Yemem, no Mali.. e estas são só as mais mediáticas, morrem diariamente centenas ou milhares de pessoas assassinadas em nome do fanatismo religioso ou da sede de poder de uns quantos. De quantas destas mortes ouvimos falar?

 

Há uns dias um louco alemão decidiu que a melhor maneira de se suicidar era atirar um avião com centenas de pessoas contra uma montanha, de imediato se tomaram medidas para que não voltem a haver pilotos sozinhos dentro da cabina de um avião... há dois ou três anos um piloto moçambicano (de certeza tão maluco como o alemão) decidiu suicidar-se atirando o avião contra o solo... porque é que na altura ninguém falou em tomar as medidas e mudar as regras que se mudaram agora?

 

O que é que leva o mundo a viver nesta indiferença com o que se passa em África, na Europa morreram 12 jornalistas e todos fomos Charlies, há alguma coisa que possa acontecer em África para se ouça a frase "Je suis África"?

 

Quando vi a fotografia acima dei por mim a perguntar-me como é que isto pode ser possível? Como é que algo tão barbaramente aterrador pode ser olhado com tanta indiferença pela Europa? O que será preciso para que acordemos? 

 

Jorge Soares

publicado às 22:41

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Imagem do Facebook

 

"Amanhã começa a minha dor de cabeça...estou com uma ansiedade que dá cabo de mim! Correram tão bem as férias! Passeou com o pai, passeou com a mãe, foi à feira, foi ao circo, correu, andou de bicicleta, jogou à bola, brincou com os vizinhos, com a prima, brincou com os cães, teve um aniversário de um amiguinho, dormia ate às 10h, 10.30h da manhã, n houve um castigo, n houve uma palmada...tentei que ele se esquece que a escola ia começar (andou a ultima semana a falar nisso e que não queria ir).... Andou tão bem o meu menino, tão feliz e eu feliz também! Agora estou eu aqui sozinha a remoer"

 

Desabafo no Facebook de uma mãe de uma criança com TDAH 

 

Durante as férias dei por mim a pensar assim mais que uma vez, pensamentos que não servem de muito, nem a mim nem a esta mãe, nem a todas as outras mães e pais de crianças com hiperactividade ou outros transtornos do mesmo tipo. Não há forma de que eles não voltem para a escola, e infelizmente cada vez me convenço mais que a maioria das escolas não sabe ou não quer saber lidar com estas crianças.

 

Algures no meio dos muitos pensamentos e constatações dei por mim a pensar qual será a solução, não é fácil retirar conclusões, para mim há uma que é evidente o meu filho está na escola errada... Não é difícil chegar a esta conclusão, mas o pensamento seguinte levou-me a um beco sem saída.... e haverá uma certa?

 

Para mim faz todo o sentido que a escola seja inclusiva, todas as crianças são diferentes, os nossos filhos só são mais diferentes, mas juro que há alturas que dou por mim a pensar se isso será mesmo possível, se a instituição em si, os professores, os responsáveis, querem realmente isso? É que muitas vezes o que sentimos é que é mais fácil excluir que integrar e que há muito boa gente que em lugar de ajudar complica com o intuito de se verem livres de crianças difíceis e pais exigentes.

 

Num dos comentários ao texto acima alguém deixou o seguinte:

 

"Hoje, meu filho com TDAH chega da aula e me diz que o professor o colocou virado para parede em pé"

 

e alguém a seguir disse o seguinte:

 

"Fizeram isso ao meu filho durante o 1ºano e o 1º período do 2º, até os colegas me contarem"

 

Estamos em 2015, colocar os alunos contra a parede era algo que se fazia algures nos anos 70 quando eu andei na escola. Eu e muitos outros pais já ouvimos e sentimos mais que uma vez que há por aí muitos professores que acham que a hiperactividade é um mito inventado pelos pais que não sabem educar os seus filhos, mas juro que não pensei que fosse possível em 2015 colocar as crianças de castigo contra a parede, pelos vistos há por aí muitos professores que continuam a viver nos anos 70. A maioria das crianças com TDAH tem enorme problemas de auto-estima, será que estes professores pararam para pensar que com isto só pioram a situação?

 

Jorge Soares

publicado às 21:25

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