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Conto - Bisneto

por Jorge Soares, em 16.01.16

bisneto.gif

 
Idiotas. Deixem o menino ficar. Que mania essa de afastá-lo de mim! Vocês é que acham que ele me dá trabalho. Eu, não. Eu vejo apenas as gracinhas que ele faz. Os olhinhos apertados pelas bochechas gordas. As perguntas feitas numa língua que só ele entende. Os abraços que me buscam num repente que emociona. Os carros de corrida que passeiam pelas pistas improvisadas nas minhas pernas. Afinal, para que serviriam as minhas pernas se não para serem estradas? Elas que se esqueceram de mim faz tantos anos. Como vocês. Centrados em suas vidas intensas, feitas de amanhãs e de hojes. Normal. As coisas acontecem assim mesmo: primeiro num galope intenso, depois num trote regular. Até que a montaria para, e a gente apeia pela última vez. Sem saber que é a última. Sem ter feito nem metade do que se propôs. E do que tinha direito. 
 
Mas que coisa! A criança estava quieta aqui no meu colo. Achando graça nas rodas da cadeira. Agora, está chorando. Sem entender porque não pode passar os dedinhos nas minhas rugas fundas. E eu sem entender por que não posso ser incomodado. Por favor, deixem o menino comigo. Voltem para a mesa, para a beira da piscina, para o que for que estejam fazendo. Eu não vou a lugar nenhum. Vocês sabem. Ou não sabem? Que eu não falo mais. Que eu não como sozinho. Que eu não tomo banho, não me visto, não leio. Sozinho não faço mais nada. Não sou mais nada. Fico aqui neste canto que vocês me emprestam em dia de festa. Ou quando tem visita. É um canto estratégico. Bem longe da conversa, e das risadas, e dos garfos e facas perigosos, e da piscina descoberta, e da porta destrancada. Bem perto dos olhos de quem chega, para que ninguém se atreva a dizer que vocês não ligam para mim. Filhos, noras, genros, netos. Todos tão bons e honestos em sua intenção de não me enviar para um asilo. Tão errados em sua percepção equivocada de que isso seria abandono. Não seria. Acreditem em mim. Abandono é um lugar ao qual se chega muito antes do asilo. Um lugar nada estratégico. 
 
Mas onde é que puseram o menino? No colo de alguma visita pegajosa, com certeza. Que vai sujigá-lo enquanto fala com ele numa linguagem boba e deformada. Por que é que ninguém me escuta? Eu quero o menino aqui comigo. Enfiando na minha boca uns doces meio mordidos, meio babados. Contando uma história enrolada que inclui motores barulhentos de carros, buzinas histéricas, freadas estridentes construídas no fundo da garganta possante. Escondendo na mãozinha fechada pequenos insetos que milagrosamente sobrevivem a tanto aperto.
 
Não, não, não. Por favor. Agora não é hora de levá-lo para dormir. Deixem que ele pule em cima de mim e me chame de biso um pouco mais. É disso que gosta esta carcaça velha. Vocês e essa mania irritante de dizer que ele me faz chorar. Gente burra. Que não entende que a água nos meus olhos é pura conversa. Um sinal que envio a partir deste silêncio horrível que o derrame me impôs. O bisneto sabe. Entende. E a gente segue assim. Entre uma corrida e outra de carros nas pernas, entre um cavalinho upa upa que ele comanda sozinho no meu colo e um sono curto encostado no meu peito, ele me olha nos olhos e fica esperando a água escorrer. Então, seus olhinhos riem junto com a boca. Ele sabe que também estou falando.
 
Cinthia Kriemler

 

Retirado de Samizdat

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publicado às 20:13

A verdadeira forma de reciclar

por Jorge Soares, em 14.01.16

Berlim

Imagem minha do Momentos e Olhares

 

Lembram-se da polémica e do burburinho que se levantou quando o governo anterior decidiu dar um preço obrigatório aos sacos plásticos? (ver este post) E que tal se para além dos sacos tivéssemos que pagar qualquer envase ou recipiente?

 

Pouco antes do natal a minha meia laranja e  eu fomos passar um fim de semana a Berlim, nunca tinha estado na Alemanha e vim com algumas coisas para contar.

 

Em época natalícia os mercados de natal são de visita obrigatória, felizmente as temperaturas estavam mais ou menos amenas, mas mesmo assim, o vinho quente com especiarias e os muitos petiscos com ou sem salsichas, são  de consumo obrigatório.

 

Nas barracas de feira o vinho quente está anunciado a 2  Euros e vem em taças como a da fotografia, feito o pedido e a entrega, sou confrontado com um preço de 5 Euros... a minha cara de espanto deve ter sido por demais esclarecedora,  veio logo a explicação, 3 Euros são para a taça... que pode reutilizar ou devolver e recuperar os 3 Euros.

 

Depois reparei, nas feiras de natal de Berlim não há envases de plástico, um prato de carne assada numa barraca de feira custa 5 Euros, mais 3 para o prato de porcelana e os talheres de metal.. no fim de comer devolvemos prato e talheres e recebemos os 3 Euros de volta.

 

Vinho quente, chocolate quente, sumo, cervejas, todas as bebidas são servidas em taças ou copos de vidro, tudo pago e reutilizável, é claro que com tudo isto não há copos vazios pelo chão, as pessoas consomem e devolvem para recuperar o dinheiro ou, como no meu caso, levam a taça consigo para casa. 

 

No segundo dia depois de andar quilómetros, entrei num supermercado a comprar uma água de litro e meio, garrafa de plástico PET exactamente igual à de cá. Na prateleira estava marcado 49 cêntimos, cheguei à caixa e entreguei 50 cêntimos... a alemã ficou a olhar para mim, apontou para o visor da caixa e para os 74 cêntimos que queria receber. Os 25 cêntimos extra são para a garrafa, se as devolvermos recebemos esse dinheiro de volta.

 

Não fui ver as estatísticas, mas aposto que a Alemanha deve ter das taxas de reciclagem mais altas do mundo, infelizmente por cá o que mais vejo é pessoas que inventam todas as desculpas para não separar o lixo, e basta ir a qualquer contentor para ver garrafas e garrafões de pet, mesmo que ao lado esteja um ecoponto... a desculpa mais comum é que dá muito trabalho e além disso, eles depois juntam o lixo na mesma.....

 

Depois perguntamos porque é que eles estão tão à frente de nós... começa tudo pela mentalidade e o civismo.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:40

desabafo.jpg

 

Lembram-se daquele "custe o que custar" de Passos Coelho? ...para ler e reflectir

 

"Estou desmotivado… mais! Estou revoltado!


Porquê? Tentando fugir a toda e qualquer subjetividade, vou-me restringir a factos (sem respeitar um acordo ortográfico que assassina a minha língua materna):

 

1. Tenho 38 anos, sou Médico há 15 anos. Possuo uma especialidade em Anestesiologia, uma subespecialidade em Medicina Intensiva e a competência em Emergência Médica. Gosto do que faço!

 

2. Recebo menos de metade de quando acabei a especialidade há 8 anos. É um facto. Para receber o meu ordenado base limpo tenho de acrescentar em média 100 horas extras por mês. Trabalho assim 65 horas por semana a uma média de 9 euros por hora. É um facto.

 

3. Este ano estive de serviço no dia de Natal, o ano passado fiz o 31 de Dezembro. É um facto. Nesse dia de Natal fui insultado pelo familiar de um doente que não concordou com o horário da visita do meu serviço. É um facto. Tenho um filho com 5 anos e não tenho dinheiro para pagar o infantário a um segundo que não tenho. É um facto.

 

4. Pertenço à minoria de Portugueses que paga impostos, e como sou considerado rico o meu filho paga mais na creche que muitos outros… pelo mesmo serviço, porque não come mais, nem come antes. É um facto.

 

5. Todos os dias tenho de tomar decisões clínicas que determinam a vida e a morte de pessoas ao meu cuidado. É um facto. Hemorragias aneurismáticas, como as do mediático caso do David, são apenas um exemplo das situações que eu e os meus colegas temos de tratar o melhor que sabemos e podemos. É um facto.

 

6. Mesmo sendo médico limito-me a comentar profissionalmente situações que são da minha área de diferenciação. A Medicina é tão vasta que se comentar situações ou acontecimentos de outras áreas sei que vai sair asneira. É um facto.

 

7. Vivo num País em que quem comenta o penalti e o fora de jogo acha que sabe o suficiente para ditar o certo e o errado naquilo que faço todos os dias. Em que aqueles técnicos de ideias gerais, a quem chamamos jornalistas, e os seus amigos comentadores profissionais, se sentem à vontade para “cagar lérias” sobre aquilo que desconhecem e não têm capacidade técnica para apreciar. É um facto. Por mais de 9 euros à hora… Julgo eu, porque nunca me mostraram o recibo de vencimento!

 

8. Trabalho num serviço de saúde onde tenho de improvisar a toda a hora porque o fármaco x e y “não há” (Ups… estamos proibidos de dizer que não há!). É um facto. Onde temos vários ventiladores de 30 mil euros avariados (um deles há mais de 1 ano!) porque “ninguém” pagou a manutenção. É um facto. Eu levo o meu carro à revisão todos os anos e pago. É um facto.

 

9. No dia em que o que me pagarem para ir trabalhar não for o suficiente para a despesa da gasolina e do estacionamento ( como concerteza acontece com algumas equipas de prevenção específicas do SNS), não o farei. É um facto. Isso não retira qualquer valor ao juramento de Hipócrates, nem a Lei obriga (ainda!) ao trabalho escravo. É um facto.

 

10. Se eu estiver doente e precisar de assistência prestada pelos meus colegas no SNS tenho de pagar taxa moderadora, ao contrário de muitos outros… É um facto. E se andar de comboio, como não sou trabalhador da CP também pago. É um facto.

 

11. Eu e os meus colegas trabalhamos mais doentes que muitos doentes que são vistos no serviço de urgência. É um facto. Vivo numa região em que qualquer dor de dentes, grão no olho ou escaldão da praia vai para a urgência do hospital numa ambulância de emergência médica. Muitas vezes com a família no carro imediatamente atrás da ambulância. E sem pagar um tostão. É um facto.

 

12. No hospital em que trabalho existem mais de 100 camas de agudos ocupadas com as chamadas “altas problemáticas”. Situação que se arrasta há vários anos e legislaturas e cuja resolução (política) escapa aos mais dotados. É um facto.

 

13. Vivo numa região em que se gastam muitos milhões em fogo de artifício e marinas abandonadas, sem existir contudo dinheiro para um monitor e um ventilador de transporte para a sala de emergência de um hospital dito central e centro de trauma certificado. É um facto.

 

14. A descoberta das vacinas constitui um dos maiores avanços da Medicina do século XX e a implementação de um plano de vacinação global para a população é um marco histórico de qualquer civilização, contribuindo para a redução da mortalidade infantil e aumento da esperança de vida. É um facto. Vivo num país que já não consegue garantir uma cobertura vacinal completa e atempada às sua crianças. Um retrocesso de gerações… um sistema podre e decadente. Não vejo os noticiários abrirem com esta notícia. É um facto. O meu filho não fez a vacina da difteria, tétano e tosse convulsa aos 5 anos. Não há… Talvez para o ano. É um facto.

 

15. E por tudo isto estou revoltado… É um facto.


Funchal, penúltimo dia de 2015.
Ricardo Duarte. Cédula da Ordem dos Médicos 41436"

 

Retirado da Visão

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publicado às 23:00

Setúbal Cidade europeia do desporto 2016?

por Jorge Soares, em 10.01.16

setubal.jpg

 

Imagem de aqui

 

Setúbal é a cidade Europeia do Desporto de 2016, durante o ano irão acontecer na cidade uma uma série de  provas e eventos desportivos de todos os tipos, sendo que no fim de semana de 30 e 31 de Janeiro haverá uma cerimónia de inauguração do evento.

 

Durante esse mesmo fim de semana estava desde há meses programada para o Pavilhão das Manteigadas a Final For do campeonato distrital de basket da categoria sub 16.

 

Digo estava programada porque a Câmara Municipal de Setúbal, numa decisão que não lembra nem ao diabo, decidiu que no Pavilhão das Manteigadas nesse fim de semana em lugar de um evento desportivo deveria haver um concerto integrado no programa de abertura e como são necessários vários dias para montar e desmontar o palco, a Final For não se poderá disputar em Setúbal.

 

Ou seja, o ano  internacional do desporto começa com a anulação de um evento desportivo em que iriam participar os clubes mais representativos do basket do distrito incluindo um da cidade. Mas será que não havia na cidade outro lugar onde realizar o concerto? Tem que ser num pavilhão?  É assim que a câmara promove o desporto e os clubes da cidade? 

 

Senhores da câmara, há vida para além do Vitória e do futebol, sabiam? É a cidade europeia do desporto ou de alguns desportos?

 

Jorge Soares

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publicado às 23:01

Conto - O burro e a vaca

por Jorge Soares, em 09.01.16

oburroeavaca.jpg

 

 
Era uma manhã cheia de sol. Uma vaca pastava muito tranquila no prado. Embora ninguém a visse sorrir, estava feliz por saborear as tenras folhas do trevo e as flores e as vagens do tremoço. De repente, a serena manhã da vaca foi agitada por um coelho que passou junto dela, tão veloz como todos os coelhos que fogem aflitos dos cães dos caçadores, e lhe gritou:
 
— Sai da frente, vaca!
 
A felicidade dela desapareceu nesse momento. Estava farta que lhe chamassem vaca. É certo que tinha algum peso a mais, mas estarem sempre a lembrar-lho... Até um insignificante coelho? Estava farta!
 
Nessa tarde já pouco comeu. Nos dias seguintes, só comia os talos mais rijos das ervas que lhe pareciam menos nutritivas. Para tentar emagrecer. Durante muitos dias passou fome, mas obrigou-se a comer só o que não a faria engordar.
 
Na verdade, passadas umas semanas, a vaquinha tão rechonchuda de antes não parecia uma vaca; mais parecia um esqueleto em pé, só pele e cornos.
 
Um dia passou por ali um burro que ficou muito admirado de ver uma vaca tão mirrada. Perguntou-lhe:
 
— Estás doente, vaca?
A vaca começou a choramingar:
— Estou tão infeliz por passar tanta fome e tu ainda me chamas vaca? Eu já não sou vaca; sou até muito elegante!
— O que dizes tu? — admirou-se o burro. — Tu és uma vaca; sempre serás uma vaca, mesmo que não sejas gorda.
— Então, não é a mesma coisa? — ripostou a vaca, muito convicta. — O ordinário de um coelho chamou-me vaca… Tu não achas que ele me chamou… gorda?
— Claro que não! Ele chamou-te… o teu nome, o nome que os homens te deram — explicou o burro, instrutivo. — Comigo aconteceu uma história parecida: vivia muito infeliz, porque me chamavam burro, e julgava que me chamavam estúpido. Só mais tarde percebi que burro é o meu nome, o nome que os homens me deram. A partir daí, nunca mais me importei. Pois, se é o meu nome!
— Ah, então é isso? Faz sentido! — convenceu-se a vaca. — Obrigada, burro! Explicaste-te muito bem. Acho que não és nada “burro”.
— E tu não és nada “vaca”. Estás até muito magra e isso não é nada saudável. Vê se comes melhor, para voltares a ser uma vaca bonita.
 
Quando o burro se afastou, a vaca mastigava um grande ramo de trevos suculentos, mas ainda conseguiu fazer um “muuuu!” de agradecimento e despedida.
 
Joaquim Bispo

 

Retirado de Samizdat

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publicado às 22:49

Continuamos a ser Charlie?

por Jorge Soares, em 07.01.16

jesuischarlie.jpg

 

Imagem de aqui

 

Passou um ano desde o ataque ao Charlie Hebdo, naquele dia acordamos por via indirecta e da pior forma para a realidade de uma guerra que até aquele momento estava longe da vista e longe do coração algures Síria e no Iraque.

 

Durante uns dias e perante o choque de uma dúzia de mortos numa cidade que para muita gente é um símbolo do romantismo, todos fomos Charlie e todos condenamos a barbárie de um ataque cobarde e, aos nossos olhos, sem sentido.

 

Passado uns tempos a mesma guerra haveria de nos entrar de novo pela casa dentro via televisão e redes sociais na forma de centenas de  milhares de pessoas que deixando tudo para trás e muitas vezes arriscando as suas vidas e as dos seus,  insistiam em atravessar fronteiras para poderem ter direito a aquilo que a maioria de nós dá por garantido, uma vida.

 

Nessa altura a maioria esqueceu-se que era Charlie e que aquelas pessoas queriam chegar à Europa, rica,  precisamente porque estavam a fugir dos mesmos que (nos) tinham atacado em Paris... ser Charlie é giro desde que eles fiquem na terra deles ou na terra dos que são como eles.

 

Entretanto a guerra voltou a Paris, esta vez de uma forma mais organizada e talvez por isso as mortes passaram da dezena para mais de uma centena.... e um destes dias voltará em Paris ou noutra cidade europeia qualquer e quem sabe quantos mais morrerão.

 

Apesar de do Charlie Hebdo, do Bataclan e de todas as vidas que se perderam, a verdade é que na Síria e no Iraque tudo continua igual, nada mudou, a guerra continua e pouco ou nada se fez para que as coisas mudassem, os bons e os maus continuam a ser apoiados e alimentados, porque para além dos milhares que fogem e/ou morrem, por trás de tudo isto há sempre alguém que ganha com a guerra, com esta ou com outra qualquer e por isso não interessa muito que ela acabe.

 

Continuamos a ser Charlie? Não, claro que não, porque na maior parte dos casos nunca o fomos.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:50

Marcelo contra Marcelo

por Jorge Soares, em 05.01.16

 

É com certeza um político português, Marcelo Rebelo de Sousa igual a si mesmo, não percebo porque é que a malta se espanta com saídas destas por parte deste senhor, sempre foi assim, o cata-vento gira sempre a favor do vento... ou neste caso do que dá jeito na altura.

 

Tenho estado com alguma atenção a discursos e debates, do meu ponto de vista nem espremendo bem se consegue aproveitar muito, há muita gente a jogar à defesa e poucas propostas ou respostas directas.

 

Sou só eu que acho que há alguém que está a ser levado ao colo pela comunicação social?

 

Jorge Soares

 

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publicado às 21:30

Qual é mesmo a piada deste Star Wars?

por Jorge Soares, em 04.01.16

daisy-ridley-in-the-set-of-star-wars-7.jpg

 

Imagem de aqui

 

Li hoje algures que este novo episódio  do Star Wars para além dos recordes todos que já bateu,  irá quase de certeza bater os números de Avatar e converter-se no filme mais visto e com mais lucros de sempre. Vi o Avatar na televisão há uns tempos e este fim de semana o episódio 7 da guerra das estrelas no cinema... talvez seja porque não me conto entre os maluquinhos dos sabres de luz, ou porque só vi partes dos 6 episódios anteriores, mas confesso que para além da beleza da miúda ali da fotografia e da graça do pequeno robot que a acompanha, não consegui perceber o que leva tanta gente ao cinema....o filme é assim a modos que ... banal?

 

Também é verdade que um dos  recordes que foi batido foi o do filme mais visto de 2015.. que era pertença de Velocidade Furiosa 7, um filme de ciência ficção com carros que vi com o meu filho (de vez em quando um pai tem que fazer uns sacrifícios pelos filhos) Carros a saltar de pára-quedas e a cair todos direitinhos no lugar e na direcção certa e/ou a voar através dos últimos andares de arranha céus,  é ciência ficção, não digam que não! Ora, se os dois filmes mais vistos de 2015 são estes ....ou é de mim ou a malta anda com uns gostos estranhos?

 

Jorge Soares

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publicado às 22:33

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