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Metade dos alunos com negativa nos exames de matemática

 

Imagem do Público

 

Há pouco mais de um mês foi algo que gerou uma enorme polémica, na altura falei do assunto, o titulo do meu post era: Alunos vão poder passar do 8º para o 10º ano .. ou, como se cria uma polémica parva. Não faltou quem acusasse a ministra da educação de fomentar o facilitismo, de promover a passagem dos alunos em prol da estatística, etc, etc, etc.

 

Na altura achei que se estava a criar uma polémica só por criar, a maioria apressou-se a tirar algumas frases do contexto ou simplesmente só leu o que lhe interessou e utilizou isso como arma de arremesso.  Também previ que naquelas condições em que: ... é preciso que se autoproponham às provas nacionais de Português e de Matemática do final do 3.o ciclo, em Julho, e façam ainda os exames a nível de escola em todas as disciplinas do 9º ano.Em caso de aproveitamento, transitam directamente para o 10º ano,... ... ninguém iria aproveitar esta medida.

 

As noticias de ontem vieram dar-me razão, segundo o público:

 

Nenhum dos 149 alunos do 8º ano que se autopropuseram aos exames nacionais “concluiu o ensino básico por esta via”, informou hoje o Ministério da Educação.

 

É pena que se criem polémicas com noticias destas, é pena que o ministério da educação perca tempo a pensar em coisas destas, é pena porque há tantas coisas na nossa educação que merecem ser discutidas, tantas coisas que merecem ser pensadas, tantos problemas por resolver. No mesmo Público de Sábado podemos ler o seguinte:  Quase metade dos alunos do 9º ano com negativa a matemática.

 

Aí está algo que deveria juntar pais, professores, escolas e ministério da educação, juntos deveriam tentar perceber o que está mal com o ensino da matemática no nosso país, o facto de que metade dos alunos chumbe deveria ser motivo de preocupação, deveria colocar todos a pensar, a tentar perceber o que está mal com o ensino desta disciplina e a tentar resolver.. isso sim seria algo produtivo.

 

Jorge Soares

publicado às 22:38


6 comentários

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De Existe um Olhar a 19.07.2010 às 00:59

Olá Jorge
Na altura em falaste sobre o assunto e comentei a dada altura:"Claro que isto é uma utopia porque nenhum aluno com insucesso será capaz de transitar do 8º para o 10º ..." a prova chegou.
Aqui há uns largos anos atrás, fizeram-se no meu concelho umas jornadas sobre o insucesso a matemática. Falou-se, falou-se e não se chegou a conclusão nenhuma, apenas se constatou uma realidade que todos sabiam. O insucesso continuou e continua.
Pessoalmente penso que há uma falta de coordenação entre os conteúdos de uns ciclos para os outros, porque são tão abissais as diferenças entre os do 1º ciclo, para os do 2º , por exemplo, que os alunos se sentem perdidos. Deveria haver a meu ver uma reformulação dos conteúdos programáticos.

Bjs
Manu
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De Jorge Soares a 21.07.2010 às 23:45

Olá

Eu acho que é antes de mais um problema cultural... as crianças tem medo da matemática porque os pais já tinham... e nunca aprendem a gostar porque não há quem as incentive... e depois torna-se um ciclo vicioso, não trabalham o suficiente porque acham que não gostam, como não trabalham não tem aproveitamento,e como não tem aproveitamento, não gostam...

Raio de coisa
Jorge
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De severino a 19.07.2010 às 10:38

Jorge a propósito desta última parte do seu Post, sobre medidas a estudar e avaliar para o ensino desta disciplina, acabei de ouvir na Antena 1, o Presidente da Associação para o Ensino da Matemática, que falou sobre o assunto, com a
mesma preocupação. Curiosamente, a primeira medida que sugere, é a retirada das calculadoras das Salas de Aula.
Ha muitos anos, quando os meus filhos estudavam, já a escolas nos exigiam a compra deste material (pensamento artificial) e eu recordo-me de ter manifestado essa discordâcia na qualidade de encarregado de educação porque já tinha verificado que a minha filha mais velha, uma simples equação, sem a calculadora era impossivel levá-la a cabo.
Portanto esta autoridade propôe neste seu depoimento que há pouco ouvi o uso da tabuada e a retirada das calculadoras.
Não sei até que ponto o Magalhães fornecido antes de trabalhar o raciocinio e o pensamento dos alunos, não produzirá o mesmo efeito noutras matérias, como a cauculadora na matemática.
Creio que as novas tecnologias são muito importantes e decisivas, depois de capacitar ou desenvolver o cérebro do operador!.
Cimentei ainda mais esta idéia depois de ter lido muitas obras de Augusto Cury, o brasileiro especialista em ciências da Educação, que todo o pai ou professor devia ler.

Um abraço
J/severino
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De Leamar a 19.07.2010 às 14:56

Precisamente...é a minha opinião!!
O nosso cérebro precisa de se desenvolver primeiro...
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De Jorge Soares a 21.07.2010 às 23:49

Eu ouvi a entrevista toda.. e não posso estar mais de acordo com ele... no caso das máquinas de calcular e nas muitas outras coisas que ele disse.

Eu não sou contra a utilização das novas tecnologias na escola, mas sou completamente contra todo o projecto do Magalhães e a forma como foi implementado, já falei disso várias vezes aqui no blog... dinheiro deitado ao lixo.

Mas novas tecnologias são uma coisa, máquina de calcular são outra muito diferente.

Jorge

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