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Crianças em risco

 

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Li a noticia no DN à hora do almoço,  um país não é mais que o reflexo do seu povo, da sua cultura.. ou da falta dela. Haverá quem questione até que ponto o que se passa numa aldeia perdida de Covilhã poderá ser o espelho em que nos vemos reflectidos todos os dias... talvez sim, talvez não, mas depois do que li hoje, depois de  na sexta feira ter ouvido uma assistente social a queixar-se de que um Juiz não decide uma medida de protecção a uma criança e prolonga o limbo em que esta vive,  porque tem medo que os pais vão para a comunicação social..., eu já não sei qual será mesmo o país real.

 

"A GNR da Covilhã retirou esta segunda-feira da aldeia de Verdelhos, Covilhã, três assistentes sociais e uma professora, depois de terem sido ameaçadas pela população .."

 

Tinham lá ido " para encaminhar para a instituição duas filhas de uma residente, com 4 e 7 anos, na sequência de queixas por maus tratos e abandono."

 

Partimos do principio que a decisão de institucionalizar uma criança não é tomada de ânimo leve, imagino que antes de chegar a este ponto, teve que haver uma denuncia à CPCJ,  houve uma investigação, visitas à família e só após se ter concluído que existia perigo real para as crianças, se decidiu pela medida de protecção.  Quero acreditar que uma medida destas não se toma em cima do joelho e que é sempre em beneficio das crianças.

 

Já nem questiono o facto de a mãe tentar impedir que levem as crianças, quem maltrata e abandona os filhos não costuma ter consciência do que faz, mas a atitude do resto da população deixa-me a pensar. Estamos a falar de uma aldeia, onde as pessoas se conhecem e sabem o que se passa, não estamos a falar dos vizinhos a anónimos que mal se  encontram no elevador. Quem tenta impedir a aplicação de uma medida de protecção a uma criança, não só é irresponsável, como é conivente com o que de mal se passa com a criança.

 

Mas quanto a mim, tão grave como os factos é o desfecho de tudo isso, porque após todo o barulho formado e a intervenção da GNR, as crianças que iam ser institucionalizadas, "ficaram ao cuidado «de uma família idónea em Verdelhos» que se ofereceu para cuidar delas"

 

Ficaram?, por decisão de quem? como é que se retiram as crianças aos pais e se entregam aos vizinhos?, quem decide pela idoneidade desta família?, quem garante que os pais que as maltratavam não as vão continuar a maltratar mal as assistentes sociais saiam da aldeia protegidas pela GNR? Mas este tipo de decisões é tomada em arraial popular?, não deveria ser tomada pela CPCJ após a verificação das condições da família idónea?

 

Que conclusão podemos tirar de tudo isto?, é assim que se protegem as crianças em risco em Portugal?

 

Jorge Soares

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publicado às 22:09


28 comentários

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De Sara a 17.11.2010 às 08:08

Olá Jorge,

Será caso mesmo para se perguntar... mas afinal que "autoridade" têm afinal as "autoridades" no nosso País!?

O Povo tem direito a ter opiniao própria, mas se existem autoridades devem ser pelo menos respeitadas!

Tal como tu escreves... quem é que garante que as criancas estejam em seguranca com a "nova" família? Nao querendo julgar ninguém... infelizmente essa "nova família poderá ser infelizmente "um lobo vestido de cordeirinho"...

Beijinhos,
Sara
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De São a 17.11.2010 às 18:04

Sara, as crianças vão ficar aos cuidados desta família por apenas 30 dias, para já, até se decidirem por uma solução mais definitiva. ah, e em princípio, estas crianças confiadas aos cuidados de pessoas idóneas (neste caso, acho que é a madrinha d euma das meninas) são acompanhadas pelas assistentes sociais, psicólogos, as suas rotinas são vigiadas, etc... claro que isso dá mais trabalho do que metÊ-las num depósito, por isso, normalmente, essas senhoras doutora, vão directamente para a institucionalização.
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De São a 17.11.2010 às 10:34

E quem é que garante que a tal decisão não foi tomada de ânimo leve? quantas as há? O que li foi que a CPCJ tinha tomado a decisão de institucionalizar as crianças na sequência de uma denúncia. Houve investigação? Não, pelo menos, a avaliar pela notícia. A CPCJ se tivesse a certeza da decisão que estava a tomar, nunca se tinha rendido ao povo. Nunca como nos últimos tempos se ouviu falar em tanta institucionalização injusta. Isto tem que querer dizer alguma coisa. Um jornalista disse uma vez num programa televisivo onde tinha uma rubrica que as CPCJs têm que institucionalizar e enviar para adopção um determinado número de crianças para terem prémios em comissões! Mentira? então se era mentira porque é que não teve problemas com a justiça? Não lhe retiraram a rubrica que tinha... não foi notificado por calúnia... Afinal, não se podem ir dizer assim mentiras para a televisão... Abram mas é os olhos! Hoje em dia, os pobres estão proibidos de ter filhos e está tudo dito! Onde é que se viu, como eu ouço dizer que sim, a CPCJ aceitar denúncias anónimas? No caso da polícia, sei que não. Sei que a pessoa que denuncia pode pedir confidencialidade, mas perante a polícia tem que se identificar devidamente (com número de BI, contacto...) Pelo que sei, a CPCJ aceita queixas completamernte anónimas! Onde se viu isto também??? Agora qualquer pessoa quer fazer mal a um vizinho, pega no telefone, diz que o vizinho trata mal o filho e pronto! Porque pelo que sei, não há investigação! Pode haver uma escola inteira a testemunhar que a crinça é assídua e mostrar todos os trabalhos da criança de todos os dias... Não, eles dão importância é à denúncia anónima! Ora, por favor!
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De Jorge Soares a 17.11.2010 às 11:05

Reparou que eu disse, "Parto do principio", o papel das CPCJ é de uma importância enorme, se vamos duvidar da sua idoneidade , então o melhor é dizermos que deixamos as crianças entregues a si mesmas.

Não estou a ver que alguém tome uma decisão destas de animo leve, todas as noticias que li falam da existência de maus tratos e abandono, numa das noticias fala-se que as crianças estão com os avós, e que estes tratam delas, se é assim, porque foram as crianças entregues a uma família idónea e não a estes? Se não há problema nenhum com a mãe destas crianças, porque aceitou esta e a família que elas ficassem ao cuidado de estranhos?

Quanto ao resto do seu comentário, é comum as pessoas usarem a pobreza em sua defesa, ser pobre não é crime, nem motivo para se retirarem crianças, mas maltratar e negligenciar é crime.

Quanto às denuncias anónimas, não sei se estou de acordo consigo, muitas destas denuncias referem famílias disfuncionais, violentas e até criminosas, obrigar as pessoas a dar a cara nestes casos iria fazer com que as pessoas tivessem medo de denunciar e com que as crianças continuassem entregues a sabe-se lá o quê.

Como digo no post , todas as denuncias devem ser investigadas e tratadas, não é o facto de haver uma denuncia que faz que uma criança seja retirada, é a investigação que obrigatoriamente se deve seguir a esta.

Jorge Soares


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De Cristina a 05.06.2011 às 17:47

Pois a questão é mesmo essa. estou plenamente de acordo que estas comissões investiguem sempre que haja uma denuncia..mas que ela seja perfeitamente identificada. Comigo está se passando um caso de bradar aos céus. Tenho um menino de 4 anos comigo pois o avò por motivos vários ''ganhou a sua custódia em tribunal e graças a Deus vai esta semana assinar a documentação da adopção no seu país de origem. Na época que tratava de tudo com tribunais etc no seu país e eram necessários relatórios e tudo o mais do nosso país eu como sua secretária que era ajudei-o e no dia que os fui receber ao aeroporta da portela houve um amor à 1ª vista entre mim e aquele menino que nos ultimos 13 meses só tinha conhecido instituições e familias de acolhimento. Como o avô é viuvo e tem 55 anos e a relação que tem comigo e com o meu marido e filhos é como familia optámos por o menino ficar comigo embora o avô lhe assegure todo o bem estar financeiro e emocional pois todos os dias sai do trabalho vem vem ver sempre o neto e fins de semana vem busca´-lo para passear juntos ou irem brincar pra casa do avô onde tem tambem o seu quartinho como tem na minha casa.
Desde setembre 2009 que o menino está conosco, com 49 anos e 4 filhos já criados e com a vida orientada por amor a esta criança deixei de viver a minha vida. Sim é amor pois eu nao recebo nem um centimo por ter o menino comigo. Aquilo que recebo são os seus carinhos os seus beijinhos e o seu progresso como ser humano dia a dia.
Estou empregada e faço a vida de uma mãe normal , levantamo-nos dou-lhe o banhinho o peq.almoço e infantário à tarde eu o meu marido ou o meu filho vamos busca lo dou lhe o banho janta e sentamonos os dois a ver televisão. Ora uns meses atrás o meu marido foi buscar o menino ao infantario 5 minutos antes de fechar, a auxiliar que la se encontrava começou discutindo que se queria ir embora blabla e começou a tomarnos por imbirração- Até ao dia que o avô do menino recebeu a visita da cpcj que alegava que tinha recebido uma denuncia (anónima) em que lhes era dito que eu maltratava o menino que ia para a escola mal vestido e agasalhado que estava subnutrido que era uma criança que não socializável com outros por causa de mim...bem monstruosidade...o avô foi convocado para uma reunião àqual compareceu com o seu advogado que lhe levou 250 euros para responder as senhoras que tinha plena confiança em mim e na educação que estou dando ao menino e tudo o resto. Não descansaram..fui convocada ..perguntas perguntas às quais lhes respondi com toda a minha sinceridade e dispus-me a que investigassem a vida do menino comigo pois vivo numa cidade pequena no alentejo todas as pessoas me conhecem a mim e ao meu menino e onde seja quem for desde médicos a autoridades sabem como trato o menino. Ele trata-me por mãe e pai ao meu marido e manos aos meus filhos e assim sucessivamente com o resto da familia. È uma criança que para tudo na vida dele sou eu pois até hoje fui eu quem o tem amado acarinhado e tudo o que uma mae faz pois não sou sua mãe biologica mas é como se o fosse pois vou sempre buscar o velho ditado parir é dor...criar é amor.
Ora então agora estou a braços com a cpcj que querem vir a minha casa ...estou totalmente de acordo. Mas estupidamente tem que ser quando elas querem que seja e que seja de surpresa. Estou empregada num escritório não posso estar em casa à sua espera muito menos as 10 ou 11 da manhã quando nem o menino está em casa. Mas esse para elas não é relevante pois segundo a educadora dele quando foram a sala dele falar com a educadora nem para o menino olharam Esta semana esperaram por mim a porta do infantario para me dizerem que vão a minha casa e eu nunca estou e eu disse lhes então maequem um dia e eu estarei pedirei no trabalho , não não pode ser porque têm de vir sem avisar...incrível.
Estou pensando esta semana ir ao tribunall de familia e pedir uma audiência com um juiz pois acho que ja chega de caça ^às bruxas...pois afinal com tanta criança subnutrida e mal tratada ..andam atrás duma denuncia anónima rancorosa que não tem pés nem cabeça
È de referir que uma assistente social/psicóloga do seu pais esteve em portugal na casa do a´^o e na minha e após conviver uns dias conosco sugeriu ao av^que eu ficasse como sua tutora . Caricato não é?
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De joao coutinho a 12.10.2016 às 13:26

fazem o mesmo conosco
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De Leamar a 17.11.2010 às 10:42

Bom dia Jorge.
Olha...eu temo pelas crianças, mas a bem da verdade desconfio da "sentença" de muitos dos assistentes sociais que confundem pobreza com maus tratos!!! São muitas vezes preconceituosos perante a falta de "riqueza material" de uma família.

Deste caso nada sei...mas quando uma população se junta em defesa de uma família...hummm não sei não!!
Agora essa da família idónea...é de rir!! Breve temos uma família idónea numa luta pela custódia...contra uma família "biológica". Tá a virar moda...e também dá excelentes chavões para notícias!...Para depois virem as nossas proeminentes figuras sociais darem os seus "palpites" e opiniões. E como estamos perto do Natal...ainda irão apelar ao sentimento explorando da forma mais rasca o espírito natalício transformando-o num circo mediático do "verdadeiro interesse da criança"!
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De São a 17.11.2010 às 14:15

A entrega de crianças aos cuidados de família idóena está, efectivamente antes da instituicionalização. Agora, não sei como encontraram ali à pressa uma família idónea, quando tinham na ideia a institucionalização. Na verdade, pela Lei de Protecção de Crinças e Jovens, primeiro está a medida Apoio Junto dos pais, em que a criança será acompanhada junto dos pais, será seguida, por assistentes sociais, psicólogos, etc... Depois, se esta medida não der resultado ou se se provar que os pais são realmente incapazes, está o mesmo apoio junto de outro familiar (ex.avós ou tios), para a criança não sair do seio familiar. Depois disso, ainda está a confiança da criança aos cuidados de família ieónea (porque é preferível a criança viver numa rotina familiar, em vez de numa instituição onde estão 20 ou 30 crianças aos cuidados de meia dúzia de auxiliares e duas ou trÊs técnicas, sem ambiente familiar), só depois vem a institucionalização. Só que, pelo que tenho ouvido ultimamente, as senhoras assistentes sociais passam por cima das outras medidas e vão directamente para a institucionalização, porque deve ser a que dá mais dinheiro e é , sem dúvida, a que dá menos trabalho. Agora, essas famílias idóneas a quem são entregues as crianças são famílias que se oferecem na Segurança Social, não para adoptar, mas para serem uma espécie de padrinhos. Não sei como foram arranjar já ali à pressão essas pessoas... Ou estariam estas pessoas já em linha, preparadas para receber as meninas e, memso assim, as senhoras da CPCJ queriam ir a directamente para a institucionalização? Parece-me mais isso! Porque caso contrário, duvido que tenham entregassem asim as crianças! Até porque essas crianças entregues em famílias de acolhimento são obrigatoriamente também seguidas com as tais medidas de apoio, são acompanhadas por assitentes sociais, as suas rotinas são vigiadas, etc... Ora, a institucionalização dá muito menos trabalho (e, pelo que sei, mais dinheiro). Ora, todos os dias duvidamos e ouvimos duvidar do profissionalismo da PSP e da GNR, que batem, que matam , que esfolam, e o pessoal da CPCJ, só porque tÊm um canudo são obrigatóriamente irrepreensíveis? PorquÊ? Porque são doutores e os agentes da polícia são soldados rasos?... só se é por isso!
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De Rosinda a 17.11.2010 às 15:03

Obrigada Jorge, pois por muito que se fale nestes assuntos, o muito será sempre pouco.
Li o post e li os comentários. Concordo quando o Jorge diz que as denuncias têm que se manter no anonimato. Quem as faria se assim não fosse?Pensem que poríamos em risco em certos casos, a nossa integridade fisica e dos nossos familiares.
Sei do que falo, pois já o fiz. A criança em questão era espancada e não só... sendo que em determinada altura com cerca de 10 anos não segurava as fezes. Por trauma psicológico ou físico?Não sei. Foi encaminhado para uma Instituíção aqui da cidade. Hoje o dito rapaz é um homem casado e com um filho. Vive com pobreza sim, mas sem problemas de outro tipo e quando o vejo a brincar com o filho, sinto-me bem por ter feito a denúncia.
Em relação ao Sistema, não podemos pôr en causa as Instítuições assim de ânimo leve... Eu diria que é uma área que precisaria de mais pessoal especializado. Mas com o Povo a tratar assim as Técnicas, voltaremos ao tempo em que as crianças sofriam em silêncio. Tem de haver respeito. Se alguma coisa não estivesse em ordem teriam que o fazer de forma correcta , nunca fazendo este arraial! Estarão agora as crianças mais protegidas por essa tal família idónea?
Enfim... parece que estamos mesmo a regredir em todos os aspectos...
Um abraço
Rosinda
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De Jorge Soares a 17.11.2010 às 22:33

Olá Rosinda

Eu não diria que estamos a regredir... a mim parece-me que há é muita falta de informação, muitas ideias feitas.. e sobretudo que temos um pais a várias velocidades...

Gostei do seu comentário, nada como exemplos reais para termos a noção do que estamos a falar.

Jorge
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De São a 25.11.2010 às 13:19

Ah, sim, Sr. Jorge, então o caso que a Rosinda apresenta tem mais valor do que os que apresentei? Porquê? Tem algum conhecimento de causa? Se tivesse, não seria necessário a Rosinda falar do caso. Tem tanto conhecimento desse caso, como tem dos que eu relatei. A diferença é que este é a seu favor... Pois, é típico... Falta de imparcialidade!

Estive a reler todos os comentários com atenção... A falta de imparcilidade das pessoas smpre foi algo que me revoltou. Hoje, para dizer a verdade, já nem revolta, causa um sentimento de ironia. As pessoas só vão buscar como válido aquilo que é a seu favor, o resto ignoram ou ainda combatem. Quando foquei aqui casos reais, de que tenho conhecimemto, enquanto professora (que fui) e cidadã (que penso ainda ser), o Jorge respondeu-me que não tinha nada que ir buscar outros casos, que inumerar casos estava errado, pois estavamos a falar de um caso específico, etc, etc, etc... Mas eis que aparece a comentadora Rosinda que diz "Não, as instituições são irrepreensíveis! Eu própria já denunciei! Os pais são todos umas bestas!!!" e então a reacção do Sr. Jorge, agora sem exageros é esta: "Gostei do seu comentário, nada como exemplos reais para termos a noção do que estamos a falar."

Um conselho, Sr. Jorge: Se quer ser credível, tente ser mais imparcial. É uma virtude que poucas pessoas têm, mas é uma virtude.
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De São a 17.11.2010 às 16:30

Mas pelo que sei, a polícia, em outro tipo de queixas, que não tenha a ver com menores, também mantem o anonimato do denunciante, se ele assim o pedir. A pessoa identifica-se perante a polícia, mas a polícia mantem o anonimato. Porém, se mais tarde se provar que foi uma denúncia calúniosa, a pessoa em questão pode ser responsabilizada por isso mesmo: denúncia caluniosa, porque a polícia sabe quem foi. Aliás, foi precisamente essa a justificação que a polícia deu a uma amiga minha que um dia quis fazer um denúncia anómima (ela não me disse de quê, nem interessa): "A senhora perante nós tem que se identificar, dá-nos o seu número de BI e contacto, para nós sabermos quem é. Agora, fique descansada que nós mantemos o anonimato e as pessoas que vai denunciar nunca saberão quem fez a denúncia. Mas perante nós tem que se identificar. Isto é para evitar que qualquer pessoa pegue no telefone e faça denúncias a torto e a direito sem responsabilidade alguma"... Pelo que sei, na CPCJ não há essa hipótese, a pessoa diz é anónimo e fica completamente anónimo. Ora, neste modos é um a ver se te avias!

Outra coisa: nunca em tempo algum se viu tantas pessoas a queixarem-se de que lhe levaram os filhos, de que lhe querem tirar os filhos... É uma loucura, ele há pais a fugirem da maternidade com os filhos, há casais a quem dizem para darem os gémeos porque já têm mais três, como quem diz a uma pessoa para cortar dois dedos da mão porque não fazem falta... TUDO EM FAMÍLIAS POBRES! Ora, querem fazer-me querer que nas famílias ricas não há negligência e que são todos bons pais e mães? Querem fazer-me querer que só nas famílias pobres é que as crianças vivem mal? como é isso possível? nas famílias ricas só se ouve falar de alguma quesília deste tipo quando o caldo se entorna entre os dois membros do casal e começa a guerra entre os dois, pois ambos qurem os filhos. Até aí, nunca há negligência nas famílias ricas! Os MacCann deixaram os filhos sozinhos à noite enquanto foram para a borga e continuam com os gémeos, sem qualquer acusação de negligÊncia... Ainda há dias apareceu de cara alvada um senhora dondoca que deixou a chave na ignição com os dois filhos lá dentro e foi a casa! Isto não é negligência? Por favor! como é que têm coragem de ainda se queixar??? Se a pessoa que roubou o carro tivesse sido mesmo um bandido? Tiveram sorte, pobres crianças, que se tratava de um ladrão com mais cabeça do que a mãe e 10 km depois mandou-os entrar para uma farmácia (lugar onde, certamente, estariam a salvo)! Eu tive um aluno que era filho de um advogado e de uma dondoca que passava as tardes cabeleireiro e no ginásio e que quem ia Às reuniões de encarregados era a empregada! Enquanto a mãe passeava com o marido desta... Não, não pensem pior da senhora, não era o amante, era o motorista... O casal de empregados também tinham dois filhos que rondavam a idade do filho do patrões e que tinham muito mais atenção por parte dos pais do que "o menino"... quando se falva em bolos, cozinhados, o menino só pensava nos bolos da D., nos cozinhados da D., era a D. que o ajudava nos trabalhos de casa... Ora, como a senhora chegou a dizer numa reunião "A mim não me faz grande diferença, estou no meu horário de trabalho e enquanto estou a fazer isto, não estou a fazer outra coisa, mas faz-me confusão porque ela não está minimamente a par da evolução escolar do filho"... Não é isto negligência? Mas alguém considera?Claro que não! Nós, entre os professores, criticavamos, mas acham que mais alguém criticava?Não criticaram foi um casal, ele taxista e ela padeira, que no Natal tinham muito trabalho e pediram ao dilho mais velho de 21 anos, para ir à reunião de avaliação da irmã, UMA ÚNICA VEZ!Criticaram as pessoas, porque afinal a miúda não era filha do irmão, era filha dos pais, mas não se ouvia ninguém criticar a outra senhora rica que mandava a empregada!!
Não podemos duvidar das instituições porquê? Porque são constituidas por pessoas com canudo? Todos os dias duvidamos da PSP e da GNR!Eu, por mim, só tenho ouvido e lido coisas estúpidas sobre a CPCJ, tal como um relatório do próprio tribunal que dizia: "A medida Apoio Junto dos pais foi pensada, mas não foi levada a cabo[...]...A intervenção da CPCJ foi praticamente nula, resumindo-se, agora, à institucionalizão"
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De São a 17.11.2010 às 17:19

Acabei de ter a confirmação de que na CPCJ as denúncias podem ser totalmente anónimas. Um amigo meu, combinado com uns vizinhos de meia-idade, que já nem tinham filhos a cargo, muito menos menores, telefonou para a CPCJ e disse que na morada tal havia uma criança a ser negligênciada e mal tratada, deu nomes falsos e tudo... Pois aceitaram a queixa sem mais nem menos, dirigiram-se a casa desse casal de meia-idade, sem filhos menores, muito menos com aquele nome, enfim... Tudo falso... claro que o denunciante não teve problemas pois foi completamente anónimo, foi uma experiÊncia que ele fez para comprovar que aceitavam denúnicias anónimas.

E sabe qual é a investigação que eles fazem? Não vão investigar a vivência dos pais com as crianças. Vão dizer que o pai fumou uns charros há 20 anos atrás quando andava na faculdade, que a mãe teve uma discussão acesa com um vizinho há 10 anos atrás, por causa de umas galinhas que invandiram a sua proprieade e coisas assim... Ora, numa investigaçõ desse tipo, dificilmente não encontrão "podres" numa família, porque não há famílias perfeitas, nem pessoas perfeitas... E o que me diz do relatório do próprio tribunal que dizia que a intervenção da CPCJ tinha sido praticamente nula, resumindo-se À institucionalização??? Que me diz se lhe disser que o pai da criança, confrontado com essa única hipótese (institucionalização), tinha verbalizado a hipótese dos avós paternos ficarem com a criança e que a CPCJ nem tinha investigado tal possibilidade? Isto também estava no próprio relatório do tribunal, tal como estava que a CPCJ tinha pensado em ajudar a criança junto dos pais, mas não tinha levado a cabo tal medida, sem se justificar sequer porque não o tinha feito! Sim, tudo isto estava num relatório de Tribunal que tive em mãos e que me revoltou! Há medidas a tomar antes de meter as crianças em instituições, só que essas medidas dão mais trabalho às senhoras assistentes sociais! E elas estão-se a borrifar para isso!

Quer que lhe relate uma coisa completamente estúpida que o Tribunal de Menores fez? Aqui vai: a minha colega, professora naquela escola havia apenas 3 dias, em substituição da professora titular da turma que entrara em licença de parto, não conhecia o caso e nem sabia se havia motivos para aquela criança ser retirada à família ou não. Mas o que é certo é que o que aconteceu foi o seguinte: sem bater À porta nem pedir licença, entrarm pela sala de aulas do 1º ano, duas assistentes sociais e dois polícias, perguntaram quem era a crinaça Fulana de Tal e assim levaram a criança aos gritos, deixando a professora em estado de choque e os outros alunos em completo pânico, a dizer e a pensar "Amanhã vêm buscar-me a mim", "Qualquer dia sou eu". Estas pessoas, se não sabem trabalhar que vão aprender, que vão aprender a respeitar os outros e o local de trabalho dos outros. Se tinham um mandato do Tribunal de Menores para retirarem a criança, falavam com um funcionário da escola, que , por sua vez chamaria a professora e a professora, posteriormente, chamaria a criança e discretamente, o assunto teria sido resolvido, sem que fosse preciso as outras crianças ficarem em pânico e a professora sentir-se desrespeitada! Isto que, nos últimos tempos andam a fazer é um abuso! E a que ponto chegam as pessoas para fazerem o que o povo de Verdelhos fez? Acha que um povo inteiro (50 a 60 pessoas, segundo li) se revoltaria se não tivesse a certeza de que as crianças estavam bem? Acho estranho! Segundo li, houve uma vizinha que disse que a mãe era doente mental, mas que as crianças tinham avó e tios! Ora, o familiares estão primeiro, desde que sejam pessoas idóneas! O que acho mais estranho é terem arranjado essa hipótese da família idónea, ter sido arranjada À pressa, mas pode mesmo ser uma pessoa muito respeitada na zona, sei lá... Estas assitentes sociais, quando acham que tÊm a certeza sobre o que vão fazer, nem que que chamassem a polícia de choque! Elas viram foi que estavam a fazer asneira e por isso recuaram! Também não sei porque é que esta notícia choca, só por ter acontecido na nossa etnia. Toda a vida foi assim que os ciganos evitaram que lhes levassem os filhos!

E volto a dizer: Se um grupo de 50 ou 60 pessoas se junta é porque sabe o que está a fazer!
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De Cristina a 05.06.2011 às 18:03

Nem mais .
Como já relatei mais acima o meu caso ..tem toda a razão..são fulanas que têm de justificar os ordenados chorudos mas quem pratica violência psicológica sobre as crianças são elas. Sobre as ncrianças e sobre os adultos e pelo que parece não tem ninguem que as controle e que as pare. A palavra de duas fulanas vale mais doque 50 ou 60 pessoas ou mais ainda. Mas no final elas levam o troféu. Instituicionalizam pois é melhor da menos trabalho e elas já têm o seu ordenado garantido.
A que conheco é presidente de uma cpcj tem uma criança no infantário, e afinal trabalha até depois das sete, não estárá por acaso a negligenciar o filho tambem? pois mas ela é Intocável quando como mãe às 7 horas já era para estar a dar o jantar ao béb´´e..mas elas só vêem o que querem e como eu digo
Abriu de noo a época de caça...caça às bruxas por parte destas senhoras...Haja controle
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De joao coutinho a 12.10.2016 às 13:31

gizeram e estao a fazer o mesmo comigo
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De São a 17.11.2010 às 21:51

E só para terminar, o Jorge diz bem: "Não se tratade vizinhos que se encontram apnas no elevador"... só por aí se vê que tudo indica que tinham razão: as pessoas conheciam e sabiam o que estavam a fazer... Essas é que não fizeram nada de ânimo leve. Porquê confiar mais nas senhoras da CPCJ, que querem é ganhar o seu tachinho, em vez de pessoas pobres que não estavam ali a ganhar nada??? Vai dizer-me que são figurantes contratados? com que dinheio?
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De Jorge Soares a 17.11.2010 às 22:00

Tenho estado a ler todos os seus comentários com atenção, fiquei na dúvida, a São conhece as crianças?, conhece a família?, sabe qual a realidade destas crianças? sabe como viviam?, com quem viviam?, onde está o pai?, de que vive a mãe? quais as condições de habitação? Ou só está a falar de cor e a generalizar pelo que viu noutros casos?

De tudo o que aqui disse, retirei uma ou duas coisas, em primeiro lugar acha que o único motivo para a retirada daquelas crianças foi o facto de a família ser pobre, em segundo lugar, das leis que regem a protecção de crianças, dos tipos de medidas, da forma que elas se aplicam, percebe zero... mesmo.

Jorge Soares
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De São a 18.11.2010 às 08:50

Da criança cujo relatório li conheço bastante bem. O pai teve problemas com drogas no passado, tem os relatórios do médico que o segue há 13 anos, a dizer que está inteiramente integrado na sociedade e recuperado. Não fizeram caso desses relatórios e o médico está fulo com a decisão, tomada há 8 meses. Trabalhava num hipermercado à altura da retirada do filho e não lhe foi renovado o 3º contrato por causa do que aconteceu (não acharam que fosse culpado, mas acharam que ele podia começar a faltar ao trabalho para idas a tribunal, para procurar papeis, etc... e tnão acharam melhor que o contrato não fosse renovado). A mãe é desempregada, mas cuida da mãe (avó matena da criança, que prefere ficar com a família em vez de viver num Lar), o que é um trabalho. O casal é casado há 10 anos e, como prevenção, por a criança ter medo de dormir de luz apagada, a crinaça era seguida por uma psicóloga desde os 4 anos de idade, que também fez o seu relatório a dizer que a criança era feliz e perfeitamente inegrada na família, onde era feliz. A psicóloga foi outra que não entendeu uma decisão tão estúpida e também está revoltada por não terem feito caso do relatório dela. Quem também ficou revoltada foi a escola, pois também os seus relatórios a dizer que o aluno não ia sujo para a escola e era assíduo e pontual, contrariando a denúncia anónima, foram ignorados. Os pais têm em seu poder a ficha do primeiro periodo do menino, apenas com uma falta justificada (e nenhuma injustificada, portanto). A casa em que viviam não tinha as melhores condições, e o casal e avó materna já mudaram de casa, vivendo agora numa casa com todas as condições há 7 meses, facto que também foi ignorado.
Em relação ao outro menino que foi retirado em plena aula, não, não conheço o caso e nem a professora que me contou conhece, pois, como deve ter lido, encontrava-se na escola havia apenas 3 dias. O que a chocou foi a forma fria como a criança foi retirada, sem aviso prévio da professora, à frente dos colegas, que ficaram em pânico.

E já viu como me está a dar razão. Perguntou-me "de que vive a mãe?"... Está a falar de pobreza ou não? Está claramente.

Quando me diz que percebo ZERO das leis (deixando bem clara a sua superioridade, de pessoa da alta, que acha que percebe mais do que os outros), acho que basta saber ler para poder consultar a Lei de Protecção de crianças e jovens. A primeira medida é o artigo 39º, que fala precismente no Apoio junto dos Pais, a segunda é o artigo 40º, que fala do Apoio junto de outro familiar, depois há a confiança a pessoa idónea e ainda há a ajuda para integração na vida activa, mas esse só se aplica a maiores de 16 anos. A institucionalização vem no final, e é considerada uma medida de recurso. De outra forma, por que motivo o relatório do próprio tribunal diria que "a intervenção da CPCJ foi praticamente nula, resumindo-se à institucionalização"? Por que motivo diria que "A medida Apoio junto dos pais foi pensada, mas não foi aplicada"? Por que motivo diria que "confrontado com a hipótese de institucionalização da criança, o pai verbalizou a hipótese dos avós paternos ficarem com a criança, mas a CPCJ não averiguou tal hipótese"? Ou seja, nem se deu ao trabalho de saber as condições dos avós paternos (excelentes). Se o tribunal também errou? Poderá ter errado, mas os tribunais estão-se a borrifar para voltar atrás: se foi a institucionalização que a CPCJ levou À barra do tribunal, foi sobre essa hipótese que se debruçaram e mais nada. O que é certo é que 8 meses depois, os pais mudaram de casa, relatórios médicos foram para o tribunal, relatórios da escola, pedidos dos avós paternos para verificarem as suas condições de vida, naquela ideia de "já que acham o meu filho e a minha nora incapazes, não sei porquê, ao menos que nos deixem ficar com ele" e nada foi alterado. a criança continua na instituição, onde aprende a ver revistas pornográficas e outras coisas relacionadas.

Em relação a estas crianças de Verdelhos, claro que não conheço condições nenhumas, nem nunca tinha ouvido falar numa aldeia com este nome, mas certamente as 50 ou 60 pessoas que se uniram, devem conhecer. E se voltaram atrás e entregaram as meninas a uma família idónea, é porque viram que estavam a fazer asneira, pois caso contrário... não cediam..
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De Jorge Soares a 18.11.2010 às 09:18

Não é uma questão de superioridade, não sou superior a nada nem a ninguém, simplesmente acho que em tudo o que já aqui escreveu, disse uma serie de coisas que não correspondem à realidade nem tem a ver com a lei e o funcionamento real de tudo isto.

Quando eu escrevi o post tive imenso cuidado em não cair nas generalizações, repare que eu disse que "parto do principio", não afirmei que era assim, assim como tive imenso cuidado de não fazer afirmações sobre as que não tenho a certeza. E sobre tudo, tive muito cuidado em não retirar lições deste caso para o que acontece no resto dos casos.

O meu post era só sobre este caso, sobre o que li nas noticias, e limitei-me a dar uma opinião sobre este caso, não sobre outro qualquer e mantenho tudo o que disse, sem tirar não por.

A São descreveu aqui uma serie de coisas que tem a ver com outros casos e com outras coisas e desde aí generalizou para algo que não conhece.

Por cada historia como a que conta, quantos casos haverá em que as coisas forma feitas como deve ser?, quantas crianças terão sido salvas dos maus tratos e da violência diária? Quantas crianças haverá a quem foi salva a vida?

Não pretendo saber mais que ninguém, nunca li nenhum relatório destes, mas conheço crianças, mais que uma , que forma retiradas da violência familiar, já ouvi muitas coisas, muitas historias e já estive sentado a discutir o processo com todas as partes que nele participam, desde assistentes sociais a procuradores e juízes de vários pontos do país. Isto não me torna especialista no assunto, mas dá-me uma visão mais alargada.

Sobre o facto de toda a população ter saído à rua em defesa das crianças, será que foi em defesa das crianças?, pelo que li as pessoas nem sabiam o que se estava a passar e de novo pergunto, se as crianças não eram maltratadas, se não se estava a passar nada, porque não ficaram com a família, com a mãe ou os avós?, se era tudo invenção das assistentes sociais, porque entregaram as crianças a outras pessoas?

Jorge Soares
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De São a 18.11.2010 às 10:00

Então se havia a possibilidade de confiança a pessoa idónea, que é prevista pela Lei, antes da institucionalização, e que faria com que as crianças não saíssem da aldeia, continuassem a frequentar o mesmo estabelecimento de Ensino, enfim, ficassem no mesmo ambiente, porque não pensaram nisso antes da institucionalização? Por isso é que eu fui buscar outros casos, pois parece que a CPCJ só sabe institucionalizar. Numa aldeia inteira não haveria uma família idónea com quem as crianças pudessem ficar? Era o quê? uma aldeia de degredados? Claro, podia haver, mas não estarem dispostos a ficar com as crianças. Obviamente que ninguém é obrigado, mas pelos visto, havia, tanto que houve. E, pelo que li, essa confiança a esta família é por 30 dias. Se forem competentes, nestes 30 dias, irão avaliar as reais condições da mãe, da avós, dos tios, pois já que há desconfianças, há que investigar. Nisso estou de acordo. Depois, se se verificar que a avó tem condições suficientes ou os tios (a mãe, pelo que percebi, é doente mental, as meninas são filhas cada uma de um pai e há ainda outro filho que foi entregue ao pai há dois anos). Não se fala dos pais das meninas. Possivelmente, não terão condições ou nem quererão saber delas (devem ser dois daqueles que só se querem aproveitar de pobres coitadas como deve ser a mãe destas meninas). Ora, não será melhor as crianças continuarem na aldeia, na escola que frequentavam, com os amigos que conhecem, do que levá-las para uma instituição, um ambiente de recurso, onde não conhecem ninguém? A confiança a família idónea vem antes da institucionalização, pela Lei, não pela minha cabeça. Porque não investigaram essa possibilidade em vez de ter que ser o povo a abrir-lhes os olhos? Por isso é que eu fui buscar outros casos, porque parece que a CPCJ só sabe institucionalizar crinças, sem averiguar outras hipóteses. No vídeo que vi, duas senhoras afirmam que sempre viram as crianças bem tratadas. Possivelmente a tal família idónea nunca se tinha oferecido para ficar com elas porque nunca achariam que a situação chegasse a este ponto...

A razão porque nunca são institucionalizadas crianças filhas de pais ricos é que nunca ninguém me explicou... Não haverá negligência em famílias ricas nem violência? Claro que há!
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De Jorge Soares a 18.11.2010 às 11:53

São, a entrega das crianças a essa família foi uma solução de recurso tirada da cartola por alguém que não quis ou não soube enfrentar a situação, e nas condições em que foi feito não faz o menor sentido, não se pode decidir a vida de uma criança no átrio de uma igreja e debaixo de ameaças físicas, ou acha que esta é a melhor forma de decidir a vida de alguém?. Neste momento o caso está entregue ao ministério público, não sei se sabe o que isso significa, mas eu apostaria a que não tarda muito para que apareça uma ordem do tribunal para que as crianças sejam institucionalizadas.

Só mais uma questão, afirma que nunca são retiradas crianças filhas de pais ricos, tem ideia do número de crianças institucionalizadas que existem no nosso país?, conhece cada uma delas?, tem a certeza absoluta que vêem todas de famílias pobres? tem a certeza absoluta que nenhuma veio de famílias bem?

Generalizar é muito fácil, falar com conhecimento de causa, com conhecimento de tudo é muito complicado.. vá por mim.

Jorge Soares
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De São a 18.11.2010 às 12:41

Obviamente que sei o que isso significa. Significa que um dia destes a ministério público pode fazer a vergonha que fez naquela escola em que as crianças ficaram todas em pânico e a professora se sentiu desrespeitada dentro da sala de aula, pois nem avisada da chegada deles foi. Porque vivemos numa ditadura mascarada de democracia. Acha que isso é que é benéfico para as crianças?

Nunca ouvi falar de casos de institucionalizações de crinças filhas de famílias ricas e bem na vida. A menos que, como aconteceu em Fronteira, no Alentejo, haja uma ruptura entre o casal e um dos membros, por burrice, e fiado nas posses que tem, diga, "Pois já que não queres que fique comigo, também não fica contigo e agora que vá para uma instituição!" (e o tribunal acede, ainda por cima). De resto, os ricos têm empregados para ir às reuniões de pais, têm empregados para lhes olhar pelos filhos, portanto, negligência "não há"... Violência há, mas é escondida...

Pelo que percebi a denúncia partiu de uma educadora e o próprio Presidente da Junta de Freguesia disse que ia averiguar o que tinha levado a educadora a fazer tal denúncia...

Sim, há muitas crianças institucionalizadas em Portugal, sim, porque a classe baixa também é muito maior!

Já agora, já que defende tanto as CPCJs eu digo-lhe a opinião da Directora da Escola onde anda o meu filho. Uma vez falou-se destas coisas, por causa de uma menina de quem "andavam atrás" e que ela não percebia porquê. A senhora está naquela escola há quase 30 anos e há quase 20 que é directora e a opinião dela é esta: "Eu não percebo. Não sei o que se passa lá em casa, mas os pais são uns pais preocupados com a filha, bons trabalhadores, pelo que sei, pessoas educadas, com poucos recursos, mas pessoas idóneas. A menina anda aqui há dois e nunca vi o mínimo sinal de negligência. Eu não percebo, principalmente, olhando a tantos casos que tenho aqui há anos de crianças que estão realmente em perigo, que eu sei, porque sei e tenho provas, que estão há anos em perigo iminente. Não vou entrar e pormenores, mas posso só dizer um insignificante, comparado com outros problemas mais graves, mas de que posso falar porque tem a ver com a escola: Tenho aqui crianças que têm o escalão A de Acção Social, não pagam um tostão dos livros, e os pais nem se dão ao trabalho de ir levantar os livros, que são gratuitos. Isto para já não falar de outras coisas muito mais graves. E não me venham dizer que são casos desconhecidos, porque EU PRÓPRIA estou farta de sinalizar estes casos! Há anos! E não de forma anónima. Faço-o sem medo e como Directora da Escola! E ninguém faz nada! E agora vêm implicar com esta menina, que eu vejo aqui há dois anos, feliz, sempre limpinha, com um comportamento e aproveitamento bons, uma família presente... Eu não percebo! Quando lhes dá para implicar com uma criança, implicam e pronto!" Isto são palavras da Directora de uma Escola de Primeiro Ciclo com muitos anos de serviço. Ela sabe de casos de real perigo, sinaliza-os com provas e ninguém faz nada... E depois de vez em quando vão À procura de uma criança que ela "fica parva". A senhora chegou a dizer que se interroga a si mesma sobre se vale a pena continuar a lutar nesta sociedade, porque lhe parece que está tudo ao contrário!

Fiquei a pensar de que coisas muito mais graves saberia ela, para ao pé disso, ser insignificante o facto de os pais nem levantarem os livros que são grautuitos. Já por si este me parece um caso de negligência grave, de que coisas saberá a senhora para dizer que, ao pé de outras coisas, este é o menos?
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De Cristina a 18.11.2010 às 16:47

São,

Só alguns comentários:
Se queriam ter a certeza de que a CPCJ aceitava denúncias anónimas não teria sido mais fácil perguntar directamente em vez de simular situações e fazer os técnicos perder tempo? Num país de tanta inércia, não acredito que haja muita gente que se dê ao trabalho de pegar num telefone para fazer denúncias anónimas apenas para prejudicar terceiros.

Então a mãe das 2 crianças levadas no carro roubado agora é a criminosa e o ladrão um santo só porque largou as crianças à porta de uma farmácia? Ia fazer o quê? Matá-las? Então não as viu quando entrou no carro? É claro que a mãe não agiu bem ao deixar as chaves na ignição, mas caramba! E não vi nada na notícia que me leve a caracterizá-la como ‘dondoca’.

É claro que há negligência e maus tratos nas classes sociais mais elevadas e que passam muito mais facilmente despercebidos. Mas a disfuncionalidade das familias surge muito frequentemente associada a situações de pobreza, estando a duas situações interligadas. Por esta razão a maioria das crianças em risco ou institucionalizadas virá, julgo eu (não tenho dados para o afirmar), de agregados familiares mais pobres. Daí até se afirmar que são retiradas à familia apenas por pobreza, vai uma grande diferença. E mais grave ainda é insinuar-se que existe uma espécie de 'mercado da adopção' que é preciso alimentar.

Neste caso da notícia das 2 crianças retiradas à mãe, é óbvio que falta informação credível para que se possa julgar o que quer que seja. Mas uma coisa é certa, nada justifica a atitude da população. E o facto de serem 50 ou 60 pessoas também não quer dizer nada. Sabemos muito bem como de desencadeiam estes fenómenos de massa.

Apesar de todos os relatos que faz - onde se nota muita amargura - , e como o Jorge diz, quero acreditar que por cada erro cometido há muitos processos bem acompanhados e decisões bem tomadas. Generalizar é sempre um risco.

Cristina M.
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De São a 19.11.2010 às 12:42

Acabei de ver uma reportagem na TV sobre o caso e a apresentadora disse que a atitude da população era de aplaudir. Uma coisa curiosa que foi dita foi que a situação das crianças foi sempre a mesma. Nada mudou. Sempre tiveram a avó e as tias, apesar da mãe ser doente. Todas as pessoas afirmaram que as meninas sempre andaram limpinhas e bem alimentadas, inclusive uma funcionária da pré-escola, que acompanhou sempre o desenvolvimento das meninas. E tendo em conta que a situação não mudou, se era para retiarem as meninas porque é que estiveram À espera que tivessem 7 e 4 anos?

Em relação ao caso das crianças que foram deixadas no carro. A MÃE FOI UMA INRESPONSÁVEL SIM. Não, o ladrão não é um santo. É simplesmente um ladrão. Podia ser também um violador de crianças ou até aproveitar a situação para pedir um resgate. E ladrões existem, tal como existem pessoas piores que são os violadores de crianças. A mãe devia de saber disso. A polícia está sempre a fazer campanhas a avisar para jamis se deixarem os carros com a chave na ignição, por mais curto que seja o afastamento... mas se as pessoas não se importam que lhes roubem os carros, olhem, então depois também não se vão queixar à polícia... eu, sinceramente, teria vergonha de ir dar parte do roubo de um carro, se tivesse deixado a chave na ignição, sinceramente... E sendo só o carro, sem ninguém...Agora, com crianças lá dentro???? Por favor... mas claro, como pela imagem, parecia uma senhora de bem, toda a gente compreendeu e achou normal... Se a senhora tivsse outro aspecto, fosse uma camponesa ou uma vendedora de peixe era logo apelidada de inresponsável! Não, o ladrão não foi um santo. Mas foi simplesmente um ladrão. Podia ser alguém pior!

Em relação à pessoa que simulou uma denúncia falsa (pois nem existiam essas pessoas nme criança alguma), eu explico-lhe porque é que ele o fez: sim, ele perguntava e ouvia sempre dizer que recebiam denúncias anónimas e chegou a perguntar e diziam-lhe que sim. Só que ele não acreditava porque achava absurdo e, então, pensava que diziam que era anónimo para evitar que as pessoas insistissem em perguntar quem tinha sido. Realmente, é absurdo. E tanto que é absurdo que a polícia não as aceita: você fica anónimo perante a sociedade, ninguém sabe que foi você que denunciou, excepto a própria polícia, que guarda confidencialidade. Então, essa pessoa pensava que era o mesmo caso e que diziam que aceitavam queixas anónimas para não serem pressinados. E fez isso.

Se eu acho que há assim tantas pessoas que querem o mal dos outros??? Ó se há! Se acha que não, então não deve viver neste mundo, desculpe que lhe diga. O que há mais por aí é gente invejosa, vingativa e que quer o mal dos outros.

Olhe, já agora diga-me, já que as CPCJs fazem um grande trabalho, porque é que está lá o J... Ajudam jovens a quê? A contribuir com carne fresca para o mercado de adopção? só se for para isso... Porque se eu lhe contar o caso de uma vizinha minha difilmente terá outra opinião. uma vizinha minha veio do Brasil e deixou as 3 filhas com a tia, para antes organizar a vida. Mais tarde, mandou buscar as filhas, para junto dela. As duas mais velhas (com 18 e 15 anos na altura) adaptaram-se bem, mas a mais nova, então com 12 anos ,teve dificuldades de adaptação em Portugal e começou numa fase de grande rebeldia: chamava nomes à mãe, faltava às aulas, faltava ao respeito aos professores, aparecia em casa às tantas, enfim... a mãe, aflita, sentido-se impotente, pediu auxílio à CPCJ no sentido de lhe darem alguma orientação a nível psicológico, pessoal, enfim, pois já que são umas pessoas tão credíveis, devem ter técnicos especializados. Se eles são Comissão de Protecção de Crianças e Jovens deviam fazer alguma coisa nesse sentido. Sabe o que fizeram? Absolutamente nada! Nem mexeram uma palha! a mãe voltou e tornou a voltar, procurando ajuda para lidar com a filha, pedindo que lhe dessem indicações, que falassem com a miúda, enfim... Nada. Durante 2 anos, a mãe pediu ajuda e ninguém ligou importância alguma. Nem conheciam a rapariga. atendiam a mãe em 5 minutos e diziam que não tinham meios para agir. O que é que acontece quando a miúda tinha 14 anos? engravidou! Olá, que aí vinha carne fresca! claro... depois queriam ficar com o bebé! É preciso lata!
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De alex a 19.11.2010 às 12:32

Todos os casos devem ser investigados. Todos. E rapidamente. Cada dia que passa, quer a denúncia seja anonima ou não, é um dia em que potencialmente a criança pode ser maltratada, neglicenciada, maltratada,...
O mais importante não é saber se os pais ficam ofendidos pq foram denunciados. Acima de tudo importa garantir que a criança está bem. É bem tratada. Ponto.

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De São a 19.11.2010 às 12:49

Nesse caso de que falei, da adolescente que teve o bebé, já com 15 anos, foi um escândalo! então não fizeram caso da mãe e depois queriam ficar com o bebé? Bem dizia a avó: "do meu neto dou eu bem conta, graças a Deus, da mãe é que eu não dava... Felizmente agora está mais calma". a sorte foi que as duas famílias se uniram (o pai do bebé tem 22 anos e é um rapaz trabalhador e responsável) e não permitiram tal disparate. Quer dizer, não fizeram caso, quando a mãe pediu ajuda para a filha na pre-adolescência... e depois queriam o bebé, que tinha 4 avós e não sei quantas tias responsáveis, com a desculpa de que a mãe era menor? então o Estado tem mais direito às crianças filhas de menores do que os avós, os tios e o próprio pai, que não é menor??? E acho que foi mesmo o que os salvou foi o facto de o pai não ser menor, senão, teria sido tudo mais difícil...
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De São a 19.11.2010 às 20:36

O que vejo é que essas CPCJs não têm o mínimo respeito pelas famílias. A base da sociedade é a família. a instiutição mais sagrada de todas. Se vêem que uns pais não estão a dar um melhor tratamento aos filhos, não por não os amarem, mas, pr exemplo, por imaturidade, se, por exemplo, não as amltratam, mas apenas as limentam com doces, porque elas se recusam a comer outras coisas e vão cedendo, porque não fazem acções de formação para pais? Porque não apoiam? Porque não acompanham? O que vejo é que vão directamente À institucionalização. E porquê? Porque é o caminho mais fácil para elas, técnicas. Ajudar, re-educar, formar, implica custos e trabalho. Meter num depósito é fácil. Se depois das ajudas falharem, se vissem que depois de tentarem ajudar, as crianças continuavam a não ser tratadas convenientemente, então sim, podiam partir para outras medidas. Mas antes, é um abuso!

Vi a avó destas meninas falar, e a madrinha. Sim, são pessoas simples, são pessoas que trabalham no campo, mas pareceram-me pessoas de bem, pessoas honestas que estão a sofrer imenso com a possibilidade de lhes retirarem as meninas. A mãe, sim, precisa de ajuda, pois é epiléptica e, pelo que percebi, tem mais algum distúrbio mental ou debilidade. Então, que ajudassem a mãe! Mas claro, isso não rende! se as meninas não tivessem mais ninguém era uma coisa, mas as meninas têm a avó e têm tias, têm família! Se fossem pessoas endinheiradas nem isso se punha em causa! mas como são pessoas simples, já está! A avó, coitadita, fartava-se de dizer que as meninas andavam sempre limpinhas! E se, esporadicamente (não por norma, nme por muito tempo, claro) apresentassem as roupas um pouco sujas? são pessoas do campo é normal. As crianças do campo brincam no campo, é normal que se sujem, desde que, obviamente, não se vão deitar sem tomar banho. A avó e as pessoas da terra garantem que as meninas andavam sempre limpinhas e de barriga cheia. Nunca viram as meninas maltratadas. não me admira que, por vezes, as meninas pudessem apresentar as roupas sujas. As crianças do campo brincam no campo. grave seria se no dia seguinte fossem com essa roupa para a escola... Mas as pessoas da cidade grande, que estão convencidas que o leite nasce nas prateleiras do supermercado e que as galinhas nascem tal como chegam À mesa jamais entenderão tal coisa... E, como se diz no Algarve, quem se lixa é o mexilhao...
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De São a 20.11.2010 às 09:14

Eu já percebi que não vale a pena chover no molhado porque as pessoas pura e simplesmente não querem entender que se passou do 8 para o 80, como, aliás, é hábito na cultura do ser humano. Não digo que não haja casos em que as crianças devam ser retiradas às famílias. Claro que há. Infelizmente há. Mas, como disse, passou-se do 8 para o 80. Agora retiram-se crianças por tudo e por nada. Nem se pensa em outras medidas. Não se averigua como deve ser. Há uns meses atrás, foram retiradas três crianças a uns pais (pobres, como é evidente), porque se suspeitava que no mesmo prédio vivia um pedófilo! Isto é de bradar aos céus! Ainda que fosse verdade, que culpa têm as pessoas da conduta dos vizinhos??? Então eu agora, tenho que ser penalizada pelos erros, crimes ou actos dos vizinhos? Tenho culpa de quem mora perto de mim?? Sou responsável pela vida dos vizinhos?? que Lei diz isso?? Depois, ao fim de 6 meses, devolveram-se as crianças porque se verificou que, afinal, o senhor, de 85 anos, não era pedófilo nenhum e até, com o desgosto de pensarem isso dele, já se tinha mudado para casa da filha, em Lisboa. Acontece que a mãe das crianças passava a roupa do senhor e, muitas vezes, era a menina que ia receber o dinheiro e ficava lá a ouvir o senhor contar histórias. Então viam a menina sair da casa do senhor com dinheiro e pronto! Conclusão: É um pedófilo! Solução: retira-se já a meninas e os dois irmãos! Quantos velhotes não conheci na minha infância que adoravam contar histórias a crianças? Algumas diziam que eram mesmo histórias, outras cntavam que "tinha acontecido com eles", muitas vezes de quando tinham estado na guerra, muitas vezes nme tinham lá ido. Hoje em dia, nem se pode contar uma história uma criança nme fazer um carinho, porque há logo suspeitas de pedofilia. Ora, mesmo que houvesse suspeitas, porque é que não investigaram antes? Porque é que não aconselharam a senhora a não deixar, por precaução, a menina ir receber o dinheiro nem aproximar-se do senhor enquanto não concluiam que não se tratava de pedófilo nenhum. Pelo que sei, a filha do senhor já pôs um processo encima da vizinhança, por denúncia caluniosa contra o pai. Ora, se a denúncia foi totalmente anónima, agora é muito difícil saber quem culpar. Se fosse uma denúncia como a polícia aceita, agora saberiam quem responsabilizar. Mas, pelo que sei, felizmente, a filha do senhor é pessoa com posses e já disse que, enquanto a pessoa que fez a denúncia não se acusar, pagam os vizinhos todos. Há muito tempo que a senhora queria que o pai fosse viver com ela, mas o idoso queria viver no Algarve, onde sempre viveu, na casa onde tinha as recordações de toda uma vida.

Muitas vezes considero a adopção um acto de egoísmo puro. Hoje em dia está a surgir outro tipo de adopção, que não é a adopção plena, mas, pelo que ouvi, a família que acolhe permanentemente a criança tem o nome de padrinhos civis. E, muito importante: a criança não perde o contacto com a família biológica. Pois a perda de contacto com a família biológica, em muitos casos, é uma crueldade muito grande e um puro acto de egoísmo. Porque a adopção plena significa o corte total com a família biológica. Ora, imagine-se uma criança cuja única família que lhe resta são avós idosos ou doentes, que, não podendo cuidar-lhe, a adoram. Não será demasiado cruel, tanto para a criança como para esses avós, nunca mais saberem uns dos outros? Uma pessoa morrer sem saber o que foi feito do neto que adorava, embora não tivesse condições para o criar devido à idade ou doença. Outro caso, muito triste, é a separação de irmãos. Irmãos que estão em instituições, cada um é adoptado por uma família e nunca mais sabem uns dos outros. Não é uma crueldade? eu acho que é. Porque, quer queiramos quer não, os laços biológicos são muito importantes e fortes. Quantas vezes não ouvimos falar de pais que dizem que não querem saber dos filhos, por questões que aconteceram e, no entanto, dizem que adoram os netos?Ora, o que faz deles avós desses netos? São os filhos de quem eles afirmam não gostar.Outro caso são também filhos que detestam os pais, por vezes devido à madrasta que "lhes deram", mas no entanto, até adoram os irmãos, que até são filhos dessa mulher. Os laços biológicos, os laços de sangue são uma algo que não se corta assim.

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