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A Reguada

por Jorge Soares, em 29.11.10

A reguada

 

Imagem do ionline

 

Era um dia de primavera, não sei porquê mas naquele dia o recreio da escola de Palmaz era do tamanho dos terrenos cultivados que havia à volta, não me lembro o que andámos a fazer, eu andava na primeira classe e  já passaram uns 35 anos, mas recordo-me perfeitamente que quando voltámos à sala há muito que as aulas tinham recomeçado, fomos recebidos por uma professora em fúria e recordo especialmente a bofetada que me deixou a chorar diante de toda a turma.

 

Passados dois ou três anos vimos a professora em Oliveira de Azeméis, a minha mãe queria que eu a fosse cumprimentar.. recusei-me terminantemente... tinha bem fresca na imagem aquela bofetada...

 

Sim, eu ainda sou do tempo em que os professores aplicavam castigos físicos quando estes eram necessários, que me lembre este foi o único que recebi... de certeza que me serviu de emenda.. apesar de eu nunca ter sido de pisar o risco. Vem isto a propósito de que  recentemente descobrimos que após aquele episódio com os livros dos colegas, o N. levou uma reguada da professora...

 

Antes que comecem a crucificar a senhora, deixem-me esclarecer que a régua era daquelas de plástico fininhas, nada que ver com as réguas pesadas de madeira que existiam nos meus tempos. Na sexta na apresentação do livro da Meninos do Mundo o assunto surgiu, percebi que a maioria das pessoas acha tal coisa um acto de crueldade e que a senhora merece no mínimo uma queixa ao ministério, como pai... eu não acho.

 

Entre os métodos draconianos e de terror da professora do ano passado, que se recusava a aceitar que ele tem um problema, uma doença, que insistia em colocar uma criança com défice de atenção ao lado da janela ou no fundo da sala ao lado da porta, que não dava reguadas mas que mantinha a turma em ordem com base no terror de tal forma que ela era a única que deixava a turma sozinha sem necessidade de auxiliares a vigiar... e naquela sala não se ouvia um pio.. e esta que dá reguadas... acreditem em mim, eu prefiro esta.

 

Conheço o meu filho, é do estilo de esticar a corda, o facto de ter uma professora que está alerta para as crianças com este tipo de problema foi uma enorme ajuda, a verdade é que com ela ele não põe o pé em ramo verde, pelo menos dentro da sala está controlado e nós sentimos uma enorme evolução... o ano passado ele vivia no terror das fúrias e queixas da professora, agora quer-me  parecer que efectivamente ele respeita  esta professora.

 

Se devemos incentivar os castigos físicos dentro da sala de aula?, não, claro que não.... mas há uma enorme diferença entre não incentivar e proibir,  como em tudo na vida deve existir o bom senso.

 

Tenho a certeza absoluta que aquela reguada lhe doeu mais na alma que na mão... e que foi importante para ele sentir que na sala de aula é a professora que manda... não se veio queixar, não armou drama nenhum por causa disso...e quanto a mim, foi um castigo merecido e bem aplicado.

 

Curiosamente, quando estava à procura de uma uma imagem para o post, encontrei esta noticia.. interessante

 

Jorge Soares

publicado às 21:55


21 comentários

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De Sandra Cunha a 29.11.2010 às 23:23

Concordo contigo Jorge.

O meu sobrinho era um puto absolutamente terrível. E as palmadas que levou, serviram para evitar que ficasse com queimaduras de 3º grau ou que fosse electrocutado ou que cortasse um pedaço do corpo!

Uma coisa são castigos corporais porque sim, por sistema, porque os adultos podem. Outra coisa é quando as crianças (que não são nenhuns santinhos), esticam a corda até não haver alternativa. Nalgumas situações, penso que a palmada ou a reguada (mesmo ao de leve, daquelas que não doem no corpo - não é essa a intenção! - mas sim na consciência) podem ser a alternativa a um mal maior.

Penso que deve, como dizes, imperar o bom senso e não inflamar coisas só porque é moda.

Na Suécia, onde é muito mal visto a palmada ou até um grito mais exaltado, assisti a uma cena, em que para mim, tinha de certeza saído a palmada no rabo: um pai com um bebé de carrinho e um puto com os seus 5 ou 6 anos. O puto divertia-se, junto à paragem do autocarro, a subir umas escadas e a descer pelo lado, escorregando na neve. O pai chamou e pediu-lhe inúmeras vezes para parar e vir para a paragem porque o autocarro estava a chegar. Nada. Sentia-se um tom cada vez mais irritado na voz do pai mas o puto fez orelhas moucas e ria-se para o pai, com o brilho do desafio nos olhos. O autocarro chegou. O pai pediu de novo, apressou-o, ralhou um pouco. O puto voltou a rir-se na cara dele. O autocarro partiu e o pai lá teve de ficar de à espera de novo autocarro (o que vale lá é que demoram cerca de 10 minutos a passar) com um bebé de meses e com cerca de 20 graus negativos. E nem sei se o puto achou que já era suficiente passados os 10 minutos e se apanharam ou não o autocarro seguinte. Desculpem, mas para mim, a palmada tinha resultado. Não sempre, não por sistema, mas em situações do género, para evitar que se eduquem pequenos monstros que não respeitam terceiros, que pensam que o mundo existe apenas para os satisfazer, que se julgam o centro do Universo e que nada os pode tocar. Que pensam que não podem ser responsabilizados por nada e que as suas acções não têm consequências. Infelizmente conheço vários adolescentes assim. E vários adultos também. E não são pessoas agradáveis, nem decentes, nem solidárias, nem tolerantes. São uns monstrozinhos.
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De Jorge Soares a 01.12.2010 às 20:42

Olá Sandra

Acho que já todos presenciamos histórias como as que contas... estamos a criar um mundo de pequenos ditadores... algures a meio caminho entre a geração dos meus pais e a nossa, perdeu-se a arte de bem educar... ou terá tudo passado do 80 para o 8, o certo, é que em algo está a falhar a nossa sociedade.

Jorge
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De xana a 29.11.2010 às 23:29

Eu levei umas reguadas na segunda classe, que já nem me lembro se foram 3 ou 6, que as levei, isso eu lembro e o porquê também. Que foram injustas, foram, mas eu fui apanhada de surpresa, e a professora não ouviu a minha resposta em voz baixa, no meio da confusão da surpresa (apanhada na conversa...) e incredulidade da turma a olhar para mim perante a professora de régua na mão a insistir na pergunta. 6x2, ainda hoje me recordo de tudo, da minha resposta em voz baixa... 42, da insistência da professora, das colegas do lado a dizerem 42, e eu perante a "surdez" da professora e consequente insistência, a dizer todos os números e mais alguns cada vez em voz ainda mais baixa. A professora não "ouviu" uma resposta que fosse do seu agrado, e eu lá levei umas reguadas. Se esa professora me marcou? Talvez sim, talvez não, não posso dizer que tenha feito a diferença por ter levado umas réguadas, eu sempre fui distraída e conversadora, mas sempre tirei boas notas sem copiar, o problema era distrair os outros que se perdiam entretanto... Muito mais me marcou a professora da 4ª classe, que logo no ínicio do ano resolveu implicar comigo, e até ao final, me foi fazendo a "vida negra", acabando por me reprovar sem razão, apenas porque resolveu achar que eu não era de tamanho suficiente para ir para a escola preparatória... essa sem me tocar, marcou-me para a vida inteira, porque repeti um ano sem razão, porque isso mais tarde, acabou por me condicionar o futuro, porque isso me afectou psicologicamente, e me fez travar, e traçar um rumo totalmente diferente para a minha vida, e que ainda hoje me dá voltas e voltas à cabeça... As réguadas doeram naquele dia, e eu nunca mais dei oportunidade a nenhuma professora de repetir a proeza, já o ano repetido foi como ter perdido um ano de vida, e como se tivesse perdido um avião para uma viagem, e tivesse passado o resto da vida a tentar apanhar esse avião, sem nunca, no entanto o alcançar.
Tudo isto para dizer que eu não sou contra as professoras do meu tempo (algumas... entenda-se), antes sou contra os métodos de ensino de hoje, contra as regras de educação e contra os pais que acham que se os professores mantém algum respeito dentro da sala de aula são autoritários, quando eles mesmo não tem autoridade nenhuma sobre os próprios filhos. Depois vemos as cenas que vemos, de crianças a fazerem birras descomunais, a estragarem coisas em lojas e de pais a simplesmente nada fazerem, nem sequer tentarem, para controlar os índios que estão a criar. Já para não falar dos pais que são comandados pelos filhos... Hoje em dia confunde-se autoridade com respeito...
Eu não tenho filhos, e se os tivesse também não iria à escola como iam os pais no meu tempo, dizer aos professores para baterem se os filhos se portassem mal, mas não iria achar mal se a educação passasse por um puxão de orelhas, quando necessário, por uma reguada se a situação se justificasse, por um castigo ao intervalo ou por um castigo como escrever 50x algo que estava mal. Nada fazer, ou manter as crianças sob terror isso sim é mau, e não lhes incute respeito pela sala de aula, pelos colegas, ou pelos professores. A escola de hoje desilude-me, eu hoje não sei ensinar a minha sobrinha porque todos os métodos de ensino são completamente diferentes, e eu fico à nora quando ela me pergunta algumas coisas, logo acabo por desistir ao ver que em vez de a ajudar só começo a deixá-la confusa...
(já me perdi... algures...)
bjks
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De Jorge Soares a 01.12.2010 às 20:44

Tu nunca te perdes Xana.. um destes dias vou apanhar todos os teus comentários e fazer um livro... porque tu tens sempre mais coisas para dizer... e sempre coisas certas..

Não, não acho que te tenhas perdido algures... tu és uma excelente pessoa Xana.

Jorge
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De xana a 01.12.2010 às 23:38

Obrigado, mas não digas muitas vezes que eu tenho sempre mais para dizer e que digo coisas certas... ou eu candidato-me a 1ª Ministro um dia destes...
bjks
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De Existe um Olhar a 29.11.2010 às 23:57

Não me lembro de ter levado reguadas, mas alguns puxões de orelhas , isso levei, mas vi muitas das minhas colegas levarem tantas que metia dó. Que eu saiba ninguém ficou traumatizado e nada disso impediu que sejam homens e mulheres equilibrados e com vidas normais. Não quero com isto dizer que na seja apologista da reguada, nunca o fiz como professora, não que não tivesse vontade em situações mais dramáticas em termos comportamentais e faltas de respeito, mas vivia-se no tempo em que os pais diziam: Se algum professor bater ao meu filho chamo a televisão.
Mesmo assim atrevi-me a dar algumas palmadas, não na cara, e não estou arrependida de o fazer porque sinto que o fiz na hora certa e não eram para aleijar, mas sim tal como tu dizes em relação ao N. doíam mais na alma.
Quero crer que se agora se implementasse a reguada, existiriam logo muitos abusos, porque nem sempre impera o bom senso, mas um castigo na hora certa faz milagres.

Bjs
Manu
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De Jorge Soares a 01.12.2010 às 20:45

Tudo com peso e medida Manu... as coisas quando são com peso e medida certos, contribuem para sermos melhores na vida.. sem dúvida

Jorge
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De DyDa/Flordeliz a 30.11.2010 às 01:48

Não vamos para os oito, nem cheguemos aos oitenta.
Se antes havia uso e abuso de poder. Hoje o excesso de protagonismo de alguns pais, também é exagerado.
Aliás, com um pouco de jeito, quem leva as reguadas são as professoras e de bico calado.
Há que ser ponderado. Ministério? Para dizer o quê?
Que o teu miúdo pisou o risco e a professora o castigou para o ensinar a ser homem amanhã?!...
Ideias.
O meu filho levou com 19 a Português do professor que por acaso era quem fazia os livros para a disciplina.
O professor de Economia alterou um dia um trabalho que lhe tinha pedido para redigir, no fim não gostou da sua (dele professor) própria correcção e disse-lhe que não sabia como (o meu filho) tinha tão boa nota a Português (estava já em idade de reforma e esquecia o que fazia). Mandou-o de seguida colocar tudo como estava anteriormente, porque afinal era o correcto.
Talvez sem reguada tenha sido bem duro de escutar por ser tão injusto.
Mas será que a vida é sempre justa?
Aconteceu. Marcou-o. Doeu. Revoltou-se.
Mas... ultrapassou.
Afinal o professor estava velho e cansado e passou-se. E quase ia fazendo o meu miúdo passar-se também Deveria eu ter falado com ele? Muitos o teriam feito.
Não!
Falei com o meu filho. Chamei-o à razão, para que continuasse a acreditar que tinha qualidades. E a prova disso eram as suas notas e o seu comportamento que nas reuniões me eram indicadas como exemplares.
É a vida!
O que não mata – fortalece-nos.
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De Jorge Soares a 01.12.2010 às 20:47

A escola é para ensinar..educar é em casa... e foi isso que fizeste e muito bem.. a maioria dos pais acha que a casa é para brincar e a escola para educar..ensinar?.. pois, algures eles aprendem... ou não!

O bom senso deve sempre imperar, na escola e em casa..

Jorge
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De Rosinda a 30.11.2010 às 10:57

Claro que no meu tempo havia a reguada e até a palmatória, que era uma regua redonda com buracos. A primeira reguada que levei foi exatamente com a palmatória e foi bem dada... pois disse em voz alta que nunca tinha levado e até gostava de saber como era... Fiquei a saber!
Depois na 4ªclasse levei bastantes... andava a minha irmã na 3ª e as aulas eram conjuntas. A professora batia-lhe muito porque não sabia a matéria. Eu sabia que ela estudava imenso mas não conseguia obter resultados. Conclusão a professora dizia que ela não estudava e batia-lhe , eu revoltava-me e dizia à professora que era injusta, levava também. E acabava por levar muitas vezes, pois continuava sempre a dizer-lhe: Pode bater, mas a senhora é má e injusta! Hoje nada é igual. O que dantes havia demais agora há de menos, falta um equilibrio. Uma palmada quando dada na hora, não faz mal a ninguém.
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De Jorge Soares a 01.12.2010 às 20:50

Bater nas crianças porque elas não sabem é que é completamente errado.... acho que as reguadas seriam apropriadas para faltas de disciplina ou educação, como incentivo ao estudo, definitivamente não.

Acho que a maioria é contra os castigos físicos porque quase todos teremos sido vitimas injustas das réguas... que havia professores mesmo muito maus... mas como diz e muito bem, uma palmada dada na hora certa, não faz mal a ninguém.

Beijinho
Jorge
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De Ana Reis a 30.11.2010 às 12:18

Sou de 1970 e também havia uma régua de madeira, na gaveta( chamada Mariana ), para quem se portasse mal ou não soubesse a matéria, tipo, a tabuada ou desse erros nos ditados.Tal era o medo que tinha que nunca levei com ela, acho que tinha sorte em aprender depressa e tb não me portava mal. Havia outros castigos que me lembro os meus colegas terem sofrido, deixou marcas, o aprender pelo medo, não pelo gosto de aprender.Penso que não foi nada bom, no meu caso era uma criança extremamente sensivel e timida, vivi pelo menos 4 anos de medo. Poderia ter sido diferente.Deixa marcas sim, todas as crianças são diferentes.
Mas acho que nem 8 nem 80, pois hoje caiu-se no exagero, são eles que querem mandar, e ai do sr. professor que toque no menino, vem logo o paizinho defendê-lo.
Ñão sou mãe, mas lido com crianças dos 6 aos 10 anos, e nunca tive necessidade de recorrer a este tipo de castigo .Nunca vi nenhum colega meu a recorrer a castigos destes, e a coisa funciona mt bem.Mas uma palmada nunca fez mal a ninguém, se for dada na hora certa e pelo motivo certo.
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De Jorge Soares a 01.12.2010 às 20:53

Acho que esse foi o maior problema..e o que faz com que hoje seja até proibido, o facto de que os professores utilizavam a régua para aterrorizar, para castigar as faltas de memoria e até as dificuldades de aprendizagem. Concordo que educar pelo medo não será o mais adequado,e nunca se devem utilizar castigos físicos para sancionar alguém que não sabe a matéria.. Concordo sim com uma palmada para castigar comportamentos ou atitudes incorrectas com professores ou colegas.

Jorge
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De Palavras ao Sabor dos Sentimentos... a 30.11.2010 às 14:27

Como sabes, tenho 22 anos e ainda cheguei a levar com réguas de madeira pesadíssimas. Recordo-me do medo horrível que tinha da professora, nem lanchava ao chegar da escola enquanto não tivesse os trabalhos de casa todos feitos. Segundo conta a minha mãe, eu não estudava nem lia os textos, eu decorava-os para evitar réguas. Só me recordo de ter levado uma justamente, as restantes, foram injustas - tinha chegado da Venezuela, onde aprenderá a ler e a escrever o básico, e obviamente não entendia o português, mas a professora fazia questão de me bater por trocar o português com o espanhol ou de ralhar e humilhar em frente à turma toda; e, para piorar, via-me obrigada a estar sentada mesmo em frente do quadro e junto à professora, para evitar as constantes idas ao quadro, uma vez que nessa altura detectaram os meus problemas de visão.
Não me atrevia a contar à minha mãe o que se passava. Fizeram-na acreditar que aquela era das melhores professoras da cidade e que com ela eram raros os alunos que reprovavam.
Apesar do terror que era ira à escola e das injustiças que recebi, considero que hoje existe um défice de autoridade dos professores. Sim, creio que as réguas deveriam regressar às escolas, é claro, sem abusos nem exageros. Hoje em dia, são as crianças quem mais exerce poder. Só para exemplificar, quando a minha mãe trabalhou numa escola, "ameaçou" uma menina de 7/8 anitos que a ponha de castigo se não portasse bem, a resposta dela foi surpreendente: "Tu não me podes fazer nada, não me podes bater, porque senão eu faço queixa de ti!". As crianças sabem e, muitos pais "esquecem-se" de lhes colocar ordem e respeito - quando não são os próprios a quebrar a barreira da boa educação e do respeito e ameaçam os professores. Por exemplo, eu própria já assisti a um colega meu de turma ameaçar uma professora ou o de um pai que ameaçou a professora primária por causa das queixas do filho.
Sim, julgo que as réguas seriam um dos melhores castigos a aplicar aos alunos maus comportados, é claro, nem 8 nem 80 - para relembrar aos meninos e meninas de hoje que são os professores quem manda, os mais velhos. Mas, infelizmente, muitas mães e pães precisavam de receber o mesmo castigo...
Desculpa o testamento. =)
Beijinhos*
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De Jorge Soares a 01.12.2010 às 21:02

Olá

Eu achava que as pessoas da tua idade já não tinham passado por isso... essa tua professora era mesmo cruel..e o exemplo de como não devem ser as coisas. Mas é por casos como esses que agora caímos no oposto

Estava-me a tentar lembrar.. eu cheguei à Venezuela com 10 anos, fui para o sexto ano..e não me lembro de por lá haver réguas ... mas lembro-me de que havia um enorme respeito pela professora, apesar da sala com mais de 30 crianças.

Beijinho e vê lá se comentas mais vezes.

Jorge
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De naterradosplatanos a 30.11.2010 às 20:21

Jorge, gostei do teu post porque ele demonstra a tua coerência. Quando eu era professora sempre pensei que um "tabefe" dado na altura certa resolveria muitas situações e sobre tudo problemas futuros. Nunca dei nenhum porque quando eu tive miúdos estávamos no tempo do PREC e portanto todo o cuidado era pouco. Depois passei só a ter crescidos...
Já não me lembra se os meus filhos as apanharam, mas se sim se calhar tiveram razão de ser!
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De Jorge Soares a 01.12.2010 às 21:03

Na vida temos que ser coerentes, eu tento... e olhar para as coisas com olhos de ver.

Jorge
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De Miss Pepper a 30.11.2010 às 21:58

Como tu sabes não defendo que se batam nas crianças. Mas uma reguadinha ou um sacode moscas nunca fez mal a ninguém e às vezes têm efeito milagroso. Embora eu nunca o tenha feito porque não tenho esse tipo de feitio. Mas o único sítio que eu conheço e vejo as crianças levarem valentes chapadas é nas freiras. De tal forma que ficam todos negros. e os pais vão lá falar com elas e vêm de lá de rabo entre as pernas. Sem comentários.
Quando andava na primária, a minha professora não era muito de reguadas. Lembro-me que levei uma mas já nem me lembro o motivo, sinceramente. Mas havia quem as levasse de vez em quando... :=

Beijokas!
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De Jorge Soares a 01.12.2010 às 21:06

Bom, dar uma reguada ou uma palmada quando é necessário é uma coisa, bater até ficarem todos negros.. é outra muito diferente... se acontecesse algo assim com um filho meu..acho que a freira ia aprender umas coisas sobre caridade cristã...

Por essas e por outras é que a minha mais velha só esteve dois meses num dos colégios mais In de Setúbal..gerido por freiras..a coisa acabou quando no meio de uma reunião com os pais, eu me virei para as senhoras e lhes disse que elas não eram sérias :-)

Tudo na medida e na altura certa, o que é demais é exagero.

Jorge
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De Sofia a 01.12.2010 às 22:36

Bem...eu também não sou a favor de que se bata nos meninos, mas acho que aquela palmada na hora certa lhes faz falta para não chegarmos ao ponto de que uma criança do primeiro ano morda a professora num braço (isto aconteceu a uma colega minha).
Hoje em dia, da maneira que o nosso país está, quem manda dentro da sala de aula são os alunos. O professor está cada vez mais a perder a autoridade porque eles sabem que se batermos ou aplicarmos castigos os pais vão logo à escola e se for preciso apresentam queixa e a professora vai para a rua.
Devia haver mais pessoas que pensassem como tu....estas mentalidades precisam de mudar. De certeza nenhum professor vai espancar a criança, mas aquelas réguadas às vezes fazem falta.

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