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Em Setúbal as crianças não foram às cantinas escolares abertas no natal

Imagem do Público

 

Há noticias que nos deixam a pensar, nós como humanos temos tendência a criar imagens e estereótipos, Setúbal tem colada a si uma imagem de desemprego, pobreza e até miséria que por muito tempo que passe não muda. Imagem que é alimentada pela comunicação social e, como vimos ontem num dos debates entre candidatos à presidência da República, até aproveitada politicamente. A mim faz-me alguma confusão, porque não é essa a imagem que tenho da cidade onde vivo nem dos seus habitantes.

 

A medida foi anunciada pela presidente da câmara e teve direito a noticia em jornais e telejornais,  Setúbal irá manter abertas as cantinas das escolas durante a época do natal, a medida foi tomada porque "os professores tinham alertado o município para o facto de haver dezenas de crianças com carências alimentares", muitas destas crianças não teriam condições para tomar outras refeições fora da escola.

 

Na escola do Casal das Figueiras fizeram-se preparativos para serem dadas refeições a 50 crianças... hoje a noticia no público era:

Setúbal: refeitórios de escolas abertos nas férias de Natal ainda não receberam nenhuma criança carenciada

É isso, ao fim do segundo dia, das esperadas 50 crianças nenhuma se dirigiu à escola para almoçar, nem a esta escola nem ao Centro Paroquial da Anunciada, o outro local na cidade onde seriam dadas as refeições. Não me parece que se possa alegar desconhecimento da medida, esta foi noticia em tudo o que é meio de comunicação e imagino que terá sido anunciada ás crianças na escola. Haverá de certeza uma lição a tirar de tudo isto...

 

Eu sou da opinião que esta crise existe sobretudo na comunicação social, se calhar a realidade não é assim tão má... sobretudo se apesar dela, acontecem coisas como esta:

 

Entre 13 de Novembro e 19 de Dezembro registaram-se 17 milhões de pagamentos de compras por multibanco, no valor de 772 milhões de euros. Estes indicadores da SIBS revelam uma subida de 4,8 por cento em valor face a idêntico período de 2009, e um crescimento de sete por cento em número de operações.

 

Como é que explicamos noticias como estas? Pobres mas pouco!, será?

 

Jorge Soares

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publicado às 21:36


6 comentários

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De xana a 22.12.2010 às 23:56

Concordo contigo... mas também discordo... Há fome em Setúbal, e muita... mas também a fome em Setúbal, é igual à fome do resto do país, vive escondida, envergonhada. Setúbal é em tudo uma cidade igual a Lisboa, Faro, e qualquer outra cidade deste país, há desemprego, há fome, há abandono tanto de crianças como de velhos, há quem goste de trabalhar e quem faça de tudo para não trabalhar. Contudo no meio de tudo isto, há muita aparência, e e logo, não se deixa os garotos irem comer na escola nas férias, que comam pão com manteiga se o houver, mas irem para a escola comer em tempo de férias, e mostrar a toda a gente aquilo que os professores já perceberam no resto do ano... isso é que não. Além disso, por esta altura os cabazes de ajuda já encheram as dispensas, logo é mesmo melhor comer em casa, em vez de se ir mostrar que a comida falta na mesa de casa, mas o pequeno almoço no café, os lanches na pastelaria e o tabaco a arder entre os dedos , além da televisão por cabo isso não se pode prescindir. E agora dizes tu, não posso crer que pais façam isso aos seus filhos... Acredita, é mais real do que imaginamos, e depois para as crianças que já estão habituadas a comer bolachas, pão com manteiga, se falta a consola de jogos é o mesmo que estarem doentes.
No Porto logo no primeiro dia, haviam 50 crianças para almoçar, entretanto só tenho trabalhado e não tenho estado atenta aos telejornais, (e sinceramente a estas horas as notícias só mesmo as que vou "vendo" nos blogues) não sei quantas continuam, ou quantas mais vão comer a única refeição completa do dia. A comunicação social, extrapola as notícias, é verdade, mas mesmo assim a realidae é muito mais negra do que nós imaginamos. Eu conheço alguns casos assim.
Para mim a pior pobreza é a escondida, porque essa é sofrida, (não quero com isto dizer que a pobreza que nós vemos não seja sofrida, de todo, mas muita da pobreza que vemos é a pobreza dos que não querem trabalhar e vivem à custa dos subsídios que tu e eu, e milhares de portugueses que trabalhamos diariamente, ajudamos a pagar. Esta é a pobreza funcional, que existe porque é melhor estar em casa, receber do Estado, ir buscar comida ao banco alimentar e ir maltratar, ameaçar e ofender as funcionárias da segurança social porque os 700€ de subsídio não chegam para pagar a renda social de 45€, da casa que o Estado deu. Eu vivo revoltada, porque tal como se lê no link que colocas, parece que não há crise, e que toda a gente vive bem, pois, lá está em Portugal mais vale parecer... e eu trabalho por um salário que é pouco mais que o ordenado minímo, mas que só voltará a subir daqui a cinco ou seis anos, pelo andar da carruagem. Sei que há quem viva sem trabalho, mas eu trabalho para além das minhas capacidades, nem sei como aguento, onde arranjo forças para estar mais de oito horas sem quase me lembrar de respirar, sem ter tempo para me lembrar de ir á casa de banho, e mesmo assim manter o profissionalismo, sem abrir a boca e dizer umas verdades à administração. Somos dois "desgraçados" num escritório, sempre a fazer maratonas diárias sem sair do lugar, mas corremos tanto durante todo o dia, que chegamos ao fim esgotados. Quantas vezes o trabalho é tanto, tão inetenso, e tantas vezes toca a merda daquele telefone que nem conseguimos os dois falar do trabalho ou passar algo que o outro possa fazer, quanto mais sequer dizer umas baboseiras um ao outro. Nunca pensei que 36 anos depois do 25 de Abril vivesse uma situção destas, trabalhar a correr, esgotar-me a trabalhar e nem poder sequer poder abrir a boca, ou o centro de emprego é o meu próximo local para maratonas.
Lá que em Portugal, se vive de aparências, isso vive-se, basta ver que se gasta tanto dinheiro por esta época, que se vai de férias para o estrangeiro, que o carro na garagem é muito bom, mas na mesa diariamente há chá e torradas, e as empresas de crédito fazem fila diariamente à porta para receber. É para tentar não ter este tipo de vida que eu vou aguentando as maratonas diárias, a língua já de fora, mas resisto até não poder mais.
E tudo isto para dizer que concordo com a ideia dos esteriótipos, mas que exsite muita realidade por detrás deles também existe.
bjks
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De Sandra Cunha a 23.12.2010 às 01:48

Xana, percebo a tua revolta mas acredito que a maior parte das pessoas em situação de subsídio de desemprego queiram voltar a trabalhar (nem que seja quando terminar o subsídio de desemprego - que é um direito que todos nós temos, para o qual descontamos durante o tempo de trabalho e não é nenhuma esmola!). Ficar desempregado, pode acontecer a qualquer um de nós, acho eu.

O problema é que, como em tudo, os casos a que os media dão destaque são os que vendem notícia e principalmente os que promovem a inveja e a divisão social (porque um povo fragmentado, cujos membros estão ocupados a lutar entre si, um povo desprovido de sentido de solidariedade - não caridade - é muito mais fácil de controlar e subjugar. São esses casos, esses em que as pessoas até são uns grandes bandidos e vivem à custa de todos e são uns parasitas, são esses casos que chegam à comunicação social. E mesmo que sejam minoritários, passam de imediato a ser a regra no imaginário das pessoas. É triste, mas acontece o mesmo em relação a tudo o resto. Em relação ao racismo, à adopção...a tudo. Os maus exemplos são empolados, explorados e de repente, quando damos por nós, deixamos de os considerar apenas maus exemplos, excepções e passamos a acreditar piamente que são a generalidade das situações. É o poder de persuasão e de indução política e da comunicação social.

Se falas do Rendimento Mínimo Garantido, asseguro-te que este é o subsídio mais fiscalizado em Portugal. As contas bancárias não estão ao abrigo do sigilo bancário. Existem técnicos de todas as entidades e mais alguma a trabalhar com os beneficiários destes subsídios. São técnicos das Equipas de RSI da Segurança Social, das Equipas de Inserção, são as Assistentes Sociais do Departamento de Acção Social das Câmaras, por vezes os técnicos das Equipas das Comissões de Protecção de Crianças e Jovens em Risco, assistentes sociais dos hospitais, das Associações de Solidariedade Social, das Paróquias... Os beneficiários são obrigados a cumprir um Programa de (Re)inserção ou perdem o subsídio. Os beneficiários que ficaram desempregados por iniciativa (sem justa causa), só poderão requerer a prestação de RSI um ano após a data em que ficaram desempregados. Só as pessoas com rendimento inferior a 189,€ (mais 132,€ pelo 2ª adulto e 94,€ por cada criança) podem requerer a prestação. Para apurar o rendimento são considerados o trabalho dependente, independente, pensões, bolsas de estudo, outros subsídios e até o facto do requerente viver em habitação social. Tudo isto (e mais) conta para o apuramento do rendimento. O requerente só recebe a diferença entre o seu rendimento e o valor do RSI a que teria direito. Se uma mãe sozinha com 2 filhos trabalhar, por exemplo, a lavar escadas e receber por mês 350,€, já só tem direito a 27,€ de RSI (porque 189 + 94 + 94 = 377).

E como se calcula o valor da prestação?
Soma-se € 189,52€ pelo titular, 132,66€ pelo segundo adulto e seguintes (se houver) e 95,76€ por cada criança ou jovem com menos de 18 anos.

A maior parte dos beneficiários são idosos e famílias monoparentais, pelo que muito dificilmente atingirão os 700,€ de subsídio de que falas.

Há mesmo assim uma taxa de evasão e fraude? Sim, claro que há. Afinal este é o país dos chico-espertos que furam filas, que passam pelas bombas de gasolina para avançarem mais 4 ou 5 lugares na fila de trânsito, que andam de transportes públicos sem pagar se o puderem fazer, que pedem ao restaurante que lhes passe uma factura maior para receberem mais no emprego, que não declaram o vencimento real no IRS, que pedem cunhas para empregar os filhos, que pedem uma 'atençãozinha' ou um 'jeitinho' para toda e qualquer situação, enfim...estamos no país dos chico -espertos sim senhor. E estes, na sua maioria até são os da classe trabalhadora.

Mas as fraudes no RSI ou Subsídio de Desemprego devem combater-se claro. Gostava era que não se esquecessem de se revoltarem também contra as fugas de impostos da Banca, das grandes empresas, dos dinheiros para as offshore, dos negócios onde a corrupção impera...Não percebo! Contra esse não se insurgem e quando vão ao Banco falar com o Sr. Director até lhes treme a voz de emoção e é 'Concerteza Sodoutor', 'Muito obrigado Sodoutor' (tantas vezes assisto a isto!)
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De xana a 24.12.2010 às 01:37

Eu já estive no desemprego, sei o que é, e sei o que é querer trabalho e não ter, mas também sei o que é ter ao lado pessoas que fazem tudo para não arranjar trabalho, e os carimbos são uma boa forma de enganar, mostrar que se procurou trabalho, mas não se encontrou. Pois a mama é muito boa... Enquanto eu fazia tudo para arranjar trabalho, outros faziam o contrário. Eu não faço juízos de valor pelas notícias, faço-os pelo que conheço pessoalmente, e olhe que conheço muito casos de que falei. Desde pessoas que resovem ter mais filhos, porque vão rceber mais, os tais 700€ e que assim não os mandam trabalhar, tem cinco filhos para cuidar, e vão buscar comida à Cáritas, pois, 700€ não é muito para uma familia, mas quando se vais buscar comida à Cáritas, quando se vai buscar roupa que muita nem se lava, porque depois recebem mais, quando o pai trabalha por fora e não desconta, os miúdos tem sase na escola, os tais 700€ são mais que suficientes, para se fumar o dia todo, estar na esplanada, etc. e mesmo assim reclama-se. E não é caso único, garanto. Já para não falar das casas de renda social. Eu se quis ter casa, tive de a comprar com um ordenado de 500€, e foi difícil conseguir, mas se não conseguisse, a camara municipal também não me atribuía uma casa, porque eu vivo aos 36 anos com os meus pais, apesar de dormir onde era a "despensa", pois eu trabalho e desconto, como é o meu dever, já direitos não sei onde os encontrar. Eu não posso generalizar é certo, porque há muitas pessoas honestas, mas eu conheço mais casos desonestos que honestos. Quer outro exemplo? Conheço duas pessoas que vivem da baixa médica vai para uns anos ambas. Vão ás juntas médicas, são dadas como aptas, trabalham um mês ou pouco mais e logo que podem voltam à baixa, como é possivel? Porque não denuncio? E quem se lixava a seguir seria eu, acredite eu sei com quem lido... vivemos próximos demais para eu me meter em sarilhos, a minha vida é algo muito importante... se me faço entender... Imagino que untar as mãos à médica, e ter um familiar na segurança social, ajuda muito...
Eu não sei como é calculado o valor dos subsídios e rsi, mas pelo que descreve, acho muita gente a fiscalizar...
"Contra esse não se insurgem e quando vão ao Banco falar com o Sr. Director até lhes treme a voz de emoção e é 'Concerteza Sodoutor', 'Muito obrigado Sodoutor' "
Há algo que eu não sou... não sou lambe botas, nem no banco, nem noutro lado qualquer, talvez por isso só tenha conseguido um trabalho efectivo aos 34 anos, e uma casa aos 36 anos. A vida não é fácil para ninguém, e eu não sou racista, nem xenofoba, nem anti-social, mas também não gosto de injustiças, nem de exploração. Estamos mal governados desde sempre, tudo isto já vem de longos anos atrás. Não vivi no tempo da outra senhora, mas hoje fazia falta uma mão mais firme, em que todos teriam de trabalhar, não havia terras ao abandono, logo quem não tinha estudos e curso trabalhava na mesma, veio a liberdade que deveria melhorar e aconteceu o contrário. Claro que não vivemos oprimidos, podemos estar aqui na internet a "falar" livremente, mas andamos uns a trabalhar para haver tantos outros a folgar. Eu revolto-me com as fugas aos impostos, com os lucros chorudos à nossa conta nos bens e serviços que necessitamos. Mas que vou eu fazer? Vou denunciar às finanças a empresa de electricidade, ou a bomba de combustível, ou então vivo à luz de velas, e ando a pé, sempre é saudável...
Eu espero sinceramente não ter de voltar ao desemprego e como eu, sei que muitos milhares de pessoas também esperam manter os seus trabalhos, mas também sei que há muitos a desejarem que isso aconteça, e olhe que vivi essa situação até há pouco tempo, com um colega que fazia o mesmo que eu, e até ganhava mais... nunca me queixei, porque se o fizesse, o meu caminho teria sido o mesmo que outros que reclamaram o aumento prometido na assinatura do contracto de trabalho. Como é que posso reclamar, se depois levo por tabela, e como é que posso não me revoltar? De que adiantou nascer nos dias da liberdade, se esta é só aparente?
:-)
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De Sandra Cunha a 27.12.2010 às 15:36

Xana, como é evidente, não estava a falar de ti, já que nem sequer te conheço. Estava a falar de uma realidade que existe em Portugal. A tal dos chico-espertos e dos lambe-botas. Tal como existe a realidade de que falas, dos que vivem à conta dos outros. É um facto. Mas o país não é todo feito de chico-espertos!

O que eu quis salientar é que não são a maioria, como passa cá para fora! Repara, tu já estiveste desempregada e procuraste activamente trabalho. Eu também. Estive três meses desempregada e arranjei trabalho antes mesmo de começar a receber o subsídio de desemprego. Das pessoas que comentaram este post, já somos duas. ou seja, a maioria. Tal como me dás exemplos de pessoas que se acomodam e vivem dos subsídios eu também te dou outros tantos de pessoas que lutam pela vida. Tal como tu. E também de dou exemplos de pessoas que estando a receber o subsídio de desemprego não conseguem, por mais que tentem, arranjar emprego. Pessoas com 50 e 60 anos, por exemplo. Pessoas cuja vida os deixou tão marcados, física e psicologicamente, que apresentam um aspecto tão 'horrendo' aos olhos dos demais que nenhuma empresa nem nenhum particular lhes dá emprego. Pessoas com filhos pequenos, com os companheiros a trabalhar por turnos e cujos únicos trabalhos que conseguem são, precisamente, por turnos, em supermercados ou centros comerciais a ganhar pouco mais de 400,€ mensais. 400,€ que não chegam, nem compensam porque para além da creche dos filhos há que procurar uma ama para as noites e fins-de-semana em que ambos estiverem de turno. E a estas pessoas, sem qualquer respeito pelas suas condições de vida é cortado o subsídio se recusarem trabalho mais de duas vezes. Bom, há sempre uma solução. É ir entregar os putos a uma instituição de acolhimento!

O que eu quis salientar é que não podemos generalizar. Nem todos os desempregados dão maus. Como tu e eu não fomos (e se calhar até tivemos um pouco de sorte. Se fosse hoje, acho que, pelo menos eu, não teria tanta sorte). Há gente que vive à nossa conta? Pois há. E para esses casos devemos exigir fiscalização e denunciar. As denúncias podem ser anónimas! Não podemos é achar que por conhecermos uns quantos maus exemplos, serão todos assim. E compreendo o receio das represálias, mas se ninguém denuncia ou fiscaliza, então também não serve de nada queixarmo-nos e revoltarmo-nos...a não ser para aliviarmos um pouco a tensão. Mas não vai resolver nada.

Em relação aos 'tubarões' que nos sugam a vida, às empresas e bancos que vivem à custa do nosso suor e que colocam o peso de 'salvar o país' exclusivamente nos nossos ombros, podemos fazer muito mais. É tirar da cadeira quem faz as regras, quem lhes dá as benesses, quem decide que os bancos só pagam 5% de impostos em vez de 25% como qualquer outra empresa (NOTA: Os bancos apresentaram lucros de 4 milhões por dia!!!), quem ignora as saídas de dinheiro para as offshore sem pagar impostos (e depois usufruem dos hospitais e das escolas e das estradas e de tudo o resto que é construído com o dinheiro público da raia miúda que paga tudo), quem escolhe antes aumentar impostos (IVA e IRS), congelar pensões, reduzir salários, cortar apoios sociais (desemprego, bolsas de estudo, abono de família, etc, etc), aumentar os transportes públicos, cortar na saúde e na educação. E tirar da cadeira quem toma estas decisões, está na mão do povo e dos trabalhadores. É só colocar a cruzinha de modo que os que têm conduzido o país e as nossas vidas a esta miséria, sejam de vez, arredados da governação. As pessoas costumam dizer: "Os políticos são todos iguais". Mas o que é certo é que, de facto, têm estado sempre os mesmos no poder já vai para mais de 35 anos: PS / PSD / CDS-PP. Sempre, sempre estes. Em maioria ou em coligação. E as pessoas continuam a dar-lhes a outra face, para ano após ano, levarem mais lambadas. Até onde pode chegar a estupidez humana??! (Isto é um desabafo...para aliviar a tensão).

Que 2011 te continue a ser positivo e a dar forças para sobreviver.
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De DyDa/Flordeliz a 23.12.2010 às 00:45

Faz-me lembrar o ano passado a pandemia da gripe. Este ano temos pandemia de fome.
Eu não diria melhor que o comentário acima e como tal mantenho-me por cá quieta e calada.

Sê feliz e faz quem te rodeia feliz também.
A vida são dois dias e mais vale vivê-los que lamentá-los.

Um abraço enorme extensivo da minha para toda a tua família.
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De aespumadosdias a 23.12.2010 às 20:44

Uns com muito e outros com tão pouco. Na minha escola foi organizada uma espécie de "Banco Alimentar" para quem passa por mais dificuldades. Disseram que havia crianças a passar fome por lá. Há muita gente desempregada. E parece que a tendência não é para que haja melhoria na situação do país.

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