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Parvos que nós somos... não?

por Jorge Soares, em 06.02.11

em círculos e vamos sempre dar ao mesmo

 

"Sou da geração ‘casinha dos pais’,
se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar."

 

 

Este é mesmo um país de incongruências, 15 dias depois das eleições em que 53% não pôs lá os pés para votar e dos que lá foram, a grande maioria votou nos candidatos dos partidos que levaram  o país a esta situação, eis que surge do nada uma música que já foi classificada como "o hino de uma geração", "canção de protesto", "hino dos descontentes", "hino da geração adiada", os jornalistas esmeraram-se. Curiosamente os Deolinda num claro tiro ao lado, deixaram esta música de fora do seu ultimo álbum.

 

A verdade é que a educação para todos tem um preço, a luta dos anos 80 e 90 para que todos tivessem direito à educação está a resultar agora naquilo que já se viu antes em tantos países, o mercado não tem capacidade para dar trabalho a tantos engenheiros, advogados, professores ... o resto é conhecido, excesso de mão de obra resulta sempre em salários mais baixos, não há volta a dar.

 

Nós vivemos em Democracia, não somos a Tunísia, o Egipto ou o Portugal de antes do 25 de Abril, isto para quem já acha que a forma como foi acolhida esta música pode ser um passo para algo parecido ao que se está a passar no Cairo, desenganem-se.

 

Em Democracia as revoluções fazem-se nas urnas, todos e cada um de nós pode contribuir para a revolução indo votar e mostrando o nosso descontentamento... Nós sabemos quem são os culpados da situação actual, sabemos quem  governou e como o fez...  o que fazemos?, bom, há 15 dias elegemos de novo um dos que mais tempo esteve a governar o país. E dizem os barómetros que se as legislativas fossem agora, só mudavam as moscas

 

Em que ficamos, estamos ou não fartos disto? no fundo no fundo,  a frase com mais sentido na música dos Deolinda é esta: "Sou da geração ‘vou queixar-me pra quê?"

 

 

 

 

Jorge Soares

publicado às 22:22


66 comentários

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De João Carlos a 07.02.2011 às 16:12

Para o Luso.
Em primeiro gostava de comentar que achei curiosa o sua escolha de Nome ou Nick “O Luso” em clara referencia ao Povo Lusitano, que curiosamente são considerados, por antropólogos e historiadores, como um povo sem história por não terem deixado registos nativos antes da conquista romana.
Em segundo, que Revolução (do latim revolutìo,ónis : ato de revolver), segundo o Dicionário Houaiss é datada do século XV e designa "grande transformação, mudança sensível de qualquer natureza, seja de modo progressivo, contínuo, seja de maneira repentina"; "movimento de revolta contra um poder estabelecido, e que visa promover mudanças profundas nas instituições políticas, econômicas, culturais e morais". Origem Wikipédia.
Em parte alguma a origem da palavra Revolução fala de Ditaduras ou Democracias, fala sim, contra o poder estabelecido. E desenganesse aquele que pensar que o poder em Portugal não esta estabelecido entre a concertação estabelecida entre os partidos PS e PSD, num parlamento de fachada para cobrir os verdadeiros mandatários, os poderes económicos que financiam os partidos.
Quando aos seus comentários eles são tão ignorantes e cobardes tanto ou mais, como os quais que contra você comenta, pois se aquele que acusa e comete os mesmos erros, é mais parvo que o primeiro que errou, pois nesse caso já o viu errar. Que é claramente o seu caso. Senão veja se.
Você diz que já estudou a Constituição,isso realmente não é para todos, eu não a estudei, no entanto sei que o Presidente da República tem de ser eleito com maioria absoluta, todos o sabem é do conhecimento geral, não se precisa de ter uma Licênciatura, o que não se sabe é que é falso, quem ganha é o candidato que obtiver mais de metade dos votos validamente expressos. Veja se o seu candidato, vencedor e eleito com maioria a primeira volta com com uma votação de 52,95%, ora esse resultado é o equivalente a 2.231.346 votos expressos, dos cerca de 9.519.921 de eleitores inscritos no Centro Nacional de Eleições. Não sei se chegou a estudar matemática, eu estudei, 2.231.346 é 23,44% de 9.519.921. O que quer dizer que o nosso P.R. é eleito por ¼ dos eleitores em Portugal. Bela ideia para uma democracia...
Quanto a sua ideia de governação democrática, quando diz que nunca um partido de esquerda em lado algum deu riqueza ao seu povo, deixe-me dizer que que de direita também não. E ao contrario da sua ideia de um governo dar riqueza, na minha opinião e ideia de democracia, o governo deve distribuir equitativamente a riqueza. Já no caso de Ditaduras, nem me dou o trabalho das comentar, por respeito aos que sofrem ou sofreram com elas, alem de por completo desacordar delas.
Mas ainda assim não queria deixar de lhe dizer que a maior parte dos modelos Europeus de governação socialista assentam ou foram inspirados nas ideias de Karl Marx, um pensador de esquerda, e que acerca dele se afirmou: «No século dezanove foi o pensador que teve, de longe, a influência mais directa, deliberada e poderosa sobre a Humanidade» (Isaiah Berlin).
Este Sr. Marx debruçou-se em particular sobre a formação e a essência do capitalismo considerando que este se fundamenta numa apropriação indevida da mais-valia gerada pelo trabalho numa lógica de acumulação e concentração de riqueza que deixa completamente de lado a função social do trabalho e reduz o proletariado a um estado de alienação em que o trabalho deixa de ser um factor de realização pessoal. Com uma economia mundial Capitalista veja o quão perto isto está de acontecer.
Quanto aos seu feitos, são seus, óptimo para si, desejo-lhe as melhores das felicidades, mas, presunção e agua benta cada qual toma a que quer, e o reconhecimento só é valido, não quando nós valorizamos os nossos feitos, mas quando os outros reconhecem os feitos que realizamos. Concordo consigo quando diz que compete-nos encontrar as soluções e não atribuir aos outros as culpas dos nossos falhanços, não acho é que a vida tenha sido mais fácil aos que nasceram em famílias de esquerda, que aqueles que nasceram no seio das famílias de direita, como tenta insinuar... Esta crise mundial é Capitalista, e o capitalismo nunca foi de esquerda...
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De Mais uma para o Luso a 07.02.2011 às 17:08

Está equivocado Luso, e cheio de ódio realmente.
É habitual os blogs degenerarem em ruído, escárnio e ódio, onde o tema em debate se perde.

Mas não se preocupe, você é perfeitament Normal.
Nós portugueses odiamo-nos realmente, apenas não o assumimos.

Quanto à sua visaõ da esquerda, devo dizer-lhe que o Prec já lá vai há muitos anos, e não chegou a durar 2 anos. Houve exageros e abusos? Claro que Sim, mas daí a colar essa imagem para todo o sempre à Esquerda parece-me um exagero e um insulto intelectual.

Nos restantes anos pós 25, a governação e a decisão foi claramente dividida por 2 forças partidárias com clientelas inequívocas, as quais à excepção de 2 ou 3 ascendentes eram já as mesmas do período pré revolução.

Aqui penso que está a grande questão, que ainda não li no tema em debate, ou que raramente é abordada. A grande responsabilidade do estado de coisas é a mentalidade e a ganancia do nosso sector empresarial, que esse sim, detém o poder no nosso país.
O PS e PSD apenas têm sido instrumentos para legitimar as suas aspirações, vejam-se as parcerias publico/privadas, a forma como são privatizadas empresas estratégicas do estado, as concessões, entre muitas outras formas do estado garantir encaixes financeiros escandalosos.

Nós, o Povo, estamos e somos sempre muito compreensivos com estes senhores, até subserviêntes, mas é no interesse deles que o País derivou neste marasmo.

Pensem:
A Nova Zelândia é inequivocamente um dos paises com maior qualidade de vida do planeta.
Tem um PIB per cápita semelhante ao nosso.
Como é que eles conseguem? São uma imensa classe média. A riqueza é eficazmente distribuida.

Até numa perspectiva Capitalista, Portugal é um Absurdo.

Meu caro Luso a clientela da Esquerda Radical é o povo, não os grandes interesses económicos

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