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No Japão o nome de casada vem por lei

 

É certo e sabido, mal se divorciam querem a toda custa deixar de ser a "senhora de", e isso implica passar a ter no bilhete de identidade divorciada e todos os documentos para o nome de solteira.... Na empresa onde trabalho as minhas colegas querem, evidentemente, mudar: o login, o email, os utilizadores de todos os sistemas e se possivel qualquer referência ao apelido ... uma coisa simples, acham elas, uma dor de cabeça achamos nós. Estão a ver o que significa que por exemplo que a directora do departamento de compras mude de um dia para o outro de email?, ou que todas as aprovações num sistema de documentração passem de um dia para o outro a pertencer a outra pessoa?.. sim, porque para os sistemas não há mudanças de login.. há, passar a ser outra pessoa.... um pesadelo.. E não há norma que nos valha, porque há sempre alguém importante que consegue e que passa a ser o precedente.

 

Acreditem que eu já tentei muitas vezes  perceber o que leva uma mulher a adoptar o apelido do marido quando se casa, ninguém me consegue explicar, porque mesmo aquelas muito donas de si e senhoras do seu nariz, no momento do casamento é certo e sabido que passam a ser a senhora de "alguém". Conheço uma senhora que não contente com um, adoptou os dois apelidos do marido, quando se casou chateou meio mundo para que lhe mudassem os dados no emprego...., passados 4 ou 5 anos fartaram-se... e não parou de chatear até que não restava um único resquício dos nomes em lado nenhum.... não há pachorra.

 

Há lugares onde a coisa até tem foros de lei, senão vejam esta noticia que fala do japão que a Sandra me fez chegar via Facebook, a sociedade japonesa é muito mais conservadora que a nossa, reza a noticia que para metade da população as mulheres nem deviam nunca sair de casa para trabalhar.

 

A sociedade Portuguesa mudou muito desde há 35 anos para cá, passou muito tempo desde que até para viajar era necessária a autorização escrita do marido , em que as mulheres passavam da propriedade do pai para a do marido e é claro que passou o tempo suficiente para que "porque é costume" deixe de ser uma resposta aceitável.

 

As pessoas evoluíram, em especial as mulheres, tornaram-se autónomas, profissionais tão ou mais competentes que os maridos, o que as leva a que na hora de dar o nó se rebaixem deixarem de ser quem são e que passem a ser a senhora de alguém? Alguém me quer explicar?

 

Jorge Soares

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publicado às 22:18


10 comentários

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De xana a 14.02.2011 às 23:14

Deve ser por isso que nunca achei piada ao casamento como um contracto de papel assinado... o meu pai chama-se A. Aleluia, e eu chamo-me A. Aleluia. Por que raio me haveria de passar a chamar outro nome, se me casasse, se o meu pai sempre foi quem me deu o nome. O nosso nome parece que por lei, tem de vir dos pais, por isso, já não existem filhos de pais incóginitos na lei portuguesa. Adoptar o nome do marido é renegar ao nome de familia, às raízes pessoais. Não entendo quem o faz, será que acham que isso é que prova o amor que sentem pela outra pessoa? É como as tatuagens com o nome da outra pessoa... Gosto tanto do meu nome e de mim mesma, que jamais mudaria o meu nome, para ser sra B, ou sra X. Gosto muito de ser Sra Aleluia. As provas de amor, dão-se com gestos, com actos de amor, e mudar de nome não é certamente nenhum desses gestos ou actos. A minha mãe não adoptou o nome do meu pai, mas na minha família há casos desses, e se alguns casamentos se mantêm, outros há que acabaram, e outros há que ainda não tiveram tempo para aquecer, por isso não se sabe se poderão arrefecer.
bjks
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De Jorge Soares a 15.02.2011 às 23:08

O tema nem nunca foi assunto, nem eu nem a minha meia laranja nos lembramos sequer de tal coisa...

A questão não tem a ver com o casamento, tem a ver com a mentalidade das pessoas, com os resquícios do passado... com hábitos que há muito deviam ter sido esquecidos...e tem sobretudo a ver, com o barulho das luzes... e o barulho dos papelinhos..as pessoas deslumbram-se e nem pensam no que fazem... acho eu.

beijinho
Jorge

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