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Libia, a revolução perdida

por Jorge Soares, em 22.02.11

Kadafi de ditador a líder de uma revolução perdida

 

Eu não sou o Presidente, sou o guia da revolução"

 

Uma revolução que dura 40 anos e desembocou num povo oprimido e num banho de sangue, só pode ser uma revolução perdida.

 

Kadafhi  diz "Não vou deixar esta terra. Morrerei aqui como um mártir"... acho que alguém lhe deveria fazer a vontade rapidamente.

 

Jorge Soares

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publicado às 17:20


9 comentários

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De sentaqui a 22.02.2011 às 18:02

Se eu poder contribuir para que se faça a vontade ao senhor...pois, contem comigo
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De Jorge Soares a 23.02.2011 às 21:49

Parece que há muita gente com a mesma vontade de ajudar.
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De João Carlos a 22.02.2011 às 20:23

Boas Jorge...

De certeza que muita gente gostaria de fazer esse favor ao Muammar al-Gadhafi [Khadafi], mas receio que haverão muitos que o impeçam esse alguém de o fazer...

No seu Livro Verde, lançado nos anos 70, Khadafi expôs sua filosofia política, apresentando uma alternativa nacional ao socialismo e ao capitalismo, combinada com aspectos do islamismo. Em 1977, criou o conceito de Jamahiriya ou "Estado das massas", em que o poder é exercido através de milhares de "comités populares".

A Líbia não é o Egipto, nem Khadafi é Mubarak... não me parece que ele deixe o poder de mão beijada, como o seu homologo...

E ainda há o factor económico... o Egipto com a nacionalização do Canal de Suez, que resultou na Guerra de Suez (1956), controlava a passagem do ouro negro vindo do Médio Oriente... mas a Líbia tem-o.

A Líbia, membro da OPEP, entregou diariamente 1,6 milhões de petróleo em Janeiro, segundo cálculos da Dow Jones Newswire. Actualmente a produção do país é equivalente a 1,7% do total mundial.

A Líbia tem cerca de 46,43 biliões de barris de petróleo em reservas, a maior da África. O petróleo da Líbia é vendido principalmente para a Europa. Dados oficiais de 2009, mostravam que a Itália era o maior comprador, seguido pela Alemanha, França e Espanha. A China também compra petróleo da Líbia. Estas informações são da Dow Jones... isto é que me preocupa...

Um abraço...
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De Oficinas RANHA a 23.02.2011 às 15:34

Pois é, João, acho que tens toda a razão.
Na verdade ele é um ditador, dos que têm o acordo das grandes potências políticas, que por interesses comerciais o aceitam e até compactuam. Isto até ao dia que ele deixar de ter o poder dentro do seu próprio país e em que o povo realmente se libertar. Nessa altura muitas vozes se levantarão contra o Sr. Khadafi.
Espero que esse dia esteja a chegar e que (já agora) alguém mande um tiro nos cornos desse gajo (lá perdi eu toda a compustura que me restava...)
Ana Cristina
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De Jorge Soares a 23.02.2011 às 21:56

Vivemos ao sabor dos interesses, e o petróleo é uma cenoura muito grande.. que albarda muitos burros...
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De Jorge Soares a 23.02.2011 às 21:55

Pois é João, há muitas coisas em jogo, o petróleo ainda é o detonador de muitas coisas, eu nem quero imaginar o que vai acontecer se as coisas se estendem à vizinha Argélia.

Acho que estava claro para muita gente que as coisas na Líbia não iam ser como no Egipto, e pensar que os Estado Unidos podiam ter resolvido a questão há uns anos atrás, bastava terem querido e não terem apontado ao lado.

Os teus comentários são sempre um maná de informação e esclarecimento.

Obrigado
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De xana a 23.02.2011 às 00:23

Já ontem, era tarde!
bjks
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De Jorge Soares a 23.02.2011 às 21:55

Nem mais Xana, quem sabe quantas vidas se poupariam.

Jorge
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De Dylan a 16.03.2011 às 14:48

Se no caso egípcio, algumas pessoas acharam por bem que a comunidade internacional não interviesse no país afim de evitar serem acusados de ingerência nos assuntos internos de outros países, no caso da Líbia, a NATO devia mostrar a tiranetes da craveira de Khadafi, Chavez e Ahmadinejad, que o massacre da sua própria população devido a delírios ditatoriais, é a gota de água que faz transbordar o copo da paciência e dos valores ocidentais. Porque não é com discursos de "flower power" que se evitam atentados como o de Lockerbie, que se muda de um socialismo árabe miserável e opressor para uma democracia igualitária. A razão deve opor-se a alianças geoestratégicas e políticas, agora que as forças governamentais parecem reconquistar terreno aos rebeldes e o ajuste de contas do caduco regime líbio tresanda a sangue, superando a tragédia humanitária já em curso.

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