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Portugal ou Guantanamo?

 

Imagem do Público

 

 

Há coisas que damos por adquiridas, coisas que eu dou por adquiridas, vivi alguns anos em Caracas ao lado de uma favela, a entrada da minha casa era no fim da rua, mesmo ao lado da entrada para o bairro, havia um cesto de basquete e normalmente havia jovens a jogar ou simplesmente por ali a conversar, pessoas do bairro e pessoas das casas, porque ali éramos todos amigos ou conhecidos.

 

Assisti muitas vezes à chegada de algum carro com policias que invariavelmente e sem qualquer motivo, mandavam tudo encostar à parede, revistavam um a um, e ai daquele que não tinha ali os documentos...  Vi vários amigos meus serem agredidos só porque perguntavam porquê.. tudo aquilo me chocava, porque não fazia sentido, e não servia para absolutamente mais nada que para criar sentimentos de aversão contra a autoridade... esse foi um dos motivos  que na hora de pesar os prós e contras, me fizeram voltar a Portugal.

 

Hoje de manhã ao ouvir a noticia na rádio,  voltei a sentir esse choque, voltei a sentir essa aversão a algo que para mim não faz o menor sentido... porque não faz. A mim não me importa o crime que aquela pessoa tenha cometido, o que eu vejo ali é um ser humano com problemas graves, um ser humano que à primeira vista me parece assustado e submisso, um ser humano que é simplesmente agredido de uma forma bárbara e completamente desajustada.

 

Eu sei que a esta hora há muitíssima gente que acha que o senhor é um criminoso e que portanto merece todo aquele tratamento, sei porque li alguns dos comentários que foram deixados nas noticias dos jornais online, há muitíssima gente que acha um exagero todo este barulho por algo assim... bom, eu não acho. Não há justificação nenhuma para a forma como estes guardas actuaram, nenhuma. Tem que haver uma diferença entre a forma como actuam os criminosos e a autoridade, tem que ser claro para a sociedade quem são os bons e quem são os maus, e desculpem lá, mas nesta cena, naquilo que se vê no Vídeo, eu tenho sérias dúvidas sobre quem deveria estar de um e outro lado das grades... mas é que tenho mesmo.

 

Acho muito estranho que esta cena tenha sido gravada, ouvi alguém justificar a gravação com o facto de gravarem sempre estas acções de modo a que não restem dúvidas... é pá... desculpem lá, mas não acredito, mas há algum guarda que aceite ser gravado numa situação destas?... agora vou-me pôr a adivinhar, mas era capaz de apostar que por exemplo, aqueles senhores tivessem um brinquedo novo e tenham aproveitado para o testar.. daí a gravação.. não será?, repito, estou a adivinhar.

Ver o Vídeo, aqui

 

Jorge Soares

publicado às 22:27


24 comentários

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De artesaoocioso a 23.02.2011 às 23:31

Quem devia estar a trás das grades era o director da prisão que mandar chamar a polícia de choque.
Também parece que estes não sabem aplicar aquilo que lhes ensinam... ou são mal ensinados.
Cumprimentos
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De Jorge Soares a 24.02.2011 às 21:18

Não sei o quê, mas a mim parece-me que há algo de muito errado nestas coisas.

Jorge
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De Anónimo a 24.02.2011 às 00:01

“Chorar a rir”

Em estado de loucura total
Rio-me sem saber o porquê
Mas é saudável, não se vê?
Rir preserva a saúde mental

Então ri-te não sejas louco
Solta gargalhadas sonoras
Ficas louco se não choras
Chora a rir até ficar rouco

Mas afasta-te da estupidez
É um estado de estagnação
Em que julgam a tua feição

E nos momentos de lucidez
Chora ou ri mas faz a opção
Decide ser louco, sendo são.
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De aespumadosdias a 24.02.2011 às 06:27

Infelizmente há poucas pessoas a pensar assim. Em relação ao gravar a cena estou de acordo pois assim sabemos o que aconteceu.
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De João Carlos a 24.02.2011 às 15:41

aespumadosdias... perdoa-me a ignorância e perdoe-me o anfitrião, mas é me de difícil compreensão os teus comentários.

1.º - A pessoa que salvaguardou os direitos de toda uma cadeia (policias e reclusos da prisão), deveria estar atrás das grades, porque um recluso tem direitos?! e os outros, não???
2.º - Mas, está de acordo com a gravação da cena porque assim sabemos o que aconteceu, gravação essa voluntariamente feita pela GISP para se assegurarem que tudo era feito "como mandam as regras"... e o GISP gravou porque, o Sr. que você quis por atrás das grades, o pediu...
É me difícil e compreender tal linha de raciocínio!!!
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De aespumadosdias a 26.02.2011 às 00:12

Não sou tão radical como o bastonário da Ordem dos advogados que considerou que o preso foi torturado. Eu penso é que havia outras formas de actuar nesta situação sem ser com uma arma eléctrica.
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De António Manuel Dias a 24.02.2011 às 10:53

Jorge, como resolverias tu a situação deste preso?
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De Jorge Soares a 24.02.2011 às 11:06

Antonio, acho que essa pergunta não se coloca, eu não sou guarda prisional, nem psicologo, nem tenho competência alguma que me permita saber como se trata uma situação assim... mas algo me diz que de certeza não é assim.

Como pessoa, quer-me parecer que aquele senhor não tem uam atitude que exija a presença de uma força de intervenção, e muito menos me parece que de forma alguma a situação exija a utilização de um teaser quando o preso acatou a ordem de se virar e encostar à parede, era para quê, uma forma de castigo?, ele não estava a lutar, não estava a enfrentar os guardas, fez o que lhe ordenaram... o que justifica a utilização da arma?, se em lugar daquela arma fosse uma arma de fogo também se justificaria? Ou os teasers são a nova forma de castigo das prisões portuguesas?, a seguir vem o quê, os banhos em água gelada? e depois disso, mandamos os presos renitentes para guantanamo?

Agora pergunto eu?, tu achas que uma pessoa que está naquela situação, vai passar a limpar a cela só porque foi atacado daquela forma?, não será que neste caso se justificaria uma avaliação psiquiatra e talvez um internamento noutro local?

Então e depois disto, achas que vai passar a ser válido que em qualquer situação se passe a utilizar indiscriminadamente este tipo de armas?, sim, porque imagino que os guardas prisionais tenham que enfrentar situações de muito maior violência e agressividade que a que vimos ali.... passa a ser tudo válido?

Jorge
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De António Manuel Dias a 24.02.2011 às 12:13

Bem, primeiro uma ressalva. Estou a responder apenas com a informação que tenho -- um excerto do vídeo, que foi apresentado nos noticiários de ontem, e as notícias que tenho lido. Assim, é natural que esteja a emitir uma opinião errada, porque baseada em informação insuficiente.

Pelo que se sabe, este preso não limpava a sua sela há várias semanas, agredia os funcionários que lhe levavam comida com fezes e espalhava fezes pelas paredes da cela e pelo corpo. Tanto os funcionários como os outros presos protestavam por este comportamento (alguns ameaçando com greve de fome). Havia, portanto, que retirar o preso da cela, minimizando os riscos de agressão. Resolveram utilizar o Grupo de Intervenção para o efeito e uma arma Taser. A utilização do GISP talvez tenha sido demasiado para o pretendido (mas, mais uma vez, estou a emitir uma opinião sem acesso a todas as circunstâncias) mas a da Taser não me parece -- é uma arma de atordoamento e imobilização, não provocando danos permanentes (certamente menos que um bastão de polícia), pelo que me parece uma boa escolha quando o que se pretendia era precisamente imobilizar o preso. Para além disso, todo o processo foi documentado em vídeo, o que permitirá agora a análise em processo interno.

Posto isto penso sinceramente que se deve dar o benefício da dúvida à polícia e esperar pelos resultados do processo. Quanto à comparação com a situação que relatas na Venezuela, não faz qualquer sentido -- pelo que dizes, ali as pessoas não tinham causado qualquer problema que justificasse a intervenção e os meios usados eram claramente desajustados nessa circunstância. Neste caso não foi isso que se passou.
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De Jorge Soares a 24.02.2011 às 21:20

António... é evidente que todos estamos condicionados porque só sabemos o que está no vídeo.. mas eu volto a perguntar, do que vês ali, há algo que justifique a utilização da arma contra uma pessoa que está submissa e virada para a parede?

Jorge
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De António Manuel Dias a 24.02.2011 às 21:38

Sim: as suas acções anteriores.
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De Ana Gonçales a 03.06.2014 às 13:29

Este vídeo foi publicado de forma tendenciosa que não representa a veracidade da situação mas os carneirinhos aplaudem sem terem noção do que realmente se passou. Um excerto não significa a totalidade da informação. O vídeo foi publicado unicamente para denegrir a imagem das forças de segurança. Em vez de se pôr a adivinhar, raciocine.
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De Avelino Anonimus a 24.02.2011 às 13:01

Boa tarde Sr Jorge:

Espero muito sinceramente que em breve os policias não tenham de ficar atrás das grades, para serem protegidos de pessoas como a referida noticia o diz.

Falamos em respeitar um ser humano que está preso por roubos feitos por meio de agressão verbal e fisica.
Por isso a carga de anos que apanhou de prisão.

Eu gostaria de lembrar dois tipos de pessoas que se esqueceram de enumerar:
As pessoas que foram vitimas de roubo e agressão pelo respectivo preso.
E os policias e colegas de prisão que eram sucessivamente maltratados pelo referido preso.
Essas também não são pessoas merecedores de respeito?

E a questão da salubridade da cadeia em si e dos presos que reclamaram.
Não é motivo de preocupação?
Já agora uma pergunta que pode parecer deslocada, mas que considero ter um paralelismo.

Só porque se é preso e tem os seus direitos dentro da prisão. Pode usurpar os direitos dos outros condenados e violar as regras da prisão?

Ou optamos por deixar o referido preso entregue a uma cela conspurcada eternamente, sem olhar á sua própria saúde e ao bem estar dos outros?

Avelino Anonimus

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De Jorge Soares a 24.02.2011 às 21:24

Os policias são pessoas como outras quaisquer, e como tal sujeitas a leis e a normas, como disse no post, a mim não me importa o que o senhor fez antes, o que eu vejo ali é uma pessoa numa posição submissa, de costas para os guardas e a fazer o que eles mandam.. essa pessoa é agredida barbaramente.. é isso que está no vídeo...

Pelo seu ponto de vista o facto de esta pessoa estar presa faz com que esteja sujeita a tudo, está enganado, não é assim que as coisas funcionam...

Jorge Soares
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De Avelino Anonimus a 25.02.2011 às 00:00

Diz muito bem. O que vê ali é um homem submisso.
Mas vê um homem submisso naquele instante e perante aquela situação.
Os guardas prisionais e os colegas viam outra coisa que você não viu nem eu.

Pois segundo os relatos a submissão do referido preso não era constante.
Antes pelo contrario....

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De João Carlos a 24.02.2011 às 13:59

"Guarda castiga recluso com arma eléctrica" titulo da noticia do jornal Expresso... como alguém comentou nesse jornal online, em Portugal, faz-se um jornalismo sensacionalista para entreter tolos. O que se vê no vídeo é só o fim de um processo, e não todo o processo que levou aquela conclusão. Desculpem-me esta pequena introdução.

Jorge hoje não vou propriamente comentar o teu blog, mas sim adicionar-lhe mais alguma informação. Agora que as imagens são violentas são... mas se o GISP (Grupo de Intervenção de Segurança Prisional) tivesse entrado na sela à bastonada, seriam de certo bem mais violentas...
1.º Os guardas prisionais tiveram a necessidade de chamar o GISP, devido a um recluso violento.
2.º - Este recluso já teve o mesmo comportamento noutros serviços prisionais, este já é o terceiro onde isto acontece.
3.º - Este recluso intencionalmente conspurcar totalmente com fezes a cela de habitação, corpo e roupa pessoal, a ponto de os restantes reclusos alojados no sector estarem a iniciar uma greve de fome.
4.º - O membro do GISP primeiro pediu a colaboração do recluso para limpar a sela, este nada fez.
5.º - A arma eléctrica utiliza alta voltagem com baixa amperagem para temporariamente imobilizar um invasor por alguns minutos (na electricidade não é o voltagem, mas sim os amperes que são perigosos). Bem mais eficaz que imobilizar um indivíduo à bastonada.
6.º - Utilizaram uma só descarga, imobilizaram o recluso, por fim aplicaram-lhe um sedativo. Limparam-no a ele e a sela, sem ferimentos em ninguém.
Para concluir deixa-me dizer que a Direcção-Geral dos Serviços Prisionais, divulgou que em 2010, foram instruídos 686 processos disciplinares relativos a reclusos, numa prisão que conta actualmente com 575 detidos (a lotação é de 548) e que nos casos de agressão foram sempre aplicadas medidas cautelares e separados os reclusos envolvidos da restante população prisional. Nos casos mais graves, foram colocados em regime de segurança. No inicio do ano os Guardas da prisão queixam-se de insegurança na cadeia de Paços de Ferreira.
686 processos disciplinares relativos a reclusos, são quase 2 por dia... não me manifesto mas... não deve ser fácil o trabalho de Guarda Prisional.

Um abraço...
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De Jorge Soares a 24.02.2011 às 21:31

João

Tudo o que dizes é verdade, esse senhor não é bom da cabeça, isso é evidente, terá um historial de violência, terá tido comportamentos semelhantes antes, acredito que assim seja.... mas, a verdade é que aquilo que vemos no vídeo é um homem submisso e a obedecer ordens, dizem-lhe para se virar para a parede e ele vira-se, dizem-lhe para se encostar à parede e ele encosta-se... isso é o que se vê ali, e de seguida vê-se um senhor a agredir o homem com a arma... isso é o que eu vejo. E não vejo ali motivo nenhum para isso.

É suposto os teasers serem armas de defesa, não de ataque...

Eu acredito que a vida dos guardas prisionais não seja fácil, como não é a dos policias e dos restantes elementos de autoridade, mas isso não justifica a violência que se vê ali....... pelo menos para mim não se justifica.

Abraço
Jorge
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De António Manuel Dias a 24.02.2011 às 21:53

Uma correcção: Este tipo de Taser (de disparo à distância) não é uma arma de defesa -- serve apenas para imobilizar uma pessoa sem ter de se aproximar dela pelo que, se tens que a qualificar entre de defesa e ataque, diria que é de ataque. É uma arma não letal, que não provoca danos permanentes, desenvolvida especificamente para controlar sujeitos não cooperantes em situações que, salvo o sujeito em causa, estão perfeitamente sob controlo.

Em relação à necessidade de o fazer nesta situação, mesmo quando o indivíduo parecia totalmente cooperante, deveu-se provavelmente ao seu historial anterior das relações com os serviços prisionais (agressões, arremesso de fezes, etc.). Mais uma vez, não tenho qualquer base concreta para afirmar isto, apenas o que depreendo das notícias que li.

Se calhar a tua repulsa por esta situação deve-se à tua experiência anterior com a polícia na Venezuela, como referes, mas nota que aqui a situação é totalmente diferente.
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De Jorge Soares a 25.02.2011 às 19:38

António, talvez te interesse esta noticia...

http://www.ionline.pt/conteudo/106891-disparo-taser-pode-ter-morto-recluso-em-outubro

Diz: "Disparo de teaser pode ter morto recluso em Outubro"... se calhar estas coisas não são assim tão inocentes.

Jorge
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De António Manuel Dias a 26.02.2011 às 13:17

Bem, se leste o mesmo que eu, poderás também concluir que a utilização de um taser naquelas condições, a ter acontecido como descrito na notícia (e, mais uma vez, estou a emitir uma opinião sem dados concretos), não foi feita em condições idênticas às de Paços de Ferreira. Nomeadamente, referindo o que digo na minha resposta acima, a situação não estava sob controlo (estava a decorrer um motim), pelo que a utilização da arma não respeitou as normas de segurança na sua utilização e os responsáveis por esta devem ser punidos dentro da lei. Isto se as coisas se passaram como a notícia refere, o que não é certo.
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De sentaqui a 24.02.2011 às 22:10

Já li todos os comentários, já fiquei esclarecida em relação a uma série de coisas que desconhecia. Podem existir mil e uma razões para uma atitude destas, mas não deixo de ficar chocada com o vídeo?
Porque filmaram? Acho macabro e desumano o que se faz a uma pessoa, se calhar também acharia mau demais ver o senhor a borrar tudo e a ser violento com os outros, mas aqui o que vi foi uma filmagem de mau gosto e é isso que estou a comentar.
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De Anónimo a 25.02.2011 às 00:01

“Mun-d-ança”

Eu só sei que nada sei
E se soubesse não dizia
Ele há tantos a ditar lei
Pr’a mim não os queria

Parte pr’a o mundo ver
Volta com a sabedoria
Bota lei com esse saber
Mesmo assim desconfia

É constante a mudança
Muda a música e a dança
Muda também a receita

Só uma coisa não muda
Avança quantia choruda
Se queres uma lei bem feita.
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De JM a 14.07.2011 às 14:38

Acham isto grave?
Metade da realidade é escondida perante os nossos olhos.
Temos muitos casos "abafados" dentro desta prisão.
Desde guardas prisionais, advogados e enfermeiros levarem debaixo dos seus próprios carros télemovéis para o interior do estabelecimento e várias vezes já falado que alguns guardas prisonais vão até mesmo buscar droga ao Porto para colocar dentro do estabelecimento prisional. Temos ainda um caso que em breve deverá ser conhecido.
Uma tentativa de duplo homicidio na sala de visitas da prisão. A ex mulher de um recluso terá levado a filha do agressor, ex companheiro e recluso nesta prisão, para o mesmo a ver.
Quando a mulher chegou lá, recebeu uma carta dada pelo recluso dizendo para esta a ler lá fora.
Passam cerca de 20 minutos e o recluso salta para cima da mulher que ao que tudo indica até estaria grávida, e começa a cortá la com várias lâminas.
A mulher ficou com vários cortes na cara até o agressor ser dominado por alguns visitantes e guardas prisionais.
Agora pergunto vos eu..
Como foi possívél este recluso passar com mais de 6 lâminas por uma zona onde é essencial e obrigatório fazer uma revista completa?
Espero que isto se torne publico pois a mulher merecia uma grande indemenização do estabelecimento prisional e a filha mais nova de 2/3 anos, ficará traumatizada para o resto da vida por ver a mãe ensanguentada.
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De Mário a 14.07.2011 às 14:41

Isto é demasiado grave nao acredito que ainda não tenha passado pelas televisões!

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