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13 anos depois alguém foi acusado do rapto do Rui Pedro

 

Imagem do Público

 

 

Andei aqui meio indeciso, falo dos brinquedos caros ou falo da justiça que em Portugal parece que anda montada numa tartaruga?

 

Há uma série na televisão por Cabo que se chama, casos encerrados, nela uma jovem e bonita detective pega num caso antigo por resolver  e depois de muita investigação, de voltar a interrogar as testemunhas, de seguir novas pistas, termina por encontrar o culpado.  Hoje eu pensei que estava nesta série, 13 anos depois alguém, na verdade o único suspeito que existiu desde o inicio, foi acusado do rapto do Rui Pedro.

 

Ao contrário do que acontece na série, ninguém ouviu falar de uma jovem e bonita detective, nem de novas investigações, aliás, segundo Cândida Almeida, directora do DCIAP, nem sequer há novas pistas. Ou seja, o Ministério Público demorou 13 anos a avaliar o processo e no fim, com base nos testemunhos de familiares e colegas, testemunhos que foram obtidos há 13 anos, decidiu acusar de rapto precisamente o mesmo suspeito que tinha no início. E achávamos nós que o caso Casa Pia foi lento e demorado.... 

 

Eu tenho imenso respeito pela família do Rui Pedro, acho de louvar a forma como ao longo de todo este tempo eles têm lutado para que o caso não seja esquecido e a forma como tem contribuído para chamar a atenção para este tipo de casos, mas sinceramente duvido que tudo isto dê no que quer que seja, se existissem indícios sérios não tinham demorado 13 anos a acusar o senhor..., por muito carinho e muita vontade que se tenha colocado na apreciação dos factos que levaram agora a esta acusação.  Espero sinceramente estar enganado.

 

Mudando de assunto, esta semana saíram à luz pública uma série de telegramas do embaixador americano em que este falava do ministério da defesa de Portugal e da forma como são geridos alguns dos dossiês. Diz o senhor o seguinte:

 

"No que diz respeito a contratos de compras militares, as vontades e acções do Ministério da Defesa parecem ser guiadas pela pressão dos seus pares e pelo desejo de ter brinquedos caros. O ministério compra armamento por uma questão de orgulho, não importa se é útil ou não. Os exemplos mais óbvios são os seus dois submarinos (actualmente atrasados) e 39 caças de combate (apenas 12 em condições de voar)"

 

Há muitíssima gente indignada com o senhor, não estou a ver porquê, alguém acha que gastar dois mil milhões de Euros em Submarinos não é gastar dinheiro em brinquedos caros?... só para recordar, esses dois mil milhões de euros bastariam para tapar o buraco que fez com que no início do ano se aumentasse o IVA e se descesse o salário aos funcionários públicos. Aposto que muitos dos que agora se dizem indignados são os mesmos que disseram cobras e lagartos do governo quando este apresentou as medidas.

 

Sim, o senhor tem razão, não temos onde cair mortos e compramos armas como se fossemos ricos.. para quê? Compramos brinquedos caros para brincar às guerras, quando devíamos era utilizar o dinheiro para "comprar" uma justiça nova.

 

Jorge Soares

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publicado às 20:59


3 comentários

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De Anónimo a 28.02.2011 às 23:20

“Oiro”

Conheço uma lei dourada
Quem tem o ouro faz a lei
E desfrutará como um rei
Quem não tem, boca calada

É tão antiga esta realidade
Quanto é aquela profissão
Essa mesma, a prostituição
Tens o oiro, terás amizade

Estas leis são mais antigas
Do que a nossa existência
Por isso quero que me digas

Meu grande amigo doirado
Onde fica a tua residência
Pois quero ver-te idolatrado.
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De xana a 01.03.2011 às 00:18

Pois... é a treta de país em que vivemos...
bjks
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De Jorge Soares a 01.03.2011 às 21:10

Xana.. o país somos nós.. bem... se fossemos tu e eu seria de certeza muito melhor.

Beijinho

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