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Espanha reduz velocidade máxima para poupar energia

Imagem do Ionline

 

Há pouco víamos o Khadafi a sorrir no telejornal, enquanto ele sorri para a televisão americana o povo morre nas ruas das cidade da Líbia, e à medida que aumentam os mortos e a inconsciência deste louco, o petróleo nos mercados internacionais vai aumentando na mesma proporção. Noticia terrível para todos nós que vivemos dependentes deste ouro negro que por um qualquer estranho designío da natureza, jorra de forma abundante em países que na sua maioria são governados por loucos, monarquias com forte tendência religiosa, fanáticos religiosos... ou uma estranha combinação de tudo isto. Assim de repente até parece que a natureza goza connosco.

 

Ao contrário do que se passa por cá, em que parece que estamos todos reféns de uma moção de censura que não vai a lado nenhum e de uma manifestação que à Rasca irá de certeza ter 4 gatos pingados.. que falar é bonito e fazer Gosto no Facebook é fácil,  mas manifestar dá trabalho, na vizinha Espanha já se começaram a tomar medidas para fazer descer a factura energética do país.

 

Como primeira medida foi reduzida a velocidade máxima nas auto-estradas de 120 para 110 Kms por hora e decretada a diminuição dos preços dos bilhetes de comboio em 5%. Calcula-se que isto faça diminuir entre 10 e 15 % no consumo dos combustíveis. Hoje ouvi o ministro Rubalcava dizer que iriam ser invertidos 12 milhões de Euros na substituição da iluminação pública para lâmpadas led de baixo consumo. E nós por cá? Nós por cá falamos de novas medidas de austeridade...

 

Mas eu percebo o governo, na prática, num país em que que os que andamos a 120 nas auto-estradas somos ultrapassados até pelos camiões, reduzir a velocidade máxima teria efeito zero, ninguém cumpre mesmo os limites. Há até quem ache que os espanhóis são parvos, porque descer a velocidade não diminui o consumo... juro, eu li isso algures num blog... devia ter perguntado ao senhor que carro é que ele tem.. porque no meu e nos que tive até agora, diminui mesmo.

 

E se em lugar de falar em novas medidas de austeridade se seguissem estes exemplos e se tomassem medidas?, medidas reais e de efeito imediato?

 

Jorge Soares

publicado às 21:45


7 comentários

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De manuel a 01.03.2011 às 23:19

Certo e sabido é que velocidades menores conduzem a consumos inferiores (e isso qualquer um sabe ou deveria saber), e se dúvidas houver, façam a experiencia que comprova imediatamente.

Mas no nosso Portugal português não existe, infelizmente a cultura de por iniciativa própria implementar no dia-a-dia formas de redução de consumo. É sempre necessário que se legisle nessa matéria para que tomem consciência de alternativas que podem ser adoptadas voluntariamente com benefícios para todos.

Em jeito de remate final, apetece-me acrescentar que para uma grande parte da maioria dos condutores, senão mesmo para todos, andar mais devagar será como que um atentado à “virilidade” da excelente condução que se pratica nas nossas estradas (perceba distintamente a ironia da observação), homem só é homem (ou mulher se preferirem) se praticar uma condução combativa e demonstrativa do potencial do binómio condutor versus máquina.

Abraço

PS: Este comentário ainda não foi redigido ao abrigo do novo acordo ortográfico
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De Jorge Soares a 02.03.2011 às 22:48

Manuel... este blog é livre e democrático.. mas com ou sem acordo todos são bem vindos, especialmente quem deixa comentários assim de acertivos.

Concordo plenamente.. as nossas estradas são só mais um dos lugares onde os portugueses mostram a sua falta de civismo.

Abraço
Jorge Soares
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De xana a 02.03.2011 às 00:53

Limites de velocidade? Onde? Acho que por cá o limite é o curso total do pedal do acelerador... tudo a fundo...
E quanto custa substituir todas as placas de limite de velocidade? Será que compensa por cá, uma vez que ninguém cumpre mesmo?
Eu não sei, mas a via mais fácil era fazer a vontade a Khadafi, ou quem vai acabar mal é o resto do mundo, porque me parece que o mundo vai mudar e não é para melhor, com todas estas revoltas em crescendo tipo bola de neve, no mundo árabe. E somos nós ocidentais, que vamos ter que ficar com a bola de neve para a desfazer ou ser levados com ela. Faça-se a vontade ao homem, que seja mártir em tripoli, tal como quer( e já agora mais uns quantos estão a pedir tratamento igual... alguns até no Ocidente)
bjks
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De Jorge Soares a 02.03.2011 às 22:52

O Xana.. acho que acabas de dar a solução.. o governo em lugar de mandar andar mais devagar..tem é que mandar cortar os cursos dos pedais do acelerador :-)

Civismo amiga.. civismo é o que faz falta neste país.

Beijinho
Jorge
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De xana a 03.03.2011 às 00:12

Pois, Jorge, mas onde é que vais arranjar civismo em Portugal? Olhando para o passado, ainda antes de existir um tal de D. Afonso que fez guerra com a mãe e a mandou ali para a outra parte da Ibéria, (aquela parte grande que hoje é a Espanha), que este pedaço de terra à beira-mar plantado, foi ocupado por todos e mais alguns... dessas ocupaçães foram nascendo mestiços, cada vez com mais misturas, e diga-se à passagem. que não foram misturas de sangue azul... logo, não é de espantar que hoje estejamos no ponto em que estamos. Falta de civismo, corrupção, roubo, preguiça, racismo, xenofobia, egoísmo, entre outros, são coisas que estão no sangue português, que estão na origem desta nação desde a fundação, e que foram sendo perpetuados com as ocupações deste território ao longo de séculos, até às Invasões Francesas. Somos o que somos, desde o nascimento da nação. Já em escritos romanos, do tempo da ocupação dos mesmos por cá, se diz que existe na Ibéria, um povo que não se governa, nem se deixa governar...
Por isso, meu amigo por mais que tu, eu, e outros como nós, nos esforcemos para mudar alguma coisa, não irá adiantar porque isto já é genético, passa de pais para filhos, netos, e por aí adiante...
bjks

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De Anónimo a 02.03.2011 às 01:39

“Ditador”

Há poucos no mundo assim
Excepção confirma a regra
Problema é se a moda pega
Não há revolução de jasmim

São adorados pelo seu povo
Que morre se necessário fôr
Para que se salve o ditador
Até aqui não vejo nada novo

A voz do povo é soberana
E por isso muito respeitada
Mesmo quando não diz nada

O povo raramente se engana
Por isso ditador fica por cá
Quem se segue bom de ti fará.
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De Jorge Soares a 02.03.2011 às 22:54

Sabe uma coisa... o povo raramente se engana... mas é levado muitas vezes... e exemplos há muitos, da Venezuela a Angola passando pelo médio Oriente... o povo gosta de ilusões, basta haver que lhas venda.

jorge

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