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Manifestação Geração à Rasca

 

Foi em Outubro que  num post em que falava da Geração Rasca, entre outras coisas escrevi o seguinte:

 

Não quero cair no mesmo erro que caiu quem a nós nos chamou geração Rasca, mas olhando para esta geração, a dos telemóveis, dos milhares de SMS trocados, a geração que nunca chumba, não porque saiba mas por decreto, a geração das calças caídas, a mesma que é contra o acordo ortográfico mas que não é capaz de escrever duas frases sem meter K's e abreviações,  eu pergunto-me.. que geração é esta?

 

Na altura foi a Stilleto que nos comentários deixou a frase Geração à Rasca, deveriam pagar-lhe direitos de autor, ela baptizou este movimento que nasceu de uma música dos Deolinda,  muito antes do seu início.

 

Tenho lido muitas coisas sobre tudo isto, antes de mais um esclarecimento, para o dia 12 em Lisboa, Porto e outras 8 cidades, estão convocadas não uma mas duas manifestações, uma é a do Geração à Rasca, um movimento espontâneo sem ligações politicas e que segundo palavras deles ... não protestamos contra as outras gerações. Apenas não estamos, nem queremos estar à espera que os problemas se resolvam. Protestamos por uma solução e queremos ser parte dela.

 

A outra foi convocada por um grupo de idiotas que diz querer varrer toda a classe politica e que para além de outras coisas, fez circular um email com uma série de pontos que se não sei se são para chorar ou para rir. Varremos toda a classe politica e depois fazemos o quê? contratamos o Kadhaffi que parece que vai para o Desemprego?, ou pedimos ao Berlusconi que faça uma perninha?

 

A crise é uma realidade que nos afecta a todos de uma forma ou outra,  o desejo de manifestar o desagrado é legitimo.. a coisa está preta para eles, para nós e para todas as gerações.

 

Há muita gente que desconfia de tudo isto porque partiu do Facebook, eu não vejo nada de mal nisso, o Facebook é, tal com o são os blogs,  uma forma de comunicação dos tempos que vivemos e é uma forma tão válida como outra qualquer de convocar uma manifestação... e de certeza muito mais inteligente que ter as paredes pintadas como tínhamos antes.

 

Tenho sérias dúvidas que a manifestação vá ser um sucesso, não porque venha do Facebook mas sim porque não vejo nesta geração consciência politica ou cívica para isso.. aliás, como vimos nos últimos actos eleitorais em que eles simplesmente abdicaram de reclamar onde faz mais sentido, nas urnas..... muito sinceramente espero estar enganado e que a manifestação tenha muito mais que os vinte ou trinta mil que carregaram no Gosto.

 

Jorge Soares

publicado às 21:56


23 comentários

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De Anónimo a 09.03.2011 às 22:35

“Receita d’avozinha”

Portugal está em apuros
O mercado não se acalma
Ao diabo vendemos a alma
Apareceu escrito nos muros

Mas dizem vozes eruditas
Resolveremos os problemas
E não vai ser com esquemas
Mas com umas rezas benditas

O azeite num prato de barro
E umas rosinhas de cheiro
Mexes três vezes c’um cigarro

E dizes uma certa ladainha
Juntas-lhe um olho de carneiro
Nunca falha a receita d’avozinha.
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De Jorge Soares a 10.03.2011 às 22:56

Yo no creeo em brujas... nem em deus nem no diabo.. acho mesmo que vamos ter que fazer pela vida.
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De xana a 09.03.2011 às 23:28

Vês, que é a geração à rasca... à rasca até nos ideiais... isto não basta fazer barulho e dizer que não há emprego e que 500€ não são salário suficiente para gastar nas borgas e nas noites, na roupa de marca e concertos de bandas famosas. Não basta dizer que se é licenciado e que não se arranja trabalho na área para que se estudou, não basta dizer que 1000€ não são ordenado para um licenciado. Eu não trabalho na área em que me especializei, e não ganho metade do que deveria, mas estou grata por ter um trabalho, não um emprego, em que ganho 489€ líquidos e subsídio de alimentação, que tem de dar para pagar 300€ da casa, para alimentação, despesas gerais de água, gás, electricidade, condominio, automóvel, porque não há alternativa, e ainda tentar colocar os móveis básicos para poder mudar para lá. Isto é viver à rasca, é lutar para que este trabalho se mantenha (mal ou bem paga-me as contas), porque é melhor que ir para o desemprego, e queixar-me que este país é uma treta. Sei que há muito que não tenha mesmo alternativa, sei que posso dar garças por ter trabalho, mas também sei que eu lutei por isso, e não baixei os braços só porque pertenço à chamada geração rasca. Pelo que lutei, posso dizer o que apetecer deste Governo e de todos os que o antecederam, porque nada me deram, tudo o que tenho foi da minha luta, foi da educação que os meus pais me deram, de me ensinarem que nada se consegue sem esforço, nada vem de mão beijada. Mesmo em tempo de vacas gordas, os meus pais nunca me deram nada pelo que eu não tivesse mostrado que merecia, nunca me deram nada sem provas do meu valor. Fui tão habituada a lutar por tudo, que eu mesma não quis que me pagassem a carta de condução, também nunca me deram mais que uma bicicleta quando tinha 7 anos, tudo o resto fui eu que comprei com o meu trabalho, até o rádio de cassetes que se usava nos anos 80, eu comprei com o primeiro ordenado aos 14 anos, nas vindimas. Por isso, geração mais à rasca que a minha não será fácil encontrar, e no entanto nós estamos cá, e vivemos o dia-a-dia, com dias melhores, outros nem tanto, mas não andamos por aí queixar-se só porque não conseguimos ter nas mãos o último modelo de I-Pad, nem a tv mais moderna da semana, ou porque não conseguimos ir de fim de semana esquiar para Andorra. Foram principalmente os Governos de C. Silva, que habituaram a malta nova a ter tudo, dado pelos papás, que hoje fazem contas à vida, como é que vão conseguir ajudar os filhos, que coitadinhos, não sabem como custa viver, afinal sempre lhes deram tudo. Esta é a geração do MP3, da TV por cabo, da net móvel, do I-Pad, telemóvel com wc, do português mal escrito, das contas erradas, das bebedeiras de shots, das pastilhas de ecstasy, das guerras vistuais e da violência gratuita, das licenciaturas em catadupa em 3 anos, e em cursos sem saída, mas tem-se pelo menos um canudo... nem que seja para ver o mundo por ele... estreito, e com pouca luz, e tudo ao longe...
Acho que bem, que se lute, que se façam manisfestações, mas nesta eu não me identifico, porque fazer barulho por fazer, e depois votar sempre nos mesmos que já nos lixaram, não é para mim, por mais que digam que não é uma manifestação com laivos de política. Assim é mesmo só fazer barulho por nada...
(ganda misturada..., mas acho que deu para entender)
bjks
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De Jorge Soares a 10.03.2011 às 23:01

Xana..sabes a diferença entre tu e eles?.. tu consegues lutar pelas coisas e tens consciência das coisas... não foi preciso que viessem os Deolinda para acordares para a vida....

Mas tudo se resume ao que dizes no fim... eles falam falam, mas na hora de votar, ou não põe lá os pés, ou votam sempre nos mesmos... assim não vão a lado nenhum.

Beijinho e obrigado pelos teus comentários..sempre esclarecedores.

Jorge
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De casascimeiras a 11.03.2011 às 14:44

aí está uma cabeça baralhada! é um perigo generalizar a partir do particular! e aqueles que sempre se esforçaram e não conseguem sustentar a família? desemprego, trabalho precário, fome, direito à saúde... os dos mp3 são uma minoria, enfim a questão de identificação ou não com essa manifestação já é outra e faz parte da nossa liberdade de pensamento e direito de cidadania
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De Anónimo a 09.03.2011 às 23:39

“A concertina”

Da concertina estratégica
Até ao sobressalto cívico
Ressoa um som diatónico
No acordeão seria trágico

Abre o fole solta uma nota
Fecha-o e a nota é distinta
Tocas tu com muita pinta
Uma modinha bem janota

Tocadores de concertina
Há-os por cá com fartura
E não é que o povo atina?

Solta um pézinho de dança
Sacode a letargia prematura
Assim o país pula e avança.
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De Anónimo a 09.03.2011 às 23:45

“À rasca”

Jovens andam drogados
O Ben Ladem é culpado
Ouvem disco e não fado
E dizem estar enrascados

Com a carola queimada
Convocaram uma manif
Hão-de apanhar o patife
Qu’os meteu nesta salada

Jovens deixem-se de tretas
E ponham juízo na mona
Agarrem-se às picaretas

Vão pr’apanha da azeitona
Ou falem com os profetas
Se querem manter-se à tona.
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De Existe um Olhar a 10.03.2011 às 00:46

A Xana já disse tudo o que eu gostava de ter dito e dia 12 vamos esperar para ver.
Bela reflexão a tua, tocaste em todos os pontos essenciais para expor este assunto.

Bjs
Manu
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De Jorge Soares a 10.03.2011 às 23:05

A Xana tem a experiência da vida..

Obrigado
Jorge
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De Sandra Cunha a 10.03.2011 às 01:12

Percebo a Xana, apesar de salientar que 500,€ é mais que motivo para protestar. Tal como trabalhar contra falsos recibos verdes. Tal como ser bolseiro e não ter direito a segurança social nem IRS, nem aumentos há mais de 10 anos,nem nada. E vale sempre a pena protestar. Nem que seja pelos nossos filhos. Gostar deles não é só no imediato. É tentar deixar-lhes um futuro melhor, um país mais saudável. É que são eles que irão pagar a factura da nossa inércia. A começar pelos juros da dívida pública. Que, aviso já, vai crescer ainda mais e mais e mais.

Bem sei que quando chega a hora da cruzinha, votam sempre nos mesmos. Ano após ano. E chegámos onde estamos.

Mas por outro lado, guardo sempre uma réstia de esperança de que desta vez estejam mesmo a acordar. E para mim, esta manifestação significa isso mesmo. Uma réstia de esperança.

Há vários indícios pela sociedade fora de que as pessoas estão mesmo fartas. Parece que começam a ganhar consciência que isto de facto assim não vai lá. Parece que aos poucos começam a ganhar coragem e vontade para se fazerem ouvir. Penso que manifestações destas, principalmente estas com origem na sociedade civil, espontâneas, têm pelo menos o condão de 'unir' forças, ideais, de construir identidade de grupo, de incentivar tomadas de consciência colectiva.

Eu gosto mais de lhe chamar realista mas há quem me acuse de ser pessimista. Tão pessimista que chego a ser negativa. No entanto, desta vez sinto-me optimista...não sei porquê. É apenas um palpite. E já são 51.594 (a nível nacional) que dizem que vão participar. O botão não é 'gostar'. É 'participar'.

Esperemos que estejam mesmo a acordar e que não adormeçam de novo na hora de levantar o rabo do sofá e ir fazer-se ouvir onde faz de facto toda a diferença: nas urnas!
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De Jorge Soares a 10.03.2011 às 23:07

Acho que percebeste o meu ponto de vista, eu também acho que nos devemos manifestar.. pelo menos para que tenham atenção .. mas tenho sérias dúvidas que alguém esteja mesmo a acordar...

Jorge
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De Sandra Cunha a 10.03.2011 às 01:27

http://geracaoenrascada.wordpress.com/2011/03/08/sic-direito-de-resposta/
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De Jorge Soares a 10.03.2011 às 23:42

Já tinha visto.. foi isso que me lembrou a nossa conversa no Facebook e que me fez escrever o post.
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De P a 10.03.2011 às 01:29

Em 2007, na sequência de heranças e na posse de espaço de 156m2, criei loja de velharias e artigos em 2ª mão e botei anúncios na procura de sócio trabalhador. A 1º proposta foi de 25% sobre os lucros, se a meio tempo (4horas) ou 50% se a tempo completo (8horas) com alojamento grátis e alimentação até consolidação. Depois passei para 33% e 66%. Hoje 2011 a loja continua fechada por falta de interessados. Verdade que a loja sendo de artigos em 2ª mão e, nada será tão indigno como tal comércio (?), daí que no anúncio tenha posto a hipótese de mudar o ramo para produtos de agricultura biológica, artesanato e produtos nacionais de origem demarcada mas ninguém se comove. O risco tem que ser inteiro para outros. Isso de ir trabalhar sem a garantia absoluta de um ordenado de pelo menos 500€ ao fim do mês, mesmo estando garantida alimentação e alojamento, não interessa a ninguém. Lavo as minhas mãos. Vou abrir só das 17 às 18 e ver que acontece.
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De Jorge Soares a 10.03.2011 às 23:46

É uma história muitas vezes repetida... vezes demais.. e é o que me leva a duvidar que a crise seja assim tão real como a pintam..

Jorge
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De Paulo a 10.03.2011 às 12:31

Esta é com certeza uma sociedade bem original, desde os jovens "á rasca" aos politicos do desenrascanço (do deles, dos amigos, dos partidos, dos maçonicos, da familia).

O facto de os mais jovens ligarem pouco ou não se importarem com a politica nacional, deu jeito para que outros escolhessem por eles ou outros se colocassem em lugares de eleição por falta de alternativas válidas e progressistas nas ideias.

O resultado é os que detiveram ou detêm o poder, esquematizaram e consolidaram as 1000 e uma maneiras de sacarem os recursos (parcos) económicos do país para proveito próprio, esgotando-o. Acho mesmo que um Estado que não aposta na Educação e Cultura, além de nem se dar ao esforço de combater a corrupção instaurada, hipoteca o futuro.

Consequência 1: gradual e acelerada diminuição da percentagem da chamada classe média (país desenvolvido que se preze, não pode se dar ao luxo de ter 85% de muito pobres, 5% de classe média e 10% de muito ricos)

Consequencia 2: menos recursos, menos oportunidades para os mais jovens que distraidos, pensaram (erroneamente) que o Estado haveria de fazer por eles algo, mas este está "teso", estagnado de ideias, de motivação, impregnado de vícios graves, julga ser uma caravana com destino (incerto) e que os cães (manifestantes) ladram e ela passará á mesma eheheheeheheh.

É complicado dar a volta ao contexto sem reformas estruturais e sociais, em que todos os extractos sociais são parte da solução, em que naturalmente os jovens com habilidades tais possam suceder na politica, os actuais estagnados e viciados politicos, em que a riqueza seja distribuida sem ser garantida, em que se aproveite melhor os recursos do país que temos (sobretudo o turismo e energias alternativas) com melhor exploração da agricultura e pescas para menos dependÊncia alimentar do estrangeiro, já para não falar da dependência energética clássica.

Tudo isto para dizer que as manifestações são porreiras pá, os politicos gostam de ve-las na TV e comentarem entre eles no meio de 2 copos e ficam-se por ali, para quê mudar se o vento lhes corre de feição, e, sobretudo nada de opor-se a manifestações que o Povo tem o direito de desabafar o que lhes vai na alma ahahahahahhahaha

Jorge, grande Abraço ^_^
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De Jorge Soares a 10.03.2011 às 23:54

Paulo... 85% de pobres.. é assim a modos que para o exagerado.

Mas tocaste um ponto importante, o tipo de educação que o estado dá aos nossos jovens... estamos a formar pessoas sem opinião, sem consciência cívica, sem ideias politicas.. aliás, duvido que saibam o que isso é... é claro que depois só pode dar nisto.

As manifestações são importantes.. mas muito mais importante é formar consciências, ideias.. e aí falhamos redondamente.

Jorge
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De manuel a 10.03.2011 às 16:29

Se o protesto é porque estão à rasca, pois que vão todos à casa de banho! … Ora nem mais…nem menos.

Protestam mas não apresentam soluções concretas e alternativas exequíveis.
Deixam-se enredar pela manipulação da palavra e do discurso, não perceberam que o poder e o uso da palavra não esta uniformemente distribuído pelas pessoas na sociedade. Haverá sempre quem se sirva de uns para dominar os outros.

Tenho para mim que é mais “geração carneirinho”, um atira-se para dentro de um poço, e os outros que vão atrás seguem-lhe o exemplo (palavras sábias da minha avó, ensinando-me de como nunca devia fazer).

Abraço

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De Jorge Soares a 10.03.2011 às 23:57

Manuel... acho que acaba de descrever completamente o Português típico.. fala fala, mas na hora da verdade...

Também concordo que mais que à Rasca, é uma geração de carneirinhos :-)

Abraço
Jorge

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