Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Caiu o governo, Portugal é um país à Rasca

por Jorge Soares, em 23.03.11

Sócrates apresentou a demissão

 

Imagem do Público

 

Haverá muita gente que está feliz, finalmente o Sócrates disse basta, na verdade não me parece que exista motivo algum para estarmos felizes, esta crise politica vai trazer consigo mais desconfiança por parte de quem tem dinheiro para financiar o nosso país e essa desconfiança vai ter um custo enorme para todos nós.

 

Como estavam as coisas já era complicado que conseguíssemos seguir em frente sem ajuda do FMI ou da união europeia, agora será quase certo que seja mesmo necessário apelarmos a essas instituições, o custo a pagar por essa ajuda vai fazer com que estas medidas propostas agora pelo governo pareçam brincadeiras de criança... basta olhar para o que aconteceu na Grécia e na Irlanda após a entrada do FMI. Toda a oposição votou contra este PEC, o próximo governo sairá desta oposição, veremos como explicam depois que vão aplicar estas medidas e muitas mais, todas a penalizar o país.

 

Haverá eleições daqui  a pouco tempo, foi há pouco que toda uma geração acordou para o facto de estar à rasca, agora toda essa geração terá oportunidade de mudar o seu futuro, porque é nas eleições que neste país se fazem as escolhas, a abstenção nas últimas legislativas esteve perto dos 40%, veremos como será nas próximas e veremos sobretudo se esta geração, que como o resto do país está à rasca, vai querer continuar à rasca ou vai criar as condições para que as coisas mudem mesmo. Veremos o que vale realmente esta geração.

 

Jorge Soares

publicado às 21:21


109 comentários

Sem imagem de perfil

De in-perfeita a 23.03.2011 às 22:37

Aquilo que aqui vou deixar é apenas e só a minha opinião. Eu não pertenço à geração à rasca, mas gostava de ver muita coisa mudar neste país. Não estou feliz com a saída do Sócrates e daqui a uns tempos ainda muitos se hão-de lembrar dele... quando a crise se agudizar. E para os que pensam que Passos Coelho é o salvador da pátria, desenganem-se... Vamos ter eleições, logo os milhares que saíram à rua devem agora mostrar a sua maturidade e votar, reduzindo os elevados índices de abstenção e participar na escolha de quem nos governará no futuro... e que medidas novas nos apresenta, que soluções.
Não tenho filiação política. Não me importa quem ganhe as próximas eleições. Tive o privilégio de nas minhas relações profissionais conhecer de perto dois homens que admiro Sócrates e Teixeira dos Santos. Já não posso dizer o mesmo de muitos assessores que os aconselhavam.
Este é apenas um testemunho que deixo no blog de um amigo e pelo qual exijo respeito, da mesma forma que respeito as opiniões contrárias.
Sem imagem de perfil

De Artigo interessante a 24.03.2011 às 09:43

A geração dos meus pais não foi uma geração à rasca.
Foi uma geração com capacidade para se desenrascar.
Numa terriola do Minho as condições de vida não eram as melhores.
Mas o meu pai António não ficou de braços cruzados à espera do Estado ou de quem quer que fosse para se desenrascar.
Veio para Lisboa, aos 14 anos, onde um seu irmão, um pouco mais velho, o Artur, já se encontrava.
Mais tarde veio o Joaquim, o irmão mais novo.
Apenas sabendo tratar da terra e do pastoreio, perdidos na grande e desconhecida Lisboa, lançaram-se à vida.
Porque recusaram ser uma geração à rasca fizeram uma coisa muito simples.
Foram trabalhar.

Não havia condições para fazerem o que sabiam e gostavam.
Não ficaram à espera.
Foram taberneiros.
Foram carvoeiros.
Fizeram milhares de bolas de carvão e serviram milhares de copos de vinho ao balcaão.
Foram simples empregados de tasca.
Mas pouparam.
E quando surgiu a oportunidade estabeleceram-se como comerciantes no ramo.
Cada um à sua maneira foram-se desenrascando.
Porque sempre assumiram as suas vidas pelas suas próprias mãos.
Porque sempre acreditaram neles próprios.

E nós, eu e os meus primos, nunca passámos por necessidades básicas.
Nós, eu e os meus primos, sempre tivémos a possibilidade de acesso ao ensino e à formação como ferramentas para o futuro.
Uns aproveitaram melhor, outros nem tanto, mas todos tiveram as condições que necessitaram.
E é este o exemplo de vida que, ainda hoje, com 60 anos, me norteia e me conduz.

Salvaguardadas as diferenças dos tempos mantenho este espírito.
Não preciso das ajudas do Estado.
Porque o meu pai e tios também não precisaram e desenrascaram-se.
Não preciso das ajudas da família que também têm as suas próprias vidas.
Não preciso das ajudas dos vizinhos e amigos.
Porque o meu pai e tios também não precisaram e desenrascaram-se.

Preciso de mim.
Só de mim.
E, por isso, não sou, nunca fui, de qualquer geração à rasca.
Porque me desenrasco.
Porque sempre me desenrasquei.

O mal desta auto-intitulada geração à rasca é a incapacidade que revelam.
Habituados, mal habituados, a terem tudo de mão beijada.
Habituados, mal habituados, a não precisarem de lutar por nada porque tudo lhes foi sendo oferecido.
Habituados, mal habituados, a pensarem que lhes bastaria um canudo de um qualquer curso dito superior para terem garantida a eterna e fácil prosperidade.
Sentem-se desiludidos.

E a culpa desta desilusão é dos "papás" que os convenceram que a vida é um mar de rosas.
Mas não é.
É altura de aprenderem a ser humildes.
É altura de fazerem opções.
Podem ser "encanudados" de qualquer curso mas não encontram emprego "digno".
Podem ser "encanudados" de qualquer curso mas não conseguem ganhar o dinheiro que possa sustentar, de imediato, a vida que os acostumaram a pensar ser facilmente conseguida.
Experimentem dar tempo ao tempo, e entretanto, deitem a mão a qualquer coisa.
Mexam-se.
Trabalhem.
Ganhem dinheiro.

Na loja do Shopping.
Porque não ?
Aaaahhh porque é Doutor...
Doutor em loja de Shopping não dá status social.
Pois não.
Mas dá algum dinheiro.
E logo chegará o tempo em que irão encontrar o tal e ambicionado emprego "digno".
O tal que dá status.

O meu pai e tios fizeram bolas de carvão e venderam copos de vinho.
Eu, que sou Informático, System Engineer, em alturas de aperto, vendi bolos, calças de ganga, trabalhei em cafés, etc.
E garanto-vos que sou hoje muito melhor e mais reconhecido socialmente do que se sempre tivesse tido a papinha toda feita.

Geração à rasca ?
Vão trabalhar que isso passa.

À rasca, mesmo à rasca, também já tenho estado.
Mas vou à casa de banho e passa-me.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 24.03.2011 às 11:42

Concordo plenamente é disto que o País precisa de ser produtivo, eu também tenho uma licenciatura e no entanto nas férias em vez de ir gozar para a praia , ou outro destino trabalhava nas obras e quando procurei o meu primeiro emprego já licenciado, foi de boca e a ganhar 450,00 euros e hoje depois de 8 anos estou na mesma empresa já tenho um salário razoável e já subi várias vezes de categoria. E se não estou bem eu é que tenho que procurar por melhor e lutar, não podemos estar à espera do Estado.
Infelizmente o PS volta a ganhar, porque esta geração à rasca em vez de se inscrever no centro de emprego ou lutar por um trabalhinho até encontrar o tal desejado vão-se filiar no PS porque lá encontram o tal emprego digno.
Imagem de perfil

De Jorge Soares a 24.03.2011 às 22:28

Olá

Concordo contigo, excepto na parte em que não te importas quem vai ganhar as próximas eleições... acho que muitas coisas no nosso futuro depende disso,... devemos importar-nos sim,... pelo nosso bem e pelo dos nossos filhos

Beijinho
Jorge

Comentar post



Ó pra mim!

foto do autor


Queres falar comigo?

Mail: jfreitas.soares@gmail.com






Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2009
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2008
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2007
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D