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Ainda a adopção em Cabo Verde

por Jorge Soares, em 17.04.11

Adopção em Cabo Verde

Imagem minha do Momentos e Olhares

 

Já passou um ano, a D. é a cada dia que passa uma miúda mais alegre e bem disposta, esteja em casa ou na rua, ela canta e dança o tempo todo. Para além disso, durante um ano não teve uma única constipação e com três anos é  de longe a mais arrumada, obediente e educada dos três.. mesmo tendo os outros 10 anos.... para uma criança que mudou de mundo de um dia para o outro, não podia haver melhor adaptação.

 

Durante este último ano foram muitos os mails que recebi de pessoas interessadas em adoptar em Cabo Verde, já aqui falei sobre os processos de adopção neste país, foi neste post cuja leitura recomendo, mesmo a quem não está interessado na adopção.

 

Cabo Verde adoptou a convenção de Haia a 1 de Janeiro de 2010, o nosso processo entrou em tribunal a 29 de Dezembro e por aquilo que vou sabendo, terá sido a D. a última criança a vir para Portugal. Com a adopção da convenção de Haia as regras de adopção irão necessariamente mudar, sendo que em principio iriam ficar muito parecidas com as que estão em vigor por cá.

 

Evidentemente tudo isto implica uma enorme reorganização a nível burocrática e de estruturas, basta recordar que no país não existe uma rede de acolhimento de crianças. Neste momento ninguém sabe muito bem como irão ficar as coisas, sei que durante o último ano foram vários os processos de casais portugueses que foram enviados pela autoridade central da adopção para as autoridades de Cabo Verde, processos que estarão em espera. 

 

Por conversas que tive com pessoas de equipas de adopção nacionais, sei que a segurança social não está consciente desta nova realidade, aliás, na sua maioria pouco sabem sobre a forma como se processa a adopção internacional em qualquer dos países.

 

De tudo isto, o meu conselho a quem pretende ir para a adopção internacional é, para além de contactarem a associação Meninos do Mundo, que pensem noutras alternativas, quando uma porta se fecha outras se abrem, esta semana podíamos ler no Sorriso sem cor um post sobre mais uma adopção na Guiné, e eu sei de  pelo menos duas adopções muito recentes em São Tomé. Este país tem a vantagem de que é de imediato decretada a adopção plena. Há ainda a hipótese de através da Bem Me Queres se adoptar na Bulgária, ainda que neste caso não seja um processo nada barato.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:25


1 comentário

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De Avelino Anonimus a 18.04.2011 às 12:58

Bom Dia a todos.
Não poderia deixar de opinar sobre um assunto que me diz tanto.
Seja no que concerne ao assunto adopção, seja pelo que se entende dele.

Dou Graças a Deus que tenhas optado por fazer mais um criança feliz. E decerto também o darás por poderes receber a felicidade que essa tua filha vos dá.
Mas gostaria de alertar para um assunto do qual não concordo.

Estou a 100% contigo quando referes que se algumas portas se fecham, outras estão como possibilidade de abrirem novos caminhos.
Acho que te referes á questão da morosidade e processos burocráticos nacionais e á rapidez e facilidade com que se adopta internacionalmente. E por tua experiência própria em Cabo Verde.

Não discordo, como já disse, do teu ponto de vista.
Mas agora imaginemos que todos vão pensando caminhar por essa via.
Qual será o futuro das crianças nacionais institucionalizadas?

São elas as culpadas de termos um estado que lhes atropela o direito de serem felizes. em detrimento de outras que através de um investimento monetário, são mais fáceis de adoptar?

É cruel dizer isto. Mas o meu intimo não deixa que essas crianças que estão á espera de uns braços com carinho, fiquem arredadas da possibilidade de usufruírem de uma família.

Não critico ninguém, nem é essa o meu propósito.
Muito menos casais que optam pela via mais facil, e com um pouco de egoismo, seguem o caminho que lhes parece mais rápido.

E as crianças? Para elas não será difícil terem de lutar contra o estigma de uma sociedade, que prima pelo facilitismo, até numa questão como esta?

Não.... não posso criticar.
Mas no meu intimo sinto que cada criança nacional institucionalizada está em desvantagem para com essas crianças.

Desculpa o desabafo

Rosalino

Sou Pai de uma criança adoptada, que se deixou ser acolhida por nós aos 5 anos.
E estivemos praticamente durante 4 anos, á espera que a felicidade através desse nosso filhote, chegasse cá a casa .
Foi duro? Sim verdade. Moroso? Sim verdade. Cheio de papelada e difícil para nós? Uma verdade para nós e para muitos casais.
Mas ao vermos a realidade da adopção nacional e ao vermos agora este nosso filho. Achamos que tomamos a melhor opção por esperar cá dentro.

PS 2 em duvida que seja qual for a nacionalidade ou etnia. A criança é um ser que merece um colo. Mas não podia deixar de expressar este meu ponto de vista.


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