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O que faz de alguém um príncipe?

por Jorge Soares, em 03.05.11

O que é um príncipe?

 

Cada vez mais me convenço que eu tenho uma visão do mundo e da sociedade, ou muito à frente... ou muito atrás, não é definitivamente deste tempo, disso tenho a certeza.

 

Ontem à hora do almoço falávamos do casamento "real", do seu mediatismo e do exagero  de tudo o que girou á sua volta, desde o muito dinheiro (mal) gasto, até às muitas horas perdidas por meio mundo que em dia de trabalho ficou especado frente ao televisor a ver como duas pessoas, quanto a mim normalíssimas, participavam numa peça de teatro encenada em nome de algo que definitivamente não faz o menor sentido... a realeza.

 

Existem uma série de motivos que podem tornar alguém importante e merecedor da minha admiração: atletas que conseguem superar todos os outros e são os melhores na sua especialidade, pessoas que com a sua arte conseguem criar obras únicas, pessoas que sacrificam a sua vida pessoal em prol da sociedade,  alguns governantes que conseguem levar paz e bem estar ao seu povo, cientistas que utilizam o seu tempo e a sua inteligência para proporcionar bem estar a todos nós... pouco mais.

 

Está bom de ver que ninguém da casa real britânica cabe nesta lista, reis, rainhas princesas, príncipes... para mim são pessoas banalíssimas. Tirando raras excepções, se olharmos para as várias casas reais europeias, não vemos ninguém que se destaque pela positiva no que quer que seja. Não há um grande desportista, um grande artista, um grande médico, nem sequer um grande soldado. São pessoas completamente medianas e banais, que não fosse a importância artificial que se lhes dá, não sairiam do anonimato. Isto apesar de na maioria dos casos serem pessoas que têm muito mais condições e oportunidades que a maioria dos seus concidadãos.

 

As pessoas falam-me de príncipes e princesas como se fossem uns seres especiais, juro que não consigo entender o que tem de especial esta gente. Alguém me explique, para além do apelido e do berço de Ouro em que nasceu, o que distingue este William que agora se casou de qualquer outro jovem britânico ou Europeu?

 

Ora, sendo ele uma pessoa normal e banal, o que faz dele um príncipe e de todos os jovens do seu país plebeus?, porque tem ele direito a ser rei e  todos os outros não? E porque é que sendo eles personagens banalissimos, há tanta gente que pelos vistos sonha ser como eles... ou seja, banais?

 

Jorge Soares

publicado às 22:10


13 comentários

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De xana a 03.05.2011 às 23:12

"O que faz de alguém um príncipe?"
Olha, um beijo eu sei que não é... já beijei uns sapos e nenhum virou príncipe...
bjks
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De Jorge Soares a 05.05.2011 às 21:19

Xana... tens que escolher os sapos com mais cuidado...
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De sentaqui a 04.05.2011 às 01:58

Jorge
Desde que me lembro, sempre me contaram e contei também histórias de príncipes e princesas, faz parte do imaginário da maior parte das pessoas.
Os casamentos reais estão espalhados nos compêndios de história. Quer queiramos quer não as hierarquias sempre existiram o que não quer dizer que o William, ou outro príncipe ou princesa qualquer não sejam pessoas como nós, que por acaso nasceram num palácio e isso não os obriga a serem campeões, artistas ou cientistas, desde que sejam cidadãos que primem por valores, comportamentos equilibrados e condutas com o mínimo de bom senso, o resto pouco importa.
Sinceramente não gostava de estar no lugar deles, serem constantemente vigiados, escoltados, sem direito à sua privacidade, não deve ser de modo nenhum um prazer por aí além.
As pessoas que ficam coladas às revistas e à tv para assistirem a um acontecimento destes, certamente estão a reviver um pouco da magia de um conto de infância e para muitos terá sido o único momento do dia em que esqueceram a porcaria de vida que levam.
De vez em quando é bom sonhar!
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De Jorge Soares a 05.05.2011 às 21:22

Houve tempos em que as hierarquias faziam sentido, quando 99% da população não tinha educação e os restantes 1% viviam de explorar ... neste momento não faz sentido nenhum... porque esta gente não tem méritos nenhuns e só vive à custa do erário público... sonhar é bom, quando sonhamos com coisas positivos, sonhar em ser vazio e fútil é uma pérdida de tempo

Jorge



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De Anónimo a 15.06.2018 às 16:41

Bom senso gastar milhões enquanto crianças morrem todos os dias à fome. Parasitas.

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De Anónimo a 04.05.2011 às 07:56

“O PEC rato”

A troika pariu um rato
Era a minha convicção
Veio agora confirmação
Ficou-se pelo PEC quatro

Mais também não podia
Somos uma pobre nação
E já com as calças na mão
Donde mais espremeria ?

Na fotografia saiu-se bem
Quem esteve na negociação
Mas parece que não sabem

Sem grande restruturação
Por muito que nos aldrabem
Tudo não passa duma ilusão.
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De DyDa/Flordeliz a 04.05.2011 às 13:01

Ufa!!! Acabou!!!

É que já não se podia assistir TV sem levar com principes, princesas, realezas e altezas.

Uns nascem de rabo virado para a Lua - E têm os chamados cús reais.
Os outros, os que nascem à trouxe-mouxe - São simples mortais, mesmo com façanhas reais.

Mais uma viradela e teríamos um trono ali mesmo ao virar da esquina. E fazia tanto jeitoooo



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De Jorge Soares a 05.05.2011 às 21:27

Uns nascem para fazer pela vida,.. outros para viver da vida .. dos outros....

Ó mulher.. e para que querias tu um trono?

Jorge
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De DyDa/Flordeliz a 05.05.2011 às 21:36

Para alapar o meu real ca....
E fazer o de uns que eu e tu conheces - mexer.

Estou zangada, não ligues!
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De Jorge Soares a 05.05.2011 às 21:41

Hummm ..... acho que ainda vais a tempo de apresentar candidatura.. é só pensares no programa de governo.. depois podes sentar o .. rabo, onde melhor te apetecer
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De DyDa/Flordeliz a 05.05.2011 às 22:20

Rabo eu não tenho
Tenho cú sim senhor!
Rabo tem o macaco
E macaco fica sabendo
Qualquer dia também é doutor
Doutor? Ou mesmo engenheiro!
Importante é ter poder
Para garantir o poleiro
Programa para apresentar?
Quem é que se vai importar
Em pensar numa solução?
Só se fosse mesmo burro!...
Basta - Falar muito e rosnar alto
Morder - À direita sem esquecer a esquerda
Rodopiar pelo centro
Afastar - Moscas e melgas
E em menos de um mês
Vemos chegar mel ao pão
Saudando todos o padrinho
Muitos irão ao lambe mão
Para garantir o tachinho
Pouco importa se é o Passos
Ou se continua o Zé
Nada vai alterar
Nada vai mudar
E verás que da eleição
Depois de muito cuspe pr`ó ar
Serão os mesmos a limpar
A porcaria deixada

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De Jorge Soares a 05.05.2011 às 22:27

Hummmm peço desculpa pele meu mau linguajar... não queria insultar o teu ... cú!

Desculpa não responder em verso... mas há muito que não consigo rimar :-)
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De entremares a 07.05.2011 às 22:24

Amigo Jorge,

Todos os países precisam de símbolos, de ícones. Atletas, cientistas, artistas, pensadores... tudo serve, pois que a missão de um símbolo é representar um todo... um todo que ultrapassa o símbolo.

As nações - coisa bem diferente de país - também precisam de símbolos. A realeza históricamente surgiu como o elemento agregador, pois era o rei que conquistava e mantinha uno o território.

Hoje em dia, se olhares para as casas reais vivendo dos fundos publicos, concordo com a tua apreciação. Mas todos os presidentes com salários e mordomias vitalicias sofrem do mesmo mal.

As hierarquias, se resultarem do mérito, têm todo o sentido. Seja rei, presidente ou ministro.

Infelizmente... mérito é uma palavra um pouco rara e dificil de aplicar, nestes nossos dias, nao achas?

Um abraço.

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