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Praia das Rocas, Castanheira de Pera

 

Imagem minha do Momentos e Olhares

 

Somos um país pequeno, mas mesmo assim cheio de enormes assimetrias, por muito que se diga que cada vez mais estamos de costas para o mar, a verdade é que a  grande maioria da população vive numa pequena faixa do litoral a menos de 30 Kms do Mar, é lá que se concentram as indústrias, os centros comerciais, os eventos culturais, e sobretudo, o Poder. Um país de costas para o mar que vive praticamente com os pés na Areia.

 

Entretanto o resto do país vai definhando, no interior falta quase tudo, falta indústria, falta organização na agricultura arcaica e feita de minifúndios, faltam acessos, faltam perspectivas ... e com tudo isto, cada vez mais, faltam as pessoas. 

 

Mas há quem teime em lutar contra a situação, quem saiba tirar partido do muito que o interior do país tem, quem saiba aproveitar muito bem o que mais sobra, natureza e beleza natural.

 

Este fim de semana estive em Castanheira de Pêra, uma pequena Vila bem no centro do País, longe do betão das auto-estradas, longe das praias, longe do litoral, o que por lá vi deixou-me deveras surpreendido. 

 

Não sei de quem terá sido a ideia, mas  se a praia fica muito longe para as gentes de Castanheira e arredores, nada como levar a Praia até Castanheira e constrói-se uma, magnifica, com ondas e nadadores salvadores e tudo. Dá pelo nome de Praia das Rocas e garanto que pelo menos em Junho é um local muito agradável de se estar.

 

Conjugando este magnifico equipamento, com o circuito das aldeias de Xisto, os inúmeros circuitos de passeios pedestres que se conjugam com as muitas praias fluviais em rios de águas límpidas e cristalinas, a gastronomia e a beleza natural, temos ali um excelente pólo do cada vez mais na moda, Turismo da natureza.

 

Ouvimos muitas vezes falar dos malefícios da interioridade, Castanheira de Pêra pareceu-me um excelente exemplo de como se contraria a interioridade, com ideias que privilegiam o aproveitamento da natureza, criam emprego e dinamizam a economia. Um exemplo a seguir, um local que aconselho vivamente a visitar e a revisitar.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:21


12 comentários

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De Smootha a 13.06.2011 às 23:10

Do que tu me foste lembrar... Fez agora 2 anos que lá estive.
Beijos
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De Jorge Soares a 17.06.2011 às 01:14

Parece que afinal... meio mundo já lá passou :-)
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De poetazarolho a 13.06.2011 às 23:35

“Pessoas”

Álvaro estás convidado
O Ricardo também vem
Alberto vem tu também
Bernardo está sossegado

A comemoração promete
Ele ocupa a linha da frente
Não sabes? Drama em gente
Para o desassossego remete

Uma mensagem nos deixou
Vive desassossegadamente
Muito cedo também abalou

Por isso fingimos que é dor
Esta dor que a gente sente
Este poeta era um fingidor.
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De sentaqui a 13.06.2011 às 23:37

Há imenso tempo que ando para lá ir, com a tua descrição fiquei ainda com mais vontade de conhecer. Não devo tardar muito.
Bjs
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De DyDa/Flordeliz a 14.06.2011 às 03:03

Confirmo e afirmo sobre a beleza desta praia artificial.
Também fui surpreendida com a qualidade e o aproveitamento de praias fluviais com muito bom gosto e qualidade.
A zona é muito bonita. O tempo por aqui voa com tanto que tem para oferecer.

Desculpa Jorge ter respondido. Acontece que adorei a minha estada por essas bandas.

Abraço aos dois.


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De Jorge Soares a 17.06.2011 às 01:15

Não desculpo nada...

É um lugar muito bonito.. mesmo
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De Jorge Soares a 17.06.2011 às 01:14

Não te vais arrepender.. vai por mim
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De Aespumadosdias a 14.06.2011 às 00:42

No interior há sítios lindos. Quem é do litoral adora lá ir passar uns dias mas morar... Quem é de lá só quer é sair.
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De Jorge Soares a 17.06.2011 às 01:16

Sabes uma coisa... gostava de poder mudar de vida... e ir morar para uma daquelas aldeias de xisto.... há muita gente a voltar e a dar vida às aldeias ... quem sabe um dia não consigo
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De Existe um Olhar a 14.06.2011 às 10:12

Até há bem pouco tempo pensava sobre o tema da interioridade, do abandono das aldeias, do envelhecimento das populações, da desertificação, enfim, de todas estas maleitas que de vez em quando A Tv, faz questão de nos recordar através de imagens que chegam a doer.
Contudo e como tenho feito umas incursões, de quando em vez ao interior, penso que lenta e quase imperceptivelmente as coisas estão a mudar.
E nestes tempos de crise, penso que se irá voltar a ver muito jovem empreendedor a arrancar do que parece perdido, muita coisa esquecida e à espera de ser dinamizada. Uma delas é o turismo, outra é a agricultura, mesmo que minifúndio, vai ressurgir em qualidade e diferente de tudo o que se compra por aí nos supermercados, onde tanta coisa não sabe a nada, para já não falar da gastronomia e dos bons vinhos.
Eu tenho este feeling Jorge, até porque sempre acreditei que as dificuldades aguçam o engenho.
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De Jorge Soares a 17.06.2011 às 01:18

Esperemos que a mudança seja definitiva e para melhor, há imensas coisas por fazer, imensas oportunidades por aproveitar.... O nosso país é um maná de pequenas coisas e lugares maravilhosos... é nisso que temos que apostar, não adianta chorar a industria que não consegue ser competitiva ou a agricultura de grandes extensões que não temos, temos que apostar na diferença e no que temos de bom, paisagem, gentes, tradições.

Jorge
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De poetazarolho a 14.06.2011 às 22:19

“Econocracia”

Deputados pediram auxílio
Para a dolorosa reintegração
Outros pediram a subvenção
Enquanto o povo pede pão

São assim as nossas elites
Onde podem jogam a mão
Enquanto espremem o povão
Vozes de burro não se ouvirão

Tu que nasceste para ser asno
Por favor não fiques pasmo
Isto faz parte da democracia

Agora capítulo da economia
Se deste lucro na governação
És untado como compensação.

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