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Fernando Nobre renumciou ao cargo de deputado

Imagem do Público

 

"Quanto ao Sr Fernando Nobre, é cedo para a campanha eleitoral..e se como presidente da Ami ainda não conseguiu colocar-se em perspectiva sobre a realidade do mundo em que vivemos, o melhor é que se continue a dedicar à Medicina e deixe a politica de lado."

 

A frase é minha e foi escrita neste mesmo blog no dia 17 de Fevereiro de 2010, o post tinha como título Tudo na vida é uma questão de perspectiva, tinha voltado de Cabo Verde há uns dias com mais uma filha e uma perspectiva do mundo muito diferente. Entretanto entre o episódio da utilização da fotografia nos cartazes de campanha e as reviravoltas do senhor, escrevi mais sete posts sobre ele... podem ver os títulos aqui.

 

Muita gente olhou para Nobre e viu como uma alternativa aos políticos, um exemplo de cidadania, alguém que poderia fazer a diferença, bom, nem tudo se perdeu, em ano e meio ele conseguiu mostrar que as alternativas que nascem da cidadania são uma utopia. A capacidade politica, a liderança, a capacidade diplomática, não são algo que nasça espontaneamente. Os partidos políticos, todos os partidos políticos, são para além de mais escolas de liderança, com tudo o que de bom e de mau isso quer dizer. Não é líder quem quer, é líder quem tem a capacidade de o ser e se prepara para isso.

 

Foi a 17 de Fevereiro de 2010 que Nobre apresentou a sua candidatura à presidência da República, há quase exactamente um ano  e meio, desde então foi acumulando disparates e contradições. Hoje saiu a noticia da sua renúncia ao cargo de deputado. Pelos vistos  servir o país só tem piada quando estamos sentados na cadeira do poder, servir o país desde a terceira ou quarta fila da assembleia da República só dá trabalho, não dá prestigio. 

 

Espero que lhe tenha servido de lição, a ele, aos partidos politicos e ao país, a coisa não está para utopias e lirismos.

 

Jorge Soares

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publicado às 21:43


9 comentários

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De Anónimo a 05.07.2011 às 05:14

"O que a falta de mundo pode fazer a um país" (05/07/11 00:04, Miguel Coutinho)

...

António Mexia sintetizou o essencial quando o questionaram sobre o perfil demasiado técnico do ministro da Economia. Disse o gestor: "O que importa são as características pessoais de abertura, de honestidade intelectual, de coragem, de alguma indiferença em relação à opinião dos outros e não ter medo de assumir decisões difíceis".

O resto, como sublinhou Mexia ao Negócios, é o mesmo que assistir aos intermináveis debates sobre futebol em que a bola não rola. Lá está, a falta do mundo. E aquilo a que ela nos condena: vistas curtas, inveja do sucesso alheio e, ‘last but not the least', ao retumbante triunfo da inércia.

http://economico.sapo.pt/noticias/o-que-a-falta-de-mundo-pode-fazer-a-um-pais_121993.html
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De Saude-Beleza a 05.07.2011 às 06:59

Pois é, concordo plenamente com você.
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De Fátima Velez de Castro a 05.07.2011 às 07:10

Posso estar enganada, mas parece-me que isto é apenas uma "paragem estratégica"...
E já agora, parabéns pelo destaque no SAPO!
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De Jorge Soares a 06.07.2011 às 23:01

É dificil perceber que depois de tudo isto alguém mais dê crédito a Fernando Nobre... mesmo a AMI será muito prejudicada, quero crer que a carreira politica terminou mesmo.... mas....

Obrigado
Jorge Soares
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De sentaqui a 05.07.2011 às 11:23

Com o que tu já falaste noutros posts, com aquilo que tenho ouvido nos orgãos de comunicação social, só me ocorre uma ideia...o senhor está gravemente doente.
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De Jorge Soares a 06.07.2011 às 23:02

Acho que o problema é mesmo o ego... ego a mais para capacidade politica e humildade a menos.

Jorge
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De aespumadosdias a 05.07.2011 às 11:41

Quem votou nele deve estar muito contente.
Faz melhor trabalho na AMI.
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De Jorge Soares a 06.07.2011 às 23:03

Infelizmente acho que nem a AMI vai sair incólume disto, depois da vinda a público do organograma da associação em que o apelido Nobre ocupa quase todas as posições importantes, haverá muita gente que terá sérias dúvidas antes de voltar a apoiar a AMI.

Jorge
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De poetazarolho a 05.07.2011 às 21:37

“Vampiro”

Sofremos de falta de mundo
E de dor de cotovelo crónica
Só nos falta a peste bubónica
Para a isto assentar no fundo

Também nos sobra má língua
O cepticismo crónico floresce
Só que a malta já se esquece
Quando andávamos à mingua

De outra senhora era a época
Cujo espírito ainda por aí paira
Mas que importa esconjurar

Sangue nos sugavam c’a boca
Vampiro, este néctar te desvaira
Incenso e alho pr’a me besuntar.

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