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Porque: "A vida é feita de pequenos nadas" -Sergio Godinho - e "Viver é uma das coisas mais difíceis do mundo, a maioria das pessoas limita-se a existir!"
Imagem do Público
A noticia do dia tem a ver com transportes públicos, após muito pensar, o governo ou alguém nomeado por ele, decidiu que temos transportes públicos a mais em Lisboa e que em época de vacas magras há que cortar, cortar no Metro, nos autocarros, cortar nos barcos... o mote é cortar.
Desde os tempos que morei em Lisboa e que era utilizador habitual do Metro e da Carris, que sempre ouvi dizer que os transportes públicos eram: pobres, lentos, ineficientes e insuficientes. A explicação para as filas na 25 de Abril, no IC29 e na A1 era que estas existiam porque Lisboa não era servida por uma rede de transportes que fosse minimamente eficiente para motivar as pessoas a deixar o carro em casa e a ir de transportes para o emprego. Como as filas continuam por lá eu presumo que nos últimos 15 anos desde que saí de Lisboa, as coisas não terão melhorado muito.
Entretanto no último ano começaram-se a ouvir noticias sobre a diminuição dos carros nas pontes e no IC19, a falta de dinheiro que antes só se notava a partir do dia 20, começou a notar-se desde o inicio do mês, e presumo eu, as pessoas passaram a fazer uso do passe mensal durante o mês todo.
Entretanto que faz o governo? tenta melhorar a rede de transportes para que a malta continue a poder ir trabalhar mesmo com menos dinheiro?, não, nada disso, faz precisamente o contrário ... Supressão das ligações marítimas de Lisboa à Trafaria/Porto Brandão e ao Seixal, redução do horário de funcionamento do Metropolitano de Lisboa, supressão de 22 carreiras de autocarros da Carris e de uma de eléctricos e redução do número de lugares nos comboios da CP nos períodos de menor procura.
Isto é o que eu chamo governar em contramão, o governo decide acabar com os transportes públicos precisamente quando as pessoas mais vão precisar deles.... a menos que já estejam a prever que com tudo o que aí vem como consequência das medidas de austeridade, a crise e a contracção económica, seja de tal ordem que como ninguém vai ter emprego, os transportes públicos vão mesmo deixar de ser necessários....
Gostava de saber o que, para além de cifrões, vai na cabecinha de quem estuda e decide estas coisas.
Jorge