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em Portugal Não se devolvem crianças adoptadas

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Talvez vocês se cansem de ler, mas eu não me canso de repetir, pelo menos enquanto alguma coisa não mudar na forma como são dadas as noticias neste país, vou repetir algo que já escrevi várias vezes, pode ser que por força de tanto me repetir alguém interiorize: 

 

Em Portugal não há devolução de crianças adoptadas, é um erro que vemos muitas vezes repetido já seja na imprensa escrita ou na falada. Depois de decretada a adopção não há diferença nenhuma entre um filho biológico e um adoptado, a devolução de um filho tem outro nome, chama-se abandono e existem leis contra isso. O que efectivamente acontece algumas vezes, 10 vezes durante o ano 2010, em 2009 foram 16, é a entrega das crianças durante o período de pré adopção por parte dos candidatos a pais.

 

Hoje a noticia é da RTP e fala da devolução de uma criança de 12 anos, porque alegadamente seria esquizófrénica e teria problemas mentais, não faço ideia qual será a formação do senhor que aparece na reportagem, mas mesmo que seja médico, não estou a ver como conseguiu diagnosticar estas doenças durante o curto periodo de um fim de semana. Para ser sincero, não gostei nada nem da noticia nem da forma em que ela foi apresentada, e muito menos das desculpas do senhor.

 

Acreditem, para nós pais adoptivos, há poucas coisas que nos choquem mais que este tipo de casos, não há desculpa nenhuma para que alguém tome uma atitude destas, e a culpa pode ser de muita gente, mas nunca é da criança.

 

Mas o que leva à devolução de uma criança?... de novo vou repetir-me, uma adopção é um processo em que de um dia para o outro nos entra pela casa dentro um estranho, e nós nem sempre temos capacidade de gostar de imediato dos estranhos que vamos conhecendo, ora, se este estranho fica a viver em nossa casa... e se ainda por cima este estranho é uma criança que já passou por situações de vida em que foi maltratado, violentado, abandonado.. o mais certo é que não seja o filho ideal que a maioria das pessoas sonhou. E do meu ponto de vista esse é o maior problema, as pessoas idealizam os filhos, criam uma imagem do filho perfeito que vai chegar ávido de amor e carinho e vai receber os pais de braços abertos.... meus amigos, isso não existe.

 

O primeiro que faz uma criança adoptada é testar os limites dos novos pais, esticam a corda ao máximo e quanto mais corda damos, mais eles esticam, faz parte do processo normal. Até se sentirem seguros, até concluírem que a ligação é mesmo definitiva eles fazem trinta por uma linha.. com o tempo acalmam... mas entretanto mais de um pai que deveria ser babado, já entrou em desespero. Depois há que recordar que estamos a falar de crianças que vêm de instituições, crianças que a maior parte das vezes estão habituadas a viver com regras que não tem nada a ver com a vida familiar.. se a isto juntarmos a pouca auto-estima que tem alguém que já foi abandonado... temos uma mistura muitas vezes explosiva...e nem sempre estamos preparados para isto.

 

Quanto a este caso especifico, acho muito estranho que tanto a instituição como a segurança social tenham de alguma forma tentado esconder a situação médica da criança. Estamos a falar de uma criança de 12 anos que estava institucionalizada desde os seis, tempo mais que suficiente para que se diagnostique correctamente uma doença como a que foi referida pelo senhor.

 

Quer-me parecer que a criança não terá gostado de ser adoptada e encontrou uma forma de fugir para a frente, depois uma coisa levou à outra e  tudo isto levou a criança a ser abandonada de novo... sim, porque para mim isto não passa de uma forma de abandono, quem devolve uma criança está a abandonar essa criança à sua sorte.

 

É claro que no meio de tudo isto não há inocentes... e ouvir que uma só instituição teve desde Agosto até agora 4 devoluções de crianças, leva-me a pensar que algo de errado se estará a passar, ou com a instituição ou com as equipas de adopção que com ela trabalham. E claro, haveria que perguntar quem serão os responsáveis de que a criança tenha estado seis anos institucionalizada, seis anos é muito tempo, tempo demais desde qualquer pespectiva

 

 

 

Jorge Soares

publicado às 21:35


25 comentários

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De Oficinas RANHA a 14.11.2011 às 22:49

Eu também não gostei da reportagem.
Houve informações que me chamaram a atenção, como o tempo de institucionalização da menina de 12 anos (metade da sua idade) e o numero de crianças que voltaram para esta instituição , que representa um terço do numero total de situações que eles chamaram como "devoluções" por parte de casais adoptantes.
Acho números mais do que suficientes para uma análise especial deste e de outros casos que se possam assemelhar .

Ana Cristina
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De Jorge Soares a 15.11.2011 às 22:01

Concordo, há muito na repportagem por onde pegar.. os jornalistas é que tem uma tara pelas devoluções... é o que vende.


Jorge
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De Cris a 15.11.2011 às 09:40

Isto é inadmissível! Com base no que a criança disse ao senhor durante o fim-de-semana, não pode afirmar que a criança é esquizofrénica. Esse senhor é um completo idiota e não lhe devia nunca ser dada mais nenhuma oportunidade de adopção!!!! E lá vêm os senhores que deviam pôr ordem nestas coisas falar em percentagens e números! São pessoas! São crianças! Cambada de energúmenos!
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De Jorge Soares a 15.11.2011 às 22:02

Olá

Completamente de acordo.

Jorge
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De Caty C a 13.04.2015 às 13:40

A menina se calhar também não ficou muito "impressionada" com este novo papá, vai daí resolveu testar os seus limites e desatou a falar na suposta gémea falecida, que fala com ela, que ela é que manda e por aí fora. O senhor, coitadinho, ficou apavorado, claro,(coisas do além não são para qualquer um) e nem sequer pensou que estava a levar uma grande tanga da menina em questão. Como o senhor não percebe nada de crianças e muito menos de adolescentes, achou que a menina era "maluquinha" e por isso não se adaptava a si nem à sua família. Também não lhe passou pela cabeça que ELE e a restante família também têm de se adaptar à criança. Se calhar se ele tem falado com a maior das naturalidades sobre esta questão da falecida e tem mostrado curiosidade a respeito, sem dramas nem paranóias de espécie nenhuma, se ele conversasse com ela com calma e paciência e levasse o assunto com ligeireza e (mais uma vez) sem DRAMAS, a menina provavelmente iria mudar a sua atitude e iria facilitar a evolução da relação com ele e com a restante família.
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De Rosinda a 15.11.2011 às 11:03

"Devolver" Palavra que é usada ao falar de uma criança, só isso prova, o quanto erradas estão as pessoas. Uma criança, não é um pacote! Se esta criança já com doze anos tiver acesso a estas notícias, que vai sentir...?
A criatura que não a quis adoptar, essa sim deve ter algum problema, com olhar fugidio e pouco frontal, não deve ter capacidades para ter filhos, adoptados ou não.
Fico enfurecida com estas coisas, afinal quando temos um filho natural com problemas, a quem o "devolvemos"?
Quem escolhe adoptar tem que ter em consideração que não vai escolher "um cavalo de raça" mas uma criança, um ser humano a quem pode ajudar. Ter noção que é preciso amar e educar com tanto empenho como a um filho biológico e ainda com amais responsabilidade, porque infelizmente são crianças que já sofreram.

Um abraço Jorge e bem hajas por alertares para estes assuntos.

Rosinda
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De Jorge Soares a 15.11.2011 às 22:03

Olá Rosinda, infelizmente as pessoas continuam a pensar primeiro em sai e depois nas crianças, como pode alguém abandonar uma criança quando ela mais precisa de ajuda?


Jorge
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De DyDa/Flordeliz a 15.11.2011 às 11:45

É tudo muito estranho - Tudo!
Até o tempo de antena para o senhor - é estranho!

Pelo menos teve o seu momento de fama.
Mesmo que seja negativa. Ficou conhecido.

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De Jorge Soares a 15.11.2011 às 22:05

Há pessoas que dispensávamos de conhecer, há coisas que escusávamos de ouvir... e há coisas que não era necessário que as crianças tivessem que viver......

Jorge
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De Kok a 15.11.2011 às 15:53

1-Mas, anteriormente, o senhor nunca tinha visto a criança?
2-Será que o senhor não preferiria adoptar um filho de loiça? Ou um robô?
3-Este senhor não deveria ser ele a ser o acolhido por uma instituição que o educasse esclarecendo-o do que é uma adopção e de como agir e tratar com crianças?

Se é verdade o que ele afirma sobre a "crianxa" ocorre-me perguntar: como procederia ele se tivesse um filho biológico, com as mesmas condições?

São situações como esta (penso eu) que fazem prolongar o tempo de espera de pais que querem adoptar.

1 abraço!!!
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De Jorge Soares a 15.11.2011 às 22:10

São muitas perguntas ....

Sabes, quando vejo coisas destas, pergunto-me se não estaremos a contrariar a natureza e a sua sabedoria ao entregar-mos crianças a pessoas destas... é claro que o mesmo podem dizer de mim...


Jorge
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De golimix a 15.11.2011 às 19:30

Apresentas com este tão artigo a verdadeira verdade sobre a adoção. Adotar pode não ser o mar de rosas que se espera, especialmente se já for uma criança com alguma idade e infelizmente há algum tempo institucionalizada. Mas ter um filho biológico também não é um mar de rosas... falo no parto (que às vezes não corre bem) dos dias em que andamos como Zombies, das doenças atrás de doenças com a entrada no infantário, contando que a tarefa de educar tem muitas doçuras e algumas amarguras. Mas quem está preparado para ser pai ou mãe tem que estar CONSCIENTE e QUERER mesmo ter um filho seja ele biológico ou não! E uma criança não se "devolve" palavra repugnante para ser usada com um ser humano! Os Jornalistas que puseram em rodapé o "devolve" e usaram a palavra quando se referiam a crianças também me causam dó.
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De Jorge Soares a 15.11.2011 às 22:20

Olá

Ter filhos não é fácil em qualquer caso, situações como estas não tem desculpa, não há justificação ou desculpa possível.

Jorge
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De Oficinas RANHA a 15.11.2011 às 20:46

Comento este post pela segunda vez porque se, no inicio, vim aqui dizer que não gostei da reportagem, a verdade é que também não gostei de ver aqui alguns comentários.
Acima de tudo acho que todos temos também de ter em conta que receber uma criança em casa com 12 anos de idade, seis anos de institucionalização e toda uma história que levou ao projecto de adopção, não deve ser fácil e, acima de tudo tem de ser um processo muito bem acompanhado.
Depois também nos temos de lembrar que quando um casal entra num processo de adopção de uma criança com 12 anos deve saber tudo isso teoricamente, e não devem ser nenhuns palerminhas que se lembraram ontem que queriam adoptar.
Por fim, se a reportagem está muito mal feita e fala de devoluções, eu não ouvi dizer isso da parte do Sr. entrevistado, ouvi sim afirmar que em pouco tempo se aperceberam que a menina teria um discurso incoerente e que não corresponde ao padrões normais para a idade.
Acima de tudo importa realçar que, se estas situações acontecem algo está mal no reino da adopção. Talvez a solução fosse tão simples como preparar o período de pré-adopção com períodos de convívio como fins-de-semana de convívio sem compromisso. Não sei.

Desculpem-me o longo comentário, Ana Cristina
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De Jorge Soares a 15.11.2011 às 21:59

Ana, há de certeza muitas coisas mal no reino da adopção, tens razão, mas isso não pode ser desculpa para o que foi mostrado na reportagem.

Já conheci muitas crianças adoptadas, algumas adoptadas ainda bebes, outras adoptadas em idades mais avançadas. Não podemos evidentemente estar à espera que crianças que foram abandonadas, que cresceram sem carinho, que muitas vezes foram maltratadas violentamente física e mentalmente sejam crianças normais.

Estranho seria se a criança tivesse um discurso normal para a sua idade, não achas?

Eu continuo a achar que este tipo de coisas não tem desculpa, quando temos um filho, já seja biológico ou adoptado, temos que saber crescer com ele, não há evidentemente crianças perfeitas, não as há quando é um filho biológico e muito menos quando são adoptados.... quem está à espera das coitadinhas das crianças que estão à espera de uns pais que os levem para casa, além de que vive noutro mundo, vai de certeza ter uma enorme decepção.

Eu concordo com o que já aqui foi dito, depois do que eu ouvi ao senhor na reportagem, acho um crime que se sujeite outra criança a pessoas destas.

E como disse no post, acho um crime que para além do abandono da criança, o senhor se tenha armado em médico e tenha assim em público diagnosticado doenças destas a uma criança de 12 anos.

Jorge
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De Oficinas RANHA a 15.11.2011 às 23:11

Eu não estou a defender o casal, ou neste caso o Sr. . que foi entrevistado (que também me pareceu armado em médico - que não é). Percebes?
Parece-me é que se considerou, à partida, o Sr. como um qualquer monstro, esquecendo que também ele deve ser acompanhado em todo o processo de adaptação, não lhe devendo ser dada voz para dizer asneiradas mas sim voz para que se entendesse que qualquer casal adoptante está muito fragilizado e por vezes tem muita dificuldade em racionalizar todo o processo. Penso que a adopção de uma criança mais velha se torna ainda mais difícil. Não é por acaso que a parentalidade se vai construindo e não cai de repente na vida de uma pessoa.
Acredito sobretudo que a reportagem foi muito tendenciosa e que, como quase sempre, as coisas foram contadas de forma justa.
Ana Cristina
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De Oficinas RANHA a 15.11.2011 às 23:15

Devia ler-se "pouco justa" onde se lê "justa"...
Ana Cristina
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De energia-a-mais a 16.11.2011 às 12:08

Olá Jorge
Concordo que esta notícia é chocante. E concordo com muitas outras coisas que dizes. Na verdade não existe devolução de uma criança adotada - existe abandono de um filho (tal como com um biologico ). E nada distingue o processo de aprendizagem dos pais, quer se trate de um filho biologico , quer seja adotado - também com um filho biologico é assim «um dia para o outro nos entra pela casa dentro um estranho, e nós nem sempre temos capacidade de gostar de imediato dos estranhos que vamos conhecendo» e tal como um filho biologico , «o primeiro que faz uma criança (...) é testar os limites dos novos pais, esticam a corda ao máximo e quanto mais corda damos, mais eles esticam». Acredito que para quem ama, a diferença não existe.
Por isso, neste caso, não me parece que o tal senhor estivesse preparado para amar. Ponto! E não me venham cá dizer que «é preciso que estes pais tenham acompanhamento» (devem tê-lo sim mas para bem da criança) porque um pai biologico também não é acompanhado e um filho não traz livro de instruções. As coisas podem correr bem ou menos bem mas isso acontece em qualquer dos casos...Claro que não se pode apagar o passado da criança e uma criança adotada traz um passado por vezes difícil de ultrapassar. Mas isso faz parte e quem adota está disponível para lutar (ou deveria estar!) tal como quem tem um filho biologico com necessidades especiais por exemplo, tem de fazer, todos os dias da sua vida.

Teresa
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De Jorge Soares a 17.11.2011 às 22:52

Olá Teresa

Com um filho biológico há nove meses de preparação, há o ver crescer a barriga, mesmo assim e como já escrevi algures, muitas vezes o amor não é imediato, com uma adopção não há preparação, os processos são tão demorados que muitas vezes as pessoas até já estão noutra fase da sua vida... e de repente, acontece, não há preparação ou mentalização... quanto ao resto, completamente de acordo.

Jorge
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De Marialva a 16.11.2011 às 12:33

Olá.
Deixo aqui o link para a reportagem do Correio da Manhã, relacionado com o II Congresso sobre Adopção realizado de 13/11 a 15/11 em Lisboa: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/governo-vai-lancar-agenda-da-crianca
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De Jorge Soares a 17.11.2011 às 22:54

Olá

Ver para crer Marialva, ver para crer.

Obrigado pelo link

Jorge
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De DH a 16.11.2011 às 13:43

Olá Jorge.
A M. tem 11 anos (quase 12). Sempre falou sozinha, sempre falou alto com as árvores, as borboletas, as flores, os caracóis...
Com 11 anos continua a falar alto e tanto que às vezes parece que estão meia dúzia de crianças com ela no quarto. Nunca sei se ela está sozinha no quarto ou com algum dos irmãos, porque ouvem-se sempre "vozes" e brincadeira.
O ano passado pedi-lhe para ir apanhar laranjas. Ela foi ao quintal, e ao fim de meia-hora, como não voltou, espreitei pela janela. Ela andava num "bailado" entre ervinhas e pedrinhas e sabes quantas laranjas tinha apanhado? Nenhuma.

A M. não é esquizofrénica, é uma criança normal, mas aos olhos deste candidato à adopção de certeza que seria devolvida por este comportamento "estranho".

Nem sei que diga... Não é possível justificar o injustificável.
Beijinho
Dulce
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De Jorge Soares a 17.11.2011 às 22:55

Olá Dulce

A sorte da M, tal como a da minha R. que vive na lua e de volta dos livros, é que tem pais inteligentes e com bom senso...

Tens toda a razão, nada disto tem justificação possível.

Jorge

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