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Sinal de alarmeImagem do Sinal de Alarme 

 

Talvez fosse no José que João Gil estava a pensar quando escreveu "São os loucos de Lisboa que nos fazem duvidar",  é uma daquelas noticias que parece que foram inventadas para a época do natal, e no entanto a história é real, damos uma volta pela página do facebook e vemos como há tanta gente que até já tinha reparado na rosa atada a um papel e pendurada no sinal de alarme de uma carruagem do metro de Lisboa, a grande maioria reparou e seguiu em frente, porque reparar não é olhar... e convenhamos que não é muito usual ver o amor assim, pendurado num sinal de alarme.

 

Mas o José decidiu acreditar e de um jantar de encalhados em dia dos namorados nasceu uma ideia que teima em manter-se viva, dia após dia José rouba uma flor, ata-lhe um papel com uma frase sobre o amor e pendura-a no sinal de alarme da carruagem do Metro que o leva para o trabalho ou para casa.

 

Que sentido faz faz tudo isto?... nenhum, e no entanto a página do Facebook tem até agora 2869 seguidores e centenas de comentários de incentivo, há até quem peça autorização para copiar o gesto no Metro de outras cidades, sucursais do amor por quem acredita que ainda há amor em pequenos gestos anónimos.

 

Não consta da história que entretanto o José tenha deixado de estar encalhado, talvez não esteja escrito que esta seja a forma certa de procurar o amor, mas de certeza que haverá muita gente que vê neste pequeno grande gesto do José, sinais de que o amor ainda existe por aí... e está vivo... eu confesso que não vejo grande romantismo na frase “A paixão é tremoço, o amor é azeitona”, uma das que foi deixada pelo José... mas confesso que o romântico que já morou dentro de mim acha o gesto diário do José um sinal delicioso de que o amor e o romantismo, mesmo quando parecem gestos bizarros e inuteis, continuam vivos por aí.... um enorme bem haja para o José, para o amor e para todos o que ainda temos capacidade de amar e de acreditar nos pequenos gestos..

 

Jorge Soares

 

publicado às 21:30


9 comentários

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De sentaqui a 28.12.2011 às 22:18

"Maria romântica, que gosta de tremoços, azeitonas, de flores, bilhetinhos de amor e de surpresas, procura um Zé, que tal como ela anda encalhada nos meandros da vida, procurando um amor que tarda em chegar.
Sou uma senhora respeitada e para mais informações pergunte ao dono deste blog, ele poderá atestar da veracidade das minhas intenções"

Jorge, achas que resulta
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De Jorge Soares a 30.12.2011 às 21:50

Hummmm.... isto soa assim meio a ...desepero

Já recebeste muitas candidaturas?
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De Sofia a 29.12.2011 às 00:20

Eu achei o gesto fantástico. É sempre bom pensar que o amor ainda existe e anda por aí.
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De Jorge Soares a 30.12.2011 às 21:50

É um gesto muito bonito..sem dúvida
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De DyDa/Flordeliz a 29.12.2011 às 02:26

Fico com uma dúvida, que fará o José quando chegar o dia 14 de Fevereiro de 2012, data em que decidiu terminar esta aventura amorosa?
O amor provoca dependência (dizem!).
E estas viagens, não? Esta tarefa? Este empenho? Esta dedicação?
De que se privou ele neste último ano em nome "deste" amor.
Mas qual amor? O dele? O de quem se cruza com as frases e a flor?

Se é engraçado? Sim, é! Mas...

Espero que seja uma história de final feliz. Que viva o amor intensamente através da vida e com quem o rodeia.
O gesto esse, vai ser lembrado...
Mas sinceramente espero que viva de amor e não para "este amor" da última carruagem da linha azul.

Aproveito e desejo uma passagem de ano para 2012 com muitos gestos e palvras de AMOR para todos vós.

A minha vai via internet com um
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De Jorge Soares a 30.12.2011 às 21:51

Hummmm.. pois, acho que ele dizia no artigo que não sabe bem o que fazer no dia 15 de Fevereiro.... mas acho que também não importa muito.....

Bom ano para ti

Jorge
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De Miguel a 31.12.2011 às 15:40

O importante é o trajecto, não o ponto de chegada. No dia 15 de Fevereiro o José seguirá o que a consciência lhe ditar. Eu, deste lado, imagino o José daqui a 40 anos a contar ao seu netinho a vez, aquela vez, em que na sua juventude decidiu espalhar a palavra amor. A vez em que tomou uma resolução e não desistiu. Com isso, ele aprenderá que o que ele é, é de o amarem e de ele ser o menino do avô. Aprenderá que o que ele é, o que foi, só ele por inteiro o saberá. Aprenderá que a proximidade a que um se encontrar dele será a sua prenda para cada um de nós. Então, ele aprenderá que:

«Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.» (Ricardo Reis).

Ao José agradeço a proximidade que me permitiu, agradeço a prenda que me deu de o conhecer e agradeço o sorriso que me deixou no rosto.


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De Isa_ a 29.12.2011 às 03:04

boa sorte para o josé e q a carta dele chegue aos correios
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De Jorge Soares a 30.12.2011 às 21:53

Ou a um coração qualquer

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