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Futebol, no Egipto a morte subiu ao relvado

por Jorge Soares, em 01.02.12

Pelo menos 73 mortos num jogo de futebol no egipto

Imagem do Público 

 

No Egipto, um jogo de futebol terminou numa tragédia cujo resultado até agora  vai em pelo menos 73 mortos, no final do jogo os adeptos de ambas as equipas invadiram o relvado e após tentarem agredir os jogadores, envolveram-se em confrontes que resultaram em dezenas de mortos e num número indeterminado de feridos.

 

Manuel José, treinador português do Al-Ahly, uma das equipas que se enfrentavam, relatou para a RTP o ambiente inacreditável em que todo o jogo se desenrolou e as agressões de que foi vitima até que conseguiu sair do estádio escoltado pela policia. 

 

O futebol sempre foi e sempre será um desporto de paixões, mas será que tudo isto é resultado dessa paixão?, o Egipto é um país que atravessa uma forte convulsão social, o povo que na Primavera Árabe se uniu para depor um regime com décadas liderado pelo ditador Mubarak, anseia agora pela implementação da democracia que os militares que herdaram o poder tardam em permitir.

 

O que aconteceu hoje, para além de revelar as condições de segurança inacreditáveis em que se desenrolam os espectáculos desportivos no país, recorda-nos como tantas vezes o futebol se revela como uma válvula de escape onde se libertam todos os demónios...

 

Numa altura em que por cá também vivemos momentos sociais complicados e onde as paixões clubistas são tantas vezes acirradas, deveríamos olhar com muita atenção para o que aconteceu... já diz o velho ditado, quando vires as barbas do vizinho a arder ..... já se queimaram cadeiras e bancadas em nome da cor clubista, esperemos que os demónios a libertar nunca passem disso, cadeiras queimadas e uns vidros partidos... que a morte nunca suba ao relvado.

 

Jorge Soares

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publicado às 21:06


14 comentários

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De poetazarolho a 01.02.2012 às 22:50

“Sociedade call center”

Na sociedade formatada
O call center já te atende
Reclamação foi registada
Resolução essa depende

Vamos consultar manuais
Ligação está impedida
Já há indícios formais
Afinal tem direito à vida

A uma vida em sociedade
Doze andares acima do chão
Onde não conhece o vizinho

No centro da grande cidade
Call center emite a conclusão
Tem direito a morrer sozinho.
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De Antonio Duarte a 01.02.2012 às 23:15

Pois é Jorge, quando um povo goza de um pouco mais de liberdade do que tinha, se lambuza.
O Futebol tem muito a ver com a catarse individual de cada um...é o pertencer a alguma coisa, no caso ao "Time do Coração". Quando a catarse não se realiza, a revolta explode. Se bem que neste caso parece ter havido um componente político muito forte. Fraternal abraço.
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De Jorge Soares a 02.02.2012 às 22:11

O povo oprimido tem sempre a tendência a aproveitar ao máximo a sua liberdade e a cair no excesso....

Por aquilo que fui lendo e ouvindo há mesmo muita politica no que se passou.. isso e muita irresponsabilidade por parte de quem devia zelar para que isto não acontecesse.

Abraço

Jorge Soares
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De DyDa/Flordeliz a 02.02.2012 às 00:13

Ainda se fossem 73 golos... tinha graça!

Isto não é parecido em nada com desporto. É desgraça. É guerra.

Nem chega a ser uma manifestação.

É fanatismo. É cobardia.

É o que senti com esta notícia...

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De Jorge Soares a 02.02.2012 às 22:13

Isto amiga.. é o sinal de que algo vai de muito errado no Egipto... é o sinal de que a primavera da Democracia ainda está muito longe de chegar.

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De Maria a 02.02.2012 às 10:30

Arrepiante. Uma desgraça. A espécie humana continua a provar que é a maior lástima que existe no planeta. Os grandes feitos que atinge são depois completamente abafados por estes comportamentos deploráveis...
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De Jorge Soares a 02.02.2012 às 22:14

E triste, sobretudo muito triste... porque isto também é a imagem da sociedade que se está a construir nos país que acabam de adquirir um pouco de liberdade ... isto não augura nada de positivo para o futuro do Egipto
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De energia-a-mais a 02.02.2012 às 12:26

Olá Jorge!
Ao discutir o assunto hoje de manhã, também não deixei de comentar que este tipo de acontecimento nada tem que ver com o jogo em si - a raiva e o desespero que levaram ao confronto só podem ser lidas à luz da convulsão social que se vive...infelizmente cada vez mais se assiste a esta fúria descontrolada em locais onde estão muitas pessoas juntas e sobretudo os acontecimentos desportivos são propícios a isso. Mas a verdade é que pode acontecer no Egito a braços com graves problemas políticos, como em qualquer outro país - embora alguns povos sejam tradicionalmente mais «pacatos» não quer dizer que estes rastilhos não se acendam...

Teresa
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De Jorge Soares a 04.02.2012 às 21:39

Visto à distancia de 3 ou 4 dias, e depois de tudo o que tem acontecido desde o dia do jogo, o que parece é que estavam à espera de uma oportunidade .. uma desculpa... parece que tinham que morrer 74 pessoas para que a revolta saísse à rua...

O Manuel José é que tem razão, tudo isto foi preparado.

Jorge
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De Ricardo Martins a 02.02.2012 às 15:46

Em Portugal ainda não tivemos nada desta dimensão por pouco. Não conhecendo a realidade do futebol egípcio, este tipo de violência costuma ter origem na irresponsabilidade dos dirigentes desportivos, e na carneirice de alguns adeptos sem cérebro, que seguem cegamente cada palavra dos dirigentes dos seus clubes. Em Portugal já tivemos um adepto morto no jamor, autocarros apedrejados e incendiados, estádios a arder, espancamentos e jovens esfaqueados, assaltos a bombas de gasolina, etc. Em todos os clubes, em toda as cidades. E o que fazem os dirigentes? Uns falam como se dirigissem grupos terroristas separatistas, com discursos regionalistas patéticos, outros lembram-se de partir para o insulto e para a provocação, e todos eles seguem a desculpabilização dos seus adeptos com o argumento vazio do "nós fizemos mas os outros também fazem", ou o "eles fazem pior", e por fim o velho "eles é que começaram". E seria melhor pararmos antes de descambar em algo igual.
Neste caso concreto, mais uma vez não conhecendo a realidade do futebol egípcio, não me admiro, que por trás de todas estas revoltas e convulsões, estivesse algum país ou líder religioso por trás, a manipular o povo egípcio, sejam os EUA, Israel, Irão ou o Ai-atola...
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De Jorge Soares a 04.02.2012 às 21:40

Não quero chegar tão longe.. mas visto hoje, à distancia de 3 ou 4 dias, o que aprece é que era só um rastilho...

Esperemos que nunca aconteça por cá

Jorge
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De Pedro a 02.02.2012 às 17:28

«Não fostes criados para viver como animais, mas para perseguir a virtude e a sabedoria.»
(Dante)
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De Kok a 03.02.2012 às 18:18

Quase nunca comento textos sobre futebol. Porque gosto de futebol.
Porque não gosto de picardias, insultos, pedradas (reais e das outras).
Porque um jogo deve ser uma festa e não um confronto agressivo, quer entre atletas, quer entre adeptos.
Porque os dirigentes desportivos não sabem sê-lo.
Porque gosto de futebol nem sempre vou ver os jogos.
Porque deixaram de ser uma festa.
O que aconteceu no Egipto foi um produto da instabilidade existente?
Então e na Bélgica naquela final entre Liverpool e Juventos?
Em Portugal já aconteceram casos graves ainda que nem tanto; mas não será surpresa que a violência caseira comece a assemelhar-se e depois...
Os adeptos são apaixonados pelos clubes? Pois são, mas isso é razão para odiarem outros clubes?
A vida não é um jogo de futebol; nem sequer para os seus jogadores que são em primeira análise, trabalhadores dos clubes.

1 abraço!
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De Jorge Soares a 05.02.2012 às 00:13

Eu costumo dizer... gosto do futebol pelo futebol... o resto não faz parte, infelizmente cada vez mais é o resto que sobra, do futebol, muito pouco

Abraço
Jorge

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