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A igreja católica e a utilidade das mulheres

por Jorge Soares, em 17.02.12

Mulher em casa

Imagem de aqui

 

O trabalho da mulher a tempo completo, creio que não é útil ao país. Trabalhar em casa sim,... 

 

Manuel Monteiro de Castro tem 73 anos e acaba de ser nomeado cardeal da igreja católica de Roma, o colégio de cardeais é o órgão máximo de governo da igreja, para além de votar para a nomeação do papa, são estes senhores que ditam as leis no Vaticano, leis que servem para governar a igreja católica em todo o mundo.

 

Não faço ideia sobre qual será a média de idades dos cardeais, mas imagino que não andará longe dos 70 anos... e tal vez isso explique algumas coisas. Que em pleno século XXI alguém diga que o lugar das mulheres é em casa a tratar dos filhos e dos tachos é até difícil de acreditar, mas pelos vistos há pessoas que apesar dos tempos continuam a viver noutro século, noutro tempo e noutra realidade. O mundo evoluiu, as mulheres ocuparam com toda a justiça o seu lugar na sociedade, há muito fazem parte do tecido produtivo e dirigente do país, mas para estes senhores, nada disso deveria existir.

 

É evidente que com pessoas como estas a igreja nunca poderá evoluir. há muito que o papel do homem e da mulher, já seja no seio da família ou da sociedade, deixou de ser diferente, a época em que o homem ia trabalhar e chegava a casa e se sentava à espera de ter o jantar pronto , felizmente já acabou há muito. Vivemos numa época em que as tarefas são partilhadas, todas as tarefas e em que ao contrario do que diz este senhor, agora as pessoas tem mais tempo para conversar, porque enquanto tratamos da cozinha e dos filhos, ambos tratamos, podemos conversar, partilhar experiências e vivências....

 

É mais que evidente que a igreja precisa urgentemente de uma renovação, de ideias, de pessoas, de métodos... ou se renova ou daqui a muito pouco tempo, só restarão as paredes dos templos.... porque o mundo evolui e muito apesar deles, as pessoas também.

 

Jorge Soares

publicado às 21:44


23 comentários

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De Susana Carvalho a 17.02.2012 às 22:41

Sinceramente, alguém presta atenção ao que estes castradores de mulheres dizem? Estes gajos deviam estar mais preocupados com a espiritualidade das pessoas do que se meterem em assuntos que não lhes dizem respeito. Eles sabem lá o que é a vida.
Já todos sabemos que a Igreja Católica não acompanha a sociedade: mulheres emancipadas, aborto, pílula contraceptiva, preservativo, são coisas coisas do Demo para estes "homens santos"...
Vá lá, vá lá, no final acabaram por dar razão ao Galileu, mas não evoluiram muito desde então.
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De Jorge Soares a 23.02.2012 às 22:37

Castradores de mulheres?... tu és um bocadinho pior que eu ....

De resto, concordo contigo, estes senhores deviam pensar melhor qual o seu papel no mundo

Jorge
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De Sara a 17.02.2012 às 22:54

Também falei disto no TST logo que li a noticia e a entrevista. E sendo mulher, mãe, esposa e profissional revolta-me que mentes retrógradas como estas existam na nossa sociedade. A vida é mais que isto, e o Homem não vive só para trabalhar e dar sustento assim como a mulher também não vive só para limpar a casa e cuidar dos filhos.
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De Jorge Soares a 23.02.2012 às 22:38

A sociedade é feita por todos..e todos são importantes... quem tenta menorizar uma parte não vive de certeza nos tempos actuais.

Jorge
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De António Manuel Dias a 17.02.2012 às 23:35

Acertou no diagnóstico (as famílias não têm tempo para acompanhar devidamente o desenvolvimento dos filhos), falhou na terapia. Não são as mulheres que devem deixar de trabalhar e ficar em casa a cuidar das crianças, é o casal. O que é necessário, portanto, é reduzir o horário de trabalho globalmente, para que os pais tenham mais tempo para os filhos e as escolas e infantários deixem de ser depósitos de crianças.
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De golimix a 18.02.2012 às 10:08

Concordo consigo. Quando perceberem que as crianças devem ser olhadas como um investimento no futuro. Ouço falar com frequência que as crianças agora são muito indisciplinadas e muito barulhentas, não serão sinais que precisamos de as acompanhar mais? Que não estão a ter tempo de qualidade com os seus pais?
Não se estará a fazer tudo ao contrário?
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De Jorge Soares a 23.02.2012 às 22:41

E eu concordo contigo, devíamos olhar com mais atenção para o queremos para o futuro dos nossos filhos..e arranjar formas de luta que permitam que este seja melhor ..sempre melhor.

Jorge
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De Jorge Soares a 23.02.2012 às 22:40

É, eles acertam muitas vezes no diagnóstico, tem é uma visão muito distorcida do que será a cura.

Como sempre muito acertado António.

Jorge
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De Cris a 18.02.2012 às 00:00

Hum, concordo com o comentário do Sr. Dias: os pais andam de tal forma numa correria que muito dificilmente conseguem ter tempo de qualidade com os filhos ou mesmo com o resto da família. Assim é complicado fortalecer laços e existir uma educação atenta.
Quanto ao papel das mulheres: deixa-me dizer-te Jorge que tu és a excepção e não a regra. Infelizmente, ainda há aí muito macho que pensa que passar a ferro, cozinhar ou lavar a loiça é coisa de gaja. Relativamente a isso, a minha mãe garante que a coisa melhorava se as mulheres resolvessem todas fazer greve. Greve a tudo, se é que me entendes: nada de lavar, nada de cozinhar e nada de sexo. E vai mais longe, afirma que se, para além disso, só as mulheres fizessem greve no trabalho, os políticos que nos governam teriam que pensar duas vezes em determinadas medidas. Não sei se ela tem razão, mas que dá vontade de experimentar, ai se dá!!! :p
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De Jorge Soares a 23.02.2012 às 22:44

Olá

Concordo, há muita gente que ainda vive noutra era... ams como já escrevi algures no passado, grande parte da culpa é das mulheres... elas é que tem que fazer com que as coisas sejam partilhadas... muitas vezes são as primeiras a ensinar os filhos a serem machistas, em lugar de ensinar que no mundo actual homens e mulheres tem papeis iguais, direitos e deveres...iguais.

Jorge
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De golimix a 18.02.2012 às 10:26

Por acaso quando vi esta notícia era para fazer um artigo sobre ela, mas sabia que ias fazê-lo melhor do que eu. =)
Primeiro a imagem está espetacular!
Segundo a Igreja ou avança com ideias interessantes ou não tarda nada começará a perder poder. Sim, poder! Porque a mensagem já se perdeu algures nas suas diversas atitudes ao longo dos tempos. Mas não foi para falar da igreja que comentei, mas sim para falar da ideia do Sr. Cardeal.
Primeiro a mulher tem sim um papel importante, evolutivamente isso é provado, a mulher sempre esteve mais com os filhos, felizmente os homens acordaram e viram o que estavam a perder. A mulher ingressou no mercado de trabalho e isto pode até ser saudável para as crianças e para a família. Mas não deixo de pensar numa coisa, nos nossos filhos, e no tempo que passam connosco... estou a falar em tempo de qualidade, tempo para brincar, falar, crescer! Tempo! Não aquele que é gasto a fazer TPCs, que apesar de terem a sua importância nos levam grande parte do tempo diário.
O senhor até tem razão é preciso tempo para estarmos com as crianças, errou numa coisa, não são as mulheres que precisam dele, mas sim, pai e mãe, pois ambos são importantes na sua formação!
Estamos-nos a perder nesta sociedade capitalista que se esquece das crianças...
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De Jorge Soares a 23.02.2012 às 22:46

A sociedade em que vivemos tem que ser aquilo que a gente queira que seja, somos nós que temos que mudar o mundo...enquanto existir gentinha que dê credibilidade a estes senhores, dificilmente o mundo evolui para a igualdade de direitos e deveres.

Jorge


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De Joana a 18.02.2012 às 11:41

Parece mesmo que o tempo parou para certas pessoas...
Mas gostava que se pudesse usar estes disparates para reflectir naquilo que tem sido a forma como a sociedade tem evoluído com o crescente papel activo da mulher na sociedade produtiva. Embora este papel seja felizmente evidente, a mulher ainda e discriminada na entrada no mercado de trabalho, prejudicada em termos salariais, e olhada de lado quando engravida. Os lugares de chefia são ainda maioritariamente ocupados por homens, e embora haja já muitos casais que partilham a educação dos filhos e as tarefas domesticas, acho que nao são a maioria. Mais uma vez, obrigado por nos fazeres reflectir.
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De Jorge Soares a 23.02.2012 às 22:50

Joana, é verdade, a mulher ainda é muitas vezes discriminada, de muitas formas, mas isso deve-se principalmente a que há muita gente que ainda pensa como este senhor, acredito que com o tempoa tendência será para a igualdade.. mas ainda falta um longo caminho a percorrer.

Jorge
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De energia-a-mais a 18.02.2012 às 15:08

Bom uma coisa é certa - a Igreja Católica não tem evoluido ao longo dos anos e por isso estes senhores, muitas vezes confinados ao «seu» mundo de imponência do Vaticano, abrem a boca e só dizem preciosidades destas...mas há que reconhecer que a mentalidade das gerações de mulheres que têm vindo a integrar o mundo de trabalho, também não evoluiu tanto assim desde há umas décadas para cá. Na verdade muitas mulheres trabalham porque não podem ficar em casa - apenas porque financeiramente não é sustentável para a família - calculas a quantidade de mulheres (na casa dos trintas) que dizem preferir ficar em casa se lhe dessem essa opção? e imaginas que muitas continuam a achar que o marido deve «ajudar» (não partilhar mas ajudar) nas tarefas domésticas ou na educação das crianças?
Outra coisa importante que o homem até mencionou - o tempo de trabalho dos pais e mães é demasiado extenso, o horário escolar e extra curricular dos miúdos ocupa grande parte do dia - o que resta é pouco e muitas vezes esse tempo é ocupado com rotinas diárias que não promovem o envolvimento familiar. Portanto há que mudar muita coisa. Não defendo que a mulher deva ficar em casa mas não acredito que ao colocar uma criança de 4 meses (ou mais nova) numa ama ou infantário, esta venha a ter o mesmo tipo de laços e o mesmo tipo de cuidados emocionais de que se tivesse pai ou mãe mais tempo, sobretudo na primeira infância. E se vires o exemplo dos países nórdicos é muito comum, mulheres de carreira e bem integradas na sociedade produtiva, optarem por ficar em casa nos 3 primeiros anos de vida dos filhos.
Concluo dizendo que antes de mais são precisos avanços na legislação que olhem o futuro numa perspectiva de igualdade de oportunidades para mulheres e homens mas que se entenda que apenas leis não bastam para mudar o rumo - é preciso revolucionar as mentalidades!

Teresa
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De Jorge Soares a 23.02.2012 às 22:55

Teresa, o machismo não é uma exclusividade feminina começa muitas vezes nas mulheres..e na maior parte dos casos são até elas que o fomentam na educação dos seus filhos.

Se reparares bem no que escreveste, tu falas da mulher ficar em casa, não falas de um dos pais ficar em casa, eu fiquei em casa dois meses quando veio a D., adorei esse tempo com ela, e acho que todos os pais deveriam ficar metade do tempo em casa... mas a maioria das mulheres que conheço não quer nem ouvir falar disso, o filho é delas e elas é que ficam, não é o marido, porquê?, não é siso machismo?, não é isso fomentar a discriminação?

Sim, é preciso mudar mentalidades... mesmo.

Jorge
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De Sofia a 18.02.2012 às 16:15

Isto é uma barbaridade em pleno século XXI, e a prova viva de que a igreja precisa urgentemente de uma revolução de mentalidades. Os tempos são outros e estas ideias retrogradas só afastam cada vez mais as pessoas da igreja.
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De Jorge Soares a 23.02.2012 às 22:58

Nem mais, renovação precisa-se

Jorge
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De sentaqui a 18.02.2012 às 18:15

Quero acreditar que a afirmação infeliz deste senhor, não seja actualmente equivalente ao pensamento de toda a Igreja em geral.
Penso que a esta hora estará a levar nas orelhas pelas afirmações proferidas, por alguns sectores da Igreja que estão mais conscientes da evolução da sociedade e no papel que a família na educação dos filhos.
Pecou pela descriminação entre o papel do pai e da mãe no seio da família.
Ganhou pontos na importância que deu ao facto do tempo que os pais devem dispensar com os filhos, quando afirma:Portugal tem de dar mais força às famílias, afundou-se quando se referiu ao tempo que a mulher deve passar em casa.
Seria mais coerente e oportuno se falasse no pouco tempo que é dado aos pais para cuidarem dos filhos quando nascem a exemplo do que se faz noutros países.
Com mentes assim, a Igreja perde pontos e já pouca gente liga a estes tipo de afirmações que são no mínimo caricatas.
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De Jorge Soares a 23.02.2012 às 22:59

Não sei não amiga, este senhor acaba de chegar ao topo... está onde se definem as linhas directrizes da coisa.... eu diria que com este papa e estes cardeais, a coisa só está a piorar.

Jorge
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De Kok a 19.02.2012 às 11:34

O primeiro pensamento que me ocorreu -porque eu às vezes também penso - foi:
«as mulheres fazem falta na igreja!»

E depois, em relação ao que disse o cardeal, lembrei-me do Rei D. Carlos de Burbon:
"Porque non te callas?"

E finalmente disse à minha mulher:
-ouviste o Sr. Cardeal?
-ouvi; e então?
-bem...
-deixa-te de conversas e acaba de passar a roupa; e depressa que ainda tens o jantar para fazer!
Não há dúvida, tenho que ir falar com este cardeal para lhe dizer que a mulher não deve ficar em casa. (pelo menos a minha que me obriga a trabalhar).

Ideias destas em pleno século XXI o melhor é não as levar muito a sério. Não admira que com mentalidades destas, que acredito sejam predominantes em todo o Vaticano, a igreja católica no seu todo esta a perder sócios, aliás crentes!
Mas quem sou eu. Nem faço parte da "coisa"!

1 abraço!
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De Jorge Soares a 23.02.2012 às 23:00



O problema amigo, é que há muita gente que acha que o que estes senhores dizem, é lei... e transmitem isso aos seus filhos...e não há forma de este mundo evoluir... acho eu.

Jorge

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