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O que é preciso para que uma criança seja feliz?

 

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A adopção é antes que mais um acto de egoísmo, as pessoas adoptam porque tem o desejo de ser pais, é em segundo lugar um acto de amor. É necessário muito amor para se conseguir receber uma criança, um perfeito estranho em nossa casa, passar por cima dos problemas, dos preconceitos, e fazer  dessa criança que tantas vezes tem problemas de saúde, psicológicos ou ambos, um ser humanos feliz e normal. É claro que para mim, esta capacidade de amar uma criança não tem nada a ver com raças, com credos, com gostos ou com preferências sexuais. Ou se tem ou não se tem a capacidade de amar as crianças e isso é válido para filhos biológicos ou adoptados.

 

A capacidade de amar é algo que nasce com cada um de nós, todos somos capazes de amar, talvez haja quem tenha mais facilidade de expressar esse amor e quem feche o que sente na sua concha, mas não há quem não saiba amar. Hoje no parlamento debateu-se a capacidade de amar... e por incrível que pareça, o amor saiu derrotado... hoje, os nossos deputados decidiram que só pode amar quem cumpre as normas e os standards, quem teima em ser diferente,  não pode amar.

 

Não é nada de que não estivesse à espera, afinal já todos sabemos que para os senhores deputados o que conta não é o amor ou o bem estar das crianças, o que conta são os interesses políticos e partidários... podemos acreditar que a maioria dos deputados do CDS tenham votado em consciência, mas alguém acredita que os deputados do PCP, que votaram todos contra, o tenham feito?

 

Segundo o DN, há em Portugal perto de 23000 crianças que estão a ser criadas e educadas por homossexuais, para os nossos deputados estas crianças não tem os mesmos direitos que o resto das crianças, gostava de perceber porquê. Afinal, o que é preciso para que uma criança seja feliz?, um pai e uma mãe?, então e os milhares, muitos milhares de crianças que só tem um pai, ou uma mãe, ou dois pais, ou duas mães, não tem direito a ser felizes?

 

Jorge Soares

publicado às 19:52


41 comentários

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De pássaro viajeiro a 25.02.2012 às 17:27


Não é o meu mundo perfeito, tão-pouco o é de ninguém. Mundo perfeito seria um em que todas as crianças rissem. Ora isso está muito longe de acontecer e muito ao invés, têm sempre muitos mais motivos para se entristecerem do que para se alegrarem. Mas é o que temos e obrigatoriamente nele temos de viver.
O problema que aqui se coloca; não coloca mas deveríamos ponderar sobre ele, e aqui falo particularmente para a Susana Carvalho, é que de todas as tuas enumerações sobre natureza e vida, há uma particularidade que nos distingue dos demais, que é a nossa inteligência capacidade dedutiva.
Do que referiste sobre a evolução das espécies, não é bem assim mas não vou entrar numa discussão que para lá de inconclusiva, seria fastidiosa. Há de facto certas movimentações na natureza, comportamentos que de alguma maneira fogem um pouco ao nosso entendimento, mas nenhuma delas é contra natura.
No caso específico das hienas, bichinho que particularmente conheço de ginjeira, a fêmea só assume o comando porque a natureza a concebeu maior que o macho, porque de resto a obra da criação é perfeita.
Não há comportamento homossexual nos animais e o que se conhece, (e tão-somente por displicente observação) são brincadeiras sobre lutas e sexualidade, maneira perfeita encontrada pela natureza tanto para a sobrevivência como para a perpetuação.
Mas mesmo que, hipoteticamente considerando, tais procedimentos pudessem fornecer indícios de deturpado procedimento sexual, ou dar laivos disso, não são percursores de uma realidade futura na medida é que isso só é visível em fase de crescimento.
Na nossa espécie acontece mais ou menos parecido. Numa certa fase do crescimento lá se vão tendo alguns comportamento de índole sexual meio duvidosa, que depois se perdem porque na verdade a natureza animal é procurar o que nos complementa, ou seja, o sexo oposto.
Nasci, brinquei e cresci na savana africana, estou sempre lá quando posso, e sei perfeitamente o que é a vida animal, (a tal depreciativamente dita selvagem por significativos civilizados), no seu habitat natural.
Tudo perfeito! Sem deturpações à naturalidade, sem ódios nem violência.
Assim nós pudéssemos ser, já nem digo iguais, mas parecidos.
Sobre crianças, muito poderia dizer, mas vou ver futebol.
Uma boa tarde e um feliz resto de Domingo.



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De Susana Carvalho a 25.02.2012 às 18:25

Tem mais sorte que eu, que nunca estive em África, mas gostava muito.
Quanto ao resto, vamos ter que concordar em discordar. De qualquer modo, eu não discrimino quem discrimina (racistas, xenófobos, etc). Todos temos direito à nossa opinião e este ainda é um país com liberdade de expressão.
O mais importante é o bem estar das crianças e para mim não interessa se esse bem estar é com um homem e uma mulher ou só com um homem ou com duas mulheres ou só com a avó.
Os exemplos que dei da natureza, são isso mesmo, exemplos (e dei exemplos específicos, já que não se podem aplicar a tudo) e como referi anteriormente, nem tudo é linear.
Também referi que nós somos mais do que genes, portanto, nós somos mais do que instinto animal e somos capazes de racionar. Enquanto que você acha que como seres racionais, não faz sentido para a espécie comportamentos homossexuais (e nisso até concordo, porque os humanos não se reproduzem com relações homossexuais, assim é a natureza), também não me faz sentido eu ser um ser racional e discriminar quem é homossexual, só porque sim.
Digamos que uma mulher não quer ter filhos. Isso é contra-natura, não? Biologicamente somos programados para nos reproduzirmos e espalharmos os nossos genes, mas nem todos optam por isso. Algumas pessoas são estéreis, nem podem ter filhos biológicos, portanto, também não servem o propósito da natureza, se pensarmos que é contra-natura.
O tema dava pano para mangas, mas essencialmente é isto e de facto não vale a pena a gente se alargar com o assunto. Uns são a favor e a maior parte são contra a adopção por homossexuais. Não acho que isso seja importante; as crianças sim, é que são importantes e temo que em assuntos de adopção (seja homossexual ou não), os interesses das crianças são tidos pouco em conta.
Respeito quem não partilhe da mesma opinião que eu, ainda que não compreenda, mas acabo como comecei; vamos ter que concordar em discordar, mas tudo na paz. Nada de guerrilhas, isso não.

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