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Educar

 

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Imaginem a cena:

 

Ao fim do dia chegam a casa e encontram a vossa filha de 16 anos metida em alguma alhada, como castigo e depois da obrigatória reprimenda, decidem que durante uns dias e para garantir que ela não repete a asneira, vai ter que ficar em casa, nada de saídas à noite ou de borgas. A menina vai para o quarto, liga à policia e faz queixa da situação. Passado um pouco a polícia bate à porta e de código penal na mão, leva-vos presos por retenção ilegal  da vossa filha ... na sua própria casa.

 

Por muito incrível e inverosímil que possa parecer, isto aconteceu mesmo, foi  aqui ao lado em Jaen, na vizinha Espanha. O resultado foi que o pai passou o fim de semana preso, a mãe mesmo não vivendo com eles já que estavam divorciados, foi acusada de cumplicidade já que apoiou a decisão do pai e a adolescente para já está algures num centro de acolhimento... onde se presume a deixem sair à noite já que não consta que tenha voltado a ligar á policia.

 

Mesmo sendo na Espanha, notícias destas são assustadoras para quem tem filhos, os castigos são quase a última arma que nos resta para conseguirmos manter alguma ordem e decência dentro de nossas casas, se um pai não pode decidir quando a sua filha deve entrar ou sair de sua casa, quem pode?

 

Haverá quem chame a estas coisas a evolução da sociedade em que vivemos, na Espanha, como por cá, passou-se em muito pouco tempo de uma época em que em casa ou na escola a educação se fazia com base nos castigos físicos, para uma outra em que já ninguém sabe muito bem o que fazer para meter as crianças e jovens em ordem.

 

Antes o problema era o que fazer para os vestir, alimentar e garantir a sua educação, agora em muitos casos o problema é: o que fazer para se garantir todos os desejos e caprichos de crianças que desde que nascem se tornam o centro do mundo e se habituam a viver como se em lugar de pais, tivessem súbditos que estão ali para os servir.

 

Não faço ideia o que diz o nosso código penal sobre casos como este, cá em casa faz-se o melhor que podemos e sabemos para conseguir transmitir os valores certos e as noções de educação, há dias piores e dias melhores, que ter filhos pré-adolescentes não é nada fácil, mas no dia em que os meus filhos menores de idade decidam que eu não tenho uma palavra a dizer sobre as horas em que eles podem entrar ou sair de casa e sobre os lugares que eles podem ou não frequentar, eu deixo de ter filhos e eles de ter pai.... e podem ir chamando a polícia.

 

Sim, eu sei, assim de repente parece que virei um velho do Restelo... mas desculpem lá, esta notícia é de deixar os cabelos em pé a quem tem filhos... ou não? 

 

Há quem diga que educar é construir pontes para o futuro, alguém me explica em que parte do caminho se perdeu esta sociedade que teima em construir pontes para o abismo?

 

A notícia é do JN, que refere esta outra do Diário Jaén

 

Jorge Soares

publicado às 21:49


25 comentários

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De naterradosplatanos a 05.03.2012 às 23:30

Jorge, aqui, li no jornal que em vários estados dos EUA, qualquer pai,mãe para poder saber das mensagens enviadas e recebidas pelos filhos menores, repito menores, mas que eles entretanto apagaram, as companhias telefónicas além de um pagamento exigem autorização dos tribunais!!! A situação, se não sendo igual é mt parecida!
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De Jorge Soares a 08.03.2012 às 23:18

Pois, os Estados Unidos são o exemplo acabado de como as coisas podem sair de controlo.... ridículo.

Jorge
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De Kok a 05.03.2012 às 23:55

Vai-se de um extremo ao outro sem passar pela casa de partida?
E não é o que parece. É assim mesmo!
Não sei como pensam os legisladores que fazem as leis.
(Aliás, já reparaste que juristas, advogados, comentadores, etc., criticam legisladores mas nunca lhes mencionam os nomes? Será porque não sabem quem são? Será que são E.T's.?).
A ideia que dá é que fazem leis empiricamente e sem quaisquer preocupações ou análises práticas da sociedade em que vivem (?).

Aquela jovem de 16 anos não sei o que terá dentro da cabeça; mas se tiver alguma coisa pode ser que ainda se possa aproveitar. E os pais? Como ficam depois de uma situação destas? Eu, acho que ficaria muito mal!
1 abraço!
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De Jorge Soares a 08.03.2012 às 23:20

O problema das leis, de qualquer lei, é que são pensadas para proteger.. o principio está sempre certo, o problema é que elas não são interpretadas pro máquinas...e já sabemos que quando se trata de humanos, é sempre cada cabeça sua sentença....

Nem quero pensar o que faria numa situação destas...

Jorge
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De lagoa_azul a 06.03.2012 às 00:10

Realmente é de arrepiar, numa época em que se buscam valores para incutir às crianças e jovens ir presa por zelar pelo seu bem-estar é qualquer coisa no mínimo estranha.

Contudo não auguro nada de bom para essa menina, a não ser que algures a vida lhe ensine umas coisinhas e não sei se terá estofo para corrigir.

E pronto já aqui tens uma velha do Restelo a fazer-te companhia, não te sintas tão desamparado, educar é construir pontes para o futuro, mas por vezes temos de mandar uns encontrões valentes e eles caírem no abismo para darem valor às coisas.

Boa semana
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De Jorge Soares a 08.03.2012 às 23:21

É bom saber que não estou só no mundo... de vez em quando sinto-me um ET.

Jorge
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De DyDa/Flordeliz a 06.03.2012 às 00:42

É de ficar assim: e com medo do futuro.
Depois é como dizes: "é de deixar os cabelos em..."
Ou então: perder o resto dos cabelos que restam na cabeça.

É um desespero.

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De Jorge Soares a 08.03.2012 às 23:22

A tua sorte é que o teu já passou estas fases... a mim ainda me faltam 3...e cada dia isto vai piorando

Jorge
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De Marão a 06.03.2012 às 08:06




EM VEZ DE TABUADA TABUS
Há quarenta ou cinquenta anos, os iletrados estruturais da época faziam questão em exibir uma caneta no bolso do casaco como enfeite, mas não sabiam escrever. Hoje, seria fundamental, por exemplo, que não se enfeitasse a ignorância com máquinas de calcular, e fossem mesmo proibidas nos quatro primeiros anos de escolaridades até que se aprendesse a tabuada , que o computador não passa de uma excelente ferramenta de trabalho dos nossos dias, mas que não se substitui ao saber e competências, e não disfarça nem elimina a propagação do analfabetismo funcional. O desastre da aprendizagem fica sempre desnudado, quando se torna necessário fazer uma redacção, exprimir uma ideia, preencher um formulário, saber onde corre o rio Minho, transmitir uma informação, perceber um recado, identificar um aviso ou encaixar sem decalque os elementos de uma construção. O simples papel químico para uma cena ou o decorar rígido de um papel não exercitam nem agilizam o cérebro para uma curva mais apertada, das que sempre se apresentam inesperadamente no mais planificado caminho que se possa traçar. Em resumo, tudo se complica quando pela lei da vida, somos forçados a sair do casulo onde nos induziram a mergulhar de olhos vendados, como se o horizonte terminasse nas paredes da nossa escola, na tendeira do chupa-chupa, ou no fim da linha do autocarro do costume. Ou o ensino do caminho para o vazio que se está a cavar.

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De Jorge Soares a 08.03.2012 às 23:25

Apesar de concordar em alguns pontos, acho que a coisa já nem vai por aí... o problema é que para se transmitir valores e princípios há em primeiro lugar que os ter... e infelizmente a maioria das famílias já não sabem o que isso é.

Jorge Soares
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De Marão a 09.03.2012 às 07:33

O mal da coisa começa efectivamente onde diz. Com a fonte já inquinada propaga-se a maleita.
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De Cris a 06.03.2012 às 09:06

Essa notícia é de chorar de desespero! Acho que o abismo já se instalou e tiraram as setas com qualquer indicação para fora dele. "Protejam as crianças", dizem. "Criem monstrinhos", digo eu. Afinal, aonde está o bom senso? Está em desuso, com toda a certeza. Deve dar vontade de se demitir de pai, deve. Mas se o fizer, ainda vai preso por isso. Perdido por ter cão e perdido por não ter. É de chorar de desespero!
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De Jorge Soares a 08.03.2012 às 23:27

Bom senso... é aí que está o problema... neste caso a policia pegou na lei e acha que a aplicou às cegas... um pouco de bom senso, uma conversa com os pais e com a menina, tinham resolvido de certeza o assunto sem meter prisões, tribunais, centros de acolhimento e notícias de jornal ... como não há bom senso, deu nisto.

Jorge
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De Sofia a 06.03.2012 às 10:05

Isto é assustador mesmo! Essas leis só estão a proibir os pais de educar um filho. É um castigo, não é agressão!
E o pior é que estas noticias vão dar ideias a outros adolescentes a quem seja imposto um castigo. Cá pra mim podemos esperar mais casos como este...infelizmente.
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De Jorge Soares a 08.03.2012 às 23:29

Olá Sofia

Não são as leis... por principio as leis são sempre feitas para proteger... a forma como estas são interpretadas é que costuma ser um problema... neste caso faltou bom senso... como falta muitas vezes, isso e valor, porque na dúvida leva-se a lei à letra... é triste, mas acho que tens razão, este tipo de coisas vai-se repetir cada vez mais.

Jorge
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De Spawn a 06.03.2012 às 11:05

Viva. Antes de mais, parabéns pelo blog, aborda temas do maior interesse e com bastante equilíbrio. Em relação a este post em particular, estamos todos a falar com muito conhecimento de causa, quando na verdade pouco se sabe sobre a situação. Por isso, primeiro gostaria de dizer que a actuação da polícia é no mínimo caricata, mas é o que dá levar a lei à letra, sem ter em conta de que se está a lidar com pessoas. E esclarecer também que não concordo de todo com a prisão destes pais. Depois, é preciso perceber o que se passou nesta família, e não estou a falar deste dia em particular. Compreendo o horror de muitos pais perante esta reacção da adolescente. Mas o que ela fez agora, tenho sérias dúvidas que não o tenha feito, noutros moldes, anteriormente. Ou seja, em vez de culpabilizarmos a adolescente e apregoarmos o fim da civilização, convinha perceber porque é que ela quis fazer isto. Porque há aqui um castigo aplicado aos pais, e os filhos só chegam a essas vias de facto quando sentem que os pais não sabem exercer autoridade, ou que não a merecem. Isto poderá chocar muitas pessoas, mas eu acredito que a autoridade parental é um exercício diário, feito com amor, e não um poder inalienável só porque são pais. No fundo estou a falar do que é ser pai (e não estou a dizer que é fácil), que na minha óptica não é apenas um direito.
Queria só acrescentar, em relação a um comentário que fala das mensagens dos filhos: atenção, porque entre a autoridade própria da parentalidade , e a invasão da vida íntima das crianças, vai, a meu ver, um grande passo. Ser pai não é ter o controlo total sobre a vida dos filhos. Pelos filhos, e também pelos pais.
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De Jorge Soares a 08.03.2012 às 23:35

Concordo que nos falta informação, não sabemos o que esteve na origem do problema ou a forma como foram as coisas feitas... mas não deixa de ser assustador...

Quanto à ultima parte do seu comentário, vou ser sincero, não gosto da frase "a privacidade das crianças", há coisas que não podem ser privadas, as mensagens de telemóvel dos meus filhos não podem ser privadas.. porque eu tenho que poder saber o que se passa, só sabendo posso actuar em caso de perigo..e todos sabemos que os perigos existem.

No dia em que eu não possa ver o que andam a enviar e receber os meus filhos, simplesmente eles deixam de ter telemóveis... porque se não posso controlar, elimino o perigo.

Obrigado pelo comentário e pela simpatia

Jorge Soares
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De Spawn a 09.03.2012 às 00:16

Pois, eu compreendo. Mas o que me parece preocupante é que os pais necessitem de chegar ao ponto em que têm de ver as mensagens dos telemóveis dos filhos. Se os pais acham que necessitam desse controlo, então concordo plenamente, eliminem-se os telemóveis. Um telemóvel transforma-se rapidamente num objecto muito pessoal, íntimo até. Rapidamente vão perder esse controlo (da primeira infância à puberdade é um passo). Se preferem não arriscar, não os dêem.
A questão da privacidade leva-nos por outros caminhos, mas para mim é evidente que a partir do momento em que a criança passa a ser autónoma, passa a ter uma vida íntima, que vai construindo até ser adulta (e por aí em diante também). E, espero que não me intrerprete mal, mas entre "cuidar" e "controlar" vai uma grande distância. Assim, acredito que as crianças precisam ser cuidadas, o que implica um certo respeito pela sua individualidade.

Os melhores cumprimentos
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De golimix a 06.03.2012 às 19:00

Jorge, esta juro que me deixou de queixo caído!!
Como sabes, sou contra castigos físicos, não que às vezes não me apeteça dar uma palmada no rabito lindo do meu filhote, mas penso sempre "Apetece-me tantas vezes mandar uma palmada em tantos adultos, os quais nem sequer tenho apreço, porque hei-de fazê-lo com o meu filho que amo?" Sigo esta premissa e a técnica da respiração contada pausadamente até 10 (20;30;... técnica que é válida também para os adultos "ranhosos" que vamos encontrando volta e meia). Por norma tentamos levar tudo na base da "palração" que às vezes demora.... no entanto, ou porque estamos com menos paciência, ou porque o menino passou MESMO dos limites o recurso ao castigo é usado. Arre e agora isso é crime? Então a menina de 16 anos queria saídas à noite? Deve estar bem melhor na casa de acolhimento!! Este mundinho anda mesmo às avessas.
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De Jorge Soares a 08.03.2012 às 23:37

Um destes dias escrevo o que me vai na alma a respeito dos castigos físicos...

Tenho que fazer um post sobre isso... mas tenho que pensar muito bem o como e o que escrevo... não vá a policia aparecer-me à porta de leis na mão.

Jorge
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De golimix a 09.03.2012 às 12:27

É um tema difícil de se lhe pegar...
Ui...

Bjs para vocês
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De Anónimo a 06.03.2012 às 19:52

Entretanto li o artigo no Diário espanhol, e gostaria de acrescentar 2 ou 3 coisas:
Os pais da jovem estão em processo de separação, o que não costuma ser uma situação fácil para os filhos. Ao que parece, a jovem vive com a mãe, tendo o pai saído de casa. Neste sentido, por a jovem poder sentir que o pai "abandonou" o núcleo familiar, poderá reconhecer-lhe menor autoridade.
Por outro lado, no post faz a pergunta: "se um pai não pode decidir quando a sua filha deve entrar ou sair de sua casa, quem pode?".
De facto, os pais têm o direito e o dever de colocar aos seus filhos, regras de convivência no meio familiar, e dar eles próprios o exemplo (o que não faltam são pais que exigem regras que não cumprem). Mas será este processo de separação dos pais algo compreendido por esta jovem? Será que ela aceita que os pais se separem? Será que lhe explicaram as consequências do divórcio, e o que isso alterou e não alterou na vida familiar?
Como tantos adolescentes, imagino que esta jovem, não sabendo colocar estas perguntas, se esteja a colocar em situações que colocam tipicamente os cabelos em pé à maior parte dos adultos. Situações de revolta, retaliação, talvez até perigosas para ela própria.
Por fim, ainda bem que actualmente o problema já não é só "o que fazer para os vestir, alimentar e garantir a sua educação". Se é verdade que há muitos pais que, na sua atroz condescendência, criam pequenos tiranos, não é menos verdade que a parentalidade actual exige uma maior capacidade de relação com os filhos. Uma relação que ultrapassa os aspectos concretos das necessidades materiais e da educação comportamental. Uma relação de confiança, de segurança, de contenção das ansiedades e medos, de compreensão, e naturalmente, de autoridade.
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De Jorge Soares a 08.03.2012 às 23:39

Concordo, a autoridade deve ser baseada na confiança e na segurança... mas nem sempre é fácil, porque cada caso é um caso.. cada criança é uma criança e cada adulto um adulto ... todos diferentes e com formas diferentes de olhar para o mundo.

Jorge

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