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19 mulheres por dia foram vítimas de violência doméstica

 

"De acordo com as Estatísticas/Relatório Anual 2011, elaboradas pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), 19 mulheres por dia foram vítimas de violência doméstica em Portugal, no ano passado. No total foram registados 15.724 crimes de violência doméstica contra as mulheres.


Num momento em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, a APAV assinala que a mulher continua a ser a principal vítima de todos os tipos de crime, com 80% dos crimes praticados contra o sexo feminino. O autor do crime é predominantemente do sexo masculino (78%).

 

Traçando o perfil da vítima de crime, com base nos dados recolhidos pela APAV, verifica-se que: a vítima é mulher; tem entre os 35 e os 40 anos ou mais de 65 anos; é portuguesa; é casada; tem a sua família nuclear com filhos; trabalha por conta de outrem e reside nas grandes cidades.


Na área da violência doméstica verificaram-se mais 505 factos criminosos ao nível dos maus tratos físicos, relativamente a 2010; mais 427 factos nos maus tratos psíquicos; mais 55 factos criminosos no homicídio tentado e mais 5 mortes por homicídio consumado do que em 2010.

 

A APAV tem tido um papel determinante ao nível do apoio directo à vítima de crime, mas também na prevenção do crime, anterior à vitimação. Essa resposta tem-se traduzido na qualificação dos profissionais que prestam apoio às vítimas de crime, e na sensibilização do público em geral para essas temáticas.

 

Ao longo de 2011 a APAV realizou 421 acções de sensibilização sobre os temas da violência no namoro, violência doméstica e violência nas escolas, que envolveram 19.624 participantes.

 

Fonte APAV 

 

O dia da mulher foi instituído porque durante muito tempo o papel da mulher na sociedade era menosprezado pelo homem, durante séculos a mulher estava condenada a ter um papel secundário que a remetia para a cozinha e os fundos da casa. Durante a revolução industrial a mulher foi incorporada na mão de obra activa nas grandes fábricas, mas quase sempre em condições insalubres com jornadas de trabalho intermináveis e salários de miséria.

 

Hoje em dia a mulher tem um papel muito mais activo na nossa sociedade, mas falta ainda um longo caminho por percorrer para uma igualdade plena de direitos e sobretudo para uma efectiva protecção das mulheres contra a violência doméstica e de género... 

 

Que o dia das mulheres seja todos os dias e não uma vez por ano....

 

Jorge Soares

publicado às 21:39


23 comentários

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De Marão a 08.03.2012 às 12:21

"e sobretudo para uma efectiva protecção das mulheres contra a violência doméstica e de género..."
As ratazanas venenosas não estão prisioneiras nem são exclusivo de um só género nas artes da violência.
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De pássaro viajeiro a 08.03.2012 às 13:45

Excluíndo o apodo de ratazanas que só uma mais que evidente mal-formada mente ousaria proclamar, as mulheres estão sempre prisioneiras.
Enclausuradas eternamente no que à propria condição às obriga.
Amor maternal e familiar, e generosidade natural.
Mulheres; seres sublimes tão profundamente incompreendidas, dificilmente escutadas e quase nunca perdoadas.
Para todas vós, obra-prima da Criação, a minha sincera homenagem
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De Marão a 08.03.2012 às 14:28

Apreciei comovido essa rara capacidade de maldizer num sopro com evidente atrofiamento mental da alegada falta de formação alheia, bem como a pressa em carimbar como lixo o que não seja concordante com a sua iluminada compreensão. Com a devida permissão insisto na praga de ratazanas, inclui ratões, que tanto o/a afligem .
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De Anónimo a 08.03.2012 às 14:44

Deves ser boa peça!!! Deves deves... Marão??? ... Mais para o marado, isso sim!
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De Marão a 08.03.2012 às 15:30

Não se aguentando num debate de ideias , passam de pronto á violência gratuita. Aqui só verbal que não podem partir para matar a fome de paulada que tentam disfarçar. Mais para o atrofiado, o que é revelador da moral postiça que apregoam.
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De Jorge Soares a 08.03.2012 às 14:51

Como o post é contra a violência .. os comentários passaram a ser moderados

Jorge Soares
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De Marão a 08.03.2012 às 15:35

Esta gente, não se aguentando num debate de ideias , passam de pronto á violência gratuita. Aqui só verbal que não podem partir para matar a fome de paulada que tentam disfarçar. Mais para o atrofiado, o que é revelador da moral postiça que apregoam.
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De pássaro viajeiro a 08.03.2012 às 15:17

Quanto a si não sei; pela minha parte sei perfeitamente.
Dia da mulher, não é? Quer dizer; dia de lembrar o quanto o mundo deve às mulheres.
E eu lembro, nunca esquecerei.
Uma deu-me a vida e deu-me o leite, outra deu-me amor e deu-me filhos.

( A jeito de corolário. )
Em todas as relações entre um homem e uma mulher, é sempre ela quem dá mais. Mesmo quando pede
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De pássaro viajeiro a 08.03.2012 às 15:53

obviamente isto é especialmente dedicado ao macho Marão.
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De Marão a 08.03.2012 às 18:01

Você não tem vergonha nenhuma e na falta de neurónios continua alarvemente de carimbo em riste até mergulhar na banalidade pacóvia de chamar macho a outro. Em todo o caso não irei descer por aí abaixo ao ponto de lhe adjectivar a verborreia. Concluo com uma reflexão para o caso de ainda lhe restar algum poder de encaixe. Li hoje algures por aí o comentário de uma Senhora que dizia mais ou menos isto. "Dia da Mulher significa então que os outros 364 dias são do Homens" E ainda, digo eu, que é um abuso que falta ao respeito e ofende a dignidade e consideração que é devida ás mulheres a habilidade machista disfarçada de bondade quando se impõem cotas no trabalho ou na representação política. Igualdade de oportunidades desde o ensino até justa progressão na actividade profissional, isso sim!
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De Marão a 08.03.2012 às 16:07

Lembro-lhe parte da letra de um fado. "A Mãe aos filhos dá beijos, mas o Pai sem os beijar dá-lhe mais beijos que Ela". Por mim, sem tabus, respeitosa solidariedade para com todas as PESSOAS vítimas de violência. Seja ela física, psicológica, por incongruência entre o discurso e a prática, ou fruto de mera mas lamentável má formação moral.
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De lagoa_azul a 08.03.2012 às 16:52

Boa tarde Jorge,

Ia opinar do teu post mas depois dos comentários que li acima, admito que recuei no que pretendia dar de testemunho num dia como o de hoje, apesar de achar que todos os dias são dia da mulher.

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De Jorge Soares a 08.03.2012 às 23:01

Concordo, todos os dias devem ser o dia da mulher...eu não gosto de dias... por isso nestes dias faço sempre um post que dê uma outra forma de olhar para as coisas.

Fico com pena que te tenhas inibido.

Jorge
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De naterradosplatanos a 08.03.2012 às 19:35

E porque não há dia do homem, não me dizem? Dia da mulher, um autêntico disparate mesmo tendo hoje recebido uma gerbera de uma senhora da óptica onde fui hoje arranjar os meus óculos!
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De Jorge Soares a 08.03.2012 às 23:03

Devíamos perguntar-nos porque não há um dia do homem... ou dos verdadeiros objectivos da existência de dias como o de hoje...a realidade é que as pessoas não querem saber, é só mais um motivo para festejar, para mais uma prenda...eu tento utilizar sempre estes dias para um post diferente, para tentar esclarecer ou para chamar a atenção para os veradeiros problemas.

Jorge
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De Susana Carvalho a 08.03.2012 às 23:59

Para uns, este dia é para comemorar o ser mulher, comprar umas flores... não sei bem.
Para outros, é para relembrar as desigualdades que ainda existem entre géneros. De facto, as mulheres ganham menos, são mais discriminadas no trabalho, têm mais dificuldades em aceder a certos cargos... se pensarmos noutros países, as mulheres nem sequer são consideradas pessoas. Estão abaixo do cavalo e da galinha.
Por cá, bate-se nas mulheres na privacidade do lar; nos países de médio oriente, por exemplo, apedrejam-se as mulheres na rua. Em África ainda se pratica a mutilação genital às mulheres (não em todos os sítios, mas ainda há muito disso).
As pessoas mais pobres do mundo são mulheres, das pessoas com menos direitos do mundo, lá está, mulheres incluídas, as pessoas com menos acesso à educação são as mulheres.
Enfim, por todo o lado as mulheres continuam a ser consideradas inferiores, de um modo ou de outro.
No antigo Egipto as mulheres tinham mais direitos do que a maior parte das mulheres de hoje em dia. Podiam divorciar-se, podiam herdar, podiam ser proprietárias e algumas chegaram mesmo a ser Faraós (rainhas) do Egipto.
E neste mundo de hoje, continua a existir tanta desigualdade, que nem faz sentido que ainda assim seja.
E enquanto falamos no dia da mulher e se fazem chamadas de atenção, uma vez por ano, às desigualdades existentes, porque não fazê-lo mais vezes? Afinal de contas, as mulheres são discriminadas no dia-a-dia de todas as maneiras possíveis...
Este dia é patético, sinceramente. Não se fazem mudanças num dia de celebração da mulher. Isso tem de se ir fazendo todos os dias...
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De golimix a 09.03.2012 às 08:58

Susana, assino em baixo de tudo o que dizes tornaste visível com palavras o que penso.
Na nossa sociedade existem muitas diferenças, entre homens e mulheres, a educação na intimidade de cada lar é dada de forma diferente. Eu tenho um irmão que recebeu dos meus pais uma educação diferente da minha. Aliás a minha mãe nem sequer queria que eu avançasse com os estudos, era mulher tinha que aprender costura, com tal ódio fiquei à máquina que passo por elas com um perímetro de segurança. Devo o facto de ter ido estudar à minha Professora que insistiu em falar com os meus pais quando soube da ideia absurda de só me querem deixar ficar com o 6º ano. O mau pai acedeu logo, mas a minha mãe tive que "aturar" durante uns bons anos. Foi assim que ela foi "educada"/"Treinada", a pensar que as mulheres não têm o direito de pensar, de serem cultas, de lerem, de tirarem cursos superiores... enfim, tinham que ser fadinhas do lar. O problema é que teve uma filha com vontade de ser mulher mas muito mais que isso, vontade de contar, de fazer valer as suas ideias, de existir com paixão....

Um bem haja Susana!
A favor da mulher todos os dias! E contra a violência sempre!

PS- Jorge, o teu blogue anda a dar polémica ;)

Bjs e bom fim de semana para todos
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De Susana Carvalho a 09.03.2012 às 10:32

Olá Golimix.
Como bem sabemos, há dualidade de critérios na educação que se dá a mulheres e a homens.
Acho incrível haver mulheres que não querem dar mais oportunidades às suas filhas, nomeadamente seguir os estudos. A mentalidade de educar as mulheres para serem donas de casa e escravas de seus maridos é absurda!
Claro que devemos saber cuidar de uma casa; não acho que temos que ser "deficientes". Acho de muito mau tom uma pessoa (seja mulher ou homem) não saber cozinhar, deixar a casa toda suja, etc. Essas coisas são precisas, mas não só. Nós mulheres somos muito mais do que mães, esposas e donas de casa. Somos pessoas.
Tenho pena que algumas coisas ditas de "fada do lar" se estejam a perder, pois as miúdas de agora não aprendem a cozer, a usar uma máquina de costura ou a fazer renda, por exemplo. Eu cozo muito mal, não sei usar a máquina de costura e a única coisa que sei fazer muito bem é o ponto-de-cruz. Não acredito que as mulheres tenham de aprender estes ofícios todos, mas pelo menos aprender algum, para que algumas bonitas tradições se possam manter vivas.
Agora, sem dúvida que uma mulher e um homem devem aprender a cozinhar, a cuidar de uma casa, a tratar dos filhos e a terem os mesmos direitos à educação, emprego, ordenados, etc. E porque não os homens aprenderem também a fazer tricot (he he he)? O meu irmão em miúdo fazia ponto-de-cruz, embora fosse por mera curiosidade e para provar que também sabia fazer isso, mas claro que hoje em dia ele já não se mete nessas andanças.
E portanto, porque não relembrar que há desigualdades entre sexos (por todo o mundo) mais vezes? Lembrarem-se disto uma vez por ano, é ridículo e por isso não gosto deste dia, mas enfim, antes uma chamada de atenção por um dia que em dia nenhum (mas um dia não chega!!!!!!!).
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De Susana Carvalho a 09.03.2012 às 10:34

Pois, mais uma vez, não li o que escrevi e cá vai uma errata: ler "eu coso muito mal" onde diz "eu cozo muito mal". Eu não tenho problemas para cozer comida. Tenho problemas é em coser roupa! :)
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De golimix a 09.03.2012 às 12:34

Não chega não Susana.
Como já te disse tenho que ter um perímetro de segurança com as máquinas de costura ;)
Mas sei fazer, crochet, ponto de cruz, trabalhos em feltro, pintar...
Todos aqui em casa gostam de cozinhar, incluindo o meu filhote de 11 anos que faz brigadeiros de criar inveja a muita gente =) (mãe babada)
O meu marido se for preciso também passa a ferro. As tarefas são divididas. Nesta casa não entram desigualdades.

esta é para os 366 dias do ano =)
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De Susana Carvalho a 09.03.2012 às 17:24

Bom, lá temos todos de ter os nossos traumas e a uns é com máquinas de costura. :)
Ainda bem que em sua casa as coisas funcionam como mencionou; todos ajudam e partilham nas tarefas. Assim, o que calha a cada um é menos custoso de fazer. Se fosse assim em todo o lado... mas às vezes não se trata só do machismo dos homens em não querer fazer tarefas domésticas; as próprias mulheres acham que certas tarefas são mesmo só para o sexo feminino e então nem pensar em deixar o marido mexer um dedo para ajudar em casa.
Muita coisa tem de mudar nas mentalidades... mas isso não muda de um dia para o outro e tem que se ir educando, aos poucos.
Se não houvessem desigualdades entre géneros, não era preciso existir um dia internacional da mulher, não é?... mas pelos vistos, é preciso.
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De Pekota a 10.03.2012 às 14:46

Não percebo porque razão as mulheres se sujeitam a qualquer tipo de violência. Na primeira vez se elas dessem com 1 cadeira ou com o que tivessem à mão neles, não haveria segunda.
É que não há justificação para que ninguém, NINGUÉM, passe por isto.
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De pássaro viajeiro a 10.03.2012 às 16:26

Nem era preciso tanto!
Um simples cerrar de pernas seguido de um NÃO!!!
Bem convincente, resolvia o problema num ápice.

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