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Abraçar a Maternidade Alfredo da Costa

por Jorge Soares, em 09.04.12

Maternidade Alfredo da Costa

Imagem de Arranha no Trapo

 

Custe o que custar, foram as palavras do primeiro ministro, na altura poucos terão percebido o verdadeiro significado daquelas palavras, pouco a pouco vamos descobrindo, mas há coisas que são dificieis de entender, esta decisão de encerrar a Maternidade Alfredo da Costa é daquelas que não se conseguem entender.

 

A MAC é a maternidade do país onde se realiza o maior número de partos, é a que tem as melhores equipas, os melhores equipamentos, a que está melhor estruturada e mais capacitada nos cuidados a gravidezes de risco e neonatais, é para lá que são encaminhados os casos mais graves e complicados de todo o sul do país.

 

Encerrar uma unidade de referência como esta só pode ser explicado pela lógica do corte cego na despesa, para este governo cortes na despesa significa cortar a eito, sem lógica e completamente indiferente ao que isso significa ao nível da perca da qualidade dos cuidados de saúde básicos da população.

 

O nosso sistema de saúde está longe de ser perfeito, sobram os exemplos  de como a cada vez maior falta de meios nos obriga cada vez mais a recorrer aos seguros de saúde e aos privados para evitarmos esperas de meses e até anos por uma consulta e/ou uma cirurgia. Todos sabemos que faz falta muito trabalho e organização para se conseguir melhorar, mas não será de certeza com o encerramento das unidades de saúde de referência que isto irá melhorar. 

 

Já vimos neste post no que resulta o encerramento de valências hospitalares, quantas mais vidas serão necessárias para que estes senhores entendam que não é este o caminho a seguir?

 

Hoje o ministro da saúde veio confirmar que a maternidade será encerrada durante esta legislatura, amanhã dia 10 ao fim da tarde, Profissionais, utentes e familiares vão realizar um cordão humano junto à Maternidade em defesa da instituição e contra o seu encerramento.

 

Jorge Soares

publicado às 22:57


66 comentários

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De poetazarolho a 10.04.2012 às 00:03

“Nascer e morrer em Portugal”

Cá no burgo é p’ra valer
Maternidade vai fechar
Já não se poderá nascer
Também isto é pr’acabar

E até o forno crematório
Vai deixar de funcionar
Não haverá mais velório
Quem cá está irá continuar

Sem nascimento e sem morte
E sem qualquer intermitência
Não esperemos melhor sorte

Da morte perder a evidência
Do nascer uma saudade forte
Grande desafio p’rá ciência.
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De s o s a 10.04.2012 às 00:45

provavelmente é como dizes, e ainda não estou nada convencido das razões para o encerramento. Àparte as pessoas que não votam, as que votaram fizeram-no para serem roubadas directa e indirectamente ? È que as pessoas estavam convencidas que roubados seriam só os outros Os "outros" seriam os ricos, pensava o ze povinho.
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De Cidadão-Médico a 10.04.2012 às 00:48

1. Como médico prevejo uma situação já passada no Hospital S. Francisco Xavier. Equipa transplantada, que acabou toda em tribunal entre pares. Uma Instituição Hospitalar tem regras e metodologia; passar para outro local, significa mudar o método e a coesão. Resultado Clínico: diminuição da qualificação. E não se esqueçam de que Médico é Profissional Liberal, que, também, trabalha para o Estado; mas não é funcionário público !
2. Como cidadão, onde vai ficar a moral da Doação de local e edifício terem outro objectivo do que foi consignado ?
3. Fui aluno do Liceu D. João de Castro, agora condomínio residencial. O espaço era amplo, as instalações modernas. Formou muitos alunos, hoje, profissionais bem conceituados, na maioria.
4. Usa-se o Projecto para inovações monetárias ou para se formar bem e trabalhar melhor ?
5. Apagar História será evolução ou crime ?
6. É preciso sensatêz e saber muito bem onde se está a pretender melhorar ou arrazar o que existe de Qualificado.
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De cocas a 10.04.2012 às 00:55

Eles nao andavam a justificar o encerramento desta maternidade e nao so, com o investimento no francisco xavier?? entao porque raio fizeram o dito investimento se ja havia esta maternidade??
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De aespumadosdias a 10.04.2012 às 07:33

Nasci lá. Tenho muita pena que feche. O que farão ao edifício?
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De teresa silva a 10.04.2012 às 11:11

um bar de p....
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De Catarina Marques a 10.04.2012 às 18:10

Possivelmente as instalaçoes da maternidade já devem estar destinadas a um condomínio de luxo ou Hotel de luxo dos chineses
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De Mini_Saia a 10.04.2012 às 09:18

Bom dia!
Não nasci na MAC mas não é por isso que deixo de reconhecer o seu valor. Muitos bebés se safam porque nascem lá. Tem uma equipa extraordinária e uma boa estrutura no que respeita à prestação de cuidados especializados.
O corte na saúde revela a inexperiência/estupidez/teimosia deste Governo que nada sabe fazer além de prejudicar quem o elegeu.
Sou das primeiras a dizer que o Governo deve cortar na despesa em vez de obter receitas única a exclusivamente através do roubo directo aos portugueses (entenda-se aumento de impostos), mas penso que há dois sectores em que NUNCA se deve cortar: A educação e a saúde!
Cortar na saúde é tornar ainda mais vulnerável o nosso SNS que, apesar de ter falhas, é muito bom. Como em todo o lado existem maus profissionais de saúde, mas penso que são menos que aqueles que se dedicam a melhorar a nossa qualidade de vida. Que abdicam de estar em casa com a família para prestarem assistência a quem recorre aos hospitais/centros de saúde do nosso país.
Chegaremos ao dia em que teremos apenas um grande hospital nas duas maiores cidades do país. Os restantes portugueses terão de se contentar com Centros de Saúde mal equipados e com uma grande carência de pessoal qualificado.
Espero, sinceramente, que este governo não aguente até ao fim da legislatura.
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De MA a 10.04.2012 às 10:11

Meu caro amigo, enquanto você só falar da MAC aceito o que diz, pese embora o facto de poder, ou não, concordar consigo. Mas quando acaba a dizer que espera que este governo não acabe a legislatura é que não posso ficar indiferente e sinto-me na obrigação de lhe dizer que é, exactamente, por este tipo de falta de inteligência do povo português que obriga, agora, "este" governo a fazer estes cortes cêgos, sem jeito nenhum, convenhamos. Cêgos, mas necessários, infelizmente. Mas você vê este governo a oferecer cartões de crédito aos seus "boys"? Você vê este PM a comprar casas em nome da mãe, com dinheiro oriundo de offshores? Você vê este PM a tirar cursos ao fim-de-semana? Você vê este PM metido em ambrulhadas como a Incineradora da Cova da Beira? Você vê este governo no desvario despesista em que via o anterior governo? Você vê este governo a oferecer obras ao Jorge Coelho, da Mota & Engil? Você vê algum membro deste governo a receber robalos dum qualquer sucateiro? Não vê, pois não? A única, e infelizmente necessária, coisa que vê são cortes cêgos a eito. Não tenha qualquer dúvida: este governo limita-se a tentar colar os cacos deixados pelo desvario do anterior governo que, esse sim, só foi para o poder por burrice pura e dura de pessoas como você! Sem ofensa, é claro, mas não há uma maneira delicada de dizer isto. Cpts
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De Mini_Saia a 10.04.2012 às 10:39

Caro MA,
Em primeiro lugar sou "amigA" e não "amigo" como você escreveu. Em segundo, quando você escreve "sinto-me na obrigação de lhe dizer que é, exactamente, por este tipo de falta de inteligência do povo português que obriga, agora, "este" governo a fazer estes cortes cêgos, sem jeito nenhum, convenhamos." revela que não sabe, de todo, participar numa discussão sem recorrer a insultos gratuitos (e muito fracos, diga-se de passagem).
Mas deixe-me responder-lhe:
Não vemos este Governo dar cartões de crédito aos boys, porque o nosso Executivo faz tudo pela calada/ás escondidas (veja-se a proibição das reformas antecipadas, o Governo agiu pelas costas); não vejo o Primeiro Ministro tirar cursos ao fim de semana, mas devo dizer-lhe que não espero grande coisa de um homem que só se conseguiu licenciar quando já era velho como os caminhos (sem ofensa aos que adiaram os estudos porque precisavam trabalhar!); vejo um homem que nunca trabalhou a sério, que teve um tacho numa empresa de um padrinho, que fez "carreira" apenas na JSD, ou seja, que nunca soube o que era trabalhar e que agora se acha digno de conduzir os destinos deste país.
"Não tenha qualquer dúvida: este governo limita-se a tentar colar os cacos deixados pelo desvario do anterior governo que, esse sim, só foi para o poder por burrice pura e dura de pessoas como você!"
Mais uma vez noto aqui uma carência de capacidade de argumentação que se traduz num recurso aos insultos. Meu caro, não tenho memória curta e sei bem que o nosso caro Sócrates aumentou exponencialmente a dívida do nosso país. Mas diga-me lá porquê. Foi o Sócrates que deu cabo do tecido industrial do país? Foi o Sócrates que meteu este país a receber para não produzir? Terá sido o mentor da "era do betão armado"?
Não me parece.
A verdade é que a política em Portugal tem estado entregue a incompetentes que alternam o poder entre si.
Burro não é quem critica estes cortes cegos, esta má política, esta péssima gestão, este ataque constante aos portugueses; burro é quem acredita que uma receita recessão+recessão= crescimento.
Quando até o FMI avisa de que é necessário investimento em caso de agravamento da recessão, o Passos Coelho continua com a sua super receita milagrosa de nos asfixiar até ao limite! Veja o caso da Grécia, para lá caminhamos...
Por isso sim, espero que não chegue ao fim da legislatura.
E também espero que apostem muito na educação para erradicar mentalidades como a sua deste país!
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De YSM a 10.04.2012 às 11:02

Olá mini saia"
Não pude deixar de ler o seu comentário e deixe-me dizer-lhe que deu uma resposta a altura. Parabéns. Nada mais a comentar.
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De Mini_Saia a 10.04.2012 às 11:11

Obrigada YSM
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De Fernando a 10.04.2012 às 20:50

De facto este governo não existe... Existem as suas ações sempre em desfavor dos mais fracos. É um desgoverno porque não nos protege. Acham que as suas iniciativas nos conduzem a uma melhoria mesmo que projetada no futuro ? Eu não.Toda as suas ações são no sentido de cumprir as ordens de quem de facto nos levou a esta situação. Quem aproveita do fecho desta unidade de saúde? Quem ficará com estas equipas de técnicos? E agora pergunto : Quem tem ficado com uns belíssimos empregos após a vida de políticos falhados que o sistema tem criado ? Estarão sem recursos ?
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De Spawn a 10.04.2012 às 11:08

Bem respondido.
É incrível a lógica retorcida com que se defende a cegueira do governo! Aparentemente, cortar a eito é uma virtude e um dever! E como o Sócrates tem as costas bem largas, têm justificação para tudo. O anterior governo era um "desvario"; este é a personificação da competência. O anterior primeiro-ministro era um ladrão; este é um poço de virtudes. No anterior governo ofereciam "jobs for the boys"; este é um exemplo de transparência.
No fundo, este governo não precisa de justificar o que quer que seja, pois tudo o que faz, remete a factura para o anterior. E pelos vistos, os portugueses "inteligentes" acham muito bem.
Se o governo nos disser, que é uma necessidade do país, que metade dos portugueses se joguem da ponte 25 de Abril, lá vamos nós, porque tem de ser. Mas só porque o anterior governo nos obrigou a isso!
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De Mini_Saia a 10.04.2012 às 11:15

Spawn, tem toda a razão.
O PPC & companhia fazem o que querem e depois limitam-se a dizer "estamos a resolver os problemas que herdámos do Sócrates".
Assim também eu faço política!
Quanto ao facto de nos atirarmos da ponte 25 de Abril, espero que o super governo não tenha essa ideia genial, senão estamos todos tramados! E a culpa continua a ser do Sócrates...
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De Catarina a 10.04.2012 às 14:20

Muito bem :))) Não posso estar mais de acordo!!! Realmente, Sócrates deve ter as costas muito largas, serve de desculpa para as maiores atrocidades e, lindo, (quase) toda a gente aceita e até acha muito bem!!!! Incrível!!! Para o nosso grande, sério e competentíssimo PM só tenho uma coisa a dizer: Com as calças do meu pai, também eu sou homem!!!!
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De MA a 10.04.2012 às 17:56

Catarina, importa-se de explicar o que é que quer dizer com a história das "calças do meu pai também eu sou um homem"? Que eu saiba, mas sei que não sei tudo, o actual PM não veste as calças de ninguém a não ser as dele... Cpts
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De Catarina a 11.04.2012 às 11:18

Tenho todo o prazer em lhe explicar o que quero dizer com um provébio popular que já tem barbas :)))
Quero dizer que, na minha humilde opinião (se me for permitido partilhá-la) o nosso PM sempre foi um protegido, não lhe conheço na vida nenhum progresso sem ser à sombra de alguma coisa ou de alguém, senão vejamos, como já aqui foi dito, terminou os seus estudos tardiamente porque andou muito entretido a colar cartazes na JSD, sendo que isso sim lhe garantiria um futuro risonho na vida, no seu curriculo profissional só se lhe conhece actividade em empresas do seu amigo Ângelo Correia (curiosamente, outra grande figura do PSD) e todas em lugares de direção, ou seja, estamos perante alguém que começou por cima, desconhecendo completamente o significado de "progressão na carreira", e atualmente é PM, no meu ponto de vista, não por mérito próprio, mas por desmérito de quem lá esteve antes dele (e que para mim, não é muito diferente) e à custa de mentiras ao povo. Hoje governa a seu belo prazer, justificando tudo o que faz e todas as decições que toma com os erros do governo anterior, mais ainda tendo como guião de governação o memorando da troika que lhe trilha todos os caminhinhos que ele tem que seguir!!! Ora, assim também eu governava... Cpts.
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De Catarina a 11.04.2012 às 11:49

Façam o favor de substituir o "ç" por um "s" na palavra "decições", antes que me caiam em cima, obrigada :)
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De MA a 11.04.2012 às 17:24

Muito boa tarde, Catarina. Obrigado pela sua amável explanação. Aceito, e respeito, a sua opinião pese embora o facto de ficar a pensar, cá com os meus botões, que a mesma serve também, que nem uma luva, ao anterior PM e à maioria dos políticos de todo o mundo. Com excepções, é claro. Não é um dogma. Infelizmente, este tipo de situação é perfeitamente vulgar e, na verdade, acaba por "levar" para cargos de suma importância pessoas que, a maior parte das vezes, não está preparada para desempenhar essas funções. Nesse aspecto, estamos de acordo. Mas, como lhe digo, o seu provérbio, ainda serve melhor ao anterior PM... Mas, sabe, vou tentar explicar, a si, a minha opinião sobre as nossas dificuldades em obter bons políticos: infelizmente, somos um povo pouco numeroso. Infelizmente, somos um povo pouco letrado. Infelizmente, somos um povo que, há muitos anos, cultivamos o laxismo e o viver bem, trabalhando o menos possível. Somos um dos povos mais chico-esperto do planeta ou aspiramos a isso. Somos um povo que achamos que nos foi concedido o dom divino de podermos exigir direitos e nenhumas obrigações. A fuga aos impostos é, mais do que o futebol, o desporto nacional e, obviamente, encarado como a coisa mais gratificante do mundo. Agora, diga-me lá: com estes "predicados", donde é que conseguimos "sacar" políticos de jeito? Políticos, neste país, só medíocres. E, então, estadistas, só quando as galinhas tiverem dentes... Conhece aquela história do magnata que, à janela do seu vasto império, dizia ao filho: "meu filho, para saberes o que é o valor do trabalho e ás dificuldades, vais começar por baixo, mesmo por baixo. Vais começar como paquete, a fazer serviços primários. Depois, logo à tarde..." São, genericamente, assim os nossos políticos. Nesse aspecto, estou de acordo consigo. Cpts
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De Catarina a 12.04.2012 às 12:15

Reparo com agrado que estamos de acordo nalguma coisa :))) Não sou defensora do Sócrates, nem ele me paga nenhuma avença para o defender e concordo consigo quando diz que o seu percurso é, em tudo, semelhante ao do atual PM! E concordo com toda a descrição que faz das causas para a tão fraca produção de políticos portugueses, sempre achei que este país está pejado de chico-espertismo, está na massa do sangue, é uma questão cultural, a curto/médio prazo pouco há a fazer em relação a isso... mas espero que com o evoluir dos tempos as gerações vindoras aprendam e aceitem que respeitar as regras de convivência em sociedade são seja um assunto para totós, veja o exemplo que surgiu hoje em que o governo quer proibir o fumo dentro dos carros quando estão crianças presentes... esta é uma matéria, que no meu ponto de vista, nem devia ser legislada por tão óbvia que é, não deveriam ser os familiares das crianças a protegê-las e a tomar a iniciativa de não fumar na sua presença???!!!! É um absurdo o Estado ter que intervir, mas enfim, é Portugal e lá terá que ser!!!!
Agora, é lamentável também, que neste país, a única forma de ter algum conforto financeiro seja através da política e/ou da trafulhice, porque vemos todos os dias os nossos impostos pagos através do esforço do nosso trabalho a ser desperdiçado em derrapagens orçamentais por falta de bons projetos, por falta de visão a longo prazo, para dar dinheiro aos amigos dos políticos que lhes reservam atenciosamente um lugarzinho nos CA das empresas que trabalham quase em exclusivo para o Estado... and so on, and so on... não me alongo mais, até porque o blog não é meu e não sei se o dono se incomoda por estar a usar o seu espaço para estas minhas divagações :)) Mas, concluindo, eu faço já a minha parte, tal como o meu pai fez comigo, educando o meu filho, mostrando-lhe que não é por fazer a A1 entre Porto e Lisboa em 1h30m que o torna melhor que os outros ;))) Cpts.
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De MA a 10.04.2012 às 18:09

Spawn, mas, aqui, alguém, já argumentou que o actual governo é "um poço de virtudes"? Deixe-me perguntar-lhe, ficcionando: o seu pai morre (salvo seja!) ou foge para Paris. Deixa-lhe uma série de dívidas, que você tenta honrar para manter a dignidade da família. Ao fim de cinco dias, aparece-lhe a "maltosa" a gritar-lhe que VOCÊ é que não sabe governar a casa porque não há dinheiro para fazer compras na mercearia, nem sequer para comprar roupa de último modelo, ir de férias para o estrangeiro ou adquirir um carro novo, coisa que o seu pai, antes, garantia e sustentava. Pergunto-lhe: a culpa é sua ou do seu pai? Se a sua resposta for "é do meu pai", parabéns. Ascendeu à categoria da "lógica retorcida"!
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De Spawn a 10.04.2012 às 19:07

Os contrastes de ideias a que fiz referência foram apenas para pôr em evidência a clivagem presente em muitos dos argumentos das pessoas que opõem o actual governo ao anterior. As posições são tão extremadas que simplesmente não são realistas.

Quanto à sua questão, lamento desapontá-lo, mas apesar de ter achado muita piada à sua fábula, não alinho tão facilmente na sua "lógica"... O "pai", se morreu, é preciso perceber como é que isso aconteceu (alguém o matou? foi doença prolongada?). Se foi para Paris, porque é que isso aconteceu (viu-se obrigado a procurar trabalho fora do país? fugiu de alguma coisa?). Se ficaram dívidas, como é que foram contraídas (foram para pagar cuidados médicos? foram "desvarios"?). Por fim, resta saber se ao "filho" lhe apraz tomar o lugar do "pai" (e que papel é que este teve na morte\fuga do pai).
É que eu lembro-me de posições de bloqueio, pelo actual PM, às propostas de crescimento económico do anterior governo. Assim como me lembro de muitas promessas eleitorais (não há aumento dos impostos, não há cortes no subsidios, etc.) que não passaram disso mesmo, promessas.
Ou seja, deu um bocado de jeito ao "filho", pôr o "pai" a andar, além de que, parece que a este "filho", dá mesmo muito jeito não esquecer que o "pai" é que tem culpa disto tudo.
Que tal? Retorcido o suficiente?
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De MA a 10.04.2012 às 20:03

Quase... Mas, antes do mais, deixe-me esclarecer uma coisa que considero importante: não sou defensor deste governo, nem verdugo do anterior! Seria muita presunção da minha parte pretender que todos os actuais males deste pobre país tivessem tido origem no anterior governo. Tenho a convicção intima de que ele foi o culminar dum "fartar vilanagem" como nunca, antes, tinha assistido, mas não foi, certamente o único. O que me custa, e isso é certo, é que, com a minha formação, experiência profissional, e maturidade de vida, haja pessoas que não percebam coisas simples: onde não há, não se pode tirar! Se o governo recebe 6, não pode gastar 10. Se, para equilibrar, tem que fazer cortes cegos, como a naif da "Mini-saia" diz, pois façam-se. E acabou! Vou-lhe fazer uma inconfidência: em 1987, como Director-Geral duma fábrica em África, tive que despedir 300 dos 600 trabalhadores que lá estavam. Qual foi o critério seguido? A EITO! Para minimizar os meus problemas, deixei esse "critério" nas mãos das estruturas locais, mormente Célula do Partido, Comité Sindical e Segurança. Nunca lhe iria conseguir explicar, por palavras, o meu drama pessoal e as vicissitudes porque passei. Mas quer saber uma coisa? Consegui transformar uma empresa falida no maior exportador privado daquele país, em apenas 3 anos. Onde, antes, se trabalhava a três turnos, passou-se a trabalhar a dois, com o dobro da produtividade e onde o absentismo funcional ficou reduzido a 10% do anterior. Doeu? Pois é claro que doeu! Mas o que não nos mata, torna-nos mais fortes. Se morrer-mos, paciência! Outros, mais fortes ou mais afortunados que nós, tomarão o nosso lugar. A selecção das raças, na natureza, e feita exactamente assim! Voltando a centrar-me na actual situação do país, dir-lhe-ei que, neste momento, impôem-se cortes cegos. Depois, logo se verá. Ou melhor, verão os que susbistirem! E, isso, é que as pessoas não querem perceber ou aceitar, porque é contra-natura. Mas se falar com, por exemplo, alemães, chineses, vietnamitas ou japoneses, eles percebem de certeza absoluta. Sabe porquê? Porque já passaram por esse tipo de sacrificio e ultrapassaram-no! E, se for necessário, fá-lo-ão outra vez! Nós é que, desde o tempo do oiro do Brasil, que nos habituámos ao "dolce far niente" e a estes brandos costumes. Cumprimentos.
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De Maria João a 10.04.2012 às 11:54

Cara Mini_Saia, não é por ter elogios que vai ter mais razão, porque já a tem, mas deixe-me elogiá-la. Concordo consigo a 100%. Muito bem dito!
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De Mini_Saia a 10.04.2012 às 12:11

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De MVale a 10.04.2012 às 13:32

Boa, é assim mesmo, fora com mentalidades cretinas que apoiam o empobrecimento cada vez mais profundo para Portugal. Qualquer dia os militares revoltam-se e nós todos os apoiamos em derrubar estes filhos da mãe!
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De MA a 10.04.2012 às 17:49

Meu caro MVale mas, já reparou, os militares já fizeram isso que diz no 25 de Abril? Os militares actuais revoltam-se e "derrubam estes filhos da mãe", não é? E depois? Metem lá quem? Caso não tenha reparado, o A. O. Salazar já morreu, homem! O problema não é dos Governos. É do POVO!
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De Isa a 10.04.2012 às 14:21

Boa tarde Mini-Saia,

Eu não diria melhor. Aplaudo a sua resposta.

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De golimix a 12.04.2012 às 13:47

Posso só acrescentar que de facto não deu cartões de crédito aos Boys mas deu "abono suplementar" para substituir o subsídio de férias - http://naomepisemoscalos.blogs.sapo.pt/2794.html
e também ofereceram, que se saiba, um BMW, um motorista, um gabinete e secretária ao ex-Presidente da Assembleia
da República Mota Amaral - http://golimix.blogs.sapo.pt/9774.html
E estas saíram em DR.
Pois é... não conseguem convencer que "eles" são santinhos, podem dizer o que quiserem. E o discurso Salazarista de "somos pobres mas honrados" também não me convence a aceitar esta imagem de menino bonito e bem peteadinho. Já agora - http://noticias.sapo.pt/cartoon/4f80dd772237899b16001998/
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De Jorge Ferreira a 10.04.2012 às 18:39

É pá, cá para mim, parece que o MA é que chegou para vocês todos. E a mini saia diz que o MA é que é ignorante? A ver, a inteligencia está a fugir-lhe por baixo da mini...
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De Mini_Saia a 11.04.2012 às 11:10

Caro Jorge,
Não chamei ninguém de ignorante. Vim aqui deixar o meu comentário e quando esse MA já tinha comentado o meu comentário insultando-me mais do que uma vez.
Eu não preciso de recorrer a insultos fracos para mostrar que sei argumentar.
Devo dizer-lhe Jorge que você representa o espírito de maledicência que caracteriza este país. Você apareceu aqui única e exclusivamente para deixar um comentário de 2 linhas, que nada acrescentou a esta discussão e que serviu apenas para me provocar. Parece que não é a minha inteligência que está a fugir por "baixo da mini"...
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De Mini_Saia a 11.04.2012 às 14:56

correcção: "Vim aqui deixar o meu comentário e quando esse MA já tinha comentado o meu comentário insultando-me mais do que uma vez." queria dizer "quando reparei, esse MA já tinha comentado o meu comentário, insultando-me mais do que uma vez".
Peço desculpa pelo lapso.
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De jsilva a 10.04.2012 às 17:21

Rica MINISAIA
Deu uma abada ao MA, parabéns.
Não são estes comentários do MA, tipicos de pessoas
com saudades do EN, ou estão contratadas para
dizer palarmices sem sentido.
Saiba Ma que o que o povo (é o que interessa) está
descontente e farta de mentiras.Basta MA.... e por
favor cale-se.
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De MA a 10.04.2012 às 19:17

Desculpe lá, ó seu jsilva, mas você não tem vergonha das baboseiras que diz? É que devia ter! Saudades do EN? O que é isso? Contratados para dizer palermices? Quer dizer, maiores palermices que as suas? O "povo"? Mas qual povo? O seu? O meu? Quer você ver que eu sou filho de algum conde e não o sabia? Quer você ver que eu estou satisfeito com a actual situação? É isso? Gaita, há muito tempo que eu não via tanta asneira em tão pouco espaço... E, já agora, o único sitio onde as mulheres me "dão abadas" é na CAMA! Aí, eu até agradeço. Ou melhor, agradecia, porque a idade não perdoa... Por fim, veja lá mas é se manda calar quem lhe fez as orelhas. Isto, se sabe quem foi...
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De MA a 10.04.2012 às 17:38

Vai-me desculpar o facto de não ter reparado que se tratava dum senhora e não dum homem, bem como por só agora lhe estar a responder à sua "resposta"... No seguimento, dir-lhe-ei que reafirmo tudo o que lhe disse: é por sermos um povo inculto e ignorante que temos o país que temos. É pelo facto de termos um povo inculto e ignorante que VOCÊ faz as afirmações que faz! Vou-me explicar melhor... Afirma, por exemplo, que "não tem confiança nenhuma num homem que tirou o curso quando já era velho..." Primeiro, um homem é, só, um homem, não é um governo. Tanto este, como o anterior ou qualquer outro. Eu próprio só me licenciei com 35 anos de idade porque (não só) comecei a trabalhar... aos 12. No entanto, trabalhei em 10/11 países diferentes, onde deixei uma boa imagem da capacidade, honestidade e competência dos portugueses. Pode acreditar no que lhe digo! Não é por se tirar cursos tarde que se deixa de ser inteligente, integro, trabalhador e competente. Portanto este seu primeiro "argumento" é mais falso que Judas Iscariot. A seguir "argumenta" que não foi o anterior governo que "deu cabo do tecido empresarial do pais", o que é, convenhamos, verdade. Nem do tecido empresarial, nem da frota pesqueira nem, sequer, da agricultura. Foram TODOS os governos, pós 25 de Abril, correcto? Então, e seguindo esse seu raciocínio, é melhor irmos desenterrar o António de Oliveira Salazar porque, pelos visto, foi o único que fez alguma coisa pelo referido tecido empresarial, frota pesqueira e agricultura... Correcto? Já agora, e a propósito, pergunto-lhe: e, por acaso, saberá como é que "começou" a destruição do "tecido empresarial português"? Caso não o saiba e só para que tenha uma ideia, logo após o 25 de Abril começaram a circular umas célebres listas que continham os nomes dos maiores, e mais empreendedores, empresários portugueses que, óbviamente, se puseram rápidamente ao fresco. E os Capitalistas/Investidores fizeram, é claro, o mesmo. Alguns voltaram, outros não! Logo, quem "começou" o problema foi o próprio 25 de Abril ou, se quiser, o seu aproveitamento por alguns. Sabe como é que eu sei? Eu próprio andei com algumas dessas listas na mão! Relativamente à questão de me tentar explicar que "recessão+recessão" nunca pode dar crescimento (coisa que eu, sendo de Gestão, nunca tinha "ouvisto" falar), gostaria que me explicasse como é que com dívida de 20, despesa de 10 e receitas de 6, vai arranjar dinheiro para investimento... Essa é que é essa! Daí termos a bancarrota como inevitável, acredite. O que este governo está a tentar fazer, penso que inutilmente, é cortar, de forma cega, a despesa para valores inferiores à receita (daí a obsessão com o deficit) para, depois, poder começar a apostar no investimento construtivo e produtivo. Até lá, por simples imposição matemática, isso não é viável. Por fim, após constatação que nos afastámos do tema principal, que é o eventual fecho da MAC, dir-lhe-ei que trazer à liça a "falta de capacidade de argumentação" da minha parte, com a respectiva componente de ofensa pessoal para "equilibrar" é, simplesmente, demonstrativo daquilo que já disse e reitero: falta de cultura média do povo português! Com excepções, evidentemente, mas em termos médios somos um povo pouco culto! E de presunção, então...
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De Júlio Pinto a 10.04.2012 às 18:53

Muito bem dito, MA. Mas não é preciso alargar-se muito porque esta MINISAIA não passa duma qualquer fedelha que não sebe lá muito bem o que diz. Se não é parece, porque não sabe nada da vida. Se calhar tem OUVISTO falar, .
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De Jorge Soares a 10.04.2012 às 19:25

A sério?, e chegou a essa conclusão por si? ou esteve a ler tudo o que ela escreveu?

Não faço ideia da idade da MiniSaia, mas independentemente da idade, admiro as pessoas que são capazes de argumentar defender as suas ideias, ela já mostrou que o sabe fazer muito bem... você para além de comentários de 3 linhas a tentar denegrir quem pensa diferente de si, é capaz de defender as suas ideias como ela? ou limita-se a dizer que sim com a cabeça quando escuta o amo a falar e a bater palmas no fim?

Jorge Soares
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De MA a 10.04.2012 às 20:20

Jorge Soares, como o Júlio Pinto está a demorar muito a responder-lhe, se me permitir, fálo-ei por ele: Pode ser que ele não tenha sido muito arguto e delicado ao referir-se à Mini-Saia mas você, ao referir-se a ele como o faz, não é melhor, pois não? Ou, porventura, achará que dizer-lhe que "se limita a dizer que sim com a cabeça quando escuta o amo e bate palmas no fim" será um elogio, é? Quer que lhe diga o que penso? Enquanto que o comentário dele é bruto, directo e pouco simpático, o seu é que me parece representar a resposta à "voz do dono"... Se não é, desculpe-me!
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De Jorge Soares a 10.04.2012 às 20:56

Enganou-se, eu não represento a voz de ninguém, além disso, se não reparou sou quem escreveu o artigo, e basta ler este blog para perceber que digo o que me vai na alma e que penso pela minha cabeça.

Não, não fui simpático, mas também não pretendia ser, não gosto de pessoas que se limitam a atacar as outras sem discutirem ideias ou opiniões, e não retiro o que disse.

Jorge Soares
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De Mini_Saia a 11.04.2012 às 01:04

Caro Júlio,
Sou uma fedelha de 26 anos, mas felizmente sei muito bem o que digo/escrevo. Escrevo e argumento sem ter necessidade de atacar de forma cobarde e rude aqueles que pensam de modo diferente.
Espanta-me o facto de você se dar ao trabalho de comentar um post única e exclusivamente para me criticar. sou assim tão importante para si?
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De Mini_Saia a 11.04.2012 às 00:56

MA,
mantenho o que disse: não tenho confiança num homem como Passos Coelho.
Como deve saber, o PPC licenciou-se em economia em 2001, mas antes esteve muito ocupado. Ora vejamos:
1980-1982: Membro do conselho nacional da JSD e representante do conselho nacional do PSD;
1982-1984: Vogal da comissão política nacional da JSD;
1984-1986: Secretário-Geral da Comissão Política Nacional da JSD;
1990-1995: Presidente da comissão política nacional da JSD;
1991-1999: Deputado na Assembleia da República, onde desempenhou funções de vice-presidente e porta-voz da direcção do grupo parlamentar do PSD (1996-1999);
Como pode observar, durante o tempo em que este senhor devia estar a estudar para ser alguém na vida, estava a usar a política para benefício próprio. Portanto, como pode constatar, o meu comentário afinal não "é mais falso que Judas Iscariot".
Continuando, esperava tudo de si menos que metesse as culpas no 25 de Abril! Escrever uma coisa dessas é desrespeitar aqueles que lutaram para que pudéssemos estar neste momento a mandar palpites sobre o actual Governo!
Como disse no meu comentário, a política está cheia de incompetentes que têm alternado o poder entre si. Isto engloba todos os partidos que já sentaram o rabo no tacho!
Agora vamos à parte mais divertida:
Sendo o sr. formado em gestão, não me vou dar ao trabalho de definir o conceito de "recessão", vou centrar-me nos seus efeitos.
Recessão:
Diminuição da actividade económica, redução das taxas de lucro e, consequentemente, diminuição dos níveis de investimento. --> dificuldades no acesso ao crédito, aumento de falências, aumento do desemprego (o recorde é deste governo), aumento dos encargos ao nível da Segurança Social (subsídios de desemprego e RSI), diminuição dos rendimentos das famílias, diminuição do consumo (dificultando a vida ás empresas), diminuição das receitas que o Estado obtém através dos impostos.
Gostava que me explicasse como é que perante um cenário destes, se o Governo não investir (saberá certamente que os Governos costumam responder ás recessões com políticas expansionistas) como é que o país cresce.
Você diz que este governo está a tentar evitar a bancarrota e que, por isso, faz cortes cegos. Lembra-se da campanha de Pedro Passos Coelho? Lembra-se do que ele disse sobre os Institutos que só servem para enriquecer os boys? Em lembro-me. Disse que queria fechá-los, que era necessário despolitizar o Estado. Por acaso já fechou algum? Não ouvi falar em nada disso. Se ele ao menos cumprisse com essa promessa, acredite que a despesa diminuiria consideravelmente.
Caro MA, não me considero menos culta que os outros por ter esta opinião e muito sinceramente não acho que os portugueses tenham pouca cultura. Tenho antes a certeza é de que somos um povo de brandos costumes e que, por isso, vamos aguentando as coisas...Até ao dia!
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De MA a 11.04.2012 às 20:01

Cara Mini-Saia, vou-lhe responder uma vez mais, mas será a última vez que o faço, não por qualquer tipo de falta de respeito para consigo mas, simplesmente, porque acho que, também, não merece a pena levarmos meras divergências de opinião até tão longe. Assim, vou tentar ser mais ou menos analítico a este seu comentário... Se não tem confiança no PM, é um direito que lhe assiste e eu não o contesto. Se se recordar, o que eu inicialmente lhe recriminei foi o seu desejo de que este governo não chegasse ao fim da legislatura. Considero isso falta de inteligência, sua mas paradigmática do povo português, pelo motivo que, penso, inquestionável de que não conseguimos assimilar que não vamos conseguir arranjar solução melhor. E, como calculará, estas alternâncias sucessivas e com ciclos curtos, pagam-se muito, mas mesmo muito, caro! Com custos directos e indirectos, como sejam o monta-desmonta de projectos económicos, legislativos, educacionais, de saúde, etc., etc. Veja, por exemplo, o caso do TGV Já sobre a questão do PM ter estado a fazer pela vida na política, em vez de estar a trabalhar, eu devo dizer-lhe duas coisas: 1º Que isso, talvez, não esteja tão errado como você sugere. Muitos bons estadistas foram assim gerados. 2º O que eu, inicialmente, lhe contestei foi o facto de você argumentar que ele, por se ter licenciado tarde, não conhecia o valor do trabalho. Pessoalmente, como digo antes, não considero isso assim tão importante para um político. É que, ás tantas, ele percebe muito de trabalho e pouco ou nada de política. 3º Já agora, gostaria que colocasse lado a lado, o "percurso" do anterior PM... Uma pequena correcção: eu não atirei as culpas para o 25 de Abril, como afirma. O que eu lhe disse é que, seguindo o seu raciocínio, o inicio do desmantelamento do tecido empresarial teria que ter ocorrido nessa data, pelos motivos que eu, então lhe disse. E para que perceba o porquê de eu ficar, um pouco, melindrado quando você, de forma infantil, leviana e presumida, fala de mim como "pessoas com a sua mentalidade" devo informá-la que eu, no 25 de Abril, estava a FAZER o 25 de ABRIL! Posso-lho garantir pelo que tiver de mais sagrado! Felizmente, ou infelizmente vá lá sabê-lo hoje, estava a cumprir o serviço militar, como miliciano, na Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, e tinha como meu comandante o... Capitão Salgueiro Maia. Sobre a questão da recessão, eu gostaria que me poupasse na explicação dos seus efeitos. O que eu, repito, gostaria que me explicasse é como é que este, ou outro qualquer governo, vai conseguir dinheiro para investimentos, quando tem uma dívida abissal e um défice permanente nas contas públicas. É a "tal" conta que eu lhe fiz: Dívida de 20, despesas de 10 e receitas de 6... Já que me pede que lhe explique como é que o governo vai fazer o país crescer no actual cenário, eu respondo-lhe: Não vai! É impossível! Já agora, e a talhe de foice, dir-lhe-ei que não é verdade que os governos respondam SEMPRE a esta situação com políticas expansionistas. Só o fazem os que PODEM! Normalmente, recorrem aos, ditos, mercados (internos ou externos) para obterem financiamentos para o fazerem. No nosso caso, isso não é possível, como saberá. Essa fonte já está exaurida para as simples despesas correntes e juros da dívida soberana. A única forma é, COMO JÁ LHE DISSE, cortar a eito até conseguir uma de duas coisas: ou pôr as receitas superiores ás despesas, ou conseguir voltar aos mercados. Há uma terceira via, mais insidiosa e malévola, que é com o aumento dos impostos. Mas, também aqui, funciona a rígida lei matemática: não se consegue tirar donde já não há, praticamente, nada! Considero este assunto encerrado, se mo permite. Felicidades para o seu futuro.
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De Kok a 10.04.2012 às 12:06

"Isto" é uma cambada, pá!
Então o sr. macedo tem a lata de justificar o encerramento da MAC com o investimento feito noutras unidades hospitalares e que estão sub aproveitadas?
Mas que merda de palhaçada é esta? Então este sr. macedo (e todos os macedos que proliferam por aí) não têm vergonha?
Claro que não têm!
Mas esperam que a "carneirada" continui a abanar o rabo e a fazer que sim, com a cabeça!
Até quando?

1 abraço!

§-desculpa o desabafo mas isto provoca uma (quase) incontrolável revolta.
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De golimix a 10.04.2012 às 19:22

Meu querido amigo do virtual, nós os dois que somos carneiros (astrológicamente falando) somos muito menos carneiros do que aqueles que a tudo fazem "mé" ao governo que "quer pode e manda!"
Esta desculpa de "É a crise!", " por causa da crise" e "para resolver a crise" tem deixado passar muita coisinha. Portugal está a desfazer-se a seguir fazemos o quê? Vendemos a prata e ouro de família?
"Custe o que custar"!?! Garanto que a procissão ainda só vai no adro!!
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De Rita a 10.04.2012 às 12:09

É natural que o governo queira fechar maternidades, senão vejamos: o governo prepara-se para cortar também nos subsídios de maternidade, provavelmente o tempo que as mães estão em casa com os filhos também irá diminuir (1 mês chega e sobra) mas em contra partida todos nós continuamos a pagar abortos que nos custam milhares de euros. Portanto, com tanto desincentivo à natalidade, maternidades para quê? Eles é que devem estar certos.
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De Eugénio Goliardo a 10.04.2012 às 13:57

__ «Aqui no chão, na estultícia
desta existência de boi,
já não me chega notícia
do Meu País, como foi...»
(Eugénio Goliardo)
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De Rosalino a 10.04.2012 às 14:08

Mais um atentado á Vida.
E tantas situações que nos devem indignar e passam inteiramente ao lado.
A Vida está cada vez mais ameaçada de Morte.
Olha-se para os gastos que se poderão poupar com mais o encerro de uma unidade que promove Vida.
Ficamos deveras indignados e até insultados com esta heresia.
Mas somos capazes de entender que se promovam mortes em clínicas privadas e e hospitais públicos.
Só porque a lei permite que isso se faça.

Deixo no ar uma pergunta que já tinha expresso em outro local.
Se queremos poupar em algo que vacile ente a Vida e a Morte.
Porque não taxarmos com impostos as pessoas que VOLUNTARIAMENTE fazem abortos, como quem usa este método como contraceptivo?
Estas pessoas são isentas e protegidas por impostos publicos que todos pagamos.
Porquê?

Rosalino

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