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Se alguém me tivesse contado esta história, eu tinha-me rido na cara da pessoa, é daquelas coisas que não dá para acreditar, e mesmo depois do ver o vídeo eu fui ao Youtube para verificar se não tinha sido carregado num primeiro de Abril....

 

A nossa relação com o cartão multibanco é baseada na confiança, cada vez que o utilizamos nós acreditamos que as transacções são secretas, a máquina lê o cartão, nós colocamos a senha e as coisas acontecem, mas só é suposto acontecerem quando andam as duas juntas, o cartão e a senha,  cada um deles sem o outro não deveriam servir para nada.

 

O que se conta no vídeo não coloca tudo isto em causa... mas coloca uma boa parte, porque prova que na realidade basta o número do cartão, era isso que as funcionárias da Zara tinham, e alguma falta de escrúpulos, para que alguém possa movimentar dinheiro da nossa conta sem a nossa autorização.

 

Isto é muito grave, não pelos 3 Euros que foram retirados à pessoa, mas porque de repente ficamos a saber que basta um telefonema para alguém da Unicre, para que no minuto a seguir se vá à conta bancária de qualquer um de nós e se retire dinheiro sem que sejamos tidos ou achados no assunto. Neste caso foram 3 Euros a pedido da Zara, mas se tivessem sido três mil só porque ao funcionário da Unicre lhe apeteceu ir de férias para as Caraíbas, a dificuldade de certeza que era a mesma... ou seja, nenhuma.

 

Nesta história, tirando a cliente, todos os restantes intervenientes ficam muito mal na fotografia, a Zara porque se cometeram um erro ao marcar um produto tem que o assumir, não podem de maneira nenhuma ter um procedimento destes, aliás, mesmo que tivessem detectado o erro no momento de pagamento estariam obrigados a vender pelo preço marcado. A Unicre porque para todos os efeitos efectuou um roubo na conta da cliente, retirar dinheiro desta forma da conta sem autorização do titular é para todos os efeitos um roubo. E por fim o banco, que permitiu que fossem à conta da cliente retirar dinheiro sem uma contrapartida válida.

 

Fosse isto nos Estados Unidos e havería lugar a não sei quantos processos e a muitos milhões em indemnizações, como aconteceu em Portugal... resta-nos pensar duas vezes se podemos ou não ter confiança na Zara, na Unicre e em alguns bancos.

 

Surreal.

 

Jorge Soares

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publicado às 22:00


66 comentários

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De André a 20.04.2012 às 22:43

A tua última frase diz tudo. Porque é que não é possível a cliente processar por milhões a Zara e a Unicre? Sem acesso aos tribunais como forma efectiva de ressarcimento de nada servem \"direitos\" e \"deveres\" escritos num qualquer pedaço de lesgislação.
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De Jorge Soares a 20.04.2012 às 22:58

Tantas vezes criticamos o sistema americano em que se processa por tudo e por nada... mas a realidade é que por cá estamos sujeitos a que isto aconteça e já temos sorte se nos restituírem o dinheiro.... e também é por isso que estas coisas acontecem.. porque a realidade é que as instituições não tem medo das leis.

Jorge
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De Rosinda a 20.04.2012 às 23:05

Na verdade eu cliquei no "gosto" só para partilhar no Facebook, porque isto é qualquer coisa de inacreditável!
Um abraço
Bom fim de semana
Rosinda
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De Sónia Santos a 20.04.2012 às 23:37

O que se passou com esta senhora se formos a pensar não é muito fora do comum.
Nunca se deslocaram a uma loja em que o Visa tivesse em baixo e só pudesse ser feito manualmente? Nestes casos é a Unicre que dá autorização (na presença das pessoas claro), agora o que acho surreal é que esta senhora não apresente queixa ao banco para estes lhe restituirem os 3€ nem que fosse para ela ir lá entregá-los à Zara pessoalmente. Já trabalhei em várias lojas de roupa inclusivé Zara e é normal haver quebras de valor na caixa o que é surreal em tudo isto é como que num dia inteiro de trabalho houvesse esta falta na caixa e eles conseguiram logo identificar qual o cliente para passar esses dados à Unicre.Ainda para mais numa Zara ! Há aqui qq coisa que não bate certo...
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De Mafalda a 21.04.2012 às 13:01

Trabalhas-te na Zara mas nao fazias caixa muito menos fecha-la... Senao sabias como isto funciona.
É mt simples, tiras uma listagem de todos os pagamentos a cartao e picas com todos os taloes de POS que tens... se tens diferença, haverá UM que nao vai bater certo.
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De Sónia Santos a 21.04.2012 às 14:14

Não sabia que tinhamos trabalhado juntas Mafalda, em nenhum loja em que trabalhei quando havia quebra na caixa se ligava para a Unicre a dizer que falta este valor e eles cobram o valor à senhora, dando os dados desta...e é o que está referido num dos comentários se é um cartão multibanco é gerido pela Sibs e não pela Unicre e se a caixeira passou o código de barras do produto e apresenta o valor de 9,90€ em que altura descobrem que o produto custa 12,90€?
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De Mafalda a 21.04.2012 às 19:02

o casaco de malha custava 12.95 e passou na caixa a 12.95
a caixeira é k digitou no POS ( na makina do multibanco ) 9.95 por engano
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De Manuel a 22.04.2012 às 10:21

Trabalhas-te? Não será trabalhaste? Conjugue lá o verbo eu trabalhei, tu trabalhaste, ele trabalhou
(Veja a diferença: tu lavas-te e tu lavaste)
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De TROLHAS DE ST.TROPEZ a 20.04.2012 às 23:53

muita conversa da senhora para pouca acção, era deixar a zara a Unicre e o banco sem pinga de sangue, apresentar queixa em tudo quanto é lado até ás ultimas consequencias , haja coragem.
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De Desconfiado a 21.04.2012 às 00:49

Lembro-me de ter ouvido esta notícia na SIC há já vários meses! O Jorge parece andar desactualizado(?). O que me apraz dizer é que fiquei revoltado aquando da notícia do acontecimento e perante este acontecimento, mesmo que sejamos cuidadosos, usando estes cartões tão práticos, corremos o risco de sermos vigarisados! Aconteceu-me uma vez fazer um pagamento com o cartão de crédito via pay-pal para o estrangeiro e mesmo assim cobraram-me 2 vezes o artigo. Só depois de os ameaçar com a Interpol é que me devolveram o dinheiro para a conta. Por estas razões tenho pouca confiança nestes sistemas de pagamento e só uso o cartão de crédito na NET com empresas conhecidas... mas a ZARA também é uma empresa conhecida! Não é verdade? E então a UNICRE ainda mais, não é verdade? Mas o Millenium BCP parece-me que também é conhecido; não é um BANCO? E eu chego a um BANCO e tiro de lá dinheiro da conta de uma pessoa sem mais nem menos?

O que deveria ser feito era cancelar a conta nesse Banco e processá-lo por fraude. Pedir uma avultada indmenização à UNICRE e processar a ZARA por furto e abuso de confiança.
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De Cris a 21.04.2012 às 08:38

Agora lembrei-me de um grupo de pessoas fazer um protesto tipo "homens da luta": vai-se a uma agência do Millenium BCP e pede-se para levantar dinheiro duma conta de uma pessoa qualquer. :p Se fossem muitas pessoas havia de ser giro!
Relativamente a mudar de banco, não sei qual a situação da senhora, mas imagine que ela tem um empréstimo de uma casa ou várias aplicações em dinheiro? Já é mais complicado deixar o banco. É possível, mas mais trabalhoso. Mas devia reclamar sim, com advogado à mistura de preferência.
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De Fatima a 21.04.2012 às 16:53

Realmente é estranho mas quem não tem culpa é o banco dado que o banco não fez não mandou fazer qualquer levantamento da conta houve sim uma comunicação por intermedio da sibs par que fosse debitado esse valor
et voilá
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De Mário a 21.04.2012 às 03:18

Não é possível processar ninguém porque estamos em Portugal, e em Portugal é impossível processar os poderosos e ricos, por isso é que isto se está a tornar um país de merda aos poucos e poucos infelizmente. Não há justiça neste país por culpa dos nossos governantes!
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De ztome a 21.04.2012 às 09:46

tem toda a razão no que diz, menos no que toca á culpa dos governantes !
pois a culpa é nossa de todos ,os que escolhem os que se desinteressam os que só sabem opinar e criticam tudo os que se apresentam contra á ordem instituída etc..
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De Manuel a 21.04.2012 às 11:43

Mário, desculpe, sabendo ao mesmo tempo que não deixa de ter razão, mas EU um pequenote, o ano passado, acionei uma queixa crime e civel, contra uma operadora de telecomunicações começada por O, porque me "apareceram" com um contrato de mais 2 anos, "assinado" por mim, lógicamente, uma assinatura falsificada (e mal falsificada) teve que intervir a n/ Policia Cientifica, que honestamente só disseram a verdade. Não que eu não estivesse com receio, que os golias dos azevedos, pudessem comprar tudo, mas a Justiça comigo funcionou.
Também digo a verdade, se não tivesse funcionado, a bem teria funcionado a mal. Aí está, enquanto nós pobres Portugueses, nos deixarmos humilhar, os tubarões vão dominando este pequeno País, mas com uma grande história, está na hora de irmos à luta, pois atualmente estamos pior do que o 24 de Abril de 1974, e se estamos à espera que sejam os militares a repôr uma verdadeira Democracia, desenganemo-nos, num País tam pequeno haver 123 Generais, fora os que estão na reserva. Estão também comprados, que assim é que eles estã bem.
Lutemos por Portugal, não tardará muito que sejamos uma Colónia de Angola, da China e Rússi.
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De M.A. a 24.09.2012 às 18:49

Recentemente tive uma situação idêntica com a empresa UNICRE e falsificação de assinaturas. Estivemos num banco a solicitar um empréstimo bancário, quando o banco nos informou que havia uma dívida no Banco de Portugal. No Banco de Portugal informaram-nos que era relativo a um cartão de crédito da UNICRE de 2007, que nós nunca tivemos, nem nunca assinamos tal contrato. Ao contactar a empresa telefonicamente esta informou-nos de que a dívida já tinha juros, num valor aproximado de 500 euros. Solicitamos à empresa que nos dissessem quando foi efectuado o contrato e quem foi o vendedor, ao que a empresa desconhecia. Pedimos o envio de uma cópia do contrato, mas a empresa recusou. Ou seja, pedem-nos para pagar aproximadamente 500 euros, de um cartão que não fazemos a mínima ideia de quem o tenha, e não nos fornecem nenhum outro dado nem nos deixam ver o contrato.É uma situação absolutamente irrisória. Apresentamos queixa junto do Ministério Público, onde se riram (sim, riram), da situação, por estarmos a reclamar um valor, segundo eles, baixo (para mim é um mês de trabalho...) e tentaram nos demover da queixa, pois disseram-nos que iria ficar muito mais caro e que mais valia pagar e calar... Como é óbvio, não desistimos. Mas temos neste momento a nossa vida estagnada, pois não podemos comprar casa, e já demos sinal para a mesma, correndo o risco de o perder por causa desta situação. Pergunto-me como é possível uma empresa arranjar cartões de crédito, baseando-se no número de contribuinte de uma pessoa, e colocar-lhes dívidas às costas. Pelo que vejo, neste país pode-se matar, roubar, esfolar e a vítima ainda PAGA E CALA! Se alguém tiver uma situação idêntica ou conhecer algum caso e nos poder ajudar, agradecemos desde já.
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De Joao a 22.04.2012 às 10:32

Possivel processar é, agora o que pode acontecer é quem apresentar queixa ainda passa a culpado por má fé ou roubo, sabia que a peça custava 10 e só pagou 8, etc.
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De Cidadão e Passante a 21.04.2012 às 04:14

Esta "estória" tem 3 situações muito más e não está bem contada. 1) Um código de barras na loja tem o valor X, o artigo vale Y. A funcionária no acto (pagamento) deveria ter chamado a atenção, e ainda assim pelo pouco que conheço da lei, seria o preço do código de barras que prevaleceria. A senhora tem a factura e o código de barras em seu poder? 2) Com que autoridade tem a Unicre de sonegar dinheiro da conta de um cliente, só porque uma funcionária de uma empresa diz que foi a ou b cliente. Além de absurdo, abuso, má fé é pouco, é roubo. 3)O banco em causa anuir no processo é incompetência. Deco/Proteste, Polícia Judiciária,Ministério Público deviam estar a agir já, imediatamente. Aparentemente Justiça não há, competência aparentemente também não, legislação há e pode ser usada e aplicada na proporção e adequação. Sugestão, reduzir ao máximo a utilização dos cartões electrónicos, e com isso deixar de sustentar um comportamento e esta atitude e ao mesmo tempo estes cavalheiros. E quanto à Zara, bom, pouca coisa lá compro, enquanto me lembrar Zero pr'a Zara. Lamento que mais uns fiquem desempregados, mas funcionários e empresas destas devem ser responsabilizados e punidos. Que fria, isto é mesmo tipo república das bananas. Chiça
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De poetazarolho a 21.04.2012 às 09:48

“Mente dividida”

O tratado de Tordesilhas
Então dividiu o mundo
O presente está a milhas
Deu um golpe mais profundo

Este o mundo esquartejou
Provido da mesma essência
Mente humana o preparou
Com requintes de violência

Uma divisão ao pormenor
Baseada na insegurança
Na fome, no medo e na dor

Há na mente ainda esperança
De um mundo um dia melhor
Que vi no olhar duma criança.
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De Anónimo a 21.04.2012 às 09:49

Não é caso único - a mim já me aconteceu o mesno, e foi na Zara. Portanto é politica da casa e até acredito que seja a empresa que dê directivas ás funcionárias para o fazer porque terá algum tipo de entendimento tácito com a UNICRE... que por sua vez, terá dado indicações ou autorização tácita para fazer o fez, ou seja, a prática de sonegar dinheiro de constas alheias está mais ou menos "normalizada" em casos como o que se encontra aqui descrito!
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De Marão a 21.04.2012 às 10:37

Mais exactamente uma relação de ABUSO de confiança.

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