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O Tiago e o André já não se tratam

Imagem do Expresso

 

É verdade que aquilo que se passava no transporte de doentes era vergonhoso, qualquer desculpa era boa para se chamar os bombeiros e havia muito boa gente a utilizar as ambulâncias como transporte para ir ás compras, era mais que evidente que a situação não podia continuar, havia que por cobro aos abusos,  definir regras e prioridades.

 

O que na realidade aconteceu é que com a nova politica passamos do 80 em que os bombeiros eram choferes, para o 8 em que há doentes que deixam de ser tratados porque não tem mesmo condições. Na saúde a politica do custe o que custar do nosso primeiro ministro está na realidade a  custar vidas humanas.

 

As noticias são do Expresso, numa coluna que não sei bem porquê se chama "Solidariedade Expresso", para além de noticiarem os casos não vi em lado nenhum alguma solidariedade, e entre outros casos apresentava o da Família do Tiago e do André e o da Glória Lucas. Ambos tem em comum pessoas, seres humanos, que sofrem doenças que exigem acompanhamento e tratamento permanente e que devido às novas regras de transporte de doentes, deixaram de ser tratados.

 

É difícil acreditar que estas coisas aconteçam, é de pessoas que estamos a falar, num país em que o direito à saúde está inscrito na constituição, há pessoas que deixamos de tratar porque o governo de turno decidiu que a forma de poupar era cortar a direito... recuso-me a acreditar que este seja o caminho, tem de haver outra forma, uma forma em que não se deixem as pessoas à sua sorte.

 

"A última vez que fui à médica, já depois de algumas faltas, ela perguntou-me como é que eu quero ser tratada se não vou às consultas e não faço os exames. Eu perguntei-lhe como é que ela quer que eu faça se não tenho dinheiro. Ficou calada. E ficámos assim."

 

E Ficamos assim?

 

Jorge Soares

publicado às 22:31


1 comentário

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De Kok a 17.05.2012 às 18:22

Quem se preocupa com números (porque o principal são os resultados "positivos") não se preocupa com pessoas.
Se para eliminar gastos há pessoas a morrer... paciência!
E enchem a boca com o terror de que o estado social está falido, como se isso fosse verdade, possibilitando a criação de uma "seg. Social" privada que é sinónimo de mais bolsos para encher de seguradoras e afins!
Recordo-me da campanha que P.Portas fez anos atrás a este propósito! Ele pode ter-se esquecido, mas eu lembro-me!

Há dinheiro para tudo, menos para ajudar quem pouco ou nada tem, para além de doenças.
Quantos milhões já "nos" custou o BPN? Quem usufruiu dele foi impelido a devolver o que de lá "sacou"?
E ainda há mais dinheiro para lá por, para que o eventual comprador, o compre? Mas por menos dinheiro do que "nós" lá pusemos! Isto não é uma tristeza?

1 abraço!

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