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cxrianças hiperactivas

Imagem minha do Momentos e Olhares

 

Eram 8h50 da manhã desta quarta-feira. À porta da escola primária da Avenida, em Viana do Castelo, a encarregada de educação de um menino de seis anos é informada de que a criança não pode entrar.

 

 

A noticia é do público e tem como titulo: Criança de seis anos impedida de frequentar escola por ser hiperactiva, assim de repente para quem tem filhos hiperactivos é assustador, ao lermos percebemos que a criança foi impedida de entrar na escola porque supostamente está suspensa após vários episódios que envolveram violência com colegas e professores.

 

Eu tenho um filho hiperactivo, sei bem o difícil que é lidar com a situação e tenho a perfeita noção do que pensam as pessoas que estão do outro lado. Para nós como pais é difícil, mas aprendemos a lidar com isso, a realidade é que a grande maioria das pessoas, professores incluídos,  nunca deixa de olhar para estas crianças como se de um simples caso de falta de educação se tratasse.

 

Acredito que a escola tenha motivos para suspender esta criança e que esteja no seu direito de o fazer, custa-me a entender que esta criança esteja a ser seguida por um serviço de pedopsiquiatria, esteja medicada e continue com estes comportamentos. Ou está mal diagnosticada e medicada, ou simplesmente não toma a medicação... que diga-se de passagem não é nada barata.

 

Não é o facto de esta criança ter sido suspensa que me assusta, se existiram motivos a escola tem que tomar medidas e em último caso suspender a criança, o que me preocupa é perceber que com a mudança de governo e de ministro da educação, ao parecer existe uma tendência para ostracizar estas crianças.

 

Há poucos dias foi noticia que as crianças disléxicas deixam de ter direito a avaliações diferentes e a que lhes sejam lidos os textos em voz alta, na noticia são referidos vários outros casos em que as escolas simplesmente impedem a presença das crianças hiperactivas... o que se seguirá?

 

Convém recordar que a hiperactividade é uma doença, e que a grande maioria das crianças hiperactivas tem uma inteligência acima da média, simplesmente por si só e sem tratamento e medicação, não conseguem canalizar essa inteligência no caminho certo. 

 

Como pai, como pessoa, temo pelo futuro do meu filho e de todas as crianças com dificuldades.

 

Jorge Soares

publicado às 23:19


1 comentário

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De Rosalino a 24.05.2012 às 16:39

É este o Pais que temos.
É mais fácil enveredar pelo facilitismo e julgar uma criança pelos seus actos, como se de uma adulto em versão menor se trata-se...
A situação que esta criança vive não é de modo nenhum fácil, seja para ela própria, para os tutores (avós) e para todos os docentes da escola.
Inclusive os colegas de sala poderão sentir-se perdidos e ou serem levados, com facilidade, á falta de concentração nas aulas.
Mas que raio...

Vamos excluir este tipo de crianças das escolas?
Não seria um modo de descriminação também?
Para que existem por cada circulo escolar as psicólogas, educadoras de ensino especial?

Não seria de visto como uma diferente abordagem, esta criança ter dentro da própria escola, seguimento que lhe permiti-se frequentar a sala normal.
E se necessário em momentos precisos ser acompanhada dentro da própria escola com os profissionais que indiquei?

È que ninguém pode dizer que o seu filho não venha a ser atingido por algum grau de hiperactividade no futuro.
Nessa altura vamos afastar o nosso próprio filho dos outros colegas?
Sou Pai e meu filhote também anda muitas vezes a 200. E por vezes conseguir que ele sessegue um pouco não é facil.
Mas pelo menos o meu tem os Pais por perto, que não parece o caso desta criança.
Estou como tu Jorge.
Terei de temer pelo meu filho no futuro escolar?

São crianças...
Todas elas.
Umas mais iguais que outras e as outras um pouco mais diferentes.
Só isso
Rosalino

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