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Miguel Relvas ou Bárbara Reis, quem mente?

por Jorge Soares, em 25.05.12

Bárbara Reis foi ouvida nesta quinta-feira na ERC

Imagem do Público 

 

 

A directora do PÚBLICO, Bárbara Reis, reiterou nesta quinta-feira de manhã, na ERC, que Miguel Relvas “fez uma pressão” sobre o jornal com diversas ameaças, e contou que o ministro lhe disse depois ter “humildade suficiente para pedir desculpa” pelo telefonema que fizera à editora de Política. 

 

O ministro Miguel Relvas negou nesta quinta-feira de manhã, na ERC, ter feito ameaças à jornalista do PÚBLICO que tem escrito sobre as "secretas" e disse que é ele próprio quem se sente pressionado por o jornal lhe ter dado 32 minutos para responder a uma pergunta. 

 

Eu ouvi o senhor ministro dizer que não, que não tinha feito ameaças nenhumas e que o pedido de desculpas foi só pelo tom indelicado do telefonema, algum tempo depois ouvi a senhora ali da fotografia, Bárbara Reis de seu nome e directora do jornal Público,  a dizer que sim, que tinha havido ameaças de divulgação de dados da vida privada da jornalista, alguém perguntou quais dados, ao que ela respondeu que isso não interessava naquele momento.

 

Eu ouvi, ninguém me contou... agora a questão é, quem está a mentir?, porque do que eu ouvi, alguém está a mentir...e mentir é muito feio.

 

Entretanto parece que começaram os danos colaterais de tudo isto, Adelino Cunha, membro do gabinete do ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, demitiu-se na sequência de terem aparecido nas investigações algumas mensagens telefónicas trocadas com o ex-espião Jorge Silva Carvalho.

 

Jorge Soares

 

PS: Aceitam-se apostas sobre o que dirá a ERC, aposto que eles entenderam outra coisa completamente diferente do que eu entendi.

publicado às 11:52


16 comentários

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De Portuga Sofredor a 25.05.2012 às 15:29

Vai prescrever..., mais um prescrito !

Isto, (Portugal), não é um polvo, é uma família de polvos até à 5ª geração.

Nem a troika faz nada da Mafia !
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De Jorge Soares a 27.05.2012 às 21:40

Pois... aqui no passa nada!
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De Funes, el memorioso a 25.05.2012 às 15:55

«Eu ouvi o senhor ministro dizer que não, que não tinha feito ameaças nenhumas e que o pedido de desculpas foi só pelo tom indelicado do telefonema, algum tempo depois ouvi a senhora ali da fotografia, Bárbara Reis de seu nome e directora do jornal Público, a dizer que sim, que tinha havido ameaças de divulgação de dados da vida privada da jornalista, alguém perguntou quais dados»

Ao contrário do que afirma, desta afirmação não decorre necessariamente que algum dos dois esteja a mentir. Porque podem é estar a partir de um distinto conceito de ameaças e, portanto, aquilo que para a jornalista é uma ameaça não o é para o ministro.
O que se sabe hoje é que Miguel Relvas terá "ameaçado" divulgar na net que a jornalista vivia maritalmente com um deputado da oposição. Ora, como bem explica Francisco Teixeira da Mota, o advogado do «Público», isto - sem prejuízo da relevância ética ou política que possa ter - não tem relevância política alguma. Ninguém pode ameaçar ninguém com a promessa de divulgação de um facto que é público e assumido. Seria, por exemplo, como eu ameaçar o primeiro-ministro de divulgar que ele foi casado com uma das girls da banda musical «As Doces».
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De Jorge Soares a 27.05.2012 às 23:10

Quanto a mim a questão não está no tipo de ameaça, na verdade é até patético o que entretanto veio a público, mas o acto em si.

Um ministro não pode ligar para um jornal a tentar virar as noticias a seu favor, e não pode fazer ameaças, sejam estas sérias ou patéticas....e um ministro não pode em caso algum mentir numa situação destas.

Jorge Soares
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De Funes, el memorioso a 25.05.2012 às 15:58

No meu comentário anterior, enganei-me.
Onde está escrito:
...como bem explica Francisco Teixeira da Mota, o advogado do «Público», isto - sem prejuízo da relevância ética ou política que possa ter - não tem relevância política alguma.
Deve ler-se:
como bem explica Francisco Teixeira da Mota, o advogado do «Público», isto - sem prejuízo da relevância ética ou política que possa ter - não tem relevância jurídica alguma.
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De Marta M a 25.05.2012 às 16:48

A Bárbara Reis há muito tempo que me merece respeito e, pelo trabalho anterior e actual no Público, merece a minha confiança...
Já Miguel Relvas, provavelmente não lhe compraria um carro.
Já se devia ter demitido.
Bom fim de semana
Marta M
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De Jorge Soares a 27.05.2012 às 23:22

Olá Marta

A julgar pelo que se vai descobrindo...ao Miguel Relvas duvido que alguém com dois dedos de testa lhe comprasse o que fosse... sem duvida que já se devia ter demitido..e custa muito ver como o primeiro ministro lhe vai aparando todos os golpes.

Jorge
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De Marão a 25.05.2012 às 18:39

Resgatar a democracia vendida, emprestada, rasgada, escondida, maquilhada. Mais uma vez, conforme a cor com que se deixaram pintar, não há cão nem gato político que não venha a terreiro defender a sua dama obedecendo ao guião da respectiva confraria, sem um gesto ou palavra que saltem da formatura. Neste caso Relvas, só por má fé e para confundir ou baralhar, se podem pretender colocar no mesmo plano competências, âmbitos e finalidades distintas. Fazer o Parlamento esperar pela ERC seria inofensivo e humorístico se não fosse abusivo e ridículo. Qualquer coincidência com a desfaçatez da anterior governação constitui profunda ferida exposta e reveste esclarecedora semelhança. Se a prática da nossa democracia e a obediência na representação se pauta cegamente pelo colante que nos cravam na lapela, de olhos vendados ao cheiro da barricada que nos tolhe, de democracia temos apenas máscaras e figurantes amestrados. E este é o lado mais negro de um sistema coxo e refém, talhado para servir élites e clientelas perfiladas. Em vez de apalpar pela relva é premente cavar a fundo até ás entranhas de disfarçada e podre raiz.
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De Jorge Soares a 27.05.2012 às 23:24

Não sei se mexer muito nesta terra não nos irá mostrar um ninho de vespas... porque será que Passos Coelho lhe está a aparar todos os golpes?

Jorge Soares
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De Marão a 28.05.2012 às 08:16

Data limite para a despedida, segunda feira 28 de Maio pelas 12 horas com tolerância máxima até aos telejornais do fim da tarde. Não há ERCque lhe valha, que sendo 15 dias muito tempo, tentar isolar o episódio com jornalistas do grosso conjunto do letal atasqueiro é uma habilidade que não passará. Se Passos ousar insistir em se amarrar a tão pesado fardo irá para o fundo com ele.
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De DyDa/Flordeliz a 26.05.2012 às 01:09

Mudam-se vírgulas, quiçá entoação e tudo, não passa de lapso ou mesmo distração.
Talvez mau feitio, um dia de má disposição, muda-se o discurso, mesmo de opinião…
O que ontem era sim, amanhã será não.
Numa troca sem fim do que afinal (não)se afirmou, ou alguém (não)escutou…
BFDS
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De Jorge Soares a 27.05.2012 às 23:25

Lapso, distracção, esquecimento, mentiras... uma tristeza é o que é.

Jorge
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De Kok a 26.05.2012 às 11:55

São tantas as vezes, mas tantas, que há sempre uma segunda (terceira, quarta,...) vez que alguém vem explicar que o que disse não era o que quis dizer, o que "obriga" a explicar o que foi dito e depois explicar o que foi explicado...
Custa assumir um erro, né? Mais ainda quando se é uma figura pública (seja ou não do Público), e ainda mais quando se é ministro.
O que é estranho, já que políticos a mentir deixou de ser estranho à séculos!
Uma mentira é sempre uma mentira, independentemente dos floreados com que possam embelezá-la.
Se o ministro não tivesse "culpas no cartório" o seu comportamento seria diverso. Eu acho!

Lembrando António Aleixo: a razão mesmo vencida, não deixa de ser razão!
Resta saber quem, da facto, tem razão!

1 abraço!!!
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De Marão a 26.05.2012 às 14:04

A nossa democracia encharcada num lameiro, e não há entidade que a tire do atoleiro, porque comem todos no mesmo palheiro. Para mudar esta trampa basta pôr uma revolta pacífica na próxima rampa legal. Ausência total no próximo eleitoral a ver como descalçam o cabedal.
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De Jorge Soares a 27.05.2012 às 23:26

Acho que não restam muitas duvidas sobre o lado da razão.. resta saber porque será que neste pobre país a culpa morre sempre solteira...

Jorge
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De José A a 29.05.2012 às 00:03

Vendo bem, a ERC vai culpar o Pinto da Costa...

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