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Porque: "A vida é feita de pequenos nadas" -Sergio Godinho - e "Viver é uma das coisas mais difíceis do mundo, a maioria das pessoas limita-se a existir!"
Imagem do Público
Há uns dias numa conversa noite dentro numa pequena aldeia Alentejana discutíamos alternativas ao sistema económico em que vivemos, de um lado quem achava que mal por mal o sistema actual ainda é aquele que melhor garante que quem se esforça é recompensado, do outro quem achava que o sistema ideal é aquele em que não há a cultura do prémio e a produtividade é assegurada pelo interesse comunitário em que todos os indivíduos vejam satisfeitos os seus desejos e necessidades.
A coisa terminou em impasse quando o Paulo disse que o seu desejo era ter um Ferrari, que tinha direito a ter esse desejo e a trabalhar para ele... e do outro lado não nos conseguiram convencer de que a comunidade ia fazer o esforço para satisfazer o desejo do Paulo sem criar desigualdades.
Hoje lembrei-me dessa conversa quando li no Público que já há em Portugal quem se aventure país adentro a trabalhar a troco de casa, comida e roupa lavada.
É preciso ler a noticia para percebermos que na verdade as coisas não são bem assim, as duas enfermeiras idearam durante três meses um projecto de voluntariado que aproveita o abandono a que foi votado o o interior de um país que cada vez mais aposta no litoral, para numa pequena aldeia de Miranda do Douro mostrar os seus serviços com a esperança de no fim serem recompensadas com um contrato que lhes garanta o tão desejado emprego.
Não sei se era a isto que se referia Passos Coelho quando falava nas oportunidades do desemprego, mas é de facto uma forma original de enfrentar a situação. Resta saber se as medidas a colocar em prática pela junta de freguesia de Atenor, assim se chama o lugar onde as duas senhoras decidiram assentar arraiais, serão suficientes para cobrir os salários das duas enfermeiras....
Acho a iniciativa de louvar, mas tenho sérias duvidas que ela sirva de exemplo para muita mais gente,.. é que com uma população cada vez mais envelhecida, médicos e enfermeiros terão sempre trabalho, mas duvido que isso seja válido para o resto dos milhares de jovens profissionais desempregados...
Jorge Soares
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