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O Freeport pariu um rato

Imagem do Público

 

 

O Ministério Público pediu esta segunda-feira no Tribunal do Barreiro a absolvição dos dois arguidos do caso Freeport, Charles Smith e Manuel Pedro, considerando que durante o julgamento não ficaram provados os factos que lhes eram imputados

 

Depois dos rios de tinta que se gastou com isto, das fugas para a China, depois de tantas acusações e denuncias directas ou indirectas, depois de tantas suspeitas lançadas ao vento, foi preciso que mudasse o governo e que Sócrates fosse estudar para Paris para que no fim tudo isto desse em nada.

 

É curioso como estas coisas acontecem uma e outra vez nos processos judiciais em Portugal, eu não consigo deixar de pensar que tudo isto:

 

1- Não foi mais que uma enorme encenação para denegrir e afastar do poder um ou mais nomes que constam ou que se pretendia que constassem do processo.

 

ou

 

2- A nossa justiça está mesmo ferida de morte e raramente algum processo que envolva actuais ou ex-politicos termina em condenação efectiva porque por trás de tudo o que vemos há quem mexa todos os cordelinhos para garantir a impunidade.

 

Depois de todo o folclore e todo o barulho feito por não sei quantos magistrados e investigadores do ministério público, como podem estes senhores pedir a absolvição dos acusados? Então aquilo tudo foi para quê?

 

O pior é que depois disto tudo e de todo o tempo e dinheiro que já se gastou com todo este filme triste, agora vão de certeza vir os pedidos de indemnização de quem durante anos foi acusado e viu o seu nome ser denegrido junto da opinião pública... indemnizações que irão evidentemente sair dos nossos impostos e não do bolso de quem andou anos a brincar à justiça.

 

Este país é sem dúvida nenhuma cada vez mais surreal

 

Jorge Soares

publicado às 22:58


9 comentários

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De Marão a 17.07.2012 às 08:32

MANIFESTO
O nosso regime atingiu o estado limite da podridão. Parece que os influentes e notáveis não pegam o boi pelos cornos porque vivem da arte dos olés e bandarilhas em que nos enredam. Freeport e Relvas, como um sem número de submarinos afundados não passam de entretenimento rasca de feirola para nos arredar do pecado original que mergulha o nosso País numa democracia postiça, acorrentada e criminosamente abusada. Num sistema eleitoral grosseiramente viciado que os sustenta e conspurca é que eles não mexem se não for ao empurrão. O nosso voto de nada vale quando são as direcções partidárias que escolhem nos respectivos redutos quem faça o frete que convém aos persistentes instalados. Nas autárquicas valem-se de pára-quedistas cabeças de cartaz que saltam de galho, de Faro para Braga como de Sintra para Lisboa ou de Santarém para Oeiras, verdadeiros vendedores de pevides em qualquer boutique alcofa que lhe fique com as cacas (perdão cascas). Quando é que a luta deixa de se concentrar em pelinhos de diversão e ataca o castelo pelo lado dos alicerces podres e enfeitados? Cá por mim não perderia tanto tempo a aparar relvas, antes tratava do ambiente até agora calibrado para preservar os ninhos das ervas daninhas que enxameiam toda a estufa.
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De golimix a 17.07.2012 às 22:17

Bem manifesto! Um manifesto retrato da realidade que se manifesta no nosso, não manifestante, país!

LMaria
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De Jorge Soares a 18.07.2012 às 21:53

Concordo com a Golimix.. belo manifesto sobre o que temos que aturar todos os dias

Jorge
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De lagoa_azul a 17.07.2012 às 15:49

Olá Jorge,

Cá para mim foi uma coisa e outra. Sem dúvida alguma que a sociedade de forma geral evoluiu, contudo continua-se a promover por todos os meios, a crítica ao indivíduo, através da crítica social, sem promover junto da sociedade em si, o exercício da reflexão, por isso, penso que não é de estranhar que a justiça reflicta exactamente a promoção do pão e circo.

Por isso, não me admiro do caso ter parido um rato, independentemente que quem o pariu, aliás era espectável que assim fosse. A resiliência com que se encara estes casos é que é degradante, e até a coisa se compor vai-se infestando o país com ratos.


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De Jorge Soares a 18.07.2012 às 21:55

Na verdade tudo isto é alimentado e quantas vezes aumentado por uma comunicação social que mais que de dar noticias, vive de as fazer e aumentar.

Até quando temos que viver com tudo isto?

Jorge
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De golimix a 17.07.2012 às 22:18

Surreal e irreal!
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De Jorge Soares a 18.07.2012 às 21:55

Infelizmente.. aprece que é real.

Jorge
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De Kok a 18.07.2012 às 16:05

Surpresa surpresa seria se fossem considerados culpados.
Ou melhor, se fossem encontrados culpados de todo o imbróglio que esta caso envolveu.

É que nem merece a pena.
De todos os grandes "casos" levados a tribunal sobretudo os que envolvem corrupção, favorecimentos e/ou compadrios, quantos chegaram ao fim apurando culpados?
Nem mesmo no julgamento em que isso aconteceu o culpado foi preso...
Por isso... Onde é que está a surpresa?

1 abraço!
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De Jorge Soares a 18.07.2012 às 21:57

Pois, tens razão, surpresa era que fossem considerados culpados...

Cada vez mais a nossa justiça se parece com uma daquelas peças de teatro de terceira categoria...e os espectadores somos todos nós... pena que o bilhete nos saia tão caro

Jorge

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