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Terrorista?, não, americano maluco 

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Já aqui falei do assunto, foi a propósito de Breivik , nos Estados Unidos James Holmes, um estudante de medicina de 24 anos, entrou num cinema com um arsenal e a meio do filme desatou a disparar sobre tudo o que mexia, o balanço final fala de 12 mortos e 59 feridos.

 

Ao contrário do que aconteceu com Breivik, até agora não se conhecem nem antecedentes nem fins políticos no tresloucado acto, mas há algo que salta imediatamente à vista, a facilidade com que se compram armas no estados Unidos, em pouco tempo e sem que alguém levantasse a mínima questão, James comprou uma serie de armas e milhares de munições.

 

As armas fazem parte da cultura americana, desde a guerra pela independência, à guerra de secessão, passando pela conquista aos Índios, toda a história americana foi escrita a ferro e fogo. Se a tudo isto juntarmos uma industria cinematográfica em que a maioria dos heróis constrói as suas carreiras de arma na mão, temos um caldo de cultivo que só pode terminar em episódios como este.

 

Para nós que observamos tudo isto desde longe não deixa de ser evidente a forma como são tratadas de forma completamente diferente os atentados de cariz politico como o do 11 de Setembro que levaram a que os americanos olhassem para tudo o que vem de fora como uma ameaça evidente, e para os crimes cometidos por americanos, já sejam actos tresloucados como este ou os atentados de Oklahoma.

 

Se calhar não seria má ideia que alguém começasse a olhar para tudo isto de uma forma mais racional, o que mais será necessário para que alguém perceba que o que verdadeiramente está por trás de actos como este é a facilidade com que nos Estados Unidos se chega às armas?

 

Tal como diz a imagem, fosse James um muçulmano e a estas alturas toda a sua familia e amigos estariam presos ou a ser investigados, como é americano, é só mais um acto de um louco.

 

Jorge Soares

 

 

publicado às 23:39


4 comentários

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De Susana Carvalho a 22.07.2012 às 16:41

Para mim é simples: quem cultiva o terror é terrorista; portanto, este tipo é tão terrorista como um outro qualquer que fosse muçulmano.
Não sou nada apologista de se possuir armas; isso é um convite a que algo possa correr mal, mas as mentalidades também contam. Os canadianos, tal como os americanos, gostam muito de possuir a sua arma, no entanto, não vemos no Canadá tantos casos de pessoas "dementes" como se observa nos E.U.A.
Uma coisa que não entendo; como é possível que se permita a alguém comprar tantas armas? É que pelos vistos, a enormidade absurda de armas que este tipo tinha em sua posse foi comprada tudo dentro da legalidade. Quando alguém vende uma arma, não verificam antecedentes e se já tem outras armas? É que é muito suspeito uma pessoa ter tantas armas. Eu pelo menos não acho normal... Pelos vistos não há esse tipo de controlo.
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De Cris a 22.07.2012 às 17:26

Não víamos! No Canadá, há pouco tempo aconteceu também um tiroteio.
É como diz o Jorge, um país que surgiu "a ferro e fogo", com o massacre sangrento dos nativos não pode ter bons genes. A acrescentar ao facto de ser muito fácil adquirir armas, há uma falência de valores, que é geral, claro, mas mais perigosa com uma arma na mão...
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De energia-a-mais a 23.07.2012 às 07:58

é assustador realmente, ainda por cima vindo de uma cultura forte em todo o mundo e que projeta uma imagem internacional de «quero, posso e mando». Será uma questão, como dizes de facilidade de acesso a armas enraizado na cultura.
Ainda um destes dias vi um documentário e fiquei impressionada com os hipermercados de munições, onde tudo está exposto nas prateleiras como uma mercadoria vulgar e onde não existe limites para o que se pretende adquirir...

Teresa
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De Kok a 23.07.2012 às 11:55

Já não sei se é o habito que faz o monge ou se é o contrário.
Mas a verdade é que os americanos são gente estranha!
Não há muito tempo vi um vídeo onde famílias inteiras (incluindo crianças de +/- 5 anos) disparavam armas como passatempo; e com a mesma boa disposição que nós por cá exibimos num qualquer jogo tradicional.
Recordo-me de ver uma adolescente (de tranças loiras que não deveria ter mais do que 13/14 anos), a disparar uma metralhadora ligeira, descarregando-a completamente na direcção de um arvoredo, perante o aplauso dos familiares presentes.
Sendo verdade que uma árvore não faz a floresta, se forem semeadas muitas...
Sem esquecer os interesses da industria de armamento.

1 abraço!

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