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João Gil

Imagem de Santos da Casa 

 

Íamos a Caminho de Porto Covo, na Antena 1 ouvia-se  o Hotel Babilónia de João Gobern e Pedro Rolo Duarte, a certa altura comenta-se o facto de João Gil ter apresentado a sua candidatura a Presidente da Câmara de Cascais. 


Na rádio os apresentadores do programa hesitam entre questionar a sanidade mental, aconselhar juízo ou aplaudir o músico pela sua iniciativa. " Não pode ser só falar falar, há que chegar-se à frente". Já não me lembro se foi Gobern ou Rolo Duarte quem concluiu o assunto com esta frase.

 

No carro a coisa também não foi pacifica e as opiniões dividem-se. A minha meia laranja acha que não faz sentido nenhum um músico candidatar-se ao cargo, ele não tem formação ou preparação para exercer um cargo destes....

 

Eu por outro lado concordo com a frase final da rádio, a verdade é que todo o mundo tem opinião, todo o mundo critica e uma boa parte acha que faria melhor que qualquer um dos nossos governantes, mas na hora da verdade não há muito quem esteja disposto a abdicar da sua vidinha e pegar o touro pelos cornos.

 

Sobre o facto do João Gil não estar preparado para ser presidente da câmara, alguém já se questionou alguma vez sobre o passado de algum presidente da câmara deste país? Será que na sua grande maioria estão preparados para comandar uma câmara? Alguém vai olhar para os currículos antes de votar? 

 

É evidente que era desejável que todos os presidentes tivessem uma enorme experiência de gestão antes de chegarem a um cargo tão importante como o de presidente da câmara, mas a realidade é que na grande maioria este é um lugar político, sendo que muitas vezes os candidatos nem sequer vivem na cidade à que se candidatam, basta olhar para o exemplo de Pedro Santana Lopes que vivendo em Lisboa ganhou a Câmara da Figueira da Foz.

 

Não conheço João Gil para além da sua faceta de músico, de resto não voto em Cascais, mas acho muito positivo que para além dos políticos do costume apareçam outras figuras da nossa sociedade a candidatar-se aos lugares públicos, falar e criticar é fácil, difícil mesmo é chegar-se à frente... bem haja para quem o faz... além disso, se alguém que nunca fez nada na vida pode ser Primeiro Ministro, porque não pode um excelente músico ser um bom presidente da cãmara?..e dificilmente ouviremos alguém dizer: "Ó Gil Vai estudar"

 

Jorge Soares

publicado às 22:05


9 comentários

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De Maria Alfacinha a 23.09.2012 às 22:57

:-)
Quando vi o titulo do post pensei: "Porque nao?"
E os meus argumentos são exactamente os teus :-)
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De Jorge Soares a 24.09.2012 às 23:13

Pois, é mesmo isso, porque não?.

Jorge
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De Marão a 24.09.2012 às 09:04

MÃOS À MASSA
- Sistema eleitoral que contemple conjugação com círculos uninominais
- 99 a 180 deputados no máximo, e acabar com os votos em manada na AR.
- Ninguém deve poder concorrer fora do distrito ou concelho onde resida ou exerça actividade regular pelo menos nos últimos três anos. Válido para autarquias.
- Todos os eleitos pelo menos para os mais altos cargos poderem ser considerados, só seriam reconhecidos com bom comportamento moral e cívico, por obrigatórios testes de apuramento de efectiva idade adulta e comprovada sanidade mental.
- Acabar com o exclusivo das ditaduras partidárias (onde os medíocres afastam os melhores para sobrevivência indigente) na participação e representação política do País, deixando espaço para iniciativas da sociedade civil que contemple participação e representação efectiva, nomeadamente, na AR.
- Assim, considerar representação política fora da alçada dos partidos, nomeadamente, no parlamento, começando por contemplar o direito a assento por inerência a representantes de organizações sindicais, patronais e outras não estatais com expressão efectiva na sociedade, e ainda por profissões como operários, engenheiros, médicos, professores, jornalistas, trabalhadores, empresários …………….
- Da obediência aos partidos só entraria gente por eleição mas com ligação efectiva ao eleitor. Regra dos 3 x 33 = 99 deputados. 1/3 Por inerência para autarcas, 1/3 ainda por inerência aos grupos e profissões atrás assinalados e, finalmente, 1/3 para eleitos em nome dos acantonamentos partidários.
- Deixar uma cota ainda que residual para representação dos considerados analfabetos estruturais à antiga, que se ainda existirem, fácilmente podem provar que muito frequentemente possuem mais cultura geral e conhecimentos de vida de que muitos doutores novos que por aí passeiam a ignorância.
-Reformular o conceito de abstenção, não a confundindo com insondáveis razões de ausência nas urnas. Criar um campo (X) para esse efeito em cada boletim de voto. Esta intransmissível , pessoal e inconfundível opção merece e deve exigir a dignidade de voto válidamente expresso. Uma civilizada, consciente e ponderada escolha não pode ser obrigada a ficar na rua em vala comum de incertos. Os nossos deputados, na Assembleia da República, apesar da aviltante disciplina partidária a que se submetem, para se abster tem que marcar presença. Quero lá uma cruzinha para me abster, querendo.
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De aespumadosdias a 24.09.2012 às 13:05

Sempre o vi como uma pessoa à esquerda. Vamos lá ver se terá sucesso em Cascais. A melhor sorte para ele.
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De Jorge Soares a 24.09.2012 às 23:16

Duvido que mesmo que conseguisse o apoio do PS ele conseguisse ser elegido... mas sem dúvida que tem a mesma legitimidade que qualquer outro candidato.

Jorge
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De golimix a 24.09.2012 às 19:15

Sinceramente - porque não?
E os teus argumentos respondem a esta pergunta.
Não voto em Cascais, mas olha que se votasse seria um caso a pensar.

Boa semana
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De Jorge Soares a 24.09.2012 às 23:16

É que era mesmo um caso a pensar, sem dúvida.

Jorge
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De sentaqui a 25.09.2012 às 18:10

Trabalhei alguns anos numa câmara, onde o presidente de Câmara era na altura o mais jovem presidente em Portugal e com formação na área de História. Desenvolveu grandes projectos, deixou obra e dificilmente haverá quem continue a obra dele, mas e há sempre um mas, a situação financeira deixa muito a desejar e eu sempre fui da opinião que fosse quem fosse para a frente dos destinos de uma câmara, deveria ter sempre alguma formação em gestão, portanto não sou contra o facto do João Gil se querer candidatar, a minha dúvida é se ele e outros como ele têm arcaboiço para gerir seja o que for, sem a formação adequada.
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De Jorge Soares a 25.09.2012 às 22:29

Olá

Pois, tu tiveste o mesmo pensamento que a minha meia laranja.. e eu não deixo de concordar, mas, a questão é: Quantos dos políticos que se candidatam em todas as eleições tem essa preparação de que falas?

Será que alguém com experiência de gestão está disposto a deixar as suas empresas, negócios ou empregos para se dedicar a gerir câmaras municipais e ainda por cima a troco de um salário menor?

Deixo estas questões para pensares.

Jorge

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