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escolher quem vive e quem morre

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Vivemos numa sociedade em que, independentemente das restrições orçamentais, não é possível em termos de cuidados de saúde todos terem acesso a tudo


Será que mais dois meses de vida, independentemente dessa qualidade de vida, justifica uma terapêutica de 50 mil, 100 mil ou 200 mil euros?


As frases acima fazem parte de um parecer do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV) que foi elaborado a pedido do Ministério da Saúde e incidiu principalmente sobre três grupos de medicamentos: para o VIH/sida, para os doentes oncológicos e para os doentes com artrite reumatóide.

 

Traduzindo por miúdos, o parecer que recorde-se é de uma comissão Nacional de Ética,  permite que a partir de agora o ministério da Saúde , os hospitais, ou os médicos, possam decidir por exemplo se um doente com cancro em estado terminal vai ou não ter direito a tratamentos que sirvam para lhe prolongar a vida.

 

Na pratica, este parecer dá às autoridades de saúde o direito a decidir quem vai viver e quem vai morrer, quem vai ter direito aos medicamentos mais caros e quem  só tem direito aos mais baratos, quem vai ser tratado atá ao ultimo momento e quem vai ser abandonado quando chegar a um estado em que a doença seja incurável.

 

Onde está a ética em  passar para as mãos dos médicos a decisão de quem tem direito a morrer e quem tem direito a viver?

 

Há algo nisto tudo que me faz imensa confusão, existem neste país leis contra a eutanásia e o suicidio assistido, um doente ou os seus familiares não podem decidir quando parar o seu sofrimento ou o dos seus seres queridos, mas agora acha-se ético que em nome de interesses económicos os médicos e hospitais possam decidir por eles.... e chamam a isto Ética?

 

 

Jorge Soares

publicado às 21:44


2 comentários

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De Marta Vitorino a 01.10.2012 às 23:31

Isto não faz sentido nenhum...
Eu se estiver paralítica com uma doença incurável que não me permite fazer nada além de falar, com tubos para respirar, para comer, para mijar, para tudo e com o prognostico de poder ficar assim dezenas de anos não me dão sequer a hipótese de acabar com a minha vida se for essa a minha vontade... Independentemente da quantidade de dinheiro que vai ser gasto para me manter viva contra a minha vontade.
E se eu tiver um cancro terminal descoberto à pouco tempo com uma esperança de vida de 2 meses não tenho o direito de lutar para me manter viva o máximo tempo que conseguir para aproveitar a minha família?
Isto faz algum sentido??
Muito revoltante é o que é...
E estas comissões de ética devem ter tirado um curso por correspondência só pode...
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De Jorge Soares a 01.10.2012 às 23:38

Pois Marta... não faz sentido nenhum, mesmo.

Jorge

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