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Ela é a Joana e quer pagar impostos

Imagem do Público

 

Ela é a Joana, e quer pagar impostos, e ter direito a férias, e à segurança social e à protecção no trabalho que tem qualquer outro cidadão em Portugal, à reforma e a trabalhar sem estar sujeita ao insulto,  ao escárnio e à discriminação... ela quer ter direito a ganhar a vida com o corpo dela, o que tem isso de mal?

 

A Joana é prostituta, mas podia ser  stripper ou  operadora de linha erótica, ou acompanhante de luxo.. tudo profissões que em Portugal não existem... ou será que existem?


Será que as coisas que não queremos ver deixam de existir? Durante anos em Portugal não existia aborto, quer dizer, todos conhecíamos alguém que já tinha abortado, ou que contribuiu para que uma mulher abortasse, mas na realidade o aborto não existia... ou existia?


É evidente que a prostituição existe em Portugal, basta uma qualquer viagem que não seja por auto-estrada para percebermos que sim, que a prostituição existe, ou comprar um qualquer jornal diário e olhar para as páginas dos classificados, mas há muita gente que insiste em fazer de conta que ela não existe.


É claro que estas coisas existem e ao contrario do que muita gente acha, nem sempre são causadas pela pobreza e as drogas, há quem o faça porque escolheu esse modo de vida, nem todos são vitimas e coitadinhos, há quem o faça porque gosta de o fazer e porque acha que essa é a melhor forma de viver bem. 

 

E nestes casos, porque é que quem escolhe viver assim, não pode ter direito a que se lhe reconheça a sua profissão? 

 

A campanha “Trabalho sexual é trabalho” pretende contribuir para contrariar “o estigma que recai sobre quem faz trabalho sexual”, porque o estigma tem “um impacto negativo nas condições de trabalho, na saúde, na segurança”.


Estamos no século XXI e era bom que a mentalidade das pessoas evoluísse à mesma velocidade que evolui o mundo, para que de uma vez por todas deixemos de olhar para o lado e aceitemos que estas coisas existem mesmo e não, não é só lá fora, por cá também.



 

Jorge Soares

publicado às 21:24


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