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Em Portugal há um banco só para bem vestidos

por Jorge Soares, em 21.12.12

Banco atende cliente na rua por este estar

 

Imagem do Pontos de Vista 

 

Um cliente do Santander foi atendido no meio da rua, depois de o gerente da dependência entender que o homem estava “mal vestido”.

 

É daquelas coisas que julgamos que já não pode acontecer no nosso país, mas acontece, em pleno século XXI, em Celeirós, Braga, um pequeno empresário dirigiu-se ao balcão de um banco para tentar descontar um cheque que acabava de receber, para seu espanto foi posto na rua pelo gerente da agência e obrigado a receber o dinheiro no passeio em frente ao banco devido a que estaria mal vestido.

 

Não contente com colocar o cliente na rua, o senhor gerente quando lhe foi pedido o livro de reclamações respondeu que só o entregaria  depois do senhor ir tomar banho e trocar de roupa.

 

Não contente com tudo isto, ainda disse que tinha tomado aquelas atitudes porque julgava que o cliente era romeno e quando a GNR o tentou identificar, recusou-se a tal dizendo que se queriam identificar alguém, que identificassem o banco.

 

O conceito de bem ou mal vestido é evidentemente relativo, haverá de certeza muita gente que devido aos horários que os bancos praticam, vão às agências com a roupa de trabalho. Uma agência bancária não é um clube exclusivo, é um lugar público e de porta aberta, a roupa de trabalho pode não ser a mais agradável à vista, mas é roupa e tirando as mentes mesquinhas de alguns gerentes bancários, não ofende a dignidade de ninguém.

 

O facto do senhor dizer que tinha procedido dessa forma porque julgava que o cliente era Romeno, é para além de uma enorme discriminação, um acto de xenofobia e racismo...e o racismo é um crime público.

 

Também não percebo porque é que ante a recusa de entregar o livro de reclamações e de se identificar, a GNR não leva o senhor detido, há tanta gente que termina nos calabouços por coisas bem menos graves que estas.

 

E há quem ache que não somos um país racista, somos sim, racistas, xenófobos e preconceituosos... e tudo isto com a cumplicidade de quem deve fazer cumprir as leis.

 

Jorge Soares

 

publicado às 22:17


8 comentários

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De Cris a 21.12.2012 às 23:25

para mim esse gerente com mente hitleriana devia ser despedido. pode ser que mais à frente, sem salário, a humildade lhe nascesse no íntimo.
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De golimix a 22.12.2012 às 10:47

Eu disse que a minha lista estava completa? Humm... ainda não estava!

Mas sabes, é estranho que um país com tanta história de emigração seja TÃO, mas TÃO xenófobo, racista e preconceituoso! Não é a primeira vez que assisto a comportamentos e comentários menos próprios para com pessoas oriundas de outros locais.
Que tristes....

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De miilay a 22.12.2012 às 16:27

Amigo, estou como a glomix, nós que partimos para outros Países, recebemos tão mal quem chega.
Somos um País de Emigrantes e devíamos reflectir sobre a forma como devemos receber e aceitar ,quem vem para o nosso País à procura de uma vida melhor.
Amigo, temos tantos defeitos e dívidas!
Mas ,tenhamos ESPERANÇA de um Futuro com melhores Pessoas.
abraço
miilay
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De miilay a 22.12.2012 às 16:27

Desculpa, golomix!
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De miilay a 22.12.2012 às 16:29

Uau!!! golimix. Devo estar com problemas de visão.
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De P a 02.02.2013 às 20:59

Num café em Faro recusaram-me o livro de reclamações. Chamei a polícia e mesmo na presença da polícia continuaram a recusar a apresentação do livro de reclamações . Apresentei queixa na esquadra. O documento que obtive após a queixa foi um nº rabiscado num pedaço de papel rasgado de uma folha A4. Contactei a DECO que me disse para ir à esquadra e pedir uma "cópia do auto de notícia". Quando o tentei fazer diseram-me na esquadra de Faro que " nós não passamos disso". Voltei a contactar a DECO que me disse para voltar e insistir, o que fiz. Voltaram a recusar e quando argumentei que estava a seguir as recomendações da DECO responderam-me: " a DECO não percebe nada disto!". Voltei a contactar a DECO que me aconselhou a escrever ao comandante do posto o que fiz e que me enviou um documento para apresentar no posto para requerer o referido "auto de notícia". Com este documento passado pelo comandante do posto voltei ao posto de polícia da cidade de Faro e sem o apresentar voltei a solicitar o dito documento que me foi novamente recusado após o que, finalmente exibi a carta do chefe do posto, "o nosso intendente", e só então obtive o auto de notícia com o qual apresentei queixa na Região de turismo para receber carta deste organismo exigindo a apresentação de duas testemunhas no prazo de 2 semanas. Então declarei-me vencido.
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De P a 02.02.2013 às 21:15

Algures nos anos 80 fui impedido de entrar no cinema Nimas por estar a usar uma Tshirt sem mangas. Hoje detesto tais Tshirts que na altura ainda não se usavam mas não é isso que está em questão.
Lembro ainda de ter lido nos jornais artigos contra o juiz Rui Teixeira, do caso Casa Pia, usando como argumento o facto daquele juiz andar em público de jeans e Tshirt. Isto foi escrito por um jornalista nas páginas de um jornal da capital não foi numa folha de couve de província. Dizia o dito jornalista que aquele tipo de vestuário não era consentâneo com a dignidade das funções de juiz.
Meu irmão foi impedido de entrar numa discoteca algarvia, nos anos NOVENTA, sob o argumento de ter o cabelo comprido.
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De P a 02.02.2013 às 21:26

Ainda nos anos 80, amiga ex MRPP comentava sobre alguém que conhecera recentemente: " é electricista mas é um gajo porreiro. E repetiu em tom admirado: "é electricista mas é um gajo porreiro."
Já no sec XXI amigo ex PSR comentava sobre outro alguém a sua grande abertura de espírito. E qual o facto que revelava esta abertura? O facto de ser advogado e estar num casamento a fumar tabaco de enrolar !!!

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