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Ninguém espera por mim?


 

Esta carta já por aqui passou, na altura 4 ou 5 pessoas mostraram-se interessadas e pediram-me os contactos do centro de acolhimento, fiquei com esperança que alguma delas fosse mesmo adoptar ...esta semana enviei um mail à responsável do centro de acolhimento para perguntar se tinha havido desenvolvimentos, a resposta foi que tinha havido um mail a pedir informações, nada mais... 

 

Estas coisas deixam-me triste, há tanta gente que me diz que quer adoptar, há tanta gente que se queixa do tempo de espera... no outro dia houve quem me recriminasse porque fui duro naquele post O que é um processo de adopção?, há quem diga que fui injusto com as pessoas, fui? e não estaremos todos a ser injustos com esta criança e com todas as outras que anseiam por uma família?

 

 

Ninguém  espera por mim?

 

Olá,

 

Resolvi escrever-te porque sei que deseja ter um filho. Não, eu não sou o bebé com que tu sonhas….. já não uso fraldas, não como papas….. mas ainda sou uma criança e queria tanto ter um papá e uma mamã. Já não me lembro bem, mas um dia fiquei só …. E ficar sozinho no mundo com a minha idade é muito triste.

 

Vivo desde essa altura (já vão 10 anos) numa casa bonita, com muito meninos e meninas e há muitas senhoras muito simpáticas que tomam conta de nós. Mas continuo a sentir-me só ….. não tenho um papá e uma mamã…. e eu queria tanto….

 

Eu sei, não sou o bebé com que tu sonhas…. Mas sabes? Eu também sou como tu. Também sonho. Sonho que um dia vou ter uma mamã que me vai ajudar a escolher a roupa que vou vestir, que me vai a buscar à escola, que me vai contar historia, a aconchegar os cobertores e a dar-me um grande beijinho de boa noite….

 

Sonho que um dia vou ter um papá que vai andar comigo de bicicleta e me vai ver nas actividades da escola ….   e   …… eu vou ser tão feliz!!...


Quando isso acontecer…..

  • Vou deixar de chorar porque os meus colegas vão deixar de me gozar porque eu não tenho papá nem mamã;
  • Vou deixar de chorar quando me magoo porque a minha mamã vai dar-me um beijinho na ferida e vai passar logo;
  • Vou deixar de chorar quando um colega mais velho me bater porque vou ter um papá  para me proteger;
  • Vou deixar de chorar quando arranjarem papas para os meninos mais pequeninos…. Porque já não vou estar aqui, porque….. vou ter a minha família…. E vou dizer que tenho um papá e uma mamã.

Já sou grande mas ainda sou crianças. Bem sei que o meu futuro está hipotecado seja pela idade, tenho 13 anos, e seja pela saúde, tenho um problema de coração,

 

Mas continuo a desejar de poder ser ainda “um filho amado” …. conheces alguém que queria ser a minha mamã e o meu papá?.....

 

Tenho os contactos da pessoa que me enviou o mail  que facilitarei com todo gosto a quem se mostrar interessado, por favor divulguem, eu não quero perder a esperança de que conseguimos encontrar uns pais para esta criança.. não quero mesmo.

 

O meu mail é: jfreitas.soares@sapo.pt

 

Jorge Soares

publicado às 21:08


25 comentários

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De I myself a 09.01.2013 às 22:14

Meu Deus! Espero que encontre a tão desejada família!
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De Jorge Soares a 14.01.2013 às 21:31

Olá

Esperemos que sim... mas não é nada fácil

Jorge
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De Cristina a 09.01.2013 às 22:19

Sim, foste. Dissestes muitas verdades, mas nem por isso deixaste de ser injusto. Recordo-te que também tu fizestes escolhas. Todos nós temos critérios, todos nós de alguma forma idealizamos uma criança. E mesmo com critérios pouco fechados, há quem espere muito tempo e encontre obstáculos. Poderia relatar-te uma experiência que tive mas não vale a pena. Aliás, nem falo sequer apenas no meu caso.

Agora já nem sei se quero adoptar nem se tenho condições financeiras para o fazer. Aliás, a questão económica está afastar as pessoas da adopção e até é possível que os candidatos singulares, normalmente mais receptivos a crianças mais velhas, se retraiam mais por essa razão.

Em síntese: algo falhou no processo desta criança mas os principais responsáveis não serão os candidatos.

Cristina M.
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De Jorge Soares a 09.01.2013 às 22:24

Cristina, a verdade não pode ser injusta, de há muito que tenho uma filosofia que tento aplicar, ainda que nem sempre consiga, se uma verdade me magoa, então há algo em mim que está errado e sou eu que tenho que mudar.

De todos modos, independentemente de quem seja a culpa, a verdade é que esta criança precisa de uma família... vamos tentar ajudar?

Se não me engano, eu sei o que te aconteceu e entendo a tua revolta..

Jorge Soares
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De Anónimo a 10.01.2013 às 10:06

O post que escreveu sobre quem quer (ou talvez não) adoptar podia ter sido escrito em jeito de desabafo mas foi muito injusto para os candidatos.
Devia ter pensado no seu próprio percurso na adopção. Alguma vez aceitou uma criança com 10 anos? Também teve anos à espera, isso fez com que alterasse as suas pretensões e procurasse estas crianças que estão à espera?
Então porque se acha no direito de criticar quem não considera (seja por que razão for) em condições de receber uma criança tão crescida?
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De Jorge Soares a 10.01.2013 às 10:30

Pode-me dizer em que parte do post é que fui injusto?

Nunca aceitei uma criança de 10 anos porque nunca me foi proposta, se tivesse sido teria evidentemente pensado no assunto em conjunto com a minha família e em conjunto decidiriamos naquele momento se axceitaria ou não.

O que lhe faz pensar que eu não aceitaria?

Tenho direito à minha opinião como todas as pessoas.. há paises em que simplesmente não se podem colocar restrições, eu sou favorável a que cá seja assim.

Jorge Soares
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De Anónimo a 10.01.2013 às 11:55

Antes de mais peço desculpa por estar a falar do seu caso em particular. Cometi a mesma injustiça que me parece que também cometeu. Tem o direito às suas opções e eu não tenho que as julgar.

Não sei em que países não se podem colocar restrições. Eu nunca ouvi falar mas reconheço as limitações dos meus conhecimentos sobre o assunto. Isso significa que, nesses países, os candidatos ou aceitam a proposta que lhes é feita ou deixam de poder adoptar? Parece-me muito radical e contraproducente. Colocar os candidatos entre a espada e a parede não pode dar bom resultado.

Quanto ao facto de ter sido injusto, aqui vai:
-"há quem consiga descrever o filho que quer com tal luxo de detalhes que este nunca aparece" - conhece algum caso assim? Mesmo que existam, não serão apenas excepções?
- "a segurança social não faz milagres ... nem pode ir comprar crianças branquinhas e perfeitinhas para as entregar a quem espera" - acha mesmo que é assim que os candidatos pensam relativamente às crianças que irão ser seus filhos?
- "e tente não ser muito exigente, porque uma criança é sempre uma criança e nós é que temos que a conquistar e aprender a amar" - o que é ser muito exigente? É saber quais são as suas limitações e definir limites relativamente ao que se pensa conseguir lidar?
E se as pretensões fossem realmente o problema, não faria sentido a Seg. Social informar / formar os candidatos quanto a essa realidade e tentar alterar a situação? Pois garanto-lhe que não é isso que acontece, bem pelo contrário. Só insistem nas dificuldades e inclusive dizem que se deve seguir os desejos / pretensões iniciais para que o processo tenha o final que todos desejam.

Tem o direito à sua opinião e eu tenho o direito à minha. Não aceito que se culpem os candidatos nem acredito que a culpa de existirem crianças à espera de família seja dos candidatos.
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De Cristina a 10.01.2013 às 12:55

Quanto aos critérios apertados e às crianças branquinhas e perfeitas tenho que concordar com o Jorge. Há uma grande maioria de candidatos que coloca grandes restrições. Essa é a informação da seg. social e percebe-se isso pelas leitura de fóruns ou pelo contacto com candidatos. Sendo isto verdade, o post torna-se injusto quando se generaliza e se julga todos, colando o tema a este caso concreto. O que a mim me irritou particularmente é que o Jorge sabe que as coisas nem sempre são tão lineares como poderão parecer pela leitura do post e que há falhas na actuação das equipes da seg. social.

Quanto às pretensões serem um problema e as equipes não fazerem nada para resolver estas situações parece-me que tal dependerá das equipes. A equipe que me acompanhou sempre mostrou alguma preocupação em 'trabalhar' os candidatos. Mas quando se ouve dizer que um técnico sugere uma criança branca porque a integração será mais fácil, então questiona-se tudo. Ou quando se percebe que se questiona um candidato sobre se aceita uma criança negra ou se só aceita uma criança mestiça...

Jorge, não, não sei se sabes o que se passou comigo que explica esta revolta, até porque já nem sequer é apenas um episódio.

Cristina M.
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De Anónimo a 10.01.2013 às 23:33

Facto: A larga maioria dos candidatos tem indicado um perfil para adoptar uma criança até aos 3 anos, caucasiana e saudável;
Facto: A larga maioria das crianças em situação de adoptabilidade, são crianças com mais de 3 anos, muitos são irmãos, de várias etnias, com problemas de saúde ligeiros, graves, deficiência;
Facto: Todos temos o direito ao filho imaginário;
Facto: O objectivo da adopção é conseguir dar uma família a uma criança;
Estes são os factos objectivos da questão, a partir daqui tudo o que se fale de adopção é subjectivo, está profundamente ligado e condicionado às nossas experiências, vivências, sentimentos...
Os tempos de espera de futuros filhos e futuros pais vem realmente deste desencontro de imaginários.
É criticável? Não me parece. A interioridade e intencionalidade de quem se candidata é com cada um.
Fui candidata e assim me tornei mãe, a mais feliz do mundo. Dei este passo pelo meu desejo profundo de ser mãe, mas de coração completamente aberto: quero ser a mãe de quem me quiser para mãe. Sem questões de género, etnia, idade, saúde... Foi rápido? Foi. É pequenino, branquinho, saudável? Não. É o meu filho que amo perdidamente, porque assim meu coração o quis ter e sobretudo porque o coração dele assim me quis...
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De Jorge Soares a 10.01.2013 às 23:39

Contra factos não há argumentos...

quero ser a mãe de quem me quiser para mãe. Sem questões de género, etnia, idade, saúde... Foi rápido? Foi. É pequenino, branquinho, saudável? Não. É o meu filho que amo perdidamente, porque assim meu coração o quis ter e sobretudo porque o coração dele assim me quis...

Só mais um facto, se todos pensássemos assim, não havia crianças à espera.

Desculpa, mas vou utilizar este teu comentário para outro post.

Jorge Soares
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De Anónimo a 11.01.2013 às 09:39

Cuidado com os "factos" ... pois factos falsos não servem de argumento.
Não é verdade que "A larga maioria dos candidatos tem indicado um perfil para adoptar uma criança até aos 3 anos, caucasiana e saudável". Segundo as últimas estatísticas disponíveis apenas 20% dos candidatos colocou o limite de idade nos 3 anos. Pode-se argumentar que ainda é uma percentagem elevada mas o que nunca se pode afirmar é que seja uma larga maioria.
Segundo facto: "A larga maioria das crianças em situação de adoptabilidade, são crianças com mais de 3 anos, muitos são irmãos, de várias etnias, com problemas de saúde ligeiros, graves, deficiência". Também não é verdade. A grande maioria das crianças que aguardam uma família têm mais de 7 anos e passaram quase a sua vida toda institucionalizadas. Muitas são pré-adolescentes ou adolescentes.
Quanto aos outros dois factos, são verdade mas deve-se procurar uma família que tenha real vontade, condições e capacidade de se tornar a família da criança em causa. Encontrar uma família só para tirar as crianças das instituições e melhorar as estatísticas é contraproducente.
Custa-me muito ouvir pessoas que não sabem nada de adopção falar nestes termos mas custa-me ainda mais quando são pessoas que passaram por processos de adopção e deviam conhecer mais sobre a realidade. Não contribuam para deseducar a população. Falem sobre a adopção mas com real conhecimento de causa, sem utilizar clichés do século passado que já estão longe de corresponder à realidade.
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De Jorge Soares a 11.01.2013 às 10:11

Desculpe, mas acho que leu as estatísticas ao contrário, a última vez que eu li os números .. e sim, eu leio os números, a percentagem era mesmo essa, 80% querem crianças com menos de 3 anos.

Quanto ao resto, tenho pena que esteja a comentar como anónimo, porque só alguém que não me conhece pode dizer que falo sem conhecimento dos factos... imagino que não seja meu leitor habitual, há neste blog mais de 100 posts sobre adopção, aconselho-o o a ler alguns deles.

Jorge Soares
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De Anónimo a 11.01.2013 às 19:58

"quem pretende bebés até aos três anos (20% dos candidatos)"
http://criancasatortoeadireitos.wordpress.com/2012/04/02/numero-de-adocoes-diminuiu-em-portugal-nos-ultimos-tempos/

Ainda bem que há cada vez menos candidatos à adopção porque eles não servem os interesses das crianças à espera de uma família!
http://criancasatortoeadireitos.wordpress.com/2012/05/20/ha-menos-familias-a-querer-adotar-criancas/

É uma infelicidade que os candidatos existentes não estejam de "coração aberto" e consigam "descrever o filho que quer com tal luxo de detalhes que este nunca aparece".
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De Sofia G. a 11.01.2013 às 14:31

No meu comentário indiquei factos, que sim, são factos. Não falo para deseducar e muito menos falaria de um assunto do qual não tivesse conhecimento de causa. Aliás, nunca fui de fazer comentários em blogs, mas ontem senti essa "urgência" de partilha, pois é um assunto que me toca em muito do que sou.
Porque sou mãe de coração, que fez um processo normal e regular de candidatura e avaliação como qualquer outro candidato.
Mas também sou assistente social, com mais de uma década de trabalho directo com crianças e jovens institucionalizados e com a experiência profissional, mas sobretudo emocional de muitas adopções (felizmente). Por isso caro anónimo, não falo só pelos números e acima de tudo, não falo de cor.
Caro Jorge, ontem não me identifiquei por esquecimento, mas não sou de todo anónima! :)
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De Cristina a 11.01.2013 às 19:47

Crianças com pouco mais de 3 anos para adoptar, só se tiverem realmente problemas de saúde graves ou muitos irmãos. Caso contrário, não percebo porque estarão ainda para adopção.

Se é verdade que elas existem, por serem de outras etnias ou por terem problemas de saúde ligeiros (com problemas graves já admito que sim, embora não sei o que se considera ligeiro ou grave) então algo está muito errado.

A mim, o que as técnicas da seg. social me transmitem é que as crianças para adopção têm já para cima de 10/11/12 anos. Quando mais jovens têm problemas de saúde com alguma gravidade ou graves.

Que eu saiba, hoje em dia já não é de todo fácil adoptar uma criança de 6/7 anos, como seria há anos atrás.

Cristina M.
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De Anónimo a 11.01.2013 às 19:59

Obrigada pela informação. Essa é a verdade actual.
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De Teresa Grainer a 12.01.2013 às 06:34

Ola' Jorge,

Primeiro nao existem paises onde nao se podem colocar restricoes. Em todos os paises com adopcao organizada se podem colocar restricoes, 'as vezes nao de sexo, mas de idade, sempre.
Segundo, como pai que adoptou um bebe' e outra crianca ate' aos 5 anos, nao me parece que estejas em posicao de criticar outros adoptantes. E dizer que nao consideraste ninguem com 10 anos porque nao foi proposto e' irrealista. Na verdade sabias bem quando fizeste o teu ultimo processo que havia e ha' criancas em idade escolar 'a espera, portanto claro que houve uma rejeicao, se nao activa, certamente passiva.
Quanto ao tema da cor, em Portugal nenhuma crianca fica sem familia so' por ter uma cor diferente. Pode haver uma conjuncao de factores, mas cor so' nao.
O maior problema Portugues e' falta de accao das equipas de adopcao. Mais nada.
Nao ha' motivo nenhum para nao haver sessoes privadas em que se apresenta informacoes actuais a candidatos aprovados sobre as criancas que esperam.
Em confidencialidade, em privado, as assistentes sociais e as familias. Em Portugal continua-se a procurar criancas para as familias e nao familias para as criancas.
Em relacao a esse rapaz, ele esta' a quanto tempo de deixar de ser adoptavel? Queres que eu traduza essa carta e envie para amigos que tenho na comunidade adoptante Norte Americana? Existe um perfil do miudo? Temperamento, comportamento, escolaridade?
Teresa
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De Jorge Soares a 12.01.2013 às 11:31

Teresa, por acaso existem, e não é assim tão longe de nós, há estados do Brasil onde não podes colocar restrições de sexo ou etnia.

Em Cabo verde, quando ainda havia adopção, não se colocavam restrições...

O que é que é irrealista para ti?, Eu disse que se me tivessem proposto uma criança de 10 anos ia considerar o assunto e decidir em conjunto com a minha família,.. o que é que é irrealista?

Quanto ao tema da cor, há aproximadamente um ano atrás andou a circular um mail sobre três irmãos para os que a segurança social não encontrava candidatos, tinham entre os dois e os 6 ou 7 anos, achas que se fossem brancos não haveria candidatos?

Já agora, o meu post foi visto entre esta e a outra vez por milhares de pessoas, aqui no blog, em outros blogs, nos foruns de fertilidade.. duvido que existam candidatos em Portugal que não tenha sabido disto... queres saber quantos contactos recebi de candidatos? tens uma ideia?

Eu digo-te... 0, recebi dois mails esta vez de pessoas que não eram candidatos, da outra vez recebi 4 mails, não tenho a certeza absoluta de todos, mas pelo menos dois não eram candidatos.

O que é que isto quer dizer?

Um perfil?, Teresa, estamos em Portugal, é claro que não existe um perfil do miúdo, o que existe é o que está na carta.

Esta criança está há anos para adopção, porque é que a segurança social não encaminhou para adopção internacional? é uma pergunta interessante.

Jorge
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De Anónimo a 12.01.2013 às 17:40

Porque é que esta criança não foi proposta para a adopção internacional? Porque a seg. social, às vezes, parece querer soluções perfeitas. Já fiz essa pergunta e responderam-me que é dificil para a criança, ir para outro país, com outra língua, outra cultura. Não acredito que seja só isso mas, enfim, foi a resposta que me deram.

Jorge, a seg. social não propõe crianças de 10 anos a candidatos que indicam como limite os 5/6 anos. Não fariam outra coisa, disseram-me. Aliás, nem acredito que proponha este menino - que tem 13 anos - a candidatos que aceitam até aos 10.

E sim, em vez de porem cartas como esta a circular melhor seria fazer-se o que a Teresa propõe. Seria, provavelmente, muito mais eficaz do que esta estratégia que tem uma dose de chantagem emocional que a mim me desagrada particularmente.

Cristina M.
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De Jorge Soares a 14.01.2013 às 10:59

Cristina, as coisas são como são, também te podia contar histórias que aconteceram comigo sobre crianças mais velhas e a falta de candidatos... assim de repente lembro-me daquelas duas crianças que estavam algures no centro do país para as que não havia candidatos.. mal eu fiz um post a falar delas, a segurança social encontrou de imediato candidatos.

A verdade é que os responsáveis dos centros de acolhimento estão de mãos atadas, a segurança social diz que não há candidatos e na maioria dos casos é o fim da história para as crianças... depois há quem não baixe os braços... e faça cartas como esta.

Não me parece que vá a ser a solução para esta criança, mas podia-te contar outras histórias em que foi mesmo a solução...

Devia ser diferente, é claro que devia,.. mas é este o país em que vivemos.. e a culpa é de todos nós... não é só da segurança social, porque se pensarmos bem, o que fazemos para que seja diferente?.. olha, eu faço posts.

As questões da Teresa são válidas, mas deviam ser colocadas a outro nível... eu juro que já tentei.. até cheguei a criar uma associação para isto e tudo...infelizmente não fui capaz, era água a mais para o meu moinho...

Jorge Soares
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De smap a 14.01.2013 às 10:23

olá Jorge, antes de mais Parabéns pelo seu blog, sou leitora assídua , embora não costume comentar.
acho que em relação a este tema estamos a afastar-nos um pouco do fulcro da questão que é encontrar uma família para esta criança. Quero dizer-lhe que nunca se deixe abater por comentários menos simpáticos em relação ao trabalho que tem vindo a fazer em prol da adoção , seja perseverante , pois se ao fim de 100 posts uma só criança tiver saído da instituição onde se encontrava e tiver encontrado uma família que a ame, então valeu com certeza a pena!
Felicidades nesta sua caminhada!
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De Jorge Soares a 14.01.2013 às 21:34

Olá

Muito obrigado pelo comentário

Quando falo de adopção é a pensar nas pessoas que estão na posição em que eu já estive, um pouco perdidas e sem saber a quem perguntar ou recorrer... sei, porque de vez em quando aparece um comentário como o seu que as minhas palavras chegam às pessoas, que podem ou não estar de acordo comigo.. mas pelo menos ficam mais esclarecidas.

Jorge
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De Anónimo a 16.01.2013 às 23:09

Olá, estamos na fase final de um processo de pre adopção de uma menina com 10 anos. Decorreram dois anos e meio até recebermos a proposta, o que era suposto não acontecer, atendendo aos números apontados. A segurança social, na pessoa das suas técnicas, demonstrou completa falta de informações sobre a criança, o mesmo acontecendo com os técnicos da instituição de acolhimento. As técnicas da segurança social preocuparam-se com detalhes sem importância e desvalorizaram o que seria essencial. Os atrasos continuados e as estratégias erradas deixaram de ser surpresa!
C. Silva
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De Victor H.N. Carvalho a 23.08.2013 às 03:37

Sou casado há 10 anos com minha esposa e sempre cultivamos a esperança de ter um filho, seja ele biológico ou não. Como se faz para adotar essa criança? Grato: Victor Hugo.
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De Maria Baptista a 06.02.2014 às 15:23

Diagnose ke me encontro interesada em adotar este menino , primeira questao? Quanta tempo demoraria para ke ele vie-se viver para a minna Casa? O processo era. Mais rapido poi so menino em questao ja tem 13 anos de idade ? Eu Tenho 2 meninas uma com 22 anos ke esta na universidade vai ser professora de linguas e a menina mais nova tem 17 anos de idade esta no 1 ano do colegio pois ker ser assistente social estas São as minhas Princesas os meus mais preciosos diamantes sou solteira na Casa dos 50 anos de idade actualmente Vivo entre Portugal e uma Ilha inglesa chamada CI Jersey o meu n. De Telm. E: 00447700334543 no caso de me quererem contactar.obrigada por agora.

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