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mãe4.jpg

 

A propósito do post de ontem e do caso em que o tribunal mandou retirar sete dos dez filhos, por primeira vez fui expulso de um grupo do Facebook,  alguém me inscreveu num grupo que pretende que os filhos sejam devolvidos à mãe. Tentei explicar que o que esteve por trás da retirada não foi o facto de a mãe não ter querido laquear as trompas e sim os restantes factores... mas não vale a pena, as pessoas olham para o que querem ver..e quando ficaram sem argumentos para me contradizer, expulsaram-me. Gostava de saber se quem quer que devolvam as crianças, também vai arranjar um emprego para a mãe e uma creche para as filhas e netos da senhora?.. sim, porque entretanto, hoje numa das noticias diziam que uma das filhas, uma criança com13 anos, já tinha tido um filho.

 

Tenho uma pergunta para o mundo, o que é que é preferível, que juízes e segurança social pequem por excesso e retirem as crianças às famílias mesmo que depois se prove que estas conseguem mudar e as possam receber de volta, ou que pequem por defeito e depois as crianças apareçam a boiar no rio Douro vitimas de negligência e maus tratos como já aconteceu?

 

Jorge Soares

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publicado às 23:32


7 comentários

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De golimix a 26.01.2013 às 10:31

Olá Jorge! Realmente essa história do FaceCoiso. Expulsaram-te?

Bem, meu amigo, esta história e estas decisões não são pacíficas. Sabes bem. E também sei o quanto te tocam estes assuntos. E a qualquer um que tenha filhos e que os ame acima de tudo. Acabamos por ver nas outras crianças um pouco do reflexo das nossas e o nosso instinto é proteger.

Mais uma vez os pormenores que sei deste caso não me deixam ter uma opinião segura, mas posso dizer-te uma coisa, entre crianças com remelas, monquinhos a escorrer, mal vestidas, sem vacinas e com afecto e crianças com vacinas, com boa higiene, e bem alimentadas mas com maus tratos, neste caso até muito difíceis de identificar, sem dúvida que as primeiras estão melhor.

E parece-me que neste caso até existia bastantes laços familiares, não havia maus tratos, a senhora quer os filhos. Porque não retirá-los temporariamente até que ela se organize e cumpra o que foi preconizado? É uma ideia.

O certo é que precisam de vigilância, e eu gostava de saber a opinião das crianças.

Agora, a mulher é uma máquina parideira, lá isso é (deixa-me brincar para amenizar um assunto sério)
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De Jorge Soares a 28.01.2013 às 00:03

Ai é onde está o cerne da questão, a maioria das pessoas dá por feito que as crianças vão para adopção. Se realmente estas crianças forem para adopção, vai passar muito tempo até isso acontecer, de facto, o que costuma acontecer, mesmo em casos de maus tratos evidentes, é que são dadas todas as oportunidades aos pais e na maior parte dos casos, quando as crianças vão para adopção já tem 13 ou 14 anos e ninguém as quer adoptar.

Jorge
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De golimix a 28.01.2013 às 18:09

Estes casos com crianças tentam sempre resolver-se da melhor forma e quero acreditar que isso foi o que se fez. No entanto, Jorge, sabendo como funciona o sistema Judicial no nosso País e tendo em vista que crimes flagrantes de corrupção e desvios de dinheiro e outras coisas que tais, isso leva as pessoas a questionarem a Justiça. Talvez ela não fosse tão questionada e não haveria tanta polémica se se acreditasse que, de facto, tem alturas que até funciona bem.
É só uma análise "barata" da minha parte a toda esta polémica.
Porque a crer pelo que tem vindo à comunicação social, que também sabemos como funciona, eles até actuaram da melhor forma possível, depois de dadas todas as oportunidades. Mas este caso é todo ele complicado e não é pacífico actuar , mesmo para os profissionais devem ser sempre decisões que ficam a "martelar" nas sua cabeças como o - E se?...-

Boa semana
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De António Manuel Dias a 26.01.2013 às 12:05

“É uma família bastante disfuncional a quem durante anos foram dadas várias oportunidades”, acrescentou ainda Rosa Vasconcelos. Mas há “um momento em que o tribunal tem que pôr mão e um travão às situações”.

Aqui: http://www.publico.pt/sociedade/noticia/juizes-dizem-que-perigo-foi-o-unico-motivo-para-retirar-sete-filhos-a-mae-1582122

Apenas em relação à "imposição" da laqueação das trompas eu pergunto se alguém se lembrou do impacto da chegada de mais uma criança a uma família que já não consegue cuidar adequadamente das existentes. Evitar mais crianças nesta família não é só uma medida de protecção para as futuras e hipotéticas crianças, é principalmente uma medida de protecção para os filhos actuais. Não sendo capaz de cumprir esse simples compromisso, acham mesmo que se deve continuar a dar oportunidades a esta mãe? O tempo de uma criança não é o tempo de um adulto e receio que para as que hoje já têm 13 ou 15 anos de idade esta medida já tenha chegado demasiado tarde. Em 2007, quando começou a intervenção com esta família, tinham 10 e 8 anos, respectivamente...

Afecto é muito importante, essencial mesmo, no desenvolvimento de uma criança. Mas não chega.
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De Jorge Soares a 28.01.2013 às 00:05

António, tu sabes neste caso que eu concordo a 100% contigo, não sei é até que ponto haverá legitimidade por parte do estado para impor a laqueação das trompas.

Jorge Soares
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De Oficinas RANHA a 26.01.2013 às 20:16

Eu não conheço este caso, como nenhum de nós que aqui ou noutro sítio opina, mas a verdade é que todos nós temos uma qualquer ideia do que deverá ser o correcto para os apoios do estado às famílias.

No âmbito da minha profissão já conheci várias famílias que contribuem muito pouco para a sociedade e continuam a necessitar cada vez mais de apoios, muitas vezes à custa do aumento do número de filhos. Observa-se que muitas vezes as gravidezes são pouco ou nada vigiadas, os cuidados de higiene duvidosos e as necessidades económicas e socio-educativas imensas.
E a verdade é que os serviços socias, as CPCJ, os tribunais de menores estão limitados e por vezes parecem tomar decisões pouco exigentes.

Não quero com este "discurso" dizer que estou a favor ou contra as tomadas de decisão do TM, assim como com o parecer de aconselhamento no laqueação de trompas. Parece-me sobretudo que quando as pessoas adultas tomam decisões conscientes de aumentar as suas famílias deveriam ter em conta os recursos afectivos e económicos que dispõem, e se não forem cumpridoras dos deveres parentais também deveriam ser limitadas nos seus direitos. Penso que o estado tem obrigação de apoiar os seus cidadãos, dependendo das suas necessidades, mas exigindo o cumprimento dos deveres como cidadãos que são.
Peço desculpa pelo meu longo comentário

Ana Cristina
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De Jorge Soares a 28.01.2013 às 00:06

Olá

Concordo.

Jorge

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