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Glória Araújo deve ou não renunciar?

 

Imagem do Público 

 

Gloria Araújo diz que não é o facto de ter sido apanhada a conduzir com uma taxa de álcool de 2.4, quase cinco vezes acima do nível legal permitido, que a deve fazer renunciar ao cargo de deputado... 

 

Bom, se há quem roube gravadores a jornalistas, seja até condenado por isso e não só não renuncie ao cargo como volte a concorrer nas listas do seu partido e volte a ser eleito, porque é que ela havia de renunciar só pelo facto de ter conduzido com uns copos demais?.. curiosamente, ambos pertenciam à comissão de ética... o que se calhar explica muitas coisas.

 

Já agora, imaginemos que em lugar de ser apanhada pela polícia, a senhora que com 2.4 de álcool no sangue estava claramente ébria, tinha atropelado e matado alguém, será que olharíamos para a situação com a ligeireza com que olhamos agora?

 

Se calhar até é verdade que a senhora nem costuma beber tanto, mas naquele dia bebeu e depois de o fazer assumiu uma atitude completamente irresponsável quando mesmo assim decidiu conduzir.

 

Há muita gente neste país que se esquece que tal como a mulher de César, quem tem a responsabilidade de exercer cargos públicos não só deve ser sério, deve também parecer.

 

Já agora, se as eleições fossem uninominais, alguém votaria nesta senhora ou em deputados que roubam gravadores?.. se calhar a resposta não é assim tão simples, afinal o Isaltino continua a ganhar eleições e o Adelino Ferreira Torres até se vai voltar a candidatar...

 

Jorge Soares

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publicado às 22:10


14 comentários

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De DyDa/Flordeliz a 04.02.2013 às 23:58

À direita, à esquerda e ao centro as maçãs estão todas tocadas e até já começam a ganhar bicho - dizem!
Entre bêbado, mentiroso ou ladrão, começam a escapar poucos nomes para a procissão.
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De golimix a 05.02.2013 às 19:49



Muito boa, Flor!

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De Jorge Soares a 06.02.2013 às 22:54

Hummm.. olha que isso das maças podres correu muito mal para quem primeiro o utilizou, depois viu-se que afinal a maça não só estava intacta como era de primeira qualidade.... mas isso foi no futebol....

Mas não deixas de ter razão, entre tanta falta de vergonha, resta pouco por onde escolher.

Jorge
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De sentaqui a 05.02.2013 às 00:36

Parece que estamos no mundo onde vale tudo e já não há pudor nem ética que valha a esta gente que temos o azar de ver em cargos que noutros tempos seriam envoltos em dignidade e respeito.
Penso que anda tudo ao despique a ver quem mais escandaliza.
Que gente tão pequenina que nos rodeia!
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De Jorge Soares a 06.02.2013 às 22:57

Azar?... isso não é azar não, eles só lá estão porque alguém votou nos partidos deles....

Jorge
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De Ajom Moguro a 05.02.2013 às 11:40

Captado on-line, autoria de comentador identificado como A raiz da partidocracia :
1ª Parte
-1) Desde a instauração da "democracia", a qualidade dos partidos em Portugal tem caído constantemente, estando hoje ao nível do lixo. Os portugueses não têm controlo sobre os seus políticos. A "casa da democracia" é na realidade a casa da partidocracia . O chamado "julgamento nas urnas" é um logro, pois os candidatos das listas perdedoras têm garantia prévia de que se mantêm no parlamento, duma maneira que não tem relação com a vontade dos eleitores. Na verdade, os eleitores nem sequer têm oportunidade de se pronunciar sobre os candidatos. Podem ser agentes secretos, maçons ou outra coisa qualquer, não interessa: a ida para o parlamento não depende do seu voto. A causa profunda do problema é a ausência do voto nominal no sistema eleitoral.
2) Os portugueses têm menos direitos democráticos que os outros europeus. As chefias partidárias fazem listas cuja ordem é essencial, mas é imposta. As listas não figuram no boletim de voto e é impossível votar num membro da lista sem os anteriores terem sido já "eleitos". Surgem os "lugares elegíveis", que dão aos candidatos dos maiores partidos a GARANTIA de que vão ser deputados, independentemente dos votos. Em cada eleição, o cenário é sempre o mesmo: semanas antes de ser deitado o primeiro voto, parte do elenco parlamentar já está decidido. Como não existe uma relação entre o voto e a atribuição dum lugar de deputado, os deputados NÃO representam os eleitores. Seguramente representam alguém, mas não é quem vota.
3) As consequências deste sistema são muitas e graves
(A) Os barões dos principais partidos vivem na impunidade. Sabem que não podem ser desalojados do parlamento pela via dos votos. Mesmo com baixas intenções de voto, têm muitos "lugares elegíveis" para onde se refugiar. Isto influencia o seu comportamento de maneira decisiva.
(B) Corrupção: os lóbis contornam o eleitorado e agem diretamente sobre os oligarcas do parlamento para fazer valer os seus interesses. Na prática, são os lóbis que têm representação no parlamento, não os eleitores.
(C) Cria-se um "fosso" entre cidadãos e políticos e um (forte e crescente) sentimento de desprezo e ressentimento dos cidadãos para com os políticos portugueses.
(D) A ausência de voto nominal bloqueia a renovação interna dos partidos. 4) 4)
4) "Renovação" é uns serem substituídos por outros. É o papel do eleitorado dizer quem vai e quem fica. A maneira natural e democrática de conduzir a renovação é os novos políticos que têm mais votos ascenderem gradualmente às chefias dos partidos. Porém, como o sistema eleitoral impede os eleitores de expressar preferências dentro duma lista, o sistema está na realidade a impedir o eleitorado de exercer o seu papel na renovação partidária. Atualmente , as chefias partidárias eternizam-se e só os que têm o seu beneplácito sobem nas estruturas partidárias.
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De Ajom Moguro a 05.02.2013 às 11:43

Captado on-line
2ª Parte

5) Não é por acaso que os políticos nunca falam do sistema eleitoral. Livres do escrutínio democrático, os partidos foram todos tomados por oligarquias que detém o monopólio do poder político. Com o passar das décadas, essas oligarquias partidárias capturaram não só o sistema político como o próprio regime e as instituições do Estado. A maioria dos problemas de demagogia, corrupção e desgoverno vêm daí, direta ou indiretamente . A imunidade da classe política permite também explicar porque razão a denúncia de situações ou atos escandalosos é geralmente recebida pelos seus causadores com indiferença. Desde que mantenham uma boa posição no partido, o pior que lhes pode acontecer é passarem os anos seguintes no parlamento.
6) Se analisarmos como as votações funcionam, percebemos que é injusta a ideia de que os políticos são maus porque os eleitores são maus, ou maus a escolher. Os eleitores até são bastante exigentes: o problema é que não dispõe dos meios para impor os seus padrões de exigência na seleção dos políticos. A maioria das opções democráticas são-lhes negadas pelo sistema eleitoral. Não podem dar força eleitoral a quem o merece, o voto branco não é tido em conta na atribuição dos lugares de deputado, não têm o direito de iniciativa legislativa, os referendos estão limitados nas matérias sobre que podem incidir, o parlamento pode bloquear uma iniciativa referendária, os ministros não têm de ser deputados, etc , etc .
7) Não é possível desbloquear a partidocracia portuguesa sem mudar o sistema eleitoral. Felizmente há uma maneira simples e que não altera o equilíbrio entre os partidos e sem círculos uninominais. É manter o atual sistema, mas dando aos eleitores a possibilidade de ordenar as listas através dum voto preferencial. As listas são incluídas no boletim de voto e os eleitores votam num candidato duma lista. Esse voto conta também como um voto na lista, de modo que o método de D'Hondt continua a poder ser usado exatamente como agora. O que muda é ordem de atribuição dos lugares de deputado, que passa a ser em função de quem recebeu mais votos. Nenhum candidato tem garantia prévia de ser eleito: passa a haver escrutínio.
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De Jorge Soares a 05.02.2013 às 11:52

No essencial concordo com quase tudo em todos os pontos, mas o facto da existência de Isaltinos, Valentins Loureiros, Fátimas Felgueiras, Adelinos Ferreira Torres, só para falar nos mais mediáticos, deixa-me algumas dúvidas sobre a capacidade do povo português para saber escolher o trigo do joio.

Jorge Soares
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De Ajom Moguro a 05.02.2013 às 12:12

Pois é, mas é bom que sejamos confrontados com o cara a cara, para não nos podermos desculpar com o escuro de que nos servimos.
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De Universo de Paralelos a 05.02.2013 às 19:07

Se houvesse consciência (já que tem influência nos destinos do país) devia ser despedida ou despedir-se.
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De Jorge Soares a 06.02.2013 às 22:58

Consciência?.. e os políticos lá sabem o que isso é?

Jorge
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De Universo de Paralelos a 07.02.2013 às 11:38

Eu quero acreditar que ainda há gente com capacidades e bons valores para aqueles lados.
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De golimix a 05.02.2013 às 19:56

Bem, o que falei no post de ontem até se demitiu, embora eu ache que só sossegou até a poeira assentar, depois irá ocupar um outro cargo de gabaritl ganhar mais umas boas croas e está a andar!

Jorge, este é o país que temos e que escolhemos ter!
E convém que as pessoas se comecem a conscêncializar na culpa que se tem por isto andar assim!

bijix

ps- afinal parece que sou muito hospitaleira, o raio do Murphy abancou por cá
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De Jorge Soares a 06.02.2013 às 22:59

Nem mais, este é o país que elegemos ter... somos nós que votamos para eles lá estarem.

Amiga, no hay mal que dure cien años.. ni cuerpo que le resista.

de certeza que melhores dias virão.

Jorge

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